Como o Desenho Universal pode superar as divisões que deixaram tantas pessoas nos Estados Unidos isoladas em suas próprias comunidades? Em sua mais recente exposição, o Center for Architecture de Manhattan propõe uma “reconfiguração”. Em cartaz até 3 de setembro, Reset: Towards a New Commons apresenta projetos que “incentivam novos modos de vida colaborativa” e “abordagens mais holísticas de inclusão”.
Às vezes, neste mercado chamado design, basta uma única ideia inteligente para dar o pontapé inicial. Um momento de inspiração — uma lâmpada que se acende, por assim dizer. Um produto que traz algo inovador e oportuno, oferecendo aos clientes algo que eles nem sabiam que precisavam, mas que agora certamente desejam. Isso, no entanto, é apenas o início de uma jornada. Depois que o burburinho inicial passa, como transformar esse produto de sucesso em um negócio robusto, sustentável e com impacto que vá além de sua revolução inicial?
Foster + Partners revelou o projeto de um novo arranha-céu na 270 Park Avenue que abrigará a sede do JPMorgan Chase em Nova York. A torre de 60 andares deve ser a maior totalmente movida a eletricidade da cidade, com emissões operacionais líquidas zero, alimentada por energia renovável proveniente de uma usina hidrelétrica do estado de Nova York e projetada em torno de altos padrões de bem-estar e hospitalidade. A morfologia do projeto cria um amplo espaço ao ar livre no nível do solo, com áreas verdes e uma praça pública, acompanhado por vários equipamentos destinados aos moradores do bairro. Em construção desde 2021, o projeto substitui o Union Carbide Building do SOM, que se tornou o mais alto edifício a ser voluntariamente demolido do mundo.
Você já parou para pensar que, praticamente todas as cidades do mundo, desde os primórdios da humanidade, foram e continuam sendo criadas e pensadas por homens? Do planejamento urbano ao desenho dos edifícios, dos transportes públicos às cadeiras – as mulheres pouco fizeram parte do processo de criação de tudo que nos rodeia.
A cultura do projeto residencial de Nova York vai muito além da Big Apple. O Hudson Valley é uma região que se estende ao longo do rio Hudson, do condado de Westchester a Albany. Conhecido por seus vinhedos, pomares e fazendas, o vale do rio inclui uma série de pequenas cidades e casas remotas. Hoje, essas residências rurais estão sendo projetadas para explorar as conexões entre pessoas, natureza e lugar.
Uma das características mais importantes das cidades é a sua inegável capacidade de reunir o talento criativo por meio da multiculturalidade e da transdisciplinaridade. Hoje em dia, torna-se cada vez mais importante gerar espaços e plataformas dentro desses ambientes urbanos que funcionem como laboratórios criativos para compartilhar e, sobretudo, refletir sobre o que está sendo produzido atualmente — não apenas no âmbito do design como um elemento descontextualizado, mas sim como um conceito integral que conjuga diversas disciplinas. Esse pensamento está latente em algumas das cidades mais influentes do mundo, como é o caso da Cidade do México, um dos territórios mais efervescentes e empolgantes da atualidade no que diz respeito ao design, à arquitetura e à gastronomia no cenário global. Na primavera deste ano, como parte de uma iniciativa do SPACE10 — laboratório de design e pesquisa independente da IKEA — para concentrar a energia, a diversidade e o talento criativo, de 26 de março a 9 de abril realizou-se um pop-up na Cidade do México. O evento reuniu cerca de 45 palestrantes em debates, oficinas e exposições que desencadearam diversas reflexões sobre o que constitui o bom design na atualidade. Ao longo de 14 dias dedicados a explorar o tema "Beyond Human-Centered Design" (Para além do design centrado no ser humano), diferentes agentes locais se reuniram para propor soluções criativas que colaborem para a construção de um futuro melhor para o planeta e para os seres humanos. A programação de eventos ocorreu no LOOT, um espaço de galeria localizado no bairro de Roma Norte que ofereceu um percurso estimulante. O local funcionou como uma vitrine temporária para exibir o trabalho de profissionais do design, da tecnologia, das artes, da arquitetura, da academia, do empreendedorismo e do ativismo em painéis diários e palestras magnas, integrados a um programa de exposições, oficinas e experiências gastronômicas imersivas. Dirigido por Kevin Curran, o espaço foi projetado em colaboração com o estúdio criativo multidisciplinar Niños Heroes. Para oferecer maior flexibilidade e fluidez espacial, foram fabricadas mesas curvas modulares inspiradas nos clássicos trilhos de trem de brinquedo de madeira, que desenham linhas práticas tanto para grandes oficinas quanto para jantares intimistas. Nessa plataforma colaborativa, explorou-se como o design e a tecnologia podem ser uma força poderosa para criar uma vida cotidiana melhor tanto para as pessoas quanto para o planeta. Paralelamente, foi apresentado o SPACE10 Radio, um programa de rádio de 10 episódios que reúne as conversas dos diferentes painéis realizados durante o evento, já disponíveis no site do SPACE10, no Apple Podcasts e no Spotify. Para mais informações, acesse SPACE10.
