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Arquitetura e Raça: O mais recente de arquitetura e notícia

Leilão com trabalhos de David Adjaye e Daniel Libeskind levanta fundos para combater racismo na profissão

Recém lançada, a Architecture for Change (ARCH ) é uma iniciativa sem fins lucrativos dedicada a combater o racismo sistêmico na indústria da arquitetura e construção civil. Como parte de sua primeira série de ações, a ARCH realizou um leilão online com obras — esboços, maquetes, plantas, fotografias etc. — doadas por alguns dos mais importantes nomes da arquitetura contemporânea, incluindo Sir David Adjaye, Daniel Libeskind, Michel Rojkind, David Rockwell, Jennifer Bonner, Trey Trahan entre outros.

Gênero, raça, transparência e governança no novo Estatuto do IAB São Paulo

O IABsp acaba de registrar seu novo Estatuto Social, aprovado pelo Conselho Superior do IAB (Cosu) em de setembro deste ano, colocando em vigor a primeira grande mudança de estrutura estatutária desde 1957. A proposta do estatuto agora vigente havia sido aprovada em assembleia geral do IABsp em agosto, por unanimidade dos 80 associados presentes. As mudanças buscam elevar os patamares de transparência e representatividade, além de tornar mais eficazes a gestão e a governança do departamento paulista, fortalecendo seu papel institucional.

Mulheres e a luta por moradia: trajetórias de empoderamento e autonomia na experiência do MST-Leste 1

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O acesso à moradia adequada é difícil em um país como o Brasil, que possui um déficit habitacional de 6,3 milhões de moradias (FUNDO FICA, 2019). A lógica perversa do mercado imobiliário – em que os custos de compra de terras e imóveis e mesmo de aluguel são altíssimos –, associada à carência de políticas públicas de provisão habitacional – em um contexto social em que famílias com renda de até dois salários mínimos residentes em áreas urbanas gastam 41,2% da renda familiar em despesas de consumo com à habitação (GUERREIRO; MARINO; ROLNIK, 2019) –, fazem com que a aquisição da casa própria seja extremamente difícil para as camadas mais pobres da população.

Mulheres e a luta por moradia: trajetórias de empoderamento e autonomia na experiência do MST-Leste 1 - Image 1 of 4Mulheres e a luta por moradia: trajetórias de empoderamento e autonomia na experiência do MST-Leste 1 - Image 2 of 4Mulheres e a luta por moradia: trajetórias de empoderamento e autonomia na experiência do MST-Leste 1 - Image 3 of 4Mulheres e a luta por moradia: trajetórias de empoderamento e autonomia na experiência do MST-Leste 1 - Image 4 of 4Mulheres e a luta por moradia: trajetórias de empoderamento e autonomia na experiência do MST-Leste 1 - Mais Imagens+ 1

ArchDaily elege os melhores Jovens Escritórios de Arquitetura de 2020

O ArchDaily tem o orgulho de anunciar a seleção de Jovens Escritórios 2020. Esta primeira edição destaca escritórios e profissionais emergentes que mostram abordagens, propostas e soluções inovadoras para alguns dos maiores desafios da atualidade. Da crise climática a questões de raça e gênero; da evolução tecnológica à coesão social – estes desafios estão alterando o curso da arquitetura, posicionando a disciplina no contexto de uma nova sociedade e economia. 

Escolhidos dentre mais de 350 inscritos de 72 países e 215 cidades de todas as regiões do globo, os escritórios e profissionais selecionados refletem as mudanças pelas quais a arquitetura tem passado nos últimos vinte anos, com o surgimento e consolidação de novas tecnologias, ferramentas, formatos, tópicos, escalas e abordagens interdisciplinares.

Educação espacial e o futuro das cidades africanas: uma entrevista com Matri-Archi

Liderado por Khensani de Klerk e Solange Mbanefo, Matri-Archi é um coletivo com sede na Suíça e África do Sul que visa aproximar e empoderar mulheres para a educação espacial e o desenvolvimento das cidades africanas. Por meio da prática projetual, textos, podcasts e outras iniciativas, Matri-Archi — eleito um dos melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily — se dedica ao reconhecimento e à capacitação das mulheres no campo espacial e na indústria da arquitetura.

