As técnicas vernaculares e os materiais locais têm ganhado protagonismo no debate da arquitetura, mas, é possível trazer esses conceitos para os grandes centros urbanos?
O arquiteto amazonense Severiano Porto já apontava em 1984 a necessidade de se pensar em uma arquitetura mais conectada com o lugar onde está implantada. A lógica do uso de materiais e técnicas locais cada dia mais se mostra necessária quando pensamos no impacto que a cadeia produtiva da construção civil têm no planeta. Não à toa, cada dia está mais comum o número de projetos que partem do princípio das técnicas vernaculares e do uso de materiais locais, assim como a produção de Severiano já anunciava desde a década de 1980.
Nos últimos anos, assistimos a um maior reconhecimento do esforço coletivo que é a arquitetura e a crescente valorização das diferentes profissões que participam no processo de projeto. Dentro de cada edifício extraordinário, a engenharia estrutural desempenha um papel essencial na materialização da ideia arquitetônica. O artigo destaca as contribuições passadas e presentes da engenharia para o ambiente construído, personalidades que ficaram à sombra dos arquitetos apresentando suas intenções de projeto e a colaboração entre engenheiros e arquitetos hoje.
A arquitetura permanece em constante tensão com as forças naturais. Projetados em torno da gravidade, do clima e do tempo, os edifícios sempre fazem parte de sistemas maiores. Em todo o mundo, os arquitetos têm buscado mitigar as forças naturais, construindo espaços e estruturas híbridas, áreas artificiais onde a natureza encontra os feitos humanos. Incorporando essa relação, os canais refletem o desejo de direcionar a natureza e seus fluxos. Hoje, esses espaços fluidos estão se abrindo para novos programas, projetos que exploram a vida moderna e a vitalidade urbana.
Em um ano marcado pelo distanciamento físico, as redes sociais ganharam uma presença ainda maior nas formas de nos relacionarmos e nos informarmos. Nossas contas no Instagram superaram suas marcas de alcance e aproximaram o público do melhor que publicamos em nosso site: projetos, artigos, entrevistas e notícias do mundo da arquitetura, inspirando novas ideias e ferramentas para um futuro melhor para as nossas cidades.
Em nome de toda a equipe do ArchDaily, gostaríamos de agradecer seu apoio – a participação de vocês, leitoras e leitores, ajudou a tornar 2020 um ano melhor. Podemos dizer com satisfação que este ano, mais que em qualquer outro, alcançamos profissionais da arquitetura de todas as partes do mundo, contribuindo com ferramentas e inspiração para a criação de espaços melhores.
Com mais de 5.500 obras diferentes publicadas ao longo do ano, nossa equipe de curadores tem o prazer de compartilhar esta seleção dos 100 projetos mais acessados de 2020. Esta lista representa o que há de melhor no conteúdo criado e compartilhado pela comunidade do ArchDaily nos últimos 11 meses.
A cidade de Washington D.C. é mundialmente conhecida tanto por seus monumentos quanto por sua arquitetura. Como uma cidade planejada, segundo os planos L'Enfant e McMillan, a paisagem urbana de Washington é caracterizada por amplas ruas e avenidas além de edifícios horizontais que se espalham ao longo de uma malha urbana bastante regular. Da Casa Branca ao Memorial de Lincoln, a cidade de Washington foi concebida como símbolo e expressão dos principais valores delineados na constituição dos Estados Unidos da América. Mais recentemente, novos edifícios de arquitetura contemporânea passaram a ser incorporados neste tecido histórico, ressignificando importantes espaços da capital.
A Europa dos anos 1960 funcionou como uma incubadora para radicais emergentes e provocativos da arquitetura, que desafiavam o dogma tradicional em prol de uma contracultura que transcendia o tempo e o espaço. O Coop Himmelb(l)au, uma facção desse movimento sediada em Viena, questionava as linhas limpas, a rigidez e o caráter literal dos/as arquitetos/as modernistas da época. Embora o escritório seja conhecido por seu espírito rebelde e suas formas agressivas geradas por softwares e tecnologias 3D de última geração, é fundamental reconhecer o trabalho realizado pelo grupo logo após sua fundação, em 1968, e como sua produção inicial ainda desafia incansavelmente o status quo da prática contemporânea e do discurso acadêmico.