Além do conforto térmico, acústico e lumínico, as cores são fatores que influenciam a sensação que sentimos ao estar num ambiente e tornam-se um forte dispositivo para influenciar o comportamento do usuário.
Muito além de preferências estéticas, o uso de determinadas cores podem trazer diferentes significados que abrangem outros campos como a psicologia ou simbologia. Portanto, é sabido que uma cor não depende apenas da luz e do ambiente, mas também da percepção que temos dela. O alemão Johann Wolfgang Von Goethe, que se aprofundou no estudo da Teoria das Cores, aponta que a identificação dos tons é subjetivo, mas os efeitos são universais. Como exemplo, as cores quentes (vermelho, amarelo e laranja) são mais dinâmicas e causam sensações de conforto e estímulo nas pessoas, já as cores frias (verde, roxo e azul) possuem um efeito mais suave, acalmante e estático. Sendo assim, criar uma paleta de cores é uma possibilidade de gerar diferentes sensações na percepção do espaço.
José Antonio Corrales y Ramón Vázquez Molezún . Image Cortesía de Open House Madrid
De 23 a 25 de setembro de 2022, será realizada a oitava edição do Festival de Arquitetura Open House Madrid, no qual será possível visitar mais de 100 edifícios históricos e contemporâneos que, geralmente, não são abertos ao público. José Antonio Corrales e Ramón Vázquez Molezún serão os arquitetos de referência desta nova edição do festival, cujo objetivo é aproximar a arquitetura dos cidadãos e cidadãs.
Em 2021, a proposta do escritório CRA-Carlo Ratti Associati para criar alternativas sustentáveis para redes de aquecimento urbano foi selecionada como uma das quatro vencedoras do concurso global Helsinki Energy Challenge. O projeto, intitulado Hot Heart, propôs “reservatórios flutuantes de água salgada semelhantes a ilhas para aquecer a cidade de Helsinque de forma ecológica”. Desenvolvido com o auxílio do Twinmotion — plataforma de visualização em tempo real da Epic Games para o setor de arquitetura —, este projeto de infraestrutura em grande escala demandava uma ferramenta de representação digital capaz de colocar as dimensões em perspectiva, oferecer uma experiência imersiva real para engajar o cliente e exibir mudanças instantâneas associadas a fatores naturais, como a luz do dia. É aí que entra o SpaceForm, uma ferramenta de apresentação e design virtual orientada por dados. Criada para facilitar a colaboração remota, a tecnologia permite que clientes ou partes interessadas se envolvam de maneira mais profunda na narrativa do projeto.
Desde o início dos anos 2000, é amplamente divulgado que a indústria da construção civil responde por quase 40% das emissões de CO2 do planeta. O papel dos interiores nessa porcentagem tem sido historicamente subestimado, com estatísticas comuns sugerindo que o mobiliário, os componentes e os equipamentos de um projeto são responsáveis por apenas cerca de 7% a 10% de sua pegada de carbono total. No entanto, novas pesquisas indicam justamente o contrário: na vida útil média de um edifício, a pegada de carbono de seus interiores se igualará — se não superar — a da estrutura e da envoltória. O design de interiores, para a surpresa de muitos, tem, na verdade, causado grandes danos ambientais.
