Obra cujo projeto foi aprovado no mesmo ano do concurso do Plano Piloto de Brasilia, e concluída quando a nova capital se consolidava, a sede do Jockey Club Brasileiro (1956-72) é um curioso contraponto ao Ministério da Educação assinado pelo mesmo autor (e equipe) a duas quadras e uns quinze anos antes (1936-45). Tanto o Ministério quanto o Jockey ocupam toda uma quadra na mesma Esplanada do Castelo. Mas o Ministério abriga uma instituição pública, e constitui uma exceção à legislação dominante, que impõe o quarteirão fechado, construído no perímetro com um ou dois pátio centrais. Com um partido em T, o Ministério resulta num quarteirão quase aberto, singular e por isso mesmo memorável, monumental. Abrigo de instituição privada e necessitada de renda, o Jockey é uma variante do quarteirão fechado padrão, com o pátio central ocupado por uma garagem em altura para 785 carros.
Localizada no bairro de Campo Belo, zona sul de São Paulo, a segunda residência do arquiteto Vilanova Artigas, reconhecível por as laje de cobertura, fachadas de vidro e paredes internas coloridas, foi colocada à venda por R$ 3,2 milhões.
Projeto de 1949, no local fora construída sete anos antes uma residência menor para Artigas e sua esposa, Virgina, passarem os finais de semana. Na época a região era ainda suburbana e oferecia um refugio ao casal, que morava no centro de São Paulo, no edifício Guarani, de Rino Levi.
O edifício é constituído por um conjunto de cilindros em argamassa armada que abrigam um restaurante. O terreno no qual está implantado é um polígono irregular muito próximo a um triângulo retângulo com catetos medindo dezoito metros e quarenta centímetros, e quatorze metros e setenta centímetros, e hipotenusa de vinte e três metros e cinqüenta e cinco centímetros.
https://www.archdaily.com.br/pt/758645/classicos-da-arquitetura-ladeira-da-misericordia-lina-bo-bardiCamila Dias
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