Cidades ao redor do mundo enfrentam um novo êxodo urbano. À medida que a pandemia do COVID-19 se espalha, as condições de vida e as crises habitacionais são ressaltadas, desde o trabalho remoto até a reconstrução das economias globais. De acordo com um artigo da Fast Company, desde o início da pandemia, quase 40% das pessoas que vivem nas cidades, já consideraram se mudar. Com a possibilidade da pandemia se prolongar por anos, cada vez mais habitantes estão considerando a mudança para áreas rurais e cidades pequenas.
Os sistemas mecânicos suportados por dispositivos como polias, engrenagens, bobinas, cabos e contrapesos podem ser muito úteis para impulsionar e transmitir forças, gerando o movimento ou deslocamento de certos elementos de uma maneira relativamente simples, sem a necessidade de envolver energia elétrica. A incorporação desses mecanismos em projetos arquitetônicos gera a possibilidade de alterar manualmente a disposição dos elementos que definem os espaços sob uma perspectiva didática e recreativa.
Em fevereiro deste ano, a comunidade arquitetônica estadunidense ficou indignada com o rascunho de um decreto executivo da Casa Branca que ameaçava tornar os estilos neoclássicos ou regionais tradicionais obrigatórios para todos os novos edifícios federais. A iniciativa ignora a especificidade da expressão arquitetônica e a inovação decorrente da compreensão do contexto local. Metropolis Magazine reuniu diversos exemplos de arquitetura cívica que conseguem expressar as necessidades e aspirações de suas comunidades, construindo, assim, um argumento contundente contra a imposição de uma linguagem arquitetônica unificada.
O clima é um dos principais fatores que definem a arquitetura específica de um lugar. Em se tratando de situações extremas, as condições climáticas podem se transformar em um grande desafio para a arquitetura, demandando a utilização de complexos sistemas de isolamento para viabilizar a habitabilidade dos edifícios em ambientes hostis. Entretanto, quando o clima favorece, ele se volta à favor dos arquitetos, permitindo o desenvolvimento de soluções arquitetônicas intimamente conectadas ao seu ecossistema específico, dissimulando os limites entre arquitetura e paisagem.
A construção tipo pódio — também conhecida como construção em plataforma ou pedestal — é uma tipologia edilícia caracterizada por uma divisão horizontal entre um "pódio" inferior e uma torre superior. O pódio, geralmente construído em concreto ou aço, é coroado por múltiplos pavimentos estruturados em light wood frame. Frequentemente, a estrutura superior, mais leve, abriga de quatro a cinco pavimentos de unidades residenciais, enquanto o pódio comporta espaços comerciais, varejo ou escritórios, além de estacionamento acima ou abaixo do nível do solo. Uma configuração alternativa apresenta de seis a sete pavimentos residenciais (incluindo o pódio) e estacionamento subterrâneo. Alguns exemplos notáveis desse estilo de construção incluem as residências Stella, projetadas pelo escritório DesignArc e repletas de comodidades; um atraente e econômico projeto de habitação estudantil para a Universidade de Washington, desenvolvido pelo Mahlum Architects; e o acolhedor e moderno University House Arena District, também assinado pelo Mahlum Architects em Eugene, Oregon.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118676/colocando-a-madeira-em-um-pedestal-a-ascensao-do-design-de-embasamento-de-media-alturaLilly Cao
O Instituto Americano de Arquitetos (AIA) selecionou nove projetos para o seu Institute Honor Awards, o maior reconhecimento da profissão nos EUA. A premiação celebra as melhores obras de arquitetura contemporânea e destaca as muitas maneiras pelas quais edifícios e espaços podem melhorar vidas. O júri de cinco membros da AIA seleciona inscrições que demonstram o sucesso do projeto, incluindo um senso de lugar e propósito, ecologia, sustentabilidade ambiental e história.