O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com as codiretoras do coletivo sobre temas como espaço hegemônico, arquitetura informal, tecnologia, idiossincrasias locais e o futuro das cidades africanas e globais. Acompanhe a entrevista a seguir.

O peixe morto na praia: o problema das “mulheres na arquitetura”

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Reconstruindo repertório: trajetórias negras

O mês de novembro é marcado por diversas ações de sensibilização e conscientização acerca da luta do povo negro em uma sociedade tão racista, e principalmente um momento essencial para a branquitude se tornar cada vez mais protagonista nas práticas antirracistas.

Altamira disponibiliza gratuitamente o ebook "Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX"

A Altamira Editorial disponibilizou gratuitamente o livro Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX para download em seu website. De autoria de Ana Gabriela Godinho Lima, a publicação reúne um "levantamento da atuação das arquitetas latino-americanas do século XX, no campo da produção teórica e prática do edifício."

Dia Mundial da Arquitetura: projetando para o futuro do habitat humano

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O Dia Mundial da Arquitetura, comemorado na primeira segunda-feira de outubro, foi instituído pela Union International des Architects (UIA) em 2005 para “lembrar ao mundo de sua responsabilidade coletiva em relação ao futuro do habitat humano” e, não por acaso, coincide com Dia Mundial do Habitat da ONU.

"Cresci onde a arquitetura foi projetada para oprimir": Wandile Mthiyane sobre impacto social e educação na África do Sul

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A justiça do projeto é baseada na experiência pessoal e construída por meio de ações cotidianas. Wandile Mthiyane é um arquiteto que personifica essa ideia, um ativista que cresceu em Durban, na África do Sul, durante o Apartheid. Desde jovem sentiu-se atraído pela construção e pelo design, um contexto diretamente ligado à sua infância. Com o tempo, percebeu que queria construir um futuro melhor trabalhando para desfazer os efeitos arquitetônicos da segregação racial institucionalizada. Hoje, Wandile é reconhecido por estratégias que geram impacto social, incluindo seu trabalho para transformar sua cidade natal, Durban.

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Em busca de uma identidade para a arquitetura angolana: entrevista com o grupo BANGA

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O momento talvez nunca tenha sido tão propício a investirmos nossas energias em projetos virtuais, afinal, fomos parcialmente privados do contato com o mundo concreto das coisas. Explorando a particularidade do momento atual e a potência de engajamento da internet, um grupo de arquitetas e arquitetos de Angola deu início a um trabalho ambicioso: buscar uma nova identidade para a arquitetura angolana.

Formado por Yolana Lemos, Kátia Mendes, Mamona Duca, Elsimar de Freitas e Gilson Menses, o Grupo BANGA é responsável pelo projeto Cabana de Arte, que une os esforços de jovens arquitetos e artistas de Angola em trabalhos virtuais que buscam trazer visibilidade a profissionais emergentes e aproximar a arquitetura do cotidiano das pessoas.

Leia, a seguir, a entrevista realizada com o grupo.

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Um novo modelo urbano para outro projeto de sociedade: uma entrevista com Tainá de Paula

Um novo modelo urbano para outro projeto de sociedade: uma entrevista com Tainá de Paula - Imagem de Destaque
Tainá de Paula. Imagem: Divulgação

Abordar o contexto de ampliação das diferenças políticas e crescentes desigualdades econômicas. Um novo contrato espacial. Apreender como viveremos juntos. As indagações trazidas por Hashim Sarkis, curador da próxima Bienal de Veneza, podem levantar importantes questões sobre como a arquitetura atravessa e concretiza os conflitos sociopolíticos. Para compreender um ponto de vista descentralizado e que aponta para outras possibilidades além das impostas por um pensamento normativo, entrevistamos Tainá de Paula, arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.

Capacitando arquitetas e estudantes afro-americanas: conversa com Tiffany Brown, fundadora do 400 Forward

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Pioneira em justiça, equidade, diversidade e inclusão na profissão da arquitetura, Tiffany Brown é a fundadora do 400 Forward, uma iniciativa que busca, inspira e orienta a próxima geração de mulheres arquitetas. Nomeado à luz do licenciamento da 400ª arquiteta afro-americana em 2017, o programa visa familiarizar as meninas com a arquitetura, fornecendo-lhes ferramentas para lidar com questões de injustiça social.

