Muitos enquadram o trabalho de Alvar Aalto no conceito de Gesamtkunstwerk (uma obra de arte total), onde arquitetura, design e arte se fundem em um só. A obra do arquiteto finlandês é pioneira na chamada vertente orgânica da arquitetura moderna do início do século XX, influenciando fortemente o que conhecemos hoje como arquitetura escandinava. Segundo sua descrição no site do MoMA: “seu trabalho refletiu um desejo profundo de humanizar a arquitetura por meio de um manuseio não ortodoxo de formas e materiais que fosse racional e intuitivo”. Suas soluções para trazer luz natural aos edifícios são exaltadas e estudadas repetidamente até hoje. Mas em toda a sua carreira, um material que sempre esteve presente e de diversas formas foi a madeira. De estruturas, forros a banquetas, Alvar Aalto trouxe protagonismo a este material natural.
Reedição dos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi no MASP, projeto realizado por Helena Cavalheiro em associação com Metro Arquitetos. Foto: Eduardo Ortega
Quais são as questões conceituais e técnicas que dão forma a um projeto expográfico? Quais são xs agentes envolvidxs no processo ? Quais são as ferramentas e etapas de trabalho mais utilizadas? Embora inscrita no universo da arquitetura, a tarefa de transpor para o espaço uma narrativa artística possui suas particularidades.
Você deve estar se perguntando: o que é que o McDonald's tem a ver com o discurso da arquitetura? Pode até parecer bobagem, mas a maior franquia de fast-food do mundo teve sim, um papel determinante na história recente da arquitetura. Embora o “receita secreta” utilizada pelo McDonald's nunca tenha mudado, assim como o design da icônica marca permanece o mesmo desde os seus primórdios, o McDonald's explorou muito em matéria de arquitetura—contratando até alguns dos mais importantes arquitetos de seu tempo para projetar algumas de suas lojas— transformando a banalidade do cotidiano em uma experiência única e inovadora.
“Não, não sou uma sem-teto. Sou apenas uma sem-casa. Não é a mesma coisa, né?" Questionando a noção de lar e casa, Nomadland conta a história de uma mulher de sessenta anos que perde tudo na grande recessão. Fern, interpretada pela atriz Frances McDormand, deixa para trás sua cidade após a morte de seu marido e a falência da única indústria que sustentava a região. A protagonista decide embarcar em uma jornada sem rumo certo, vivendo em sua van como uma nômade pelas vastas paisagens do oeste americano.
As pessoas são o propósito e a escala da cidade, então, como seria uma cidade projetada para as pessoas? Em abril desde ano aconteceu o primeiro "Prêmio Cidade pela Humanidade", que teve sua cerimônia realizada em Chengdu, China. Com o tema "reconstruindo conexões", a premiação busca promover uma discussão sobre os valores sociais e o cuidado humanístico nas cidades chinesas através de uma abordagem profissional e comunicativa.
Uma abóbada é um elemento construtivo no qual os elementos que constituem a superfície trabalham em compressão. Embora esta resolução construtiva venha sendo utilizada desde a época romana, alguns tipos de abóbadas (como a catalã ou a valenciana) tornaram-se populares em algumas regiões do mundo a partir do século XIX, apresentando-se como uma solução adequada para a construção residencial (sobretudo por seu baixo custo). Podendo vencer vãos de até trinta metros, esse sistema foi muito usado em certas tipologias industriais, adaptando-se às necessidades e dimensões de oficinas, fábricas e depósitos.
Durante o ano de 2020, a passagem do sistema presencial ao remoto–tanto em escolas quanto universidades—, permitiu que jovens e adultos pudessem seguir seus planos de estudo durante as fases mais críticas da pandemia. Entretanto, é evidente que esta repentina mudança transformou substancialmente as antigas dinâmicas de ensino e aprendizado. Nas escolas de arquitetura, por exemplo, onde os alunos muitas vezes trabalham em grupos e utilizam objetos físicos como maquetes e modelos tridimensionais para desenvolver seus estudos, eles tiveram que adaptar-se a esta nova realidade muito rapidamente. Em se tratando de disciplinas de caráter projetual e de desenho, onde o engajamento entre os alunos e a colaboração com os professores são fatores fundamentais para o desenvolvimento do trabalho prático, a transição direta e completa para o ambiente virtual—com aulas, apresentações, discussões, revisões e entregas sempre em modo remoto—privou os alunos de explorar qualquer outro método alternativo de expressão que não a representação digital.
O movimento moderno ainda hoje é um assunto que desperta as mais diversas e controversas reações. O mesmo acontece quando falamos do legado da arquitetura moderna. Acontece que não existe apenas um único legado, mas uma série de legados que varia de acordo com a localização geográfica, com o clima, o contexto político, social e econômico de cada país ou região. Embora a gênese do modernismo na arquitetura tenha se dado na Europa e nos Estados Unidos—onde encontram-se alguns dos seus mais representativos exemplares—, para além do mundo ocidental a chamada “arquitetura moderna” foi sendo moldada por arquitetos e arquitetas de acordo com as necessidades de cada contexto específico. No Sri Lanka, por exemplo, o arquiteto Geoffrey Bawa ajudou a cunhar o termo “Modernismo Tropical”, desenvolvendo uma arquitetura sensível e profundamente enraizadas na paisagem. Também podemos encontrar outros surpreendentes edifícios modernistas na Tanzânia, frutos da vasta e consistente obra construída de dois de seus mais importantes arquitetos: Anthony Almeida e Beda Amuli.
