Ahmed Hossam Saafan

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O papel do desenho urbano na segurança das mulheres: lições de quatro espaços públicos

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O espaço público costuma ser idealizado como um ambiente universal, mas a experiência de acesso a ele é desigual. Para muitas mulheres, deslocar-se pela cidade exige uma avaliação contínua de exposição, visibilidade, proximidade com outras pessoas, iluminação, acesso ao transporte, rotas de fuga e a probabilidade de sofrer assédio. Esses cálculos são moldados tanto pelas condições espaciais quanto pelas sociais. A segurança é uma questão de forma urbana, manutenção, mobilidade, governança e distribuição de investimento público. Embora o ambiente construído possa não ser a causa direta da violência de gênero, ele tem o poder de intensificar a vulnerabilidade e normalizar o acesso desigual, especialmente a espaços públicos.

Para profissionais de arquitetura e planejamento urbano, existe uma distinção fundamental entre projetar para o controle de segurança e projetar para a sensação de segurança. Estratégias de controle de segurança tendem a se concentrar em vigilância, policiamento e gestão de fluxos, ao passo que a segurança urbana cotidiana depende de as pessoas poderem ver e ser vistas, de as rotas serem legíveis, de os espaços públicos acolherem atividades ao longo do dia e de como a manutenção de longo prazo é viabilizada. O papel do design é alterar as condições nas quais a vida pública acontece.

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Playgrounds urbanos em evolução: 5 estratégias de projeto e 31 projetos pelo mundo

Os playgrounds urbanos estão evoluindo de simples balanços e escorregadores para paisagens urbanas dinâmicas e multifacetadas. Estes novos projetos são muito mais do que apenas locais de lazer; trata-se de espaços integrados de forma planejada que respondem aos desafios urbanos, promovem o senso de comunidade e inspiram a criatividade. Uma forte tendência é o uso intencional de cores e padrões. Projetistas utilizam zonas cromáticas vibrantes para segmentar diferentes áreas funcionais, criando uma experiência visualmente dinâmica que contrasta com o entorno natural. Essa abordagem também pode ser empregada para consolidar uma identidade urbana coesa, com paletas de cores cuidadosamente selecionadas que complementam a paisagem urbana existente.

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Primeiro vislumbre do projeto de Lina Ghotmeh para o primeiro pavilhão nacional permanente do Catar nos Giardini da Bienal de Veneza

O Qatar anunciou que a arquiteta Lina Ghotmeh, fundadora e diretora do escritório parisiense Lina Ghotmeh — Architecture, foi selecionada para projetar seu pavilhão nacional permanente no Giardini della Biennale, a sede histórica da Bienal de Veneza desde 1895. O novo edifício será construído em um terreno adjacente ao Pavilhão do Livro e foi encomendado por Sua Excelência Sheikha Al Mayassa em nome do Estado do Qatar. Com esta adição, o Qatar torna-se um dos apenas 31 países com um pavilhão permanente no Giardini, unindo-se a um grupo seleto de nações com espaços de exposição dedicados. Apenas dois novos pavilhões nacionais foram inaugurados ali nos últimos 50 anos: a Austrália em 1988 e a República da Coreia em 1996. O novo Pavilhão do Qatar, projetado por Lina Ghotmeh, servirá como uma plataforma permanente para expor as contribuições artísticas e arquitetônicas do país, com exposições rotativas apresentadas a cada edição da Bienal.

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Cairo: Um mosaico de narrativas urbanas contrastantes

Até hoje, o Cairo ostenta uma história vibrante, além de uma rica cultura arquitetônica e patrimonial que, sob uma perspectiva externa, continuam a ser a representação mais viva e marcante da cidade. Mas o que é o Cairo de hoje para além de ser a capital do Egito, do Nilo, dos desertos, das ruas movimentadas, dos museus, dos sítios arqueológicos e de seus edifícios históricos? A cidade passou por uma rápida transformação urbana nas últimas décadas, adquirindo um caráter notavelmente diferente daquele que as gerações passadas e recentes lembram de sua juventude nas ruas, bairros e edifícios locais.

O Cairo viu sua população saltar de 4 milhões de habitantes na década de 1960 para mais de 20 milhões atualmente, ao passo que sua área urbana expandiu-se cerca de 400% desde então. A área construída representa quase metade da região metropolitana, com uma taxa de crescimento urbano anual de 2% a 4% — muito superior à média de 1% típica de países como Canadá, Alemanha, Japão, Itália e Suécia. Em decorrência dessa rápida urbanização, as terras agrícolas hoje constituem menos de 10% da área total do Grande Cairo. A cidade configura-se como um mosaico em constante evolução de mais de 50 bairros distintos, cada um com identidade e composição demográfica próprias, que enriquecem o diversificado tecido urbano do Cairo.

