O uso de materiais orgânicos e naturais, bem como de produtos que os emulam com sucesso, tem sido uma forte tendência que continua a ganhar popularidade no design de interiores. Especialmente no último ano, quando as restrições de isolamento influenciaram drasticamente o tempo que as pessoas passaram em suas casas, o setor registrou uma demanda crescente por produtos capazes de trazer a natureza e o conforto visual para os ambientes internos — seja na forma de mobiliário ou de outros elementos decorativos. Trata-se, sem dúvida, de um movimento de design que veio para ficar.
No entanto, além do interesse por objetos inspirados na natureza, a principal consideração de arquitetos/as e designers ao selecionar um material costuma ser sua qualidade, resistência e facilidade de manutenção. Por isso, o ideal é aliar o aspecto natural à funcionalidade ao criar ambientes internos práticos e acolhedores. Com isso em mente, a fabricante de materiais derivados de madeira EGGER expandiu seu portfólio de lacas para desenvolver uma nova linha que une a estética orgânica a outras propriedades vantajosas.
A tensão entre forma e estrutura na arquitetura é um dilema antigo; muitas vezes, as ideias mais ousadas, vanguardistas e imaginativas de arquitetos e arquitetas acabam restritas ao papel devido a exigências estruturais e limitações técnicas. Como, então, viabilizar projetos que rompem com as formas convencionais e traduzir essas visões criativas em realidade construída?
Nesta edição, o ArchDaily apresenta a Eckersley O'Callaghan, um escritório de engenharia estrutural e de fachadas de referência global. A empresa acumula colaborações de sucesso com alguns dos maiores nomes da arquitetura mundial. Sua parceria duradoura com a Foster + Partners resultou em diversas Apple Stores icônicas ao redor do mundo, conhecidas por suas fachadas de "vidro puro". Além disso, o escritório mantém parcerias sólidas com firmas como Zaha Hadid Architects, SOM, Gensler, KPF, Snøhetta e Heatherwick Studio. Com inovações e avanços significativos na tecnologia de fabricação de vidro e no design estrutural, a Eckersley O'Callaghan destaca-se por sua capacidade de liderar e viabilizar soluções estruturais inéditas no cenário internacional.
O escritório de arquitetura alemão Meyer-Grohbruegge propôs uma nova tipologia residencial que "adiciona uma dimensão espacial dinâmica a um pequeno vazio entre edifícios e enfatiza a experiência física na habitação". O projeto vencedor do concurso apresenta uma escada helicoidal central que conecta toda a estrutura, oferecendo um interior fluido e dinâmico que integra os espaços interno e externo.
O Grupo VELUX apresenta o conceito “Build for Life”, voltado para a criação de comunidades e ambientes construídos sustentáveis por meio de projetos acessíveis e de orientação social, novos modelos de habitação, ambientes internos saudáveis e o uso de materiais de baixo impacto. Desenvolvido em conjunto com o escritório EFFEKT, a equipe de engenharia da MOE e a construtora dinamarquesa Enemaerke & Petersen A/S, o conceito oferece a arquitetos/as e urbanistas uma “bússola” para navegar pelas urgências de sustentabilidade do momento, ao mesmo tempo em que incentiva a concepção de espaços habitacionais mais saudáveis.
As demandas técnicas da construção de pontes frequentemente orientam o desenvolvimento do próprio projeto. No entanto, a arquitetura nunca é deixada de lado — pelo contrário. A estética das pontes reunidas neste artigo é o resultado de um diálogo intenso, exigente e estimulante entre arquitetura e engenharia, em que a busca por soluções só termina quando ambas as disciplinas estão plenamente satisfeitas.
