
-
Arquitetos: Leopold Banchini Architects


À medida que o panorama arquitetônico continua a evoluir em resposta aos desafios globais urgentes, eventos como bienais, semanas de design e feiras desempenham um papel fundamental na definição do futuro da profissão. Esses encontros facilitam o intercâmbio de ideias inovadoras, a exploração de práticas sustentáveis e o fomento da colaboração entre arquitetos/as, designers e urbanistas. Funcionam não apenas como plataformas para a exibição de projetos de vanguarda, mas também como fóruns para um diálogo crítico sobre o impacto do ambiente construído na sociedade e no planeta.
Realizados em todo o mundo entre setembro e dezembro de 2024, diversos eventos de destaque buscam engajar a comunidade da arquitetura. O Fórum Urbano Mundial no Cairo foca em ações sustentáveis locais, ao passo que a Dubai Design Week apresenta o design inovador no Oriente Médio. O World Architecture Festival em Singapura traz apresentações de projetos ao vivo, e o Architecture & Design Film Festival em Nova York oferece narrativas instigantes e fundamentais para o discurso contemporâneo.

Seriam os seres humanos os únicos guardiões do ambiente construído? Para grande parte dos/as profissionais de arquitetura e urbanismo, os espaços são projetados com foco nas necessidades, no conforto e na saúde humana. Um ordenamento espacial, tanto nos espaços construídos quanto na malha urbana, estabelece o ser humano como o/a único/a usuário/a padrão. No entanto, por mais que a humanidade tenha influenciado a trajetória do planeta, outras espécies desempenham um papel crucial no desenho, na formação e na manutenção das paisagens urbanas do século XXI.

O Royal Institute of British Architects (RIBA) revelou os seis projetos finalistas do RIBA Stirling Prize de 2024. Concedido anualmente desde 1996, este representa um dos prêmios de arquitetura mais importantes do Reino Unido, com o objetivo de reconhecer e destacar projetos que vislumbram um futuro mais inclusivo e respondem ativamente aos desafios atuais do ambiente construído. As obras selecionadas variam em escala e programa, abrangendo desde uma galeria de arte nacional até um refúgio rural inclusivo, grandes projetos de regeneração urbana e até mesmo uma linha de metrô de Londres. Embora alguns dos escritórios selecionados já tenham sido premiados anteriormente — como Mikhail Riches pelo projeto de Goldsmith Street em 2019 e Jamie Fobert pela New Tate St Ives em 2018 —, outras equipes de arquitetura, como Clementine Blakemore Architects e Al-Jawad Pike, recebem sua primeira indicação.

“Em diversas regiões do planeta, a natureza impõe condições adversas ao corpo humano. Nesses locais, projetar um edifício é quase como criar uma vestimenta: um artefato que protege e oferece conforto. Esse desafio exige um desempenho tecnológico que deve estar aliado à estética. Fazer o ser humano sentir-se bem envolve mais do que apenas atender às noções de conforto e segurança; é também uma questão de trabalhar os espaços em suas dimensões simbólicas e perceptivas.” Este é o início da descrição para o projeto da Estação Antártica Comandante Ferraz, do Estúdio 41, localizada na Península Keller, onde o mar ao redor congela por cerca de seis a sete meses do ano, em que tudo e todos chegam por avião ou navio e a loja de ferragens mais próxima está a dias de distância. Se projetar uma edificação já apresenta inúmeras complexidades, não é difícil imaginar os desafios adicionais ao desenvolver algo em um ambiente extremo, como temperaturas muito altas ou baixas, ou em locais suscetíveis à corrosão, radiação, entre outros. Neste artigo, vamos explorar as dificuldades, as principais soluções e os materiais utilizados nesses contextos.



Entre 4 e 6 de abril, a conferência internacional FABRICATE 2024 será realizada na Real Academia Dinamarquesa, em Copenhague. Desde a sua criação em 2011, o FABRICATE consolidou-se como um fórum global para novas possibilidades radicais na arquitetura, acolhendo milhares de participantes da prática profissional, da indústria e da pesquisa.
Neste segundo artigo, apresentamos o/a arquiteto/a Indy Johar, diretor/a da WikiHouse Foundation e CEO e fundador/a do Dark Matters Lab, que trabalha com instituições de todo o mundo, desde o PNUD, a Comissão Europeia para Cidades Neutras em Carbono, a Agência Europeia do Ambiente e diversas agências nacionais e municípios. O texto é um trecho do próximo livro do FABRICATE 2024 e baseia-se em uma entrevista conduzida pelo/a co-coordenador/a Phil Ayres entre Indy Johar e o/a professor/a Philippe Block, diretor/a do Instituto de Tecnologia em Arquitetura (ITA) da ETH Zürich. O livro será publicado na noite de abertura da conferência FABRICATE 2024.

O campo da arquitetura e do design é dinâmico, frequentemente gerindo investimentos em grande escala e envolvendo uma ampla gama de profissionais. Naturalmente, nesse tipo de ambiente, o sucesso não é definido apenas pela qualidade das estruturas concluídas, mas também pela capacidade interna dos escritórios de arquitetura de gerirem suas operações comerciais com eficácia. Para arquitetos/as e designers, medir o desempenho vai além das métricas financeiras; abrange uma gama diversa de fatores que refletem a eficiência, a criatividade e o impacto do escritório no setor.
Diversas métricas fundamentais podem ser mensuradas, desde objetivos financeiros até a gestão do relacionamento com clientes, inovação, influência e desenvolvimento profissional, ajudando arquitetos/as e designers a avaliarem seu desempenho sob diferentes perspectivas. Como diz o famoso ditado, "o que é medido é gerenciado". Para apoiar essa iniciativa, o 2024 Architecture Business Benchmarks Report, da Monograph, oferece uma análise minuciosa de cinco métricas fundamentais.
