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Arquitetos: Some Thoughts
- Área: 98 m²
- Ano: 2024






Imagine um corredor. Paredes de concreto a dois metros de distância, teto baixo, iluminação artificial sem sombra nem gradação. Ao fundo, uma janela de vidro blindado e, do outro lado, um agente uniformizado. Você está em um posto de entrada. Pode ser em Calais, em El Paso, em Lampedusa. Um espaço anônimo, mas não neutro. Desenhado para que qualquer um entenda: a passagem não é um direito, é uma concessão.
Esse corredor, no entanto, não é uma exceção, mas a expressão de uma linguagem arquitetônica que se repete nas fronteiras contemporâneas. Os labirínticos aeroportos, as estações de triagem, os muros; arquiteturas que fazem da hostilidade um elemento constitutivo do espaço, demonstrando que ela transcende a expressão fechada de quem está do outro lado do vidro.
No Congresso Mundial de Arquitetos da UIA de 2026 em Barcelona, as discussões sobre o futuro da habitação frequentemente foram além das questões de projeto para abranger temas como governança, propriedade e gestão a longo prazo. Entre os/as palestrantes que participaram dessas conversas estava Cristina Gamboa, cofundadora da Lacol, cooperativa com sede em Barcelona, cuja prática alia arquitetura, ativismo pela habitação, gestão de obras e pesquisa ambiental por meio de um modelo cooperativo. Durante o Congresso, o ArchDaily conversou com Gamboa sobre como a prática cooperativa redefine o papel do/a arquiteto/a, por que a participação vai muito além da mera consulta e de que forma projetos como La Borda e La Morada continuam a alimentar debates mais amplos sobre habitação, cuidado e vida coletiva.


Concéntrico retornou a Logroño em junho para sua 12ª edição, transformando a cidade em um campo de trabalho para a arquitetura. Desde sua fundação em 2015, o festival consolidou sua identidade ao rejeitar a lógica de exposições de design distantes e controladas, construindo instalações em escala real nas ruas, praças e terrenos baldios da cidade, de modo a integrar habitantes e visitantes ao cotidiano urbano. A programação deste ano reuniu mais de vinte intervenções de arquitetos/as, designers e pesquisadores/as que atuam em uma ampla variedade de geografias e métodos, em que cada proposta contribui para um experimento em escala urbana voltado a reimaginar o espaço público.


