Desde que a humanidade olhou para o céu pela primeira vez, sempre houve o questionamento sobre o que existe lá fora. A partir de 1923, quando Edwin Hubble descobriu galáxias além da nossa, a busca e a obsessão por compreender o cosmos cresceram quase tão rápido quanto o próprio universo.
Com o avanço da tecnologia ao longo do século XX, percebeu-se que o "espaço" é, na verdade, preenchido por uma imensa variedade de galáxias, gases e estrelas cada vez mais coloridos. E as principais mentes do design de produto do mundo estavam atentas a isso.
Poucos materiais de construção resistem tão bem ao teste do tempo quanto o cobre. Ao contrário de outros materiais que foram substituídos ao longo dos anos — seja por falta de durabilidade, questões de sustentabilidade ou simples preferências estéticas —, o cobre continua presente em uma enorme variedade de aplicações, e seu apelo evoluiu com o tempo. Seja em fachadas e elementos-chave da edificação, seja em detalhamentos e acessórios, ele segue como um favorito absoluto de arquitetos/as, designers e do público em geral.
Os planos para o Pavilhão Australiano na Expo 2025 em Osaka, Japão, foram apresentados pelo Ministro do Comércio e Turismo da Austrália. Desenvolvido pelo escritório global Buchan, o projeto celebra a beleza natural da Austrália e se encaixa no tema "Perseguindo o Sol" do pavilhão, que está em harmonia com o tema geral da Expo: promover o desenvolvimento e a adoção das melhores práticas para impulsionar a cocriação sustentável. O tema busca refletir o otimismo confiante da nação, inspirando soluções criativas e fomentando a cooperação internacional.
O escritório MAD Architects apresentou o plano de renovação para o depósito "Wanmicang" localizado no extremo sul da Fábrica de Cimento Zhangjiang, em Xangai. Esta transformação converterá o edifício em um espaço público multifuncional à beira-mar destinado à cultura, criatividade e comércio. Embora o projeto preserve a essência do antigo local industrial, adiciona um elemento inovador na forma de um volume metálico em forma de arca "flutuante", criando um contraste distinto entre as estruturas antigas e as novas. A conclusão do projeto está programada para o ano de 2026.
Entre conversas, relatos, encontros e visitas, a XXVIII edição do Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura (ELEA), realizado em San Juan, na Argentina, propôs-se a abordar diversas temáticas relacionadas à resiliência, às novas tecnologias, à economia circular, à sustentabilidade, entre outras, com o objetivo de fomentar o compartilhamento de ideias, conhecimentos e experiências por meio de um trabalho participativo e coletivo.
O Conselho de Design da Turquia (TDC) reuniu 13 escritórios de arquitetura, incluindo Foster + Partners e Bjarke Ingels Group, para trabalhar na recuperação da província histórica de Hatay, uma área gravemente danificada pelo terremoto de magnitude 7.8 em fevereiro deste ano. A Foster + Partners foi selecionada para liderar o projeto do novo plano diretor para a cidade de Antakya, conhecida na antiguidade como Antioquia, enquanto outros escritórios, incluindo os turcos DB Architects e KEYM (Urban Renewal Center), trabalharão juntos para reconstruir a cidade. Detalhes do plano diretor deverão ser divulgados em 2024.
Projeto de reutilização ‘Carbon2Business’ na fábrica de cimento de Lägerdorf, Alemanha. Imagem cortesia de Holcim
Vivemos em um mundo cada vez mais urbanizado. Habitações, hospitais, escolas e estradas –as bases da vida cotidiana– exigem materiais fortes e duráveis. Por isso, o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) depende fortemente do cimento, o principal componente do concreto, para construir esses elementos. No entanto, para arquitetos/as, a versatilidade e a resistência do concreto nem sempre andam de mãos dadas com as credenciais de sustentabilidade.
