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Arquitetos: MIA Design Studio
- Área: 70000 m²
- Ano: 2018


Os seres humanos nascem com uma propensão inata para se conectar com a natureza: ouvindo o estalar do fogo, sentindo o aroma da chuva na terra, experimentando as propriedades curativas das plantas e do verde, ou buscando a proximidade com os animais. Por essa razão, e diante da severa degradação ambiental e da rápida urbanização contemporâneas, os/as arquitetos/as têm voltado suas atenções para projetos ecologicamente conscientes a fim de reaproximar as pessoas da natureza. Diversas abordagens são exploradas: construção de estruturas em taipa, uso de materiais e mobiliário reciclados, orientação solar das residências... Contudo, essa prática é fortemente influenciada pela arquitetura sustentável, e a fronteira entre a real sustentabilidade ecológica e a falsa "maquiagem verde" (greenwashing) tem se tornado cada vez mais tênue. O que de fato potencializa essa conexão intrínseca entre os seres vivos e a natureza é o design biofílico e a estratégia de trazer o exterior para o interior.



A transformação na dinâmica dos espaços domésticos impacta na arquitetura tanto no interior quanto no exterior das casas e apartamentos. As cozinhas são o principal exemplo dessa transformação. Historicamente consideradas espaços de trabalho marginalizados na arquitetura, elas têm ganhado mais protagonismo enquanto espaços de estar, o que impacta não somente no tamanho dos espaços e em sua organização, como também nos revestimentos que são utilizados.


O design de interiores tem se tornado cada vez mais um tema de interesse entre arquitetos/as e designers. Com o aumento do tempo passado em ambientes internos recentemente, os/as profissionais têm experimentado com seus espaços e explorando diferentes abordagens de escala, conforto e estética. Como tudo o mais, o design é altamente influenciado por fatores externos; qualquer mudança no estilo de vida das pessoas influencia a forma como elas respondem a ele, seja consciente ou inconscientemente. E embora essa dinâmica seja frequentemente vista na moda ou no design gráfico, ela também tem se destacado no design de interiores. Após anos de espaços lineares, de linhas retas e refinados, as silhuetas curvas ressurgiram, tornando-se uma das principais tendências de design de interiores em todo o mundo.



Uma das mais importantes descobertas da humanidade, o vidro é usado pelo homem há cerca de 75 mil anos – originalmente empregado como ferramenta de corte. Os primeiros registros de fabricação do vidro, porém, datam da civilização Egípcia e Mesopotâmica. Desde então, o domínio da técnica da fabricação foi se desenvolvendo em diferentes civilizações e nações, até que a Revolução Industrial popularizou o material e permitiu sua produção em larga escala. Na arquitetura, o vidro começa a aparecer como elemento de vedação em meados de 100 d.C. e é até hoje largamente utilizado.



O arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa disse certa vez que "a arquitetura é essencialmente uma extensão da natureza para o domínio construído, fornecendo a base para a percepção e o horizonte de vivência e compreensão do mundo".
No agito constante do ambiente moderno, dar um passo atrás e ouvir os sons de algo tão serenamente poderoso quanto a natureza é mais do que necessário. Além disso, escutar as belas harmonias criadas pelo canto dos pássaros e pelas ondas sonoras também pode amplificar nossa voz interior.