Nascido na cidade polonesa de Łódź em 1946, Daniel Libeskind passou boa parte de sua infância em Israel e em 1959 migrou junto com sua família para os Estados Unidos, tornando-se cidadão americano em 1965. Mais de meio século depois de deixar o seu país de origem, Libeskind voltou a sua cidade natal e está desenvolvendo um amplo projeto de revitalização urbana que pretende mudar a cara de uma das maiores e mais importantes cidades do país. Desenvolvido em parceria com o Instituto Cultural inLodz21, o projeto pretende ressignificar 21 lotes urbanos e estruturas construídas no centro de Łódź, desde edifícios residenciais e comerciais até espaços urbanos. Visando resgatar a antiga glória da cidade e transformá-la em um novo polo cultural e industrial, o projeto inLodz21 pretende restabelecer a cidade de Łódź como um importante centro de inovação e criatividade no cenário nacional e internacional.
Dezenas de bairros da cidade de Nova Iorque foram recentemente reurbanizados com base em hipóteses inventadas e dados manipulados grosseiramente pelas autoridades municipais com a promessa de promover diversidade, acesso à moradia digna e inclusão social. Entretanto, nenhuma destas expectativas chegou a de fato a se concretizar, e o que é pior, na prática, o resultado foi exatamente o oposto disso: menos diversidade, menos moradias acessíveis e consequentemente, mais segregação e um processo de gentrificação generalizado. Ainda assim, muito pouco se fala disso. Mas o dano já está feito, e os incorporadores seguem aproveitando-se das regras do jogo para seu próprio benefício. E assim a cidade vai sendo transformada para a alegria de alguns poucos e a tristeza de muitos. Esta é a situação que Roberta Brandes Gratz explora em seu mais recente artigo entitulado “New Tork City”, analisando como as leis de zoneamento foram manipuladas para gerar um resultado oposto daquilo que se espera.
A Superbacana+ convida o arquiteto José Paulo Gouvêa e o engenheiro Miguel Maratá, membros da equipe vencedora do concurso para o Pavilhão Brasileiro na Expo de Dubai, para uma conversa sobre os desafios dessa inovadora construção que irá representar o país na próxima exposição mundial. Quem comanda a conversa é nosso parceiro, o arquiteto e fotógrafo André Scarpa.
Para a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura La Biennale di Venezia, o Pavilhão da Finlândia revisita um momento da história local em que uma crise de refugiados levou a novas formas de construção e reconfiguração do espaço doméstico, que acabou influenciando diferentes lugares do mundo. Intitulada New Standards, a exposição com curadoria de Laura Berger, Philip Tidwell e Kristo Vesikansa apresenta a história de Puutalo Oy, uma empresa especializada em edificações pré-fabricadas de madeira que estabeleceu novos padrões para o design residencial no século XX e criou a exportação arquitetônica mais difundida da Finlândia.
Localizadas no extremo norte do Brooklyn, justo onde o Newton Creek desemboca no East River, as torres residenciais Greenpoint Landing projetada pelo arquiteto sócio do OMA de Nova Ioque, Jason Long, acabam de entrar em fase final de construção; enquanto a Torre Norte está atualmente com 90 metros de altura, e a Torre Sul já superou a marca dos 120 metros. Juntas, as duas torres disponibilizarão 745 novas unidades residenciais ao bairro do Brooklin além de criar uma nova orla pública com vistas para o skyline de Manhattan.
Hotel Al Yamamah, Riade. Imagem Cortesia do Arquivo Nacional de Fotografias Históricas, Biblioteca Nacional King Fahad
Intitulado Acomodações, o Pavilhão da Arábia Saudita na 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza se propõe a analisar encontros sociais e espaciais de hospedagens e casas no território saudita, lugar onde histórias, protocolos e gestos estão entrelaçados. Com curadoria de Hussam Dakkak, Basmah Kaki, e Hessa AlBader, junto com os curadores de Brooklin, Uzma Z, Rizvi e Murtaza Vali, a exposição irá acontecer de 22 de Maio a 21 de Novembro de 2021.
Intitulado "American Framing", o pavilhão dos Estados Unidos na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, explorará a onipresença e o poder criativo da estrutura de madeira na arquitetura americana, um elemento construtivo esquecido. Com curadoria de Paul Andersen e Paul Preissner, a exposição estará em exibição no Giardini della Biennale de 22 de maio a 21 de novembro de 2021.
New Investigations In Collective Form, 2018. Image Courtesy of The Open Workshop
A Bienal de Arquitetura de Chicago anunciou a lista de seus colaboradores para a edição do ano de 2021, intitulada The Available City [A Cidade Disponível]. A lista com 29 nomes, selecionada pelo Diretor de Arte David Brown, traz perspectivas globais de cidades como Cape Town, Caracas, Chicago, Copenhagen, Dublin, Paris, Basileia e Tóquilo.
1964 World's Fair held in New York City. Imagem Cortesia de Abandoned NYC
Exposições Internacionais, como as Feiras Mundiais de outrora ou as Expo do século XXI, parecem hoje coisa do passado. Esses mega eventos de escala mundial foram responsáveis por apresentar ao mundo novas tecnologias e soluções construtivas inovadoras, eles introduziram algumas das mais radicais mudanças no mundo da arquitetura assim como criaram marcos que transformariam para sempre a paisagem de nossas cidades. Ao longo das inúmeras feiras e exposições mundiais já realizadas, podemos acompanhar o desenvolvimento do próprio discurso arquitetônico—desde o exuberante Palácio de Cristal de 1851 até a última, e ainda não realizada, Expo 2020 de Dubai.