A Pontifícia Universidade Católica do Chile realizou umconcurso interno de arquitetura para selecionar o novo projeto de pavilhão e parque para acolher a obra escultórica do artista Mario Irarrázabal em terrenos da UC em San Carlos de Apoquindo. Anteriormente, já havia sido tentada a construção deste espaço de exposição no Parque San Borja, onde o escritório BBATS + TIRADO havia conquistado o primeiro lugar em 2014.
Nesta nova ocasião, o júri selecionou como vencedor o projeto de B+V Arquitectos (Eloy Bahamondes + Lucas Vásquez), Marcelo Cox, Francois Jullien e Sebastián Zarhi, em conjunto com o projeto de paisagismo de Camila Romero e Francisca Salas, e a museografia de Elena González García del Bello. O conceito gira em torno da ideia de museu e jardim, com propostas estratégicas específicas de recuperação do solo e ativação programática.
O crescimento da população mundial levou a um aumento na construção de moradias e edifícios ao redor do mundo. Considerando que hoje a indústria da construção é responsável por 40% das emissões de CO2 do planeta e que, de acordo com a Câmara Chilena da Construção, até 2035 o Chile precisará de moradias para 2,6 milhões de pessoas, é necessário orientar esse setor para uma alternativa amigável ao meio ambiente. A resposta a esse desafio está na própria natureza, onde existem diferentes soluções construtivas eficientes e sustentáveis. É o caso da madeira: um material nobre e renovável capaz de capturar CO2 e contribuir para um futuro ambiental melhor.
Hoje, graças aos avanços tecnológicos, a madeira engenheirada ou madeira laminada, constituída por camadas de madeira estrutural orientadas perpendicularmente entre si, consolidou-se como uma forte tendência de material construtivo no mundo, e o Chile não deve ser exceção.
Quando o Prêmio Aga Khan de Arquitetura (AKAA) anunciou os vencedores de sua edição de 2022, 20 projetos foram selecionados por sua excelência nas áreas de design contemporâneo, habitação social, desenvolvimento comunitário e preservação e melhoria do meio ambiente. Entre eles, um projeto em Jhenaidah, Bangladesh, conseguiu capitalizar a força da comunidade local para reverter a degradação ecológica de sua paisagem ribeirinha e criar um espaço público funcional e socialmente inclusivo ao longo das margens do rio. A editora-chefe do ArchDaily, Christele Harrouk, teve a oportunidade de entrevistar Suhailey Farzana e Khondaker Hasibul Kabir, cofundadores do Co.Creation.Architects, e Rubaiya Nasrin, da Plataforma de Ação Comunitária e Arquitetura (POCAA), que fazem parte da equipe por trás da Co-criação de Espaços Urbanos pelo Rio Nobogonga, em Bangladesh. O projeto também venceu a 5ª categoria do Prêmio UIA 2030 para o Acesso a Espaços Verdes e Públicos.
Os escritórios MVRDV e GRAS anunciaram a conclusão de cinco dos sete edifícios do Projeto Gomila em Palma de Maiorca, na Espanha. O complexo residencial, que originalmente era composto por quatro edifícios existentes, recebeu a adição de três novas estruturas, totalizando 60 novas habitações e novos espaços comerciais. O projeto alinha-se à revitalização do bairro histórico "El Terreno" para transformá-lo em uma área residencial vibrante e sustentável, outrora conhecida por suas casas noturnas boêmias que receberam músicos icônicos como Jimi Hendrix, Ray Charles e Tom Jones.
Em 2016, o ganhador do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena anunciou que seu escritório, ELEMENTAL, havia liberado os direitos a quatro de seus projetos de habitação social, e todos os documentos seriam disponibilizados em seu site para uso público. O objetivo de Aravena era iniciar um movimento em que os arquitetos trabalhariam juntos para enfrentar os desafios do mundo em torno da escassez de moradias e da acessibilidade econômica, especialmente com o aumento da migração. Os conjuntos de desenhos compartilhados e uma descrição dos princípios do projeto fornecem aos arquitetos a documentação necessária para construírem uma casa de baixo custo, incentivando os projetistas a fazerem o mesmo com seu trabalho, os empreiteiros a ajudarem na construção dessas casas e os governos a mudarem seu pensamento sobre como eles podem abordar a urbanização em massa. Seis anos depois, como o conceito de arquitetura open source progrediu, e como isso impactou a profissão do arquiteto desde então?