Impulsionando a presença de mulheres afro-americanas na profissão da arquitetura – atualmente menos de 0,3% nos EUA – 400 Forward também oferece bolsas e material de estudo para exames de licenciamento em arquitetura para mulheres afro-americanas. Para saber mais sobre a iniciativa, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a fundadora Tiffany Brown sobre o programa, a diversidade no campo e o empoderamento das arquitetas e estudantes.

Terra, palha e pixels: um novo modo de apresentar a arquitetura e a arte angolanas

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Ainda pouco visada pela mídia internacional, a produção arquitetônica contemporânea da Angola enfrenta, à semelhança de boa parte de seus vizinhos africanos, realidades sociais e econômicas que não contribuem com sua difusão. Quando às dificuldades habituais da arquitetura são somadas ainda outras, derivadas de intenso processo de neocolialismo, fica realmente difícil tirar as boas ideias do papel, construí-las de fato. Tensionando a relação entre o concreto e o digital, o grupo angolano Banga recorre ao espaço virtual para dar vida a projetos que mesclam arquitetura, experiências sensoriais e arte.

Beatriz Colomina fala sobre gênero, trabalho coletivo e doença na arquitetura

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A historiadora e curadora Beatriz Colomina fala sobre nossa disciplina e a dificuldade que temos de aceitar que a arquitetura é o resultado de um esforço coletivo. Quando questionada sobre sexismo e questões de gênero na arquitetura, Colomina amplia a discussão e aborda o mito histórico da arquitetura como o produto de uma mente única, brilhante - e sempre masculina. Uma ficção que obscureceu o papel de várias mulheres, e equipes inteiras, comprometidas com o processo de design.

Espaço público: lugar democrático ou de privilégios?

Quando falamos de espaço público, muitas vezes imaginamos um parque com pessoas felizes e relaxadas em um dia ensolarado. Na verdade, esta é uma abordagem muito restrita. Uma jovem não atravessa uma rua deserta de madrugada da mesma forma que um homem branco de terno ou um imigrante de diferentes trajes. Você já se sentiu discriminado ao visitar um espaço público?

Nesta edição da conversa entre editores do ArchDaily, editores de Los Angeles, São Paulo, Argentina e Uruguai compartilham seus pontos de vista sobre a definição de espaços públicos para todos

4 Projetos que buscam aprofundar a discussão de raça na arquitetura

Longe de se esgotarem, as discussões de raça e gênero na arquitetura estão apenas começando a tomar fôlego, e uma de suas repercussões são os projetos e iniciativas que buscam mapear e identificar arquitetas e arquitetos negros que, embora numerosos e em prolífica atividade, são pouco citados - e publicados.

Ainda raras e absolutamente necessárias, essas iniciativas são um importante passo em direção a um reconhecimento mais justo e igualitário no campo da arquitetura. A seguir, apresentamos quatro projetos investigativos que pretendem dar nome e lançar luz sobre estes profissionais e seus trabalhos. 

Como Paul Revere Williams se tornou o primeiro afro-americano a receber a maior honraria do AIA

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Este mês, o Instituto Americano de Arquitetos (AIA) anunciou o ganhador da Medalha de Ouro 2017, Paul Revere Williams. Apesar da altíssima taxa de produção de sua carreira de cinco décadas, aqueles que não estão familiarizados com a arquitetura dos primeiros anos de Hollywood podem ser perdoados por não reconhecer o nome de Williams. Mas ele é notável por ter projetado cerca de 3.000 edifícios, por ser "o arquiteto das estrelas", incluindo, entre muitos outros, Frank Sinatra ... e por ser o primeiro membro negro do AIA.

Como Paul Revere Williams se tornou o primeiro afro-americano a receber a maior honraria do AIA - Image 1 of 4Como Paul Revere Williams se tornou o primeiro afro-americano a receber a maior honraria do AIA - Image 2 of 4Como Paul Revere Williams se tornou o primeiro afro-americano a receber a maior honraria do AIA - Image 3 of 4Como Paul Revere Williams se tornou o primeiro afro-americano a receber a maior honraria do AIA - Image 4 of 4Como Paul Revere Williams se tornou o primeiro afro-americano a receber a maior honraria do AIA - Mais Imagens+ 2