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Arquitetos: Architects Collaborative
- Área: 750 m²
- Ano: 2025





O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.
Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.


Studio Campo Baeza, com sede em Madri, em parceria com o escritório Maoda, sediado em Quito, venceu o concurso internacional para projetar o novo Museu Nacional do Equador (MUNA) em Quito. A proposta da equipe, intitulada Echoes of the Sun (Ecos do Sol), foi selecionada por um júri nacional e internacional entre 17 finalistas na segunda fase do concurso. A chamada pública atraiu inicialmente 148 equipes de todo o mundo, das quais 20 foram pré-selecionadas para desenvolver propostas de projeto antes do anúncio do projeto vencedor em uma cerimônia pública em Quito, em 6 de julho de 2026.

Um novo espaço dedicado à arte contemporânea na Île Seguin, na região metropolitana de Paris, será inaugurado em outubro de 2026. A nova instituição cultural, batizada de "Large", será abrigada em um edifício projetado pela equipe de arquitetura catalã e vencedora do Prêmio Pritzker RCR Arquitectes, marcando o primeiro projeto do escritório em Paris. O complexo está situado na La Pointe des Arts, uma grande reconfiguração da antiga área industrial da Île Seguin em um empreendimento de uso misto com mais de 53.000 m², focado em arte e cultura. A volumetria arquitetônica do projeto segue o conceito de estratificação definido no plano diretor do escritório Ateliers Jean Nouvel. A instituição abrirá as portas com a exposição "Imaginary Engine: From Masterpieces of the Collection Renault to Artists of Today", que reunirá 55 artistas de 23 países para explorar a relação entre a humanidade e as máquinas, em uma homenagem à história industrial do local e à colaboração de décadas da Renault com artistas.

"A equidade de gênero continua sendo um problema constante na arquitetura. As arquitetas representam cerca de um terço ou menos da profissão em todo o mundo." Esta é a declaração de abertura do documentário Transnational Narratives: A Documentary Celebrating South Asian Women in Architecture, fruto da 4ª Bolsa Lilly Reich para a Igualdade na Arquitetura. A bolsa, uma iniciativa da Fundació Mies van der Rohe, promove a igualdade de acesso a oportunidades na prática arquitetônica e apoia o estudo e a divulgação de contribuições para a arquitetura que foram injustamente invisibilizadas. Nesse contexto, o documentário, idealizado pela Dra. Igea Troiani, pela Dra. Mamuna Iqbal, pela artista e pesquisadora Paula Roush e pela cineasta Rime Tsujino, dá visibilidade às experiências de seis arquitetas de origem sul-asiática: Sumita Singha, Chitra Vishwanath, Sara Khan, Fauzia Qureshi, Sajida Vandal e Neelum Naz, cujas carreiras profissionais abrangem a Índia, o Paquistão e o Reino Unido.


O Colegio de Arquitectos de la Provincia de Buenos Aires – Distrito 2 (CAPBA D2) apresentou "Paisajes a la deriva / Derivas sur urbanas", um projeto editorial que propõe um olhar crítico, sensível e contemporâneo sobre o território e as obras do sul metropolitano bonaerense. O livro, com quase 700 páginas, é o resultado de quase três anos de pesquisa, produção editorial e trabalho coletivo, e reúne reflexões, obras, cartografias, fotografias e debates em torno das paisagens, das infraestruturas, das arquiteturas e dos modos de habitar do Distrito 2, que abrange um vasto território do AMBA sul.