A equipe de curadores do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar aos nossos leitores os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores a fim de expandir o conhecimento e repertório de estudantes, arquitetos e arquitetas do mundo todo. De pequenas reformas até projetos criados do zero, a arquitetura residencial está presente no cotidiano da maioria dos escritórios e, ano após ano, podemos observar o interesse que a tipologia desperta no público: a categoria é a mais popular entre a nossa audiência.
Entre 20 e 22 de outubro de 2023, aconteceu a segunda edição do festival internacional de arquitetura Open House em Sevilha. Com o objetivo de fomentar o conhecimento da cidade e valorizar o espaço urbano, a arquitetura e o design, o evento abriu as portas gratuitamente de mais de 50 espaços, incluindo edifícios e escritórios de arquitetura.
Entre os edifícios mais destacados desta edição estavam a Torre Sevilla de César Pelli, o Palácio de San Telmo e o Palácio de las Dueñas. Além das visitas guiadas oferecidas pela cidade, a programação também contou com demonstrações de trabalhos de olaria da oficina Barrería San Mateo e de técnicas de aplicação de argamassa de cal.
Eva Prats e Ricardo Flores iniciaram sua prática arquitetônica em Barcelona, criando o escritório Flores & Prats Arquitectes em 1998, após terem trabalhado no escritório de Enric Miralles, entre 1993 e 1994. Após um período de nove anos trabalhando com Miralles, Eva ganhou um concurso internacional chamado EUROPAN III com um amigo. Esse prêmio resultou em uma comissão real que seria efetivamente construída e marcou o início de sua carreira independente. Pouco depois, eles venceram outra competição. Ricardo se uniu a Eva. Nesse momento, eles já eram um casal há três anos e decidiram iniciar uma colaboração profissional conjunta. Hoje, trabalham em um amplo apartamento onde antes o estúdio original de Eva alugava um quarto, quando compartilhavam o espaço com outros jovens arquitetos e designers. Embora o escritório agora ocupe todo o espaço disponível, empregando de dez a doze pessoas, eles mantêm traços e memórias dos antigos locatários vivos. Curiosamente, Eva e Ricardo também aplicam a mesma estratégia em seus projetos arquitetônicos.
Prefeituras e edifícios de arquitetura cívica são definidos por espaços de encontro e de trabalho concentrado. Localizados em centros urbanos, eles integram sistemas e pessoas. Sendo uma das nações mais diversas do mundo, a Espanha equilibra o respeito pela história com o otimismo em relação ao futuro. Ao explorarem os impactos ambientais, sociais e econômicos, as sedes municipais representam a cultura emergente do design espanhol e os valores locais.
Por meio de um programa de exposições, conferências e atividades, a Fundació Enric Miralles, com o apoio do Ajuntament de Barcelona e da Generalitat de Catalunya, promoverá uma homenagem ao arquiteto espanhol Enric Miralles. Considerado uma das figuras mais emblemáticas da arquitetura catalã contemporânea, a homenagem aborda suas diferentes facetas como criador: arquiteto/a, designer, fotógrafo/a e professor/a, oferecendo um olhar poliédrico e pessoal de sua trajetória.
A Europa dos anos 1960 funcionou como uma incubadora para radicais emergentes e provocativos da arquitetura, que desafiavam o dogma tradicional em prol de uma contracultura que transcendia o tempo e o espaço. O Coop Himmelb(l)au, uma facção desse movimento sediada em Viena, questionava as linhas limpas, a rigidez e o caráter literal dos/as arquitetos/as modernistas da época. Embora o escritório seja conhecido por seu espírito rebelde e suas formas agressivas geradas por softwares e tecnologias 3D de última geração, é fundamental reconhecer o trabalho realizado pelo grupo logo após sua fundação, em 1968, e como sua produção inicial ainda desafia incansavelmente o status quo da prática contemporânea e do discurso acadêmico.
Casa rural Landaburu Borda / Jordi Hidalgo Tané. Imagem
Há obras que exaltam os grandes egos de quem pratica esta profissão, e há arquiteturas que propõem o oposto. Práticas cujas obras harmonizam — de maneira quase poética — os elementos arquitetônicos construídos em relação ao entorno natural onde se inserem. Há também as obras que se adaptam à ordem morfológica da natureza, resultando em uma linguagem orgânica e gerando, assim, espacialidades internas extremamente peculiares e únicas.
