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Arquitetos: Canobardin
- Área: 245 m²
- Ano: 2022


Na Espanha, a implementação de cozinhas integradas em residências tem se tornado cada vez mais comum na arquitetura contemporânea. Embora existam várias configurações e desenhos que são aplicados de acordo com os costumes e culturas das sociedades, como vimos na Argentina ou no Uruguai, a essência de conceber o espaço da cozinha como um aglutinador de atividades e um lugar de encontro entre seus habitantes e visitantes é uma fator comum. Isso tem levado os arquitetos a buscarem layouts, tecnologias e materiais capazes de proporcionar funcionalidade, amplitude e flexibilidade às residências.

Ao final de mais um ano, a equipe do ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de obras que buscam relembrar o conteúdo apresentado ao longo de 2022. Como parte desta iniciativa, nossa equipe de projetos apresenta uma das categorias mais populares entre o público leitor: a arquitetura residencial, com o objetivo de reunir os projetos que representam o melhor de uma vasta produção arquitetônica sob a ótica do nosso público.
Em um período marcado pela expectativa em relação ao futuro da arquitetura, mas também pela reflexão sobre o que foi produzido durante o ano que se encerra, apresentamos as 50 casas mais vistas no ArchDaily em espanhol durante o ano de 2022, mantendo o compromisso constante de oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento para todas as pessoas que trabalham por um ambiente construído melhor.


De acordo com a estética que se busca conferir a um espaço, a economia dos materiais ou mesmo sua manutenção a longo prazo, existem diversos tipos de forros capazes de atender às necessidades técnicas e funcionais dos projetos de arquitetura. Independentemente de seu método de fabricação, seja ele industrializado ou artesanal, os forros (também chamados de falsos tetos) representam um elemento construtivo que constitui o acabamento ou revestimento interno das coberturas.



Desde o início do século XX o automóvel particular vem moldando as cidades e a arquitetura, demandando espaços específicos para circular e ser armazenado. Os carros e motos ditaram a organização espacial, e a consequente paisagem urbana e rural, de países inteiros, porém, com a crise climática e o reconhecimento dos problemas que este modelo de desenvolvimento traz para as cidades e para o planeta, cada dia mais percebem-se iniciativas que buscam suprimir os automóveis individuais e motorizados movidos a combustíveis fósseis, ao mesmo tempo que se percebe a necessidade de ressignificar espaços que antes eram dedicados aos carros. Para além das ruas e espaços públicos, essa transformação também é sentida na escala do edifício, nas casas e prédios residenciais que começam a encarar as garagens como um espaço mais dinâmico.


Hotéis são centros de comércio, transporte e cultura. Hoje, os designers de interiores estão redefinindo os espaços de hospitalidade para acomodar novas formas de viagens, comunicação e descanso. De renovações históricas a hotéis contemporâneos, esses projetos se concentram em lazer e experiências memoráveis para os hóspedes. Por sua vez, expressam também a identidade da marca em repensar o que será o design de interiores e a hospitalidade no futuro.

Pedro Pitarch Architectures & Urbanisms, escritório de arquitetura com sede em Madri, projetou recentemente um espaço para a Seção Especial do 40º aniversário da Feira ARCO, intitulado “ARCO 40+1”. Trata-se de um espaço expositivo que comemora os 40+1 anos da feira de arte. A mostra, na qual dezenove galerias apresentam suas obras, teve curadoria de Maria Inés Rodriguez, Sergio Rubira e Francesco Stocchi.

Ao falarmos de eficiência energética de edificações, é inevitável mencionarmos o isolamento térmico. Dificilmente vemos ele numa edificação acabada e, mesmo nos desenhos técnicos, a camada isolante figura como uma hachura fina. Mas trata-se de um elemento que exerce vital importância, já que atua como uma barreira ao fluxo de calor, dificultando as trocas de energia entre o interior e o exterior, diminuindo a quantidade de calor que escapa no inverno e a energia térmica que entra no verão. Em uma edificação com bom isolamento térmico há menor necessidade de meios mecânicos e gasto de energia para manter a casa em uma temperatura agradável, reduzindo também a sua pegada de carbono. Atualmente há muitos países que exigem um nível mínimo de isolamento térmico para as edificações, com parâmetros cada vez mais rígidos. Mas como essa questão deverá ser tratada num futuro próximo, com uma previsão nada animadora em relação à crise climática?

Não há nada de novo em viver comunitariamente. A história mostra as moradias se aglutinam devido tanto pelas necessidades em comum quanto para a concentração de recursos. Hoje, devido ao crescimento populacional, ao adensamento urbano e preços dos imóveis, arquitetos e urbanistas têm procurado achar alternativas para habitações compartilhadas, também chamadas de co-living. Esses novos modos de morar exploram uma variedade de formas e configurações espaciais coerentes com o que se espera do futuro.

Não é incomum ver conjuntos habitacionais que integram espaços comerciais no térreo. No entanto, o desafio de mediar as esferas pública e privada em uma escala menor, sobretudo com a ascensão do *home office*, tem forçado arquitetos e arquitetas a explorar todos os aspectos da estrutura — desde a topografia em que se insere até a orientação da luz e dos ventos, passando pelo desenho e pela organização do espaço doméstico. Este foco em interiores explora diferentes soluções projetuais que mostram como profissionais de arquitetura e design de interiores transformaram seus projetos de simples moradias em tipologias de uso misto, levando em consideração privacidade, flexibilidade, funcionalidade e requisitos espaciais predefinidos.