A arquiteta Lina Ghotmeh, nascida em Beirute e radicada em Paris, foi selecionada para projetar o 22º Serpentine Gallery Pavilion. Intitulada À Table, expressão francesa que significa "sentar juntos para comer", sua proposta apresenta uma estrutura esguia de madeira com nove pétalas plissadas sustentadas por nervuras radiais. Dentro do pavilhão, um anel de mesas e bancos convida os visitantes a entrar, sentar e relaxar, comer ou trabalhar juntos. De acordo com a arquiteta, o espaço modesto e a cobertura baixa visam fazer com que as pessoas se sintam próximas à terra. O Serpentine Pavilion receberá o públcio de junho a outubro de 2023.
Visualize seu bairro ideal. Talvez seja em uma rua sem saída nos subúrbios, onde cada vizinho tem um gramado bem cuidado, uma garagem para dois carros e todos se cumprimentam amigavelmente a caminho do trabalho. Ou talvez você more em um arranha-céu em um centro urbano denso, use o transporte público para ir ao escritório cinco dias por semana e cumprimente o porteiro ao sair. Seja qual for a aparência do seu bairro, sempre há a sensação de querer conhecer as pessoas que moram perto de você — ou pelo menos uma confiança tácita umas nas outras para garantir que seu entorno esteja seguro. O que acontece quando a tecnologia junta você e seus vizinhos para relatar os acontecimentos locais? Seria isso algo bom, ou criaria uma estranha situação de vigilância distópica?
“Nós moldamos nossos edifícios; depois eles nos moldam.” Apesar das palavras de Winston Churchill, os arquitetos são moldados por nossa cultura e seu trabalho reage a ela. O fato da nossa cultura evoluir faz com que a prática da arquitetura também evolua. O que é tido como “novo” na prática arquitetônica tem mudado de forma acelerada, explodindo no século XXI com as novas tecnologias que alteraram drasticamente o cenário num ritmo ainda mais intenso que o da Revolução Industrial 200 anos atrás.
Ao final de mais um ano, a equipe do ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de obras que buscam relembrar o conteúdo apresentado ao longo de 2022. Como parte desta iniciativa, nossa equipe de projetos apresenta uma das categorias mais populares entre o público leitor: a arquitetura residencial, com o objetivo de reunir os projetos que representam o melhor de uma vasta produção arquitetônica sob a ótica do nosso público.
Em um período marcado pela expectativa em relação ao futuro da arquitetura, mas também pela reflexão sobre o que foi produzido durante o ano que se encerra, apresentamos as 50 casas mais vistas no ArchDaily em espanhol durante o ano de 2022, mantendo o compromisso constante de oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento para todas as pessoas que trabalham por um ambiente construído melhor.
A urbanização e a evolução das cidades modernas levaram ao desenvolvimento de edifícios em altura, os famosos arranha-céus. Tradicionalmente projetados com concreto como o principal material estrutural, sua construção implica um aumento de emissões de CO2 liberadas na atmosfera, poluição do ar e o alto consumo de energia e água. Essas consequências exigem o desenvolvimento de novas estratégias sustentáveis fora da zona de conforto do setor, como a incorporação da madeira como um elemento estrutural. A madeira laminada cruzada (CLT) emergiu como uma nova estratégia estrutural que os arquitetos chilenos começaram a incorporar à arquitetura do país, adaptados às condições e normas locais.