As vigas de tijolo têm sido amplamente utilizadas na construção civil devido à sua resistência, durabilidade e apelo estético. Ao embutir barras de reforço de aço em uma série de tijolos dispostos em um padrão específico, esses elementos formam estruturas de suporte horizontal que distribuem o peso e as forças que atuam sobre o edifício. No entanto, é difícil encontrar vigas de tijolo com vãos excessivamente grandes, a fim de evitar problemas estruturais a longo prazo. Em vez disso, elas costumam se apresentar sob a forma de vergas simples, mais fáceis de manusear.
Com um comprimento de 16,2 metros e um impressionante vão livre de 15,8 metros, a equipe de arquitetura do CEBRA colaborou com o grupo Randers Tegl, o maior fornecedor de tijolos da Escandinávia, para concluir a construção daquela que é, provavelmente, a viga de tijolos mais longa do mundo até hoje. Esta viga externa é acompanhada por uma viga "irmã" interna de 13 metros de vão e está localizada acima da entrada principal da nova sede da Danish Crown em Randers, na Dinamarca, estendendo-se livremente entre duas das alas do edifício. A viga mais longa é composta por quase 4.200 tijolos — sua altura é formada por 25 fiadas de tijolos, o equivalente a 1,6 metro, e sua espessura é de 4 tijolos.
Marina Gardens, Singapore. Image by Nick Fewings Unsplash
Por muito tempo, a sustentabilidade foi vista como sinônimo de tecnologia no meio arquitetônico. A eficiência era diretamente relacionada a aparatos tecnológicos inovadores que cobriam as edificações de parafernálias. Hoje em dia, entretanto, o conceito de sustentabilidade abrange cada vez mais diferentes estratégias que estão relacionadas também ao reconhecimento de técnicas vernaculares e materiais locais como primordiais para a criação de edificações sustentáveis e neutras em carbono.
No entanto, independente da técnica ou dos materiais utilizados, o denominador comum é a busca pela diminuição da pegada de carbono de nossas arquiteturas, uma situação que exige mudanças na forma como os edifícios são concebidos, construídos e operados. Ou seja, retornar ao vernacular ou utilizar o aplicativo de última geração são estratégias que, apesar de muito diferentes, desejam chegar a este mesmo lugar e, por isso, são igualmente válidas.
Diante das batalhas que temos enfrentado contra as mudanças climáticas, sobretudo nos anos recentes, a elaboração de estratégias genuínas de descarbonização nunca foi tão crítica e necessária, e em todo o mundo, profissões, empresas e organizações de diversas áreas estão sob pressão para adotarem práticas e condutas mais sustentáveis em seus processos. No campo da arquitetura e do urbanismo não é diferente, e termos como "arquitetura sustentável" ou "arquitetura verde", misturadas a uma série de certificações, produtos e propagandas, tornaram-se cada vez mais comuns e populares, prometendo mudanças e melhorias na profissão que, teoricamente, estariam alinhadas aos novos parâmetros desejados para o futuro global.
No entanto, em meio à essa crescente conscientização ambiental, emergiu um outro fenômeno: o greenwashing, ou "maquiagem verde". O greenwashing refere-se a práticas adotadas por diversos setores, sobretudo ligadas às estratégias de marketing que apresentam iniciativas que transmitem uma impressão falsa ou que fornecem informações enganosas sobre como os produtos ou projetos de uma empresa são mais ecologicamente corretos do que eles realmente são, quando analisados sob um viés mais crítico e cuidadoso.
