Realizado em parceria com o GFAU, o sexto encontro do Projeto USINA 25 será dedicado a pensar no percurso desde sua fundação na década de 90 até hoje. Neste encontro a trajetória da USINA será colocada em perspectiva por integrantes de cada uma três gerações de técnicos de fizeram parte da assessoria.
A conversa será realizada no Piso do Museu da FAU e contará com a participação de Kaya Lazarini, Pedro Fiori Arantes e Wagner Germano com mediação de Angela Amaral.
O curso São Paulo e Territorialidade, que o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza de 11 de setembro a 3 de outubro, não se propõe a recontar a já bastante conhecida história de São Paulo – a transformação do pequeno povoado de onde partiam os Bandeirantes em uma das maiores metrópoles do mundo - , mas mostrar, por meio de mapas e iconografia, como se deu este crescimento e o grande impacto no território proporcionado pela cidade que “nunca para”, propondo uma observação de como a cidade construiu seu território urbano, destruindo o geográfico.
Ministrado por Jorge Bassani, Mestre e Doutor em Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), o curso tem como ponto de partida, a região do Rio Tamanduateí próxima ao Centro, a Várzea do Carmo, hoje Parque Dom Pedro II, cuja história é uma síntese do modelo de crescimento da cidade: várzea natural do rio; depois drenada para uso do solo urbano; depois parque aprazível para a classe trabalhadora instalada no Pari, Brás e Mooca; depois terminal de ônibus vindos da já imensa Zona Leste; depois terra arrasada ou subsolo de viadutos e vias expressas. Tudo isso em pouco mais de 100 anos - um laboratório dos grandes equívocos urbanísticos do século XX.
A Editora da Cidade, da Escola da Cidade, lança em Brasília, nesta sexta-feira, dia 28 de agosto, o livro ‘Glauco Campello: Caderno de Arquitetura’, que apresenta a obra e trajetória deste importante arquiteto brasileiro, que iniciou sua carreira na construção de Brasília e segue atuando no século XXI.
Com textos críticos dos pesquisadores Lauro Cavalcanti e Luiz Amorim, e alguns textos do próprio arquiteto, a publicação contribui com a documentação e divulgação da obra de Campello, enriquecendo a história arquitetônica ao reunir os projetos mais relevantes ao longo de sua trajetória.
O curso pretende trabalhar o projeto cicloviário em escalas menores e sua intervenção no desenho urbano. Alguns questionamentos a serem discutidos, durante o encontro, refletem sobre como inserir e desenhar uma ciclovia no espaço público e quais as interferências com os diferentes agentes (pedestres e motoristas) e seus conflitos. A implantação de ciclovias como impulsionadora de outros projetos de desenho urbano e como o desenho na escala do detalhe, pode trazer melhora na qualidade de vida da população? Serão abordados casos específicos, seus erros e acertos.
O segundo seminário do ciclo “Baía de Guanabara: patrimônio metropolitano” será realizado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, nos dias 26 e 27 de agosto, das 10h às 12h. Com o tema História e Território – Patrimônio e Desenvolvimento, o evento vai discutir diagnósticos e projetos relacionados à baía.
Promovido pelo IAB-RJ, em parceria com o programa de Pós-graduação em Arquitetura da UFRJ, com a Universidade Santa Úrsula (USU) e com a Universidade Federal Fluminense (UFF), o seminário é gratuito e as inscrições podem ser feitas através do e-mail coloquiobaiaguanabara@gmail.com.
O Núcleo Docomomo-SP promove entre os dias 18 e 19 de setembro um encontro que reunirá representantes de várias instâncias nacionais da organização que comentarão sobre suas experiências de trabalho relacionadas a temas como preservação, memória e ícones da arquitetura moderna brasileira.
O DOCOMOMO é uma organização não-governamental, com representação em mais de quarenta países. Foi fundada em 1988, na cidade de Eindhoven na Holanda. É uma instituição sem fins lucrativos, sediada atualmente em Lisboa; é também um organismo assessor do World Heritage Center da UNESCO.
A Exposição Paul Schneider von Esleben – O Legado do Modernismo Pós-Guerra M:AI marca o centenário do arquiteto. Para esta exposição, Thomas Mayer fotografou 5 projetos de Paul Schneider von Esleben em Dusseldorf.
No dia 23 de agosto de 2015, Paul Schneider von Esleben teria completado 100 anos. Com seus projetos ele enfatiza a forma arquitetônica do período pós-guerra na Alemanha Ocidental até meados da década de 1970. Em North Rhine-Westphalia, particularmente, ele deixou uma série de edifícios que refletem os desenvolvimentos históricos da arquitetura nos primeiros 20 anos após a guerra. Von Esleben vislumbrou edifícios como gesamtkunstwerke, que desenhou até o último detalhe, seja ele a arte nas edificações ou no mobiliário.
A Escola da Cidade promove, entre os dias 1 e 15 de setembro, a exposição “Cuba - Ruínas e Mitos”, do jornalista e fotógrafo brasileiro Dubes Sônego. Composta por 16 imagens, a mostra é resultado de uma viagem pela ilha, em janeiro deste ano, semanas após o anúncio de reaproximação diplomática do país com os Estados Unidos.
“O que encontrei foi