Um dos filmes mais comentados do ano faz parte de uma consagrada franquia que tem a cidade como um de seus principais personagens. O grande protagonista é um super-heróis muito conhecido, mas não é possível falar em Batman sem falar de Gotham City. Neste episódio, o Arquicast conversa sobre a versão mais recente da saga do homem-morcego em sua jornada para salvar Gotham das mãos do crime organizado e restabelecer algum sentido de cidadania que traga união e esperança para a desigual e maltratada população da cidade.
Ray working on a model for the Billy and Audrey Wilder House in 1950 (unbuilt).. Image Courtesy of Eames Office
Na esteira do aniversário de 80 anos do Eames Office, data marcada por uma exposição e por sneakers inspirados em Ray, o diretor Eames Demetrios falou ao Metropolis sobre a matriarca que continua inspirando o design.
‘La Muralla Roja’ When the sun goes down III, é uma evocativa nova série de fotografias de Andrés Gallardo. Cinco anos depois de visitar pela primeira vez a criação de Ricardo Bofill, Gallardo a revisitou com a intenção de criar uma série totalmente contrastante, capturando o complexo no pôr-do-sol, noite e no nascer da manhã. Considerando o fato de que não há muitas fotografias em circulação durante o período noturno, Gallardo saiu para capturar o complexo durante o crepúsculo, com o movimento plácido das ondas contra frente para o mar.
‘La Muralla Roja’ traduzida como "A Muralha Vermelha" é um projeto vibrante de moradia na região de Calpe, na Espanha. O termo Casbah é frequentemente mencionado em relação a esse projeto em especial, sugerindo que o próprio Bofill se inspirou em temas árabes norte-africanos. Casbah se refere a uma cidadela ou castelo, uma área central murada de uma cidade ou vila sobre o centro tradicional. O complexo no Mediterrâneo imita esse reino construído, com um entrelaçado de caminhos, escadarias, varandas e pontes interligadas em um efeito harmônico.
Antes mesmo de nos habituarmos com o home office, alguns escritórios já estavam preocupados com o bem-estar de suas equipes e em como atrair novos talentos para trabalhar em seus espaços físicos. Nesse contexto, as salas de descompressão já haviam se tornado peças fundamentais no programa arquitetônico para demonstrar que a empresa está preocupada em estimular a convivência entre as pessoas, aliviar a pressão cotidiana e trazer momentos de prazer durante a jornada de trabalho. Hoje, quando muitos já retornaram aos escritórios, ambientes como esse se tornam cada vez mais fundamentais para garantir o bem-estar do funcionário, assim como melhorar seu rendimento.
Poucas estruturas são tão elegantes e engenhosas quanto as estufas. Construídas em grande parte com projetos simples e diretos, esses abrigos minimalistas criam espaços protegidos e iluminados que definem o clima interno. Dedicados ao cultivo de plantas, são projetos diversos que combinam programas e sistemas para enfatizar a sustentabilidade, educação e conservação. No fundo, as estufas dizem respeito à experiência e descoberta.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Imagem de Maillarts Brücken (2001), de Heinz Emigholz.
A fotografia é historicamente utilizada para documentar a arquitetura. Já no primeiro registro fotográfico, o objeto capturado foi a propriedade do seu inventor, Joseph Nicéphore Niépce. Apesar de comumente vista sob a ótica de registro da verdadeira obra de arte (o edifício capturado), a fotografia arquitetônica, mais do que um instrumento a serviço dessas estruturas, é uma arte por si só e, dessa forma, possui linguagem e questões estéticas próprias.
O OMA e a Squint/Opera lançaram um novo vídeo do "Al Daayan Health District", um protótipo de hospital que responde à rápida mudança do campo médico por meio do potencial de modularidade, pré-fabricação e automação. O projeto apresenta unidades modulares pré-fabricadas, fazendas locais para alimentos e remédios e instalações de alta tecnologia.
No dia 31 de março, comemora-se no Brasil o Dia da Saúde e da Nutrição, fatores que ganham cada vez mais notoriedade na sociedade em que vivemos. Após mais de dois anos vivendo os altos e baixos da pandemia de Covid-19 e nos deparando com a necessidade evidente de uma realidade mais saudável, ativa e comunitária, é importante refletirmos como a arquitetura e o urbanismo podem se tornar ferramentas de acesso a cotidianos mais saudáveis.