Um simples passeio no parque tranquilizará até mesmo o indivíduo mais tenso. Mas e quanto aos lugares onde as pessoas passam muito mais tempo, como escolas, escritórios e hospitais? Qual papel a arquitetura pode desempenhar na incorporação da natureza nesses ambientes? E qual o custo adicional disso? Bill Browning publicou um livro - The Economics of Biophilia: Why Designing With Nature in Mind Makes Financial Sense, 2nd Edition (escrito com Catie Ryan e Dakota Walker) - argumentando que o custo de trazer a natureza para ambientes construídos não é proibitivo, mas aditivo. Um estrategista ambiental com uma longa história em construção sustentável, Browning é um dos sócios (com os arquitetos Bob Fox e Rick Cook) da consultoria de design sustentável Terrapin Bright Green. Recentemente conversei com Browning sobre arquitetura biofílica – e, como ele foi membro fundador do conselho de administração do Green Building Council dos EUA, também sobre os pontos fortes e fracos do sistema de classificação LEED.
A arquitetura, ao longo de sua existência, tem se reinventado, não apenas pelo surgimento de novas técnicas e tendências, mas também pelo entendimento mais profundo do ser humano. Em tempos recentes, o campo da neuroarquitetura tem revelado estudos valiosos sobre a influência dos ambientes construídos em nossos cérebros e, por consequência, em nossos comportamentos e bem-estar. Esta interdisciplinaridade sugere que o design de interiores, especificamente a materialidade e design de superfícies, pode desempenhar um papel crucial na modulação das respostas neurais e comportamentais dos indivíduos.
Mover-se em direção a um futuro sustentável é um desafio global que envolve que todas as disciplinas trabalhem juntas. De acordo com o Relatório de Status Global 2021 para Edifícios e Construção, quase 40% das emissões de carbono vêm desta indústria. Isso coloca uma grande responsabilidade sobre ela, que deve estar aberta a explorar estratégias, tecnologias e materiais inovadores para pavimentar o caminho em direção a uma meta de sustentabilidade universal: alcançar a neutralidade de carbono até o ano de 2050.
Com isso em mente, este artigo apresenta três produtos e sistemas específicos - vidros de baixo carbono, concretos de baixo carbono e materiais leves - que arquitetos estão aplicando em seus projetos para contribuir para um design arquitetônico de baixo impacto.
O Media Architecture Biennale Student Awards reconhece os melhores projetos estudantis do mundo na intersecção entre arquitetura, desenho e planejamento urbano, design de mídia e interação e arte de mídia urbana.
Na área da arquitetura, os desafios são diversos, incluindo longas jornadas de trabalho, salários baixos, desigualdade e falta de transparência. Contudo, focar exclusivamente nos aspectos negativos muitas vezes é insuficiente e até mesmo simplista. É crucial refletir sobre como enfrentamos essas questões no nosso cotidiano, promovendo tomadas de decisão éticas, estimulando o trabalho em equipe, a colaboração e facilitando a adaptação e a inovação. Embora os projetos e clientes frequentemente sejam o centro das atenções, raramente exploramos profundamente a cultura dos escritórios de arquitetura, o ambiente de trabalho, sua rotina e dinâmica.
Desenho do sistema de ventilação do hospital Sarah / João Filgueiras Lima (Lelé). Imagem via Betoneira
É de conhecimento (e afirmação) geral que a arquitetura é um campo transdisciplinar. Vale-se de preceitos e saberes de outras disciplinas para que o objeto construído atue da maneira desejada. Isso pressupõe, obviamente, o locus: seu ambiente de implantação, entorno e todos os elementos que o compõem – outras construções, espécies animais e vegetais, clima etc. É possível dizer que arquitetura só pode existir dentro de um contexto, e que, escalonando a dimensão deste contexto, pode-se chamá-lo meio ambiente.
Com a pandemia, muitas empresas e pessoas precisaram descobrir novas formas de trabalho e o home office ganhou espaço – a descoberta da possibilidade de realizar diversas atividades à distância surpreendeu muita gente. Havia uma expectativa de que este modelo de trabalho fosse permanecer. Mas a verdade é que muitas empresas estão retornando aos turnos presenciais ou híbridos – e esta pode não ser a melhor opção para o planeta.
