As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.
Centro Geriátrico Santa Rita / Manuel Ocaña. Imagem Cortesia de Manuel Ocaña
Em um hospital, uma única conversa pode trazer boas ou más notícias aos pacientes. Nesse contexto, quando não são levados às pressas para as salas de tratamento, os doentes geralmente se sentem preocupados e estressados com sua saúde. No âmbito hospitalar, os profissionais da medicina têm um dos trabalhos mais extenuantes, com mudanças repentinas nas condições de saúde dos enfermos. A atmosfera geral nos hospitais tradicionais é, portanto, tensa e preocupante, e isso tem um efeito adverso no bem-estar dos pacientes.
A arquitetura australiana caracteriza-se por uma profunda coerência com as condições específicas de suas latitudes. Historicamente, arquitetos australianos tem se apropriado das conjunturas ambientais, climáticas e culturais do país para dar forma à uma arquitetura intimamente enraizada em seu contexto local. Mais recentemente, a arquitetura australiana também passou a incorporar questões relativas à identidade multicultural do país, estabelecendo uma nova forma de se conceber e se fazer arquitetura. Para ilustrar este fenômeno, compilamos uma lista de projetos recentemente construídos na Austrália que estão redefinindo a pauta sobre o desenvolvimento futuro da arquitetura contemporânea australiana.
Foi inaugurada a expansão do Lyon Housemuseum em Melbourne, projetada pelo arquiteto australiano Corbett Lyon. As novas galerias públicas, localizadas ao lado do museu original, oferecem espaços para eventos locais e internacionais, além de exposições e instalações. Após fundarem o Lyon Housemuseum em 2009, Lyon e sua esposa vêm expandindo sua coleção com uma série de obras de nomes como Patricia Piccinini, Howard Arkley e Brook Andrew. Localizadas no subúrbio a leste de Melbourne, as Housemuseum Galleries receberão exposições públicas e ficarão abertas durante todo o ano. “Desde o início, nossa intenção tem sido compartilhar com o público a experiência da arte contemporânea entrelaçada aos espaços e objetos de uma residência familiar viva”, afirmou Lyon. “Com as novas Housemuseum Galleries, continuaremos a explorar e experimentar conceitos tradicionais de arte e arquitetura, expandindo as ideias que começamos a investigar no Housemuseum original e estimulando debates e engajamento mais amplos nos campos da arte contemporânea, arquitetura e design.” O espaço público de arte contemporânea é revestido de bluestone extraído de uma pedreira no oeste de Victoria. A fachada externa foi projetada para dialogar com os tijolos em ressalto do muro do Housemuseum original. No interior, um espaço central é cercado por quatro áreas de exposição periféricas. As galerias foram construídas sobre a obra Visible Invisible, do/a artista Reko Rennie, pintada diretamente na laje do piso térreo antes do início das obras em 2017. A exposição inaugural da galeria, intitulada ENTER, tem curadoria de Fleur Watson e reúne trabalhos que buscam “desafiar a neutralidade do cubo branco”. A família Lyon financiou a construção das galerias por meio de uma doação de 14,5 milhões de dólares.
Em 2008, o ArchDaily embarcou em uma missão desafiadora: fornecer inspiração, conhecimento e ferramentas para os/as arquitetos/as encarregados/as de projetar as cidades. Em um esforço para alinhar ainda mais nossa estratégia a esses desafios, introduzimos recentemente os temas mensais, com o objetivo de nos aprofundarmos em tópicos que consideramos relevantes no discurso arquitetônico atual. De arquitetos/as que não projetam à reformulação da mudança climática como um problema global, celebramos nosso 11º aniversário convidando 11 editores/as e curadores/as para escolherem os artigos mais inspiradores do ArchDaily.
O mais recente relatório especial da ONU sobre mudanças climáticas, publicado em outubro de 2018, trouxe um cenário sombrio — o que talvez não surpreenda após um ano marcado por recordes de temperatura, incêndios florestais, enchentes e tempestades. O documento, divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), reiterou a magnitude do impacto global do aquecimento do planeta, mas lançou nova luz sobre a profundidade e a urgência do problema. As mudanças climáticas representam uma catástrofe para o mundo como o conhecemos, ameaçando transformá-lo em algo completamente desconhecido. E nos restam apenas 12 anos para evitar esse desfecho.
Os arquitetos geralmente são influenciados pelas vontades de seus clientes, sacrificando e comprometendo com relutância as opções de projeto para atender às suas necessidades. Mas o que acontece quando os arquitetos se tornam seus próprios clientes? Quando arquitetos projetam para si mesmos, eles têm o potencial de testar suas ideias livremente, explorar sem restrições criativas e criar espaços que definem totalmente quem são, como projetam e o que representam. Desde icônicas casas de arquitetos como a Residência Gehry em Santa Monica até casas particulares que funcionam como um museu de entrada pública, aqui estão 9 fascinantes exemplos de como os arquitetos projetam quando eles só têm a si mesmo para responder.