O "Projeto Tamango", da Tallwood Architects, é um exemplo dos desafios e oportunidades da construção de madeira no país e na região, pois pode ser potencialmente o primeiro edifício de 12 andares com uma estrutura de madeira engenheirada. Alterando os paradigmas tradicionais de construção da área, Tamango representa um passo para soluções sustentáveis que seguem um processo de design integrado através de todos os estágios de um projeto arquitetônico.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e a vida cotidiana. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Quando alguém entra em um Starbucks, sabe quase instantaneamente que está no famoso café, e não em um McDonald's. Além da equipe uniformizada e de uma placa gigante na porta, existem inúmeros outros fatores que fazem um Starbucks parecer um Starbucks. Texturas, materiais, formas, cores, layouts, móveis e iluminação contribuem para a experiência de estar em um ambiente de marca reconhecida. Esses elementos são reproduzidos pelo mundo para criar uma imagem identificável. À medida que os padrões econômicos mudam, as marcas buscam estender suas identidades em experiências espaciais, a fim de se envolver melhor com seus clientes.
Missões Jesuíticas em em São Miguel das Missões (RS). Foto: Pedro Mascaro
A partir de agora, o público poderá ter a experiência de visitar a exposição itinerante 7 Povos – Retratos de um Território na versão virtual. Trata-se de uma remontagem da mostra que já aconteceu de forma presencial em três locais do país: Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS); Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RS); e no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial (CCPPI), no Rio de Janeiro (RJ). Com o lançamento na versão online, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem o objetivo de levar à mostra a um público ainda mais amplo, não apenas do Brasil, mas também internacional.
https://www.archdaily.com.br/pt/993010/iphan-lanca-exposicao-7-povos-retratos-de-um-territorio-em-formato-digitalArchDaily Team
Tempo Arquitetos. Image Cortesia de SP Urbanismo e C40 Cities
A implantação de um novo parque urbano sob o Viaduto Santa Ifigênia e de um mirante na Avenida Senador Queirós, a ampliação de calçadas e reorganização do trânsito na Praça Alfredo Issa, o aumento de área verde na Praça Dr. João Mendes e uma nova Praça Clóvis Beviláqua para ocupação das pessoas. Essas são algumas das soluções urbanísticas apresentadas pelos vencedores do Concurso Internacional Reinventing Cities São Paulo para a requalificação de quatros espaços públicos no centro da cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/992887/conheca-os-vencedores-do-concurso-reinventing-cities-sao-pauloArchDaily Team
Auckland, Nova Zelândia. Foto de Kirsten Drew, via Unsplash
Mergulhada em uma crise habitacional há cerca de uma década, a Nova Zelândia modificou sua lei de zoneamento para permitir que mais moradias médias sejam erguidas nos maiores municípios da nação.
A iniciativa surge como resposta à escassez de oferta de unidades, aos valores elevados das propriedades e dos aluguéis e para reduzir o “abismo” cada vez maior entre a renda da população e os custos dos imóveis, como detalha matéria do jornal The Guardian.
https://www.archdaily.com.br/pt/992740/as-licoes-da-nova-zelandia-para-aumentar-a-oferta-de-moradiaSomos Cidade
Ao encerrar 2022, fizemos uma retrospectiva de como este ano trouxe novas adaptações na maneira como vivemos, trabalhamos e interagimos com nosso ambiente construído, especialmente após anos de mudanças sem precedentes. Uma maneira de descrever a identidade de design deste ano é dizendo que não há uma. Nesse período de transição, a inspiração veio de viagens ao exterior, de mundos virtuais imersivos, da comunhão com o planeta, de plataformas que promovam as individualidades e suas expressões, e de uma geração conhecida por suas perspectivas ousadas.
A cozinha surge como um ambiente que perpassa diversas questões dentro da domesticidade. De espaço de trabalho para uma boa bem-vinda mesa de encontros, essa área evoluiu muito com o passar do tempo: projetos mais funcionais, diferentes materiais e texturas que passaram a aprimorar a experiência gastronômica e, mais do que isso, deixou de ser um ambiente fechado em si para se abrir ao exterior, explorando através da permeabilidade uma melhor qualidade de luz e trazendo maior prazer para quem o ocupa.
