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Arquitetos: Buttondesign
- Ano: 2020
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Fabricantes: BEAL, Sugiyama Seisakusho Co., Ltd., Time&Style





Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.
No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.




O Dia Internacional das Cooperativas é uma celebração do movimento cooperativista, que ocorre anualmente no primeiro sábado de julho. Em 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu a data que celebra o movimento cooperativista em todo o mundo com temas anuais. O movimento cooperativista é uma associação focada em alcançar objetivos comuns e atender às necessidades coletivas das comunidades. As cooperativas acreditam no desenvolvimento comunitário em sua essência, priorizando as pessoas e apoiando as comunidades locais para melhorar seu bem-estar. Além disso, os modelos de coabitação adaptados a partir dele têm sido um enorme sucesso nas últimas décadas, oferecendo uma forma de habitação social econômica. A estrutura cooperativa redefine a forma como as pessoas vivem, trabalham, se divertem e colaboram. O tema deste ano é "Cooperativas: parceiras para o desenvolvimento sustentável acelerado".
À medida que os princípios cooperativos continuam a ser aplicados no ambiente construído hoje em dia, o conceito tem criado diferentes modelos de habitação cooperativa, levando à coabitação. Nos últimos anos, prêmios internacionais prestigiados têm celebrado a coabitação, e escritórios de arquitetura de todo o mundo têm projetado diferentes modelos dessa tipologia.



A arquitetura tradicional do passado às vezes pode parecer muito distante dos ambientes modernos e integrados que desfrutamos hoje. No entanto, embora algumas tipologias de salas da alta sociedade, aparentemente obsoletas — como salas de visitas, salas de estar formais e salas de fumo ainda existam sob outros nomes — como salas íntimas, refúgios e "man caves", para citar alguns —, outras complexidades arquitetônicas raramente são replicadas.
Escadas de serviço, copas de lavagem de louça e salas de secagem, por exemplo, já foram indispensáveis para o funcionamento de imóveis de certo porte e prestígio. Porém, assim como um suéter de lã lavado acidentalmente no ciclo errado, a tecnologia reduziu drasticamente o tamanho das áreas de serviço ao longo do último século. Casas pequenas, como o Apartamento Sob o Céu do Barão em São Paulo, por exemplo, hoje conseguem substituir lavanderias e despensas separadas por cozinhas com área de refeições integradas, que incorporam pequenos eletrodomésticos de lavar e secar ao layout aberto, liberando mais espaço para o convívio.

Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.
Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.

