
Sede da Tencent em Pequim / OMA
Preenchendo lacunas: a arquitetura dos espaços residuais

Em praticamente todas as cidades do mundo, sempre encontraremos algum tipo de espaço residual: terrenos vazios, áreas abandonadas, lacunas deixadas entre uma obra e outra, espaços em branco, sem uso. Nestas circunstancias, uma série de lotes urbanos acabam se tornando inadequados ou inaptos à construção de tipologias convencionais. Entretanto, estas mesmas limitações podem se tornar um terreno fértil para a nossa imaginação. Ressignificar um espaço esquecido, uma esquina desocupada, becos sem saída ou terrenos de formatos estranhos pode nos abrir uma nova frente de trabalho, criando novas oportunidades para o desenvolvimento urbano como um todo. Seja ampliando os espaços existentes de moradia ou acrescentando novas atividades e programas em áreas densamente povoadas, ocupar terrenos residuais pode ser uma valiosa contribuição para a ativação do espaço urbano.
Como criar uma arquitetura voltada para a socialização?

Denise Scott Brown disse uma vez: “A arquitetura não pode forçar as pessoas a se reunirem; ela pode apenas planejar os pontos de cruzamento, remover barreiras e tornar os locais de encontro práticos e atraentes.” Embora não possa garantir o resultado final, a arquitetura tem o potencial de oferecer uma plataforma para encontros e interações sociais. Dessa forma, ao mesmo tempo em que fomenta uma arquitetura de caráter comunitário, ela também molda a própria estrutura da nossa cultura social. Este artigo explora como a arquitetura, por meio de estratégias de projeto e de um planejamento cuidadoso, pode ampliar o capital social de seu entorno, oferecendo um terreno fértil para a interação entre diferentes grupos.
A arquitetura da interação social

Sobre o papel da arquitetura nas relações sociais, Denise Scott Brown disse uma vez: “a arquitetura não deve forçar as pessoas a se conectarem; ela pode apenas definir espaços, eliminar barreiras e fazer dos locais de encontro mais úteis e atraentes.” Embora não possamos controlar o resultado ou a maneira como as pessoas irão se apropriar dos espaços que projetamos, a arquitetura tem o potencial de abrir portas e aproximar pessoas, preparando o terreno para que encontros casuais e interações sociais aconteçam — fortalecendo assim o sentido de pertencimento e identidade que tanto influenciam a estrutura de nossa sociedade. A seguir, procuramos expor — através de exemplos concretos — formas como a arquitetura pode potencializar interações sociais através de estratégias e soluções projetuais inteligentes, proporcionando um terreno comum capaz de aproximar pessoas e construir comunidades.
A evolução do compartilhamento dos espaços: privacidade e abertura em arquiteturas cada vez mais densas

A densidade sempre foi uma consideração essencial para arquitetos e planejadores urbanos, mas sua importância só aumentou à medida que a população urbana mundial disparou e as cidades se tornaram cada vez mais densas. Durante grande parte da história do planejamento urbano, este termo foi infestado de conotações negativas: superlotação, pobreza, falta de segurança e as chamadas 'favelas'. O movimento da cidade-jardim, iniciado por Ebenezer Howard em 1898, buscou remediar tais males defendendo cinturões verdes e um planejamento anti-densidade. A Ville Radieuse de Le Corbusier é um dos planos urbanos mais conhecidos a partir desses ideais. Ainda na década de 1960, a socióloga Jane Jacobs notoriamente derrubou esses conceitos de planejamento urbano muito influentes: ela apontou que a densidade dos edifícios não tem que ser igual à superlotação; sugeriu que algumas áreas urbanas altamente densas, como sua vizinhança em Greenwich Village, eram mais seguras e mais atraentes do que os projetos de cidades-jardim nas proximidades; e destacou como a concepção americana dos "bairros marginais" costumava estar enraizada em ideologias anti-imigrantes e anti-negros. A densidade não é inerentemente ruim, ela sugeriu, mas deve ser bem feita. Hoje, continuamos a lutar com a questão sobre como projetar para nossas cidades cada vez mais densas - como mantê-las abertas, mas simultaneamente privadas? Livres, mas controladas quando necessário? Em particular, como nos mantemos protegidos - tanto do crime quanto, em épocas de COVID-19, de doenças?
Edifício MicroCity Het Platform / VenhoevenCS