A utilização histórica do concreto, devido a sua capacidade de se modelar e gerar diferentes formas, o torna uns dos materiais mais utilizados na hora de construir um projeto. O conhecido êxito do material aplicado a diferentes tipos de construções apresenta uma diversidade de detalhes que merecem uma atenção especial.
Veja uma seleção de 40 detalhes construtivos de projetos que se destacam pelo uso do concreto.
Às vezes, a arquitetura se apresenta como objeto de responsabilidade, como um exercício de reconhecimento de sua autoria, com o objetivo de defini-la e delimitá-la. Sentimos a necessidade urgente de saber quem foi seu/sua autor/a, de reconhecer quem foi capaz de realizar tais invenções. Em tantas outras ocasiões, a arquitetura não reivindica a presença de nenhum responsável; daí o fato de se falar em arquitetura anônima ou “arquitetura sem arquitetos”, ou seja, uma arquitetura meramente popular. No caso de Carme Pinós, inevitavelmente, o construído fala de quem o construiu. Sua arquitetura deixa entrever a energia que emana de sua pessoa. Uma arquitetura vibrante, direta, tensa; percorrida por uma contínua agitação que a domina. Nela, os elementos estão em constante movimento de forma totalmente infundada, e não por sua própria virtude.
No dia 26 de outubro de 2018, o Instituto de Pesquisa e Projeto Arquitetônico da Universidade de Tsinghua celebrou seu 60º aniversário. Duas figuras de peso da arquitetura internacional, Caroline Bos, cofundadora do UNStudio, e Wolf D. Prix, cofundador do Coop Himmelb(l)au, participaram da celebração como palestrantes e concederam uma entrevista ao ArchDaily durante o evento. Em sua fala, Wolf Prix abordou a colaboração intercultural e seus projetos na China, entre outros temas. A seguir, apresentamos os principais momentos dessa conversa com Wolf Prix.
A Universidade Tsinghua fundou, em 1958, o Instituto de Pesquisa e Design Arquitetônico da Universidade Tsinghua como uma plataforma de prática para o ensino e a pesquisa acadêmica em arquitetura, servindo ao desenvolvimento e à construção da jovem república. Em 2018, o Instituto de Pesquisa e Design Arquitetônico da Universidade Tsinghua celebrou seu 60º aniversário. Ao longo destas seis décadas, o instituto acompanhou as transformações sociais e econômicas do país, tornando-se uma testemunha da evolução do design arquitetônico moderno na China. Por ocasião do 60º aniversário da instituição, o Instituto de Pesquisa e Design Arquitetônico da Universidade Tsinghua e a Escola de Arquitetura da Universidade Tsinghua organizam conjuntamente o evento "60 Anos de Prática de Design em Tsinghua". A iniciativa convida profissionais e instituições do setor arquitetônico chinês a participarem das celebrações, que incluem uma série de exposições, fóruns, palestras e publicações. O objetivo é revisitar a trajetória do instituto, refletir sobre o progresso do design arquitetônico chinês nas últimas seis décadas e compartilhar pesquisas, práticas e reflexões, visando continuar a contribuir para o desenvolvimento do país e para o avanço da prática e da academia arquitetônica.
Para celebrar o 60º aniversário do Instituto de Pesquisa e Design Arquitetônico da Universidade Tsinghua, a Semana Acadêmica de Design de Tsinghua será realizada em 25 de outubro de 2018, contando com a presença de acadêmicos nacionais como He Jingtang, Wang Jianguo e Meng Jianmin, além de convidados internacionais como o Coop Himmelb(l)au e o UNStudio. Simultaneamente, será inaugurada a exposição intitulada "6X10: A História da Arquitetura Moderna de um Instituto de Design Universitário".
https://www.archdaily.com.br/pt/1104208/coop-himmelb-l-au-e-unstudio-palestram-na-semana-academica-de-design-da-tsinghua-de-2018-inscreva-se-para-o-melhor-forum-do-ano韩爽 - HAN Shuang