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Arquitetos: Andrade Morettin Arquitetos Associados
- Área: 3909 m²
- Ano: 2021






Assim como estilistas usam alfinetes, agulhas e tecidos para dar vida às suas criações, arquitetos dependem dos materiais para moldar o ambiente construído. Do aço e vidro à madeira e concreto, esses formam a paleta artística que transforma plantas em estruturas tangíveis, preenchendo a lacuna entre imaginação e realidade. É tão simples e tão complexo quanto isso. Mas, com tantos materiais e inúmeras formas, acabamentos, texturas e cores disponíveis nos dias de hoje, fazer as escolhas corretas para um projeto específico pode ser bastante desafiador. Várias perguntas naturalmente surgem: Como os arquitetos navegam pelas possibilidades infinitas para escolher os elementos que darão vida às suas criações? O que o processo de especificação de materiais envolve? Por onde começar?

Independentemente da região, a cultura brasileira preza por momentos ao ar livre. Seja para festas, refeições, conversas descontraídas, fazer exercícios ou simplesmente relaxar, o clima brasileiro em geral permite que os espaços externos façam parte da rotina das pessoas, que conseguem encaixar em seu dia a dia tempos de lazer, descanso ou até trabalho em ambientes externos. Para tanto, muitas casas planejam espaços exteriores com coberturas que tragam conforto para esses ambientes.

No âmbito da arquitetura comercial, o projeto de sua espacialidade pode adotar múltiplos enfoques, concebendo propostas que alcancem o equilíbrio entre estética e funcionalidade. Considerando que intervêm diversas variáveis culturais, tensões sociais e interesses econômicos, a construção desses espaços envolve diretamente a interação entre o público, as marcas e seus produtos, tornando as pessoas participantes ativas da experiência no local — desde as cores e a materialidade até a iluminação, climatização, sons, aromas, entre outros elementos.


Que estratégias de projeto ou novas tecnologias podem ser integradas ao projeto arquitetônico sem colocar em risco o meio ambiente? Nos últimos anos, as energias renováveis têm se tornado cada vez mais populares no mundo inteiro, e a energia solar fotovoltaica é uma das muitas que estão crescendo exponencialmente.

Olhando para trás, o ano de 2022 foi marcado por acontecimentos significativos liderados por mulheres. Kimberly Dowdell foi eleita a primeira mulher negra a presidir o American Institute of Architects (AIA); Carol Ross Barney recebeu a Medalha de Ouro do AIA de 2023; Jeanne Gang venceu o Prêmio Charlotte Perriand de 2023; Frida Escobedo foi nomeada pela TIME 2022 como uma das 100 lideranças emergentes do ano; Renée Gailhoustet recebeu o Prêmio de Arquitetura da Royal Academy de 2022; “Liberdade Infinita, um mundo para uma democracia feminista” foi inaugurada na Bienal FRAC de 2022 na França; e o ArchDaily lançou o documentário “Women in Architecture”, uma iniciativa da Sky-Frame, que acompanha a vida e a carreira de Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge — três arquitetas em diferentes países, contextos e fases da vida, mas com muito em comum. Exemplos de protagonismo feminino como estes são inúmeros.
Em 2021, propusemos o debate “Por que ainda precisamos falar sobre arquitetas hoje?” e, em 2022, nos dedicamos ao tema “Equilíbrio de poder e mudança de narrativas”. Em nossa terceira cobertura anual do Mês Internacional da Mulher, o ArchDaily focará nas conquistas de arquitetas diante de desafios globais, buscando soluções inovadoras para as questões contemporâneas. Alinhando-se parcialmente ao tema escolhido pela ONU para o Dia Internacional da Mulher de 2023, centrado em Inovação e Tecnologia para a Igualdade de Gênero, o ArchDaily refletirá sobre o que significa inovar diante dos desafios globais.

Em países tropicais como o Brasil muito se valoriza as áreas externas nos projetos residenciais. Nas casas brasileiras os quintais são utilizados de diferentes maneiras e se configuram também de acordo com o projeto arquitetônico. Sendo grandes ou pequenos, ajardinados, com piscina, ou equipados com outras funcionalidades, quando possível as famílias brasileiras buscam aproveitar ao máximo suas áreas externas.