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Arquitetos: VenhoevenCS
- Área: 170 m²
- Ano: 2020
Escola Het Epos / SeARCH
Sobre arquitetura reciclada: 12 propostas para promover o reúso adaptativo

Ao refletir sobre reciclagem, sustentabilidade, medidas a serem tomadas e soluções tecnológicas inovadoras, é inevitável pensar que existem também abordagens já conhecidas que devem ser levadas em consideração. De fato, ao examinar o impacto do ambiente construído no clima, nota-se que, em muitos países, 80% dos edifícios que existirão em 2050 já foram construídos. A forma mais eficaz de sustentabilidade pode ser, portanto, a economia de energia por meio da eliminação ou minimização de novas construções e da prevenção da demolição de estruturas existentes.
É exatamente isso que o reúso adaptativo propõe: atribuir um novo propósito a um “edifício remanescente” existente. Hoje em dia, o processo de requalificação está se tornando essencial devido a inúmeras questões relacionadas à emergência climática, aos custos de terrenos e de construção, à saturação do solo e à mudança nas tendências de moradia.
Como a Índia está moldando o futuro da habitação

A Índia está repensando o futuro da habitação por meio de novas tipologias. Definida por influências históricas e culturais, a arquitetura contemporânea do país centra-se em discussões sobre a melhor forma de se modernizar. Construídos ao longo de milênios, os projetos habitacionais da Índia são feitos para atender a diversas escalas, programas e funções. Explorando uma paisagem urbana revitalizada, estes projetos habitacionais modernos começaram a dar um novo tom para o futuro.
100 Espaços públicos: de pequenas praças a parques urbanos

A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança.
Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas.
Casa Buiksloterham / NEXT architects

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Arquitetos: NEXT architects
- Área: 260 m²
- Ano: 2017
Centro de Visitantes do Patrimônio Mundial da UNESCO Kinderdijk / M& DB Architecten

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Arquitetos: M& DB Architecten
- Área: 1180 m²
- Ano: 2019
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Fabricantes: Alucobond, AutoDesk, Metaglas
Cabana Anzère / SeARCH
As fotografias de arquitetura mais inspiradoras de 2019

Os grandes trabalhos inspiradores que publicamos todos os dias no ArchDaily não seriam acessíveis sem os fotógrafos dedicados a compartilhá-los conosco. Para homenagear este trabalho e agradecer a participação ativa em nossa comunidade, apresentamos as imagens de arquitetura mais vistas por nossos leitores em 2019.
Quatro casos viáveis de habitação acessível

Prover habitação de interesse social em escala suficiente tornou-se uma demanda global urgente. Em resposta a esse desafio, arquitetos e arquitetas têm questionado os modelos, as tipologias e os processos tradicionais de viabilização da arquitetura, propondo soluções focadas nas pessoas.
Desta vez, a PLANE-SITE reúne quatro projetos residenciais inovadores que demonstram como as soluções habitacionais podem ser diversificadas e adaptadas a diferentes contextos locais. Desde cidades europeias de densidade crescente a metrópoles asiáticas tropicais em rápida urbanização, estes modelos habitacionais propõem abordagens radicalmente novas que colocam o bem-estar dos moradores no centro do projeto. Em contraposição às teorias de segregação e individualismo de Patrik Schumacher, esses projetos mostram que a habitação deve, fundamentalmente, fomentar a vida comunitária e a interação social. Ao incentivar a integração entre vizinhos, os projetos incorporam espaços de uso compartilhado, público-privados e acessíveis a visitantes, conectando a comunidade interna com o ambiente urbano circundante.
WERK12 / MVRDV + N-V-O Architekten

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Arquitetos: MVRDV, N-V-O Architekten
- Área: 7700 m²
- Ano: 2019










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