No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com os arquitetos Marta Brandão e Mário Sousa sobre o sistema Mima de habitações. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Assim como paredes, tetos e peças de mobiliário definem o caráter e a percepção de um projeto arquitetônico, as portas desempenham um papel fundamental na construção desse estilo. Entre todas as portas utilizadas nas casas, a porta de entrada é o primeiro elemento tangível que os proprietários e visitantes encontrarão, atuando como o ponto central onde a arquitetura cumprimenta o usuário. Afinal, as primeiras impressões são sempre importantes; e a porta de entrada é certamente aquela que pode dar o tom para o resto do interior. No entanto, escolher a porta da certa para uma casa contemporânea pode ser difícil, especialmente com tantas possibilidades. Antes de tomar essa decisão, é crucial saber quais são essas possibilidades - e como elas podem transformar a porta da frente em uma declaração de design.
Sem incluir uma banheira e sem a necessidade de portas, telas ou cortinas, os chuveiros sem box ou desníveis - também chamados de walk-in - permitem aumentar visualmente o espaço ao projetar banheiros, dando a eles uma imagem limpa e reduzida ao essencial.
No entanto, algumas precauções devem ser tomadas para seu desenho. A coisa mais importante: o chuveiro não pode ser completamente aberto, mesmo que pareça à primeira vista. A maioria dos projetos incorpora um vidro temperado que evita que a água "salte" para fora do espaço do banheiro, fechando sutilmente o espaço. Quando essa divisão transparente não possui marcos, é menos provável a aparência de fungos devido ao acúmulo de água e umidade.
A luz serve a um propósito essencial na arquitetura: nos ajudar a ver. Seja através de métodos naturais ou artificiais, os ambientes devem ser iluminados adequadamente para que os ocupantes possam habitá-los com segurança e cumprir suas funções diárias. Quando o sistema certo é selecionado, a iluminação também pode contribuir para a eficiência energética e sustentabilidade no edifício como um todo. No entanto, para além do seu evidente valor funcional e ambiental, o projeto de iluminação pode ter um grande impacto no conforto visual e na atmosfera dos interiores, chamando a atenção para as texturas, realçando as cores e definindo os volumes. Portanto, das muitas peças envolvidas no design de interiores, a iluminação é certamente aquela que pode melhorar ou destruir um espaço e até afetar o bem-estar dos usuários, razão pela qual deve ser considerada um elemento crucial do design por si só.
Fundado pelo arquiteto e professor Angelo Bucci, o spbr arquitetos atua em diferentes escalas de construção de edificações com uma linguagem distinta e particular em suas obras. Seus projetos são resultado de um intenso exercício de pensar arquitetônico somado ao uso do desenho como ferramenta de diálogo entre arquitetos e clientes.
Embora uma obra de arquitetura nasça de materiais palpáveis, também se define por qualidades intangíveis que lhe conferem riqueza, dinamismo e vitalidade. Entre eles, o jogo de luz e sombra - com suas várias nuances - pode transformar ambientes e definir a percepção de suas formas, determinando a experiência espacial do usuário. As treliças, além de proporcionarem ventilação natural, privacidade e conforto térmico, permitem essa dualidade ao filtrar a entrada da luz solar enquanto projetam figuras repetitivas na superfície. Desta forma, através de paredes ou tetos perfurados, emergem padrões geométricos de luz e sombra que se tornam mais um elemento projetual; em um gesto físico capaz de criar atmosferas únicas.
O Prêmio Aga Khan de Arquitetura anunciou o Grande Júri que selecionará os vencedores do ciclo 2020-2022. O júri, que conta com nomes como Anne Lacaton, Francis Kéré, Nader Tehrani e Amale Andraos, buscará projetos que respondam às aspirações culturais de seu contexto social e demonstrem o uso inovador de recursos locais e tecnologias construtivas. Fundado em 1988 por Aga Khan IV, o prêmio, que abrange ciclos de três anos, visa destacar projetos de relevância e impacto positivo para as comunidades islâmicas.
Pastilhas, cerâmicas, porcelanatos, azulejos: ao nos referirmos aos revestimentos, muitas são as possibilidades que podemos escolher para dar acabamento, e identidade, aos nossos projetos. Porém, quando nos deparamos com a variedade que existe no mercado fica difícil decidir entre todas as opções. Neste texto iremos explorar a diferença entre os revestimentos frios e dar dicas de como escolher o que melhor se encaixa em seu projeto.