The Ithaca Commons, um calçadão de pedestres no centro da cidade, fotografado em 2012.. Imagem via Paul Sableman/Flickr/CC BY 2.0
Na semana passada, a Câmara Municipal de Ithaca, no estado de Nova York, aprovou um plano de descarbonização inédito nos Estados Unidos. Pelo projeto, as cerca de 6.000 residências e edifícios localizados nessa cidade universitária à beira de um lago, notoriamente conhecida por seu perfil “progressista”, serão eletrificados para atingir as metas estabelecidas pelo impressionante e ambicioso plano Green New Deal (GND) do município. Esse plano de neutralidade de carbono até 2030 foi adotado por unanimidade pela Câmara em junho de 2019 com o objetivo de “enfrentar as mudanças climáticas, a desigualdade econômica e a injustiça racial”, segundo a prefeitura.
A escassez de moradias é o catalisador para a especulação arquitetônica sobre cenários de resgate adaptativos ou a valorização de locais subutilizados nas cidades. Ao mesmo tempo, a crise da saúde e seus imperativos de trabalho em casa, trouxeram para o foco o potencial de reutilização adaptativa dos espaços de escritórios em habitações. A probabilidade de que alguns edifícios comerciais permaneçam vazios após a pandemia abre a possibilidade de trazer de volta moradias para os centros das cidades, possibilitando a implementação de uma visão de cidade de 15 minutos. A seguir, discutiremos os desafios e oportunidades de transformar espaços de escritórios em moradias, destacando a viabilidade e o impacto desse fenômeno limitado a longo prazo.
O fotógrafo de arquitetura e cineasta Kevin Siyuan lançou seu mais recente curta-metragem, intitulado A Wes Anderson-ish Singapore. O documentário de 30 minutos foi produzido como parte da exposição virtual Singapore Through My Eyes, parte do Singapore Archifest, e enfoca o planejamento urbano, arquitetura, bairros, parques, espaços verdes e como a população de Singapura se adaptou à pandemia.
FIRST 500 é uma iniciativa global que documenta as realizações de arquitetas negras e agora a organização lançou um novo site. Servindo como um arquivo digital, o site tem como objetivo aumentar a conscientização sobre as mulheres negras arquitetas e suas realizações, fornecer recursos para estudantes, profissionais e aspirantes a arquitetas e construir uma comunidade para mulheres negras no campo arquitetônico.
Casa Collage / S+PS Architects. Image Cortesia de S+PS Architects
Reformas e adaptações de espaços representam uma parcela significativa de projetos encomendados a escritórios de arquitetura, e o reuso de estruturas preexistentes não é um novidade. Funções e necessidades mudam ao longo do tempo e consequentemente adaptações são necessárias para cumprir novas demandas. No entanto, por mais que a manutenção de um edifício seja, na maioria dos casos, preferível no sentido econômico e ecológico à sua demolição e a uma nova construção desde o princípio, a lógica do reaproveitamento de um espaço não costuma ser extendida às suas partes constituintes que tornam-se, assim, entulho.
O Pier 54 em Nova York tem uma história que remonta aos primeiros habitantes da cidade. Depois de ser severamente danificado em 2012 com a passagem do furacão Sandy, Barry Diller e a instituição Hudson River Park Trust trabalharam para criar soluções para reativá-lo e devolver o espaço ao público.
O projeto resultante, Little Island Park, tornou-se um oásis urbano de quase 10.000 metros quadrados, que se estrutura sobre 132 pilares e abriga anfiteatros, várias espécies de árvores e outras vegetações, além de outros atributos. A arquitetura foi desenvolvida pelo Heatherwick Studio, com paisagismo da MNLA, a obra apresentou inúmeras dificuldades, o que exigiu grande inovação e colaboração de diversos profissionais. A Arup, empresa global que desenvolve projetos de consultoria e engenharia, esteve envolvida no projeto desde o início. Conversamos com David Farnsworth, Diretor do escritório da Arup em Nova York e Diretor de Projetos no Little Island, Park sobre os desafios e a aprendizagem envolvidos neste processo:
A casa com um telhado duas águas não representa apenas o desenho que fazemos quando criança para ilustrar um lar, ela adota uma das soluções mais comuns na arquitetura residencial brasileira. Este tipo de cobertura, além de apresentar uma construção prática e agregar um apelo estético, facilita o escoamento das águas da chuva através de seus dois planos inclinados a partir de um eixo central - inclusive, este é motivo de seu nome.
Imagine abrigar estranhos no quintal da sua casa. Tempos atrás, a ideia poderia soar absurda, mas a alta do mercado de turismo (antes da pandemia) tornou hospedagens alternativas, como CouchSurfing e AirBnb, soluções bastante requisitadas. Em Seattle, maior cidade de Washington (EUA), um projeto busca voluntários que queiram abrir seus quintais para instalar pequenos abrigos. Diferente dos programas voltados a jovens viajantes, este tem um cunho social: a ideia é que as pessoas possam, de fato, morar em tais espaços.
O chamado Block Project nasceu do arquiteto Rex Hohlbein, após ele mesmo abrir o terreno de sua casa para abrigar um artista sem-teto. Para Hohlbein, a comunidade precisa se envolver se quiser resolver o problema habitacional que afeta as grandes cidades. Seattle está entre as 100 cidades mais caras do mundo para morar e trabalhar, segundo o levantamento global da Mercer de 2021.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio, Sara conversa com os arquitetos Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral do depA architects sobre a exposição do projecto In Conflict, a representação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza. Ouça a entrevista e leia a transcrição da conversa, a seguir:
Após ao menos cinco anos de estudos, chega o momento dos alunos de Arquitetura e Urbanismo fazerem seus trabalhos finais de graduação - chamados frequentemente de TCC, TFG ou Projeto de Final de Curso. Ao escolher o tema, os estudantes evidenciam projetos civis, urbanos ou teóricos que são de grande importância por levantarem um debate sobre o futuro de nossas cidades, do ambiente construído, da infraestrutura urbana, da mobilidade e tantos outros tópicos fundamentais para discutir e desenvolver o modo como habitamos o espaço.
A Argentina está localizada no extremo sul e sudoeste da América do Sul e, graças a seu tamanho, tem uma multiplicidade de climas e diferenças na incidência da luz solar. Estas condições levaram muitos arquitetos a recorrer, em suas propostas, aos pergolados para criar espaços de transição entre o lado de dentro e de fora das casas que atendam às necessidades de seus moradores, criando espaços de sombra, encontro e descanso ao ar livre.
Balneário Camboriú. Foto de u/philipjupiter, via Unsplash
Segundo Gerard Peet, em The Origin of The Skyscraper, a primeira vez que a palavra arranha-céu obteve denotação arquitetônica foi no início da década de 1880. Ela apareceu em artigos de jornais como o Chicago Daily, enfatizando a crescente criação de edifícios altos em Nova York.
Judith Dupré, em seu livro sobre a história dos skyscrapers, se refere aos arranha-céus como “divas elevadas”, “ícones da cidade”, “estrelas de cinema”, “símbolos do poder” que comandam a cena urbana de nossas metrópoles.
Ambientes bem projetados são essenciais para reduzir o risco de acidentes e o tempo de resposta em caso de queda. Para arquitetos, o trabalho de criar cidades e casas seguras é essencial, especialmente quando se olha para as tendências demográficas em todo o mundo. Desenvolver um projeto de arquitetura, através de um bom desenho e de uma correta especificação dos produtos, é antes de mais um gesto de carinho e preocupação para com os nossos familiares e concidadãos mais velhos. É essencial fazer as perguntas "Para quem?" e "Que necessidades eles têm?" para que, a partir desse ponto, pensar em como podemos melhorar sua qualidade de vida.
É um convite consciente que leva a arquitetura a ter um papel ativo na sociedade atual, uma mudança positiva que entrega design e qualidade de vida.
