Grande parte das descrições dos projetos de Herzog & de Meuron são quase paradoxais: num parágrafo os arquitetos são elogiados por sua dedicação à tradição e às formas vernáculas; no parágrafo seguinte o que é comentado é o interesse da dupla nas inovações tecnológicas. No entanto, nas mãos de Herzog & de Meuron não há paradoxo, já que os arquitetos combinam tradição e inovação de um modo que ambas se fortalecem mutuamente.
2016 foi um ano muito importante para o ArchDaily Brasil. As mudanças e incertezas em todo o mundo que surgiram ano passado nos permitiram reforçar nossa missão de proporcionar informação, conhecimento e ferramentas aos arquitetos, aumentando o acesso ao conhecimento sobre a arquitetura e permitindo, assim, uma profissão mais diversa e igualitária. Como parte disso, estamos focando em decisões tomadas com base em dados e a partir da inteligência coletiva. A iniciativa que incorpora esta nova estratégia é o nosso novo prêmio anual Obra do Ano.
Ao longo dos 60 anos de carreira, o trabalho de Álvaro Siza tem desafiado continuamente a categorização - sendo várias vezes descrito como "regionalismo crítico" e "modernismo poético", sem captar a verdadeira essência da arquitetura intuitiva de Siza. Nesta entrevista, a mais recente da série "City of Ideas" de Vladimir Belogolovsky, Siza discute essas tentativas de categorizar seu trabalho, sua abordagem de projeto e o papel da beleza em suas obras.
Vladimir Belogolovsky:Seu aluno, Eduardo Souto de Moura, disse: "As casas de Siza são como gatos dormindo ao sol".
Álvaro Siza: [Risos.] Sim, ele queria dizer que meus edifícios assumem as posturas mais naturais do local. Há também uma referência ao corpo humano.
Este artigo foi originalmente publicado no caderno de Cultura do jornal Expresso.
Quem atravesse por estes dias os corredores do Metro de Paris não deixará de reparar num cartaz a anunciar uma das inúmeras exposições disponíveis na cidade. Les Universalistes – 50 ans D'architecture Portuguaise é uma das formas encontradas pela Fundação Calouste Gulbenkian, para, ao assinalar 50 anos de presença em França, dar um novo contributo para a divulgação de uma das facetas mais relevantes, mais discutidas, mais seguidas da contemporânea cultura portuguesa.
Richard Serra e Thomas Heatherwick estão entre os sete homenageados da quinta edição do Innovator Awards, promovido pela WSJ. Magazine. Serra, que este ano concluiu sua segunda escultura no Qatar, foi eleito o "Art Innovator", ao passo que os 'projetos adaptativos" de Heatherwick lhe renderam o título de "Design Innovator" do ano. Leia uma breve entrevista como cada um deles, a seguir.
A RG21 é uma caixa de jóias singular pelo seu tamanho, pela sua funcionalidade e pelos materiais em que é construída. Rui Grazina reduziu a sua dimensão ao mínimo e atribuiu-lhe cinco faces utilizáveis com o mesmo número de gavetas, todas elas de diferentes formatos e funções. Tem como dimensões 18x18x18cm.
Uma nova escultura surge no deserto do Qatar: "East-West/West-East", de Richard Serra. Esta é a segunda encomenda pública da nação do Golfo. Situada em uma paisagem estéril que foi sugerida pelo Sheikh Hamad bin Khalifa al-Thani, o ex-Emir, a instalação é composta por quatro chapas de aço colocadas de forma gradual e perpendicular ao solo.
Bem como a primeira escultura de Serra no Qatar - "7" em Doha - a estrutura alemã de aço laminado oxidará, mudando de cinza para laranja e, eventualmente, um âmbar escuro, disse Serra numa entrevista para o The New Yorker. O artista acredita que a escultura será um marco no país.
Confira uma seleção de imagens do fotógrafo Nelson Garrido, a seguir.