Dia Mundial da Arquitetura 2024: Mobilizando a Próxima Geração para a Transformação Urbana

Na primeira segunda-feira de outubro, o Dia Mundial da Arquitetura oferece uma oportunidade para refletir sobre o papel que a arquitetura desempenha na formação do nosso mundo e de nossas comunidades. Criado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em 1986, este dia foi instituído como uma base para discussões contínuas sobre inovações na prática arquitetônica, novas abordagens para o papel em constante evolução de profissionais de arquitetura e design, e as variadas respostas a preocupações emergentes.

Como nas edições anteriores, a UIA define um tema central anual para orientar essas conversas. Este ano, o tema do Dia Mundial da Arquitetura 2024, "Empoderar a próxima geração para participar do desenho urbano", abre margem para múltiplas interpretações, contemplando o impacto do desenho urbano nas futuras gerações, além de destacar a contribuição de jovens arquitetos e arquitetas na construção das cidades do amanhã. O evento deste ano busca abordar desafios cruciais enfrentados pelos ambientes urbanos e seu impacto nas próximas gerações. O foco está na criação de cidades que não sejam apenas mais verdes e ecologicamente corretas, mas também inclusivas, atendendo às diversas necessidades de diferentes grupos da sociedade.

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Crescimento comunitário através da arquitetura: recursos limitados e impactos positivos

Recursos limitados estão se tornando um desafio cada vez mais comum na arquitetura. Hoje, independentemente da região, os projetos são afetados pela disponibilidade de recursos, que agora são agravados por considerações ambientais. Essa situação, longe de ser restritiva, nos estimula a explorar novas possibilidades na forma como concebemos o ambiente construído. Nesse contexto, é crucial entender que os recursos não se limitam apenas à economia, mas também incluem aspectos tecnológicos, materiais e espaciais. Assim, podemos aumentar nossa criatividade e eficiência ampliando nossas considerações ao abordar o design arquitetônico e seus desafios, fazendo mais com menos.

No nível comunitário, o desafio se torna ainda mais significativo quando consideramos que nossos projetos não só devem ser projetados para superar essas "restrições", mas também para impactar positivamente suas comunidades. Portanto, os projetos contemporâneos devem apresentar diferentes estratégias para superar recursos limitados e materiais, dependendo do contexto, sempre visando alcançar um impacto positivo e se tornar propostas poderosas e engenhosas, enquanto democratizam o acesso à arquitetura.

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Brincar Acessível: 4 exemplos de playgrounds comunitários de baixo custo

A ideia de um parquinho comunitário ou público fundamenta-se na criação de um espaço de lazer acessível para todas as pessoas. Contudo, em muitos casos, a viabilização de um projeto desse tipo pode esbarrar na falta de recursos financeiros ou em restrições regulatórias. O primeiro grande desafio consiste em colocar o projeto em prática e, acima de tudo, obter a recepção positiva da comunidade e, se possível, seu engajamento direto, garantindo assim o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa. 

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Recuperação da Rua Magdy El Khouly / Ahmed Hossam Saafan

Recuperação da Rua Magdy El Khouly / Ahmed Hossam Saafan - Mais Imagens+ 20

  • Arquitetos: Ahmed Hossam Saafan
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  350 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021

Centro Cultural Dawar El Ezba / Ahmed Hossam Saafan

  • Arquitetos: Ahmed Hossam Saafan
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  81 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  ARABCO Consultants, Albrecht Von Bremen, Divinus Designs

Centros comunitários para populações deslocadas: 10 projetos no mundo

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Ao longo dos últimos meses, a interdependência entre interação social e saúde mental nunca esteve tão evidente e manifesta. Entretanto, se isso parece tão óbvio visto desde dentro da nossa própria casa, imagine para aquelas pessoas que não tem onde morar – comunidades forçadas a abandonarem sua pátria para poder sobreviver ou em busca de uma vida melhor e mais segura. Estima-se que atualmente mais de 70 milhões de pessoas, das quais 25 milhões são refugiados, enfrentam traumas e problemas de saúde mental por estarem longe de casa, ou pela falta de um lugar seguro para viver.

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Egito moderno: nova arquitetura em um mundo antigo

A arquitetura egípcia contemporânea está baseada em uma história enriquecedora. Como berço da civilização, o país transcontinental influenciou vários estilos de construção e culturas de projeto. Lar de alguns dos primeiros desenvolvimentos urbanos e governos centralizados, o Egito é definido por sua geografia e seu contexto multicultural. Hoje, sua arquitetura moderna precisa enfrentar uma herança de construção que se estende por milênios.

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