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Arquitetos: AsNow Design & Construct
- Área: 1050 m²
- Ano: 2025










Para milhões de crianças e jovens em situação de deslocamento, a educação se desenvolve em meio a condições de mobilidade forçada, incerteza administrativa e precariedade prolongada. Desse modo, as escolas situadas em regiões de fronteira, assentamentos de pessoas refugiadas e locais de deslocamento por causas climáticas operam como mais do que simples instalações educacionais. Elas se tornam infraestruturas espaciais que negociam as demandas contraditórias de emergência e continuidade, oferecendo ambientes onde o aprendizado persiste apesar da instabilidade do status legal, das condições de vida e da própria sensação de estar em casa.
De acordo com o ACNUR, aproximadamente 45 milhões das 117,8 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo eram crianças com menos de dezoito anos no final de 2025. À medida que o deslocamento decorre cada vez mais de conflitos armados, perseguição política, crises ambientais e instabilidade econômica, a arquitetura humanitária enfrenta um desafio crescente: não se trata apenas de construir mais escolas rapidamente, mas de criar ambientes educacionais capazes de assegurar continuidade, segurança e pertencimento em meio a futuros incertos.


A arquitetura na América Latina este mês reflete uma ênfase crescente na adaptação, seja respondendo a riscos ambientais, repensando instituições culturais ou estendendo a vida útil de edifícios existentes. Os desdobramentos recentes revelam um debate regional moldado pela resiliência, patrimônio e espaço público, onde a arquitetura é cada vez mais compreendida como parte de sistemas urbanos, sociais e ambientais mais amplos. Das consequências dos grandes terremotos na Venezuela ao debate em torno do futuro Museu Nacional do Equador, as histórias deste mês destacam como o design está interligado a questões de identidade, vida cívica e sustentabilidade a longo prazo.


Como parte da programação oficial de Barcelona como Capital Mundial da Arquitetura UNESCO-UIA de 2026, o Jardí Botànic de Barcelona recebe a exposição "Parlour Gardens: Dreams from the Rooftop", uma mostra de instalações cerâmicas que propõe um percurso pela arquitetura de paisagem. Com curadoria de Marina Cervera (Bienal Internacional de Paisagem de Barcelona, CEO da NablaBCN), James Hayter (ex-presidente da IFLA, Oxigen) e José Luis Cortés (ex-presidente da UIA), a exposição marca o centenário da criação dos jardinets de saló (jardins de salão) em 1926: universos paisagísticos de cerâmica em miniatura concebidos originalmente por Nicolau M. Rubió i Tudurí, Llorenç Artigas e Raoul Dufy. Instalações desenvolvidas por 14 arquitetos/as paisagistas do cenário internacional estarão distribuídas pelo jardim botânico, agrupadas por zonas homoclimáticas para associar cada proposta à vegetação regional correspondente, permanecendo em cartaz até 4 de outubro de 2026.