Sou Fujimoto Architects revelou seu projeto para o Hida Furukawa Station Eastern Development, um centro comunitário regional que visa enriquecer a vida, o lazer e a cultura dos moradores da cidade de Hida, na província de Gifu, japão. O centro incluirá uma base de pesquisa universitária, acomodação estudantil, um campo de jogos para todas as estações e instalações comerciais, todos interconectados para formar uma comunidade harmoniosa.
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Sujeito Contemporâneo: Joana Sanches conversa com José Sterza Justo. Aquarela: Roberto Bertoncini. Produção Gráfica: Leandro Mendes
O festival sexta no galpão tem como objetivo abordar temas relativos à cultura, arte, cidades e os modos de ser e viver na contemporaneidade, promovendo o encontro entre especialistas de determinadas áreas do conhecimento para debaterem entre si e com o público.
Por muito tempo mulheres tiveram suas produções excluídas e apagadas em áreas com como engenharia, arquitetura e design. Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
El poder de la Data - Mirador. Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
O Poder dos Dados (originalmente "El poder de la Data") é uma exposição criada em um edifício virtual, concebido por geometrias tridimensionais baseadas em vários algoritmos de inteligência artificial. O projeto foi criado pela equipe de arquitetos pesquisadores da OLA (Online Lab of Architecture) formada por Jennifer Durand (Peru), Daniel Escobar (Colômbia), Claudia Garcia (Espanha), Giovanna Pillaca (Peru) e Jose Luis Vintimilla (Equador).
A arquitetura traz em si um forte arquétipo, no qual o propósito parece ser maior do que ela mesma. Floreada por uma imagem poética, seus profissionais refletem o símbolo de grandes inventores, que concebem o espaço e fundam novas formas de viver na sociedade. Sem dúvidas um ofício sedutor e que, certamente, influencia o cotidiano de qualquer cultura. No entanto, é cada vez mais marcada por ilusões e desapontamentos, num mercado que parece paulatinamente se distanciar da teoria e se fechar nos nichos que ele mesmo cria. Sob uma competição cada vez maior, sem resultar numa qualidade significativa do que é produzido, trabalhar com arquitetura se reflete gradualmente em frustrações e insegurança.
O governo de Abu Dhabi divulgou o projeto para um Museu de História Natural desenhado pelo escritório holandês Mecanoo. O projeto se assemelha a formações rochosas naturais por meio de formas geométricas que estão presentes em todos os elementos do projeto, acompanhadas pela presença de água e vegetação. O terreno de 35 mil metros quadrados contará com galerias de arte, espaços para exposições temporárias e teatros, bem como uma instalação de pesquisa inovadora para o estudo de zoologia, paleontologia, biologia marinha, pesquisa molecular e ciências da terra. A nova instituição pretende ser um espaço de educação e, ao mesmo tempo, um think-tank para a inovação nesses respectivos campos.
Como uma das primeiras etapas na elaboração de um projeto arquitetônico, o estudo da legislação vigente no terreno é de suma importância para o êxito da proposta. Por meio de cálculos e restrições, as leis de zoneamento apresentam limites a serem considerados no projeto que, consequentemente, instigam os arquitetos a pensarem em soluções inteligentes, lidando de maneira prática e criativa com tais limitações.
Esses parâmetros são ditados pelo poder público e têm como objetivo frear, manter ou acelerar o crescimento urbano de determinada porção da cidade. São normas que estabelecem diretrizes para a ocupação do solo delimitando a porcentagem de área construída, recuos, afastamentos, permeabilidade do terreno, entre outros.
Nas últimas duas décadas, as ramificações sociais e econômicas das vias urbanas foram destacadas à medida que uma grande parte dessa infraestrutura de meados do século chega ao fim de sua vida útil, suscitando conversas sobre seu papel no planejamento urbano contemporâneo. A remoção das vias expressas implica na substituição da infra-estrutura de transporte por novos desenvolvimentos urbanos, amenidades verdes e redes viárias alternativas para promover um ambiente urbano mais saudável e um crescimento inteligente. Em alguns casos, a ideia de remoção é recebida com preocupação sobre o potencial aumento do tráfego e a gentrificação das áreas adjacentes à via, mas a pandemia exacerbou ainda mais a necessidade de espaços públicos de qualidade e colocou em questão, mais uma vez, a hegemonia do carro. A seguir, destacam-se vários projetos de remoção de vias expressas, discutindo como essas intervenções restauram o tecido urbano, reordenam comunidades e recuperam espaços urbanos para os habitantes da cidade.