A XI Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo, que acontecerá no Paraguai, acaba de divulgar a lista dos projetos selecionados para participar da exposição de projetos. A seleção foi feita por comitês indicados por cada país. No Brasil os responsáveis são: UNA Arquitetos (curadores), Carlos Eduardo Comas, Fernando Luiz Lara, Guilah Naslavsky, Guilherme Wisnik, Luciano Margotto, Naia Alban, Otávio Leonídio e Paulo Henrique Paranhos. Em Portugal a seleção ficou a cargo de: Paulo David (curador), Ana Pedro Ferreira e Pedro Maria Ribeiro. Veja abaixo a lista completa dos projetos selecionados.
https://www.archdaily.com.br/pt/917574/saiba-quais-sao-os-projetos-brasileiros-e-portugueses-selecionados-para-xi-biauPedro Vada
Solução engenhosa para ambientes que necessitam de espaço e ventilação, as portas articuladas -também chamadas de Camarão por conta do seu mecanismo de funcionamento- operam dobrando as folhas uma sobre a outra, que são recolhidas nas laterais do vão, permitindo abertura total ou parcial. Deslocando-se através dos trilhos superiores e inferiores que podem ficar embutidos na alvenaria, elas permitem separar e integrar cômodos, agregando valor estético ao projeto. Apresentam um efeito similar a uma porta de correr, possuindo o diferencial de todas as folhas permanecerem no mesmo plano quando fechadas, dispensando o embutimento e proporcionando um aspecto limpo e coeso à fachada.
O Prêmio Building of the Year 2019 - reconhecimento anual do ArchDaily em que os projetos vencedores são eleitos por votação do público - anunciou a lista de obras vencedoras e, como de costume, a seleção abrange edifícios em todo o mundo. Entre os escolhidos por nossos leitores, um projeto brasileiro levou o prêmio na categoria "Arquitetura Pública": o Sesc 24 de Maio, de Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB Arquitetos.
Em sua tese de doutorado, Guilherme Essvein de Almeida apresenta uma análise de duas importantes obras da arquitetura contemporânea: a Casa da Música do Porto projetado por Rem Koolhaas e a Cidade das Artes no Rio de Janeiro, da autoria de Christian de Portzamparc. A tese, defendida em 2018, foi orientada pelo Prof. Dr. Carlos Eduardo Dias Comas e faz parte do programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Veja abaixo o resumo informado pelo autor e o link para a tese completa.
https://www.archdaily.com.br/pt/912336/a-casa-da-musica-e-a-cidade-das-artes-por-uma-monumentalidadePedro Vada
A Prefeitura Municipal de São Paulo homologou ontem o tombamento de sete obras modernistas, seis das quais projetadas por Paulo Mendes da Rocha e uma por Gregori Warchavchik. Além dessas, foram tombados outros 32 imóveis na capital paulista.
A parede do Teatro Oficina que cedeu pela pressão da árvore, após as chuvas desta terça, em São Paulo. Foto: Divulgação
O Teatro Oficina, projetado por Lina Bo Bardi e Edison Elito em 1984, teve uma de suas paredes parcialmente destruída pela forte chuva que atingiu São Paulo na tarde de ontem. A parede do grande pano de vidro voltada para um dos últimos terrenos desocupados do bairro do Bixiga cedeu em torno da emblemática árvore plantada dentro do teatro.
Com o objetivo de internacionalizar a produção arquitetônica emergente na América Latina, a Bienal de Arquitetura Latino-Americana (BAL 2019) anunciou os escritórios que participarão da próxima edição do evento, a ser realizado em setembro de 2019 em Pamplona, Espanha. Dois escritórios brasileiros aparecem na lista.
Frequentemente empregado em projetos residenciais e atuando como uma extensão da laje, o beiral abandonou na contemporaneidade a timidez dimensional e aplicação intimamente ligada a proteção das faces externas contra a chuva e, indo muito além, é reinventado, garantindo novos espaços de convívio, como a varanda por exemplo, que parece ressignificar o antigo alpendre bandeirista e cria uma extensão dos interiores quebrando os limites entre interno e externo.
Este artigo foi originalmente publicado em 25 de maio de 2018. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.
O terreno grande teve seu desnível original trabalhado em três níveis, ensejando uma melhor distribuição dos espaços sem isolá-los visualmente. A cobertura, casca de concreto em arco com as extremidades apoiadas no jardim, abriga os espaços internos garantindo a vista em toda a volta. Atravessando o espaço coberto pelo arco, meio nível acima da sala/estúdio e da piscina, uma laje plana linear sustenta o piso dos dormitórios e cobre os serviços e o estacionamento. Na área central, no desnível, duas torres de concreto apóiam as caixas d'água e contêm os banheiros em dois níveis (dormitórios e serviços).
Bons projetos de escolas representam muito mais que uma boa obra de arquitetura. Sobretudo em áreas vulneráveis e com infraestrutura pública carente, simbolizam o papel do Estado e da educação como agente transformador de melhoria social. Podem, também, tornarem-se áreas de convívio comunitário, locais para a prática esportiva, espaço para cursos, entre outros usos.. Infelizmente, a realidade mostra que nem sempre esses projetos recebem a atenção necessária.
Mas desenvolver um projeto educacional é um dos grandes desafios para arquitetos, já que demandam a adequação de programas e fluxos diversos e complexos. Por conta da economia, racionalização e rapidez de obra, no Brasil a maior parcela dos projetos escolares são concebidos a partir de elementos estruturas pré-fabricados em concreto com modulações rígidas e em raros casos, em aço. Mas o que pode parecer limitante em um primeiro momento, pode se tornar um exercício de criatividade estrutural
Na tentativa de elucidar os sistemas utilizados à materialização destes projetos, selecionamos a seguir um compilado de plantas e cortes de sete obras notáveis que tiram partido das estruturas pré-moldadas para conformar espaços incríveis para o aprendizado. Veja a seguir:
Vigas vagão são aquelas constituídas por barras e tirantes de aço, onde a aplicação destes últimos atuam na redução dos esforços de flexão e deformações da peça, permitindo a diminuição na altura da viga. Em outras palavras, são a união de vigas contínuas de alma cheia (aço ou madeira) junto a cabos de aço que são posicionados na região inferior e apoiados por montantes tracionados. Desse modo, conseguem vencer maiores vãos, mantendo a menor seção possível e a esbelteza da peça. Segundo o engenheiro Yopanan Rebello, “o termo ‘vagonada’ deriva diretamente de sua aplicação como apoio em vagões de trem” [2].
Hoje, estima-se que só no Brasil sejam depositados 30 milhões de toneladas de lixo anualmente em aterros sanitários, e que só em São Paulo sejam 14 mil toneladas de resíduos sólidos direcionados a estas áreas todos os dias. [1] Não é de se espantar que aterros sanitários ocupem enormes parcelas territoriais, que não param de crescer, e que são problemas críticos para quase todas as cidades. Mas o que pode ser feito quanto os aterros já não podem mais receber resíduos e são fechados? É possível dar uma nova vida a essas montanhas de lixo? Quais as possibilidades e cuidados?
Este artigo foi originalmente publicado em 17 de dezembro de 2014. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.
O edifício é sustentado por quatorze pórticos em concreto armado aparente posicionados a dez metros de distância entre si e formados por uma viga superior, dois pilares principais inclinados ao exterior e dois pilares menores inclinados ao interior que formam um V com os primeiros. Os pilares em V tem comprimento total de oito metros e meio. Em seção transversal, os pórticos apresentam um formato trapezoidal.