A história das 'cores neutras' é uma jornada fascinante pela evolução da estética humana e das sensibilidades de design. Estreitamente relacionada à composição de materiais encontrados organicamente na natureza, a harmonia de cores entre brancos, cinzas e tons terrosos desempenhou um papel fundamental na expressão artística, na moda, design de interiores e arquitetura por milênios. Desde os tons discretos das estruturas arquitetônicas de argila, palha, madeira ou tijolo até o estilo de interiores contemporâneo, agora predominante, as cores neutras transcendem fronteiras culturais e continuam ocupando um lugar especial em nossa paisagem visual — oferecendo uma elegância sofisticada e versatilidade que resistiram ao tempo.
San José De Nueva Venecia School School refurbishment enabling flexible community use in Sitio Nuevo, Colombia, by FP Arquitectura. Image Courtesy of Holcim Foundation for Sustainable Construction
A Fundação Holcim para a Construção Sustentável divulgou a lista dos 20 finalistas da competição Holcim Awards 2023. O júri, composto por cinco painéis de especialistas de diferentes partes do mundo, selecionou projetos que destacam abordagens contextualmente viáveis e práticas para a construção sustentável, abrangendo uma ampla gama de escalas, orçamentos, geografias e formas. A classificação dos indicados será anunciada na cerimônia oficial do Holcim Awards 2023, que ocorrerá no dia 18 de novembro em Veneza, Itália, durante as últimas semanas da Bienal de Arquitetura 2023.
Centro de Computação e Ciências de Dados, Universidade de Boston / KPMB Architects + Suffolk. Imagem Cortesia de KPMB Architects
A descarbonização do setor da construção já não é uma escolha, e sim, uma necessidade. À medida que as nações se esforçam para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa até 2050, está cada vez mais claro que os padrões de construção atuais não vão longe o suficiente para promover mudanças tangíveis. Alcançar metas climáticas requer que as economias defendam medidas que impulsionem a neutralidade de carbono, ao mesmo tempo em que gerenciam os custos associados de forma eficaz. Como as estratégias de desempenho neutro em carbono impactariam os custos de construção?
Modular Eco-Housing . Image Cortesia de Yvonne Witte
Quando falamos de tecnologia, muitas vezes pensamos em robôs, super computadores, data centers ou smartphones. Mas a tecnologia também se refere à invenção das primeiras ferramentas de pedra lascada, ou ao desenvolvimento da máquina a vapor, responsável pela primeira Revolução Industrial. O termo provém da junção das palavras gregas techne (arte, artesanato) e logos (palavra, discurso) e, nada mais é que a aplicação do conhecimento para atingir objetivos de uma forma específica e reprodutível, para fins práticos. No setor da construção, que movimenta grandes quantidades de recursos e pessoas, mais tecnologia significa incorporar novos métodos, ferramentas, automatização e softwares que possam melhorar a eficiência das construções. Esta, uma indústria historicamente resistente a inovações, representa enorme impacto no meio ambiente, através de emissões de carbono e exploração de matérias-primas. No entanto, à medida que a construção se volta para o mundo digital, os construtores têm encarado a tecnologia como um meio de otimizar práticas e identificar, construir e gerenciar seus projetos.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Carlo Ratti Associati divulgou o projeto de transformação da histórica orla fluvial de Turim, na Itália. O principal objetivo do projeto é enfrentar a atual crise climática e utilizar soluções arquitetônicas para criar espaços que possam resistir às enchentes recorrentes do rio Po. Ao longo do projeto, muitos elementos arquitetônicos são cinéticos, permitindo que eles se elevem acima da água. "Flutuando Acima das Enchentes" cria novas soluções para adaptações climáticas urbanas e fornece insights sobre estratégias universais para vias navegáveis urbanas.
A Royal Academy concedeu o Prêmio Dorfman 2023 à arquiteta mexicana Gabriela Carrillo, reconhecendo sua excelência na arquitetura global, com foco no futuro e na prática arquitetônica. O Taller Gabriela Carrillo foi selecionado devido à clareza e precisão de seu trabalho.