A Canoa é uma plataforma de ferramentas de design integrada a um marketplace, criada para reduzir o impacto ambiental do design de interiores comerciais e fornecer uma estrutura integrada de ponta a ponta para o projeto e a execução de escritórios de baixo carbono. A Canoa opera com base nos princípios da economia circular, priorizando a durabilidade, a sustentabilidade e a conservação de recursos naturais, ao mesmo tempo em que apoia empresas, profissionais de design e fornecedores em reformas corporativas.
Selecionada como uma das Melhores Novas Práticas do ArchDaily de 2021, a startup sediada em Nova York foi fundada em 2019 pelo designer e empreendedor Federico Negro com o objetivo de oferecer ambientes de trabalho ecológicos para empresas de todos os portes. A Canoa atua como um marketplace B2B focado em produtos corporativos de baixo carbono, englobando mobiliário, iluminação e acessórios. A empresa se dedica a oferecer móveis duráveis e módulos pré-fabricados com rastreabilidade de materiais e fabricação, desenvolvidos para serem facilmente movidos e reutilizados.
Bjarke Ingels Group, em parceria com a Argenia Ingeniería y Arquitectura, Buro Happold, e HCP Arquitectos y Urbanistas, receberam o primeiro prêmio em um concurso multidisciplinar internacional pelo projeto da nova sede do Centro Comum de Pesquisa em Sevilha, Espanha. Uma "nuvem de pérgulas" inspirada nas praças e ruas sombreadas da cidade cobrirá todo o terreno do CCI, praça, jardim e o edifício inferior, apoiado por uma série de colunas cobertas com placas fotovoltaicas que contribuem positivamente para a pegada operacional do edifício.
A Viagem de Chiriro (2001). Imagem cortesia de Studio Ghibli
Roteiristas de cinema e animações, especificamente nos animes, procuram incorporar cenários com uma arquitetura diversa como artifício para ajudá-los a contar suas histórias. Suas influências vão desde vilarejos medievais até metrópoles futuristas. A arquitetura como área do conhecimento abrange uma ampla gama de elementos a serem estudados, com cada período da arquitetura comunicando e realçando seu contexto histórico através de seu design. No entanto, em filmes e animes, todos os contextos por trás do design de um edifício podem ser condensados em um único frame, poderoso o suficiente para contar mil histórias.
Como o segundo maior escritório de arquitetura do mundo, a Perkins&Will tem a responsabilidade de colocar as pessoas no centro de sua prática projetual, visto que seu trabalho impacta milhões de horas da experiência humana. O foco em sustentabilidade, saúde e justiça é um objetivo compartilhado por profissionais de projeto.
Sem incluir uma banheira e sem a necessidade de portas, telas ou cortinas, os chuveiros sem box ou desníveis - também chamados de walk-in - permitem aumentar visualmente o espaço ao projetar banheiros, dando a eles uma imagem limpa e reduzida ao essencial.
No entanto, algumas precauções devem ser tomadas para seu desenho. A coisa mais importante: o chuveiro não pode ser completamente aberto, mesmo que pareça à primeira vista. A maioria dos projetos incorpora um vidro temperado que evita que a água "salte" para fora do espaço do banheiro, fechando sutilmente o espaço. Quando essa divisão transparente não possui marcos, é menos provável a aparência de fungos devido ao acúmulo de água e umidade.
2022 European Union Prize for Contemporary Architecture - Mies van der Rohe Awards Winners
A Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe anunciaram a Town House, de Grafton Architects, e a cooperativa habitacional La Borda, de Lacol, como vencedores do Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea 2022 – Prêmio Mies van der Rohe. Premiada na categoria Arquitetura, a Town House foi escolhida por sua "extraordinária qualidade ambiental que cria um excelente espaço para estudar, dançar e se reunir". Já o prêmio de Arquitetura Emergente foi concedido ao projeto habitacional La Borda em Barcelona, elogiado por seu sistema de "copropriedade e cogestão de recursos".
