Como proteção contra as baixas temperaturas, os tapetes surgiram há cerca de 3.500 anos e, com o passar do tempo, tornaram-se uma verdadeira arte, alcançando um alto nível de especialização a partir do século XVI. Tapetes e tapeçarias de diversas formas, cores, texturas e padrões são utilizados nos diferentes ambientes das residências com o objetivo de satisfazer as necessidades de seus habitantes e proporcionar conforto aos espaços, estendendo-se, por vezes, além da finalidade para a qual foram originalmente concebidos.
Qual a relevância do uso da cor na arquitetura? Ao longo da história, encontramos diversos cenários em que a cor assume o protagonismo na sua integração com a obra arquitetônica. Atualmente, isso não é diferente. Isso se deve ao fato de a cor ser um meio capaz de provocar emoções e reações profundas e imediatas em quem a observa. Por esse motivo, a cor desempenha um papel importante na leitura arquitetônica, tendo o poder de evidenciar os componentes que a conformam ou, pelo contrário, alterar a percepção da obra ou do espaço.
A lista a seguir apresenta diversos projetos de residências ibero-americanas que adotaram uma abordagem particular da cor em sua composição. Nelas, vemos a concepção da cor como elemento integrador da obra ou como meio de destacar um elemento em particular, seja ele interno ou externo.
Até o dia 18 de novembro, acontece a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2022) na Casa de la Cultura Ecuatoriana. Organizada pelo Colegio de Arquitectos del Ecuador, Provincial de Pichincha (CAE-P), a bienal vem sendo realizada desde 1978 com o objetivo de promover o diálogo, o intercâmbio e a reflexão sobre a arquitetura e a cidade contemporânea. Nesta edição, a proposta é abordar a temática intitulada “Inflexões: Voltar a ver”, com o objetivo de oferecer um espaço para a discussão e o debate sobre a arquitetura em torno dos momentos de inflexão na história.
Ao final de mais um ano, a equipe do ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de obras que buscam relembrar o conteúdo apresentado ao longo de 2022. Como parte desta iniciativa, nossa equipe de projetos apresenta uma das categorias mais populares entre o público leitor: a arquitetura residencial, com o objetivo de reunir os projetos que representam o melhor de uma vasta produção arquitetônica sob a ótica do nosso público.
Em um período marcado pela expectativa em relação ao futuro da arquitetura, mas também pela reflexão sobre o que foi produzido durante o ano que se encerra, apresentamos as 50 casas mais vistas no ArchDaily em espanhol durante o ano de 2022, mantendo o compromisso constante de oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento para todas as pessoas que trabalham por um ambiente construído melhor.
Ambientes úmidos apresentam alguns dos desafios mais complexos no projeto arquitetônico. Desde o período de monções tropicais no Sudeste Asiático ao calor equatorial da África Central, esses contextos exigem soluções que considerem a umidade intensa, as altas temperaturas e o combate constante ao mofo, à deterioração e à estagnação do ar. No entanto, há séculos, as comunidades dessas regiões desenvolvem técnicas arquitetônicas que não lutam contra a umidade, mas trabalham em harmonia com ela, aproveitando materiais locais, design responsivo ao clima e técnicas de resfriamento passivo para criar espaços sustentáveis e habitáveis. Ao considerar a atmosfera como um fenômeno sensorial e climático, arquitetos e arquitetas criarão espaços que não são apenas evocativos, mas também responsivos, adaptáveis e sustentáveis.
A arquitetura residencial é uma das categorias mais populares entre o nosso público leitor. Em 2021, publicamos mais de 3.800 projetos de casas em diferentes regiões do mundo, apresentando uma grande variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. O conjunto serve como uma rica fonte de inspiração para quem busca referências para o próprio projeto residencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131490/melhores-casas-de-2021Clara Ott
As cafeterias são espaços cuja história remonta ao século XV, antes de seu surgimento na Europa. Foi nos países árabes que começaram a desempenhar um papel social importante, sendo frequentemente descritas como tabernas onde ocorriam conversas importantes, fechavam-se acordos e realizavam-se debates políticos. Com o tempo, esses espaços evoluíram e o conceito se expandiu para países europeus como Inglaterra, França, Itália e Alemanha, onde se tornaram locais muito mais públicos e pontos de encontro de comerciantes, políticos, cientistas, acadêmicos, filósofos e poetas.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, o que pode representar um desafio em climas extremos, exigindo o uso de materiais isolantes que se adaptem às constantes mudanças de condições. No entanto, tratando-se do México e de seu clima privilegiado, essa condição joga a favor dos/as arquitetos/as, permitindo a criação de microclimas e espaços que diluem a transição entre o interior e o exterior.
No âmbito da arquitetura comercial, o projeto de sua espacialidade pode adotar múltiplos enfoques, concebendo propostas que alcancem o equilíbrio entre estética e funcionalidade. Considerando que intervêm diversas variáveis culturais, tensões sociais e interesses econômicos, a construção desses espaços envolve diretamente a interação entre o público, as marcas e seus produtos, tornando as pessoas participantes ativas da experiência no local — desde as cores e a materialidade até a iluminação, climatização, sons, aromas, entre outros elementos.
O projeto de banheiros públicos e vestiários historicamente atendeu a uma noção generalizada das necessidades das pessoas usuárias, muitas vezes simplificando as complexidades dos requisitos específicos de gênero e deixando de contemplar as necessidades particulares das mulheres. Essas demandas vão além das diferenças biológicas — como a exigência de maior privacidade nas cabines e diferenças de altura e postura corporal — para incluir fatores culturais que influenciam o uso e as expectativas em relação aos banheiros ao longo do tempo.
Por exemplo, as roupas contemporâneas femininas muitas vezes carecem de bolsos adequados, o que gera a necessidade de carregar bolsas, mesmo para itens básicos como celulares e carteiras. Apesar dos esforços em projetos de arquitetura recentes para mitigar essas disparidades, as nuances multifacetadas dos fatores biológicos, culturais e de identidade de gênero apresentam um desafio complexo que resiste a soluções padronizadas.
Sabe-se que Frederick Law Olmsted, paisagista do Central Park em Nova York, André Le Nôtre, encarregado dos jardins do Palácio de Versalhes, e Alan Fred Titchmarsh, entre outros, foram precursores do paisagismo por sua habilidade de romper com os esquemas tradicionais da área. No entanto, a América Latina tem realizado um trabalho notável que merece ser reconhecido. É o caso do México, onde o vencedor do prêmio Pritzker Luis Barragán mostrou ao mundo a riqueza de suas áreas verdes e sua maestria ao projetá-las.
A cena da arquitetura mexicana é cada vez mais moldada por jovens arquitetos/as que apostam em um design holístico e com consciência global. É o caso do escritório de arquitetura LANZA Atelier, que apresentará três de seus projetos no SFMoMA neste dia 31 de março.