A Bienal de Arquitetura de Tallinn 2022: "Edible; Or, The Architecture of Metabolism" anunciou números recordes em sua 6ª edição, após três meses de exposições na capital da Estônia. De instalações e um simpósio a eventos satélites, a bienal recebeu em sua semana de abertura um recorde de cerca de 3.000 visitantes, entre arquitetos/as, urbanistas, designers e estudantes de mais de 20 países. Devido ao sucesso alcançado, a instalação "Fungible Non-Fungible" permanecerá montada até 2024, marcando o início da 7ª TAB.
Os recuos laterais configuram a distância que deve haver entre a construção e o limite lateral do terreno. Planos diretores, código de obras ou leis de zoneamento determinam o afastamento mínimo que deve ser obedecido para garantir que a construção usufrua de uma melhor aeração, insolação e permeabilidade. Embora esse recurso traga diversas qualidades para o ambiente construído, muitas pessoas não sabem como aproveitar o espaço dado pelo recuo e, muitas vezes, ele se torna apenas um corredor de passagem.
O livro mais recente de Witold Rybczynski — ele já escreveu 22, de acordo com a última contagem — é The Story of Architecture (Yale University Press), e é tão abrangente quanto o título sugere. O autor de Home e A Clearing in the Distance começa com os povos antigos e avança cronologicamente por movimentos, edifícios e arquitetos e arquitetas, chegando aos dias atuais. A obra foi construída, ele admite, sob seu próprio prisma. “Não dei a mesma atenção a todas as partes do mundo,” escreve ele na Nota ao Leitor. “Esta é, principalmente, embora não exclusivamente, a história do cânone ocidental. Isso não visa menosprezar regiões que frequentemente possuem suas próprias realizações arquitetônicas singulares... mas escolhi exemplos que melhor transmitem a linha principal de pensamento arquitetônico que mais me influenciou.” Recentemente, conversei com Rybczynski sobre a gênese do livro, o que a arquitetura perdeu ao abandonar a ornamentação e onde nos encontramos hoje.
Um banheiro em equilíbrio com a série Zencha de Sebastian Herkner para a Duravit, inspirada nas cerimônias de chá japonesas. Imagem cortesia de Duravit
Com formas curvas e artesanais inspiradas na cultura japonesa, a coleção de banho Zencha, de Sebastian Herkner, acalma de maneira meditativa quem a utiliza.
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Cena de Boxed Life por Miranda Namicheishvili
Múltiplas experiências urbanas são apresentadas no impressionante Mosaico de Filmes do Copenhagen Architecture Festival (CAFx) — desde vivências que afirmam a vida e mostram as cidades como espaços potenciais, se não reais, de lazer, dança, intercâmbio social e construção de comunidade, até experiências claustrofóbicas de uma existência encurralada e sufocante. Para os/as autores/as deste breve ensaio reflexivo, uma série de filmes que retratam essa última perspectiva causou um forte impacto. Cineastas de países tão diversos quanto Azerbaijão, Geórgia, Canadá, Uruguai, Tunísia, Reino Unido e Espanha oferecem expressões artísticas de como as pessoas na vida urbana contemporânea podem se ver impossibilitadas de prosperar, de se diferenciar, de encontrar enraizamento, calma, sanidade ou segurança.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quarta temporada, Sara conversa com Teresa Nunes da Ponte sobre a reabilitação do Palácio de Santa Catarinos e os séculos de história da cidade de Lisboa. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Em sua oitava edição, o Prix Versailles 2022 premiou mais uma vez os grandes destaques da arquitetura contemporânea. Ao todo, 24 projetos de diferentes partes do mundo foram reconhecidos por sua inovação, criatividade, valorização do patrimônio local, eficiência ecológica e pelos valores de interação social e participação promovidos pelas Nações Unidas, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade inteligente ao considerar os impactos ecológicos, sociais e culturais de cada obra.