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ADTopic 2020 Crise Climática: O mais recente de arquitetura e notícia

Se o plano A é mitigar as mudanças climáticas, qual é o plano B?

Cem anos de inundações. Calor antártico recorde. Incêndios florestais e seca. As histórias se repetem com regularidade entorpecente. E, embora as particularidades sejam diferentes, todas apontam para a mesma conclusão sombria, somos incapazes de lidar com as mudanças climáticas. Com as emissões de carbono aumentando, o que antes era descartado como pior cenário, agora parece o melhor que podemos esperar.

Se o Plano A deveria impedir, ou pelo menos mitigar, os impactos mais graves das mudanças climáticas, qual é o Plano B?

A razão de ser e o problema a enfrentar: São Paulo e as águas

Todo ano, os meses chuvosos de verão representam o momento em que surge nos meios de comunicação um enorme contingente de notícias relatando os devastadores efeitos das enchentes na vida dos cidadãos e no território da cidade de São Paulo. É como se nesse período, as plataformas de diálogo se transformassem em palco para o informe do caos e de problemas aparentemente intransponíveis com os quais centros urbanos devem lidar no seu trato cotidiano com a água.

O melhor do ArchDaily Brasil sobre a crise climática e ambiental

Reunimos aqui uma lista de nossos melhores artigos, notícias e propostas sobre um tema absolutamente urgente na arquitetura e na sociedade em geral: a crise climática e ambiental.

Restrições aos arranha-céus de vidro em Nova Iorque. Que materiais alternativos poderiam tomar seu lugar?

Em abril passado, o prefeito Bill de Blasio, de Nova iorque, anunciou planos para introduzir um projeto de lei que proibiria a construção de novos edifícios totalmente envidraçados. Parte de um esforço maior para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 30% da cidade, outras iniciativas incluíram o uso de energia limpa para abastecer as operações da cidade, a reciclagem obrigatória de resíduos orgânicos e a redução da compra de plásticos descartáveis e carne processada. O anúncio ocorreu logo após a aprovação da Lei de Mobilização Climática, uma resposta abrangente ao Acordo Climático de Paris que incluía telhados verdes necessários em novas construções e reduções de emissões em edifícios existentes.

Fatos sobre arquitetura e a crise climática

Ainda que este novo ano esteja apenas começando, assim como uma nova década, a mudança climática, que ao longo dos últimos dez anos passou a ser chamada de "emergência climática", deverá persistir até que toda a humanidade incorpore uma maior consciência - individual e coletivamente - para combater os mais urgentes desafios que se desenham para o futuro do nosso planeta. Embora não exista uma "única solução" para todos os desafios climáticos que a terra vem enfrentando, existe um ônus para cada cidadão, tanto em suas vidas pessoais quanto profissionais, que requer uma ação imediata de todos nós, aplicando nossos conhecimentos e habilidades para enfrentar os principais desafios de nosso tempo.

Para todos nós - arquitetos, urbanistas e também cidadãos - que estamos envolvidos com a construção de edifícios e cidades, deve prevalecer um profundo sentimento de responsabilidade, de estar ciente dos impactos que nossos projetos possam causar em relação ao agravamento das mudanças climáticas, não apenas em sua construção mas principalmente na manutenção de tais edifícios. Considerando que 36% de toda a energia global é utilizada para a construção e manutenção de edifícios e que 8% do total de emissões de gases do efeito estufa resultem dos processos de produção do cimento, a comunidade global de arquitetos deve sentir-se profundamente responsável uma vez que seus atos podem contribuir ou minimizar tais mudanças.

4 Filmes que confrontam cidades e paisagens com a crise climática

Nossa imaginação pode ir muito longe com o cinema, e talvez seja por isso que a arquitetura há muito tempo vem estreitando laços com a arte da imagem em movimento. Nossa mente pode ser levada a mundos utópicos onde passamos a viver realidades outras com os olhos e com a pele; filmes podem nos carregar para lugares novos, distantes, onde somos confrontados com realidades que nos são estranhas.

Mas além de nos transportar para localidades longínquas, filmes podem assumir o papel de veículos de crítica social - em suas mais amplas implicações. Não é novidade, vem sendo feito há quase tanto tempo quanto o próprio cinema existe, mas segue relevente. O que muda é o tipo de crítica, que evoliu com o tempo e com os modos de vida da sociedade. Nesse sentido, uma das problemáticas mais emergentes da atualidade é a mudança climática - ou, mais correto seria dizer crise climática -, que pela abrangência e peso é tópico de interesse em qualquer linguagem, da arquitetura às artes e, evidentemente, o cinema. 

Por que mitigar ao invés de reconstruir? O exemplo da resiliência chilena

O Chile é um país acostumado tanto com desastres naturais quanto com processos de reconstrução. No entanto, a frequência desses ciclos tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com o Ministério do Interior, 43% de todos os desastres naturais registrados no Chile desde 1960 ocorreram entre 2014 e 2017. Inclusive o governo já está envolvido em vários processos de reconstrução em todo o país.

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