Ensaios dos reflexos do acrílico na paisagem projetada do Pavilhão. Esses reflexos podem ser uma forma de resignificarmos imagens já conhecidas. Imagem: produção da autora
Um manifesto, invariavelmente, antevê um trabalho. Ele vem antes, como forma de publicá-lo, transmiti-lo a um maior número de pessoas. Além disso, um manifesto, invariavelmente, pós-vê um manifesto outro. Ele relê um trabalho, para, assim, reescrevê-lo, adequando-o a suas próprias teorias.
Com a crise de toda uma ideologia, o período pós-guerra foi extremamente frutífero para a teoria da arquitetura. Revistas publicavam, com absurda frequência, os mais diversos manifestos. Esses textos são capazes de ilustrar os debates na arquitetura de forma muito mais eficaz que projetos datados do mesmo período. Afinal, como o próprio nome sugere, eram as publicações a principal responsável por tornar públicas as ideias, principalmente porque uma concretização projetual seria impossível. Eram as revistas, portanto, que fomentaram os debates, possibilitando constantes mudanças ideológicas dentro do campo arquitetônico.
Casa Curutchet em La Plata, Argentina. Foto: Wikimedia.org, licença CC
Neste episódio do Arquicast, a conversa é sobre um filme que, apesar de ambientado no único projeto de Le Corbusier efetivamente construído em toda a América Latina, tem toda sua trama centrada em um elemento arquitetônico, digamos, quase secundário, do ponto de vista compositivo da obra: o muro da divisa dos fundos. Estamos falando do premiado filme argentino O Homem ao Lado. As relações de vizinhança e a própria arquitetura servem de ponto de partida para os diretores falarem de temas espinhosos como direito de propriedade, desigualdade social, cultura e intolerância.
O escritório de arquitetura londrino Rogers Stirk Harbor + Partners (RSHP) revelou seu projeto de um plano mestre de destilaria de 227 acres em Somerset, Kentucky, que visa se tornar um destino vibrante no Kentucky Bourbon Trail® com instalações comerciais e culturais que homenageiam o heróis do 11 de setembro.
O cultivo de alimentos foi um dos grandes eventos históricos que marca a evolução da nossa sociedade. O domínio de técnicas de agricultura foi fundamental para a evolução de uma sociedade nômade para a sedentária. Séculos mais tarde, a produção agrícola se torna uma das principais forças a moldar o território. O fenômeno pode ser visto nas imagens aéreas que selecionamos a seguir.
A Cultural Landscape Foundation premiou Julie Bargmann, fundadora do escritório de arquitetura paisagística D.I.R.T. Studio, com o primeiro prêmio Cornelia Hahn Oberlander International Landscape Architecture, um prêmio distinto concedido a arquitetos que são “excepcionalmente talentosos, criativos, corajosos e visionários, com um corpo significativo de obras construídas que exemplificam a arte da arquitetura paisagística”.
Este artigo de Camila Pinzón e Juanita Fonseca foi publicado originalmente com o título "Infraestruturas de chegada: uma aproximação ao espaço migrante em cidades de destino como Bogotá" na edição nº 30 da revista Dearq em 01 de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.07).
No âmbito de estudos recentes sobre fluxos migratórios, foram identificadas dinâmicas e conceitos que ajudam a compreender sua relação com o espaço urbano e a cidade, úteis para arquitetos/as, urbanistas e designers. A partir de uma revisão desses conceitos, o artigo questiona a relação com o caso latino-americano e reflete sobre a utilidade da definição dos termos "cidade de chegada", "infraestruturas de chegada" e "porosidade" para uma possível investigação em Bogotá.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões desenvolvidas pela comunidade acadêmica nacional e internacional sobre arquitetura, questões urbanas e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130542/infraestruturas-de-chegada-uma-aproximacao-ao-espaco-migrante-em-cidades-de-destino-como-bogotaCamila Pinzón y Juanita Fonseca