O Holocaust Memorial Resource and Education Center of Florida (HMREC) e o escritório de arquitetura Beyer Blinder Belle revelaram o projeto do novo Holocaust Museum for Hope & Humanity de Orlando. A estrutura de aproximadamente 4.000 metros quadrados à beira do lago será o primeiro museu do Holocausto do mundo projetado a partir de depoimentos de sobreviventes e testemunhas, servindo como um destino de destaque para a região e um ponto de atração global.
O Museu Glyptothek apresentará a primeira exposição dedicada ao conjunto de esculturas e pinturas de Santiago Calatrava inspiradas na Antiguidade Grega. Em cartaz de 21 de junho a 23 de outubro, "Beyond Hellas: Santiago Calatrava in the Glyptothek" traça a carreira do/a arquiteto/a como escultor/a, destacando a influência de histórias e culturas em seu processo de projeto.
Até esta sexta-feira, 29 de abril, às 23:59 EST, você pode enviar seu trabalho para a segunda edição do ArchDaily Architectural Visualization Awards. Para nós, as visualizações se tornaram uma ferramenta poderosa que nos ajuda a pensar sem limites sobre o desenho de nossas futuras cidades, edifícios e estruturas. Esta é uma das razões pelas quais decidimos lançar este concurso: encontrar os melhores talentos de todo o mundo e descobrir quem está definindo tendências com seu trabalho e estética, ajudando-nos a visualizar o futuro da arquitetura.
"No fundo ainda há uma tradição japonesa invisível", diz Kisho Kurokawa em um trecho do filme Kochuu. Ele coloca ênfase na tradição japonesa, uma tradição arquitetônica que rejeita a simetria apesar do uso de alta tecnologia. Ele contempla a Nakagin Capsule Tower (1972) uma torre residencial e de escritórios de uso misto localizada em Tóquio, Japão. O primeiro projeto da arquitetura de cápsulas metabolista construído para uso permanente.
O filme 'Kochuu' de Jesper Wachtmeister se baseia na influência e nas origens da arquitetura japonesa modernista. Através de visões de futuro, tradição e natureza, amplifica elementos da tradição japonesa e seu impacto no design nórdico. A narrativa nos conta como os arquitetos japoneses contemporâneos se esforçam para unir os caminhos do homem moderno com as velhas filosofias para cria algo novo.
O Château La Coste acaba de inaugurar um pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, a última obra concebida pelo arquiteto antes de falecer em 2012. Localizado em meio a um vinhedo, a estrutura curva conta com um espaço de galeria envidraçada, acompanhado por um auditório de 80 lugares dentro de um volume cilíndrico. Destacando a conexão do pavilhão com a paisagem, um espelho d'água traz uma nova dimensão ao projeto através da interação da luz e reflexos.
Desenhos e visualizações são arquitetura por si só. Como meios de reconsiderar o que vemos ou o que poderia ser, os estilos de desenho são tão diversos quanto os meios pelos quais são produzidos. Para os desenhos transparentes, a observação e a imaginação andam de mãos dadas. Não só este estilo único requer um exame crítico, mas também a capacidade de conceituar novas possibilidades.
Seja devido à demolição total ou parcial de um edifício, seja para reforma ou adaptação de uma estrutura existente — em busca de sistemas de cobertura mais eficientes —, telhas de barro e cimento são materiais que muito frequentemente acabam virando entulho. Devido ao seu baixo custo de produção, telhas não costumam ser recicladas e reaproveitadas cotidianamente, menos ainda utilizadas para cumprir outra função que não a de cobertura. Felizmente, somando-se a uma crescente conscientização sobre os custos ambientais da produção de materiais para a construção civil, a cada dia mais, arquitetos e arquitetas têm se comprometido a reciclar e reaproveitar resíduos de antigas estruturas obsoletas, estabelecendo uma arquitetura responsável e inovadora. A seguir, elencamos alguns recentes projetos que apresentam soluções alternativas para a reciclagem e reincorporação de telhas na arquitetura contemporânea, seja em paredes, fachadas, elementos de proteção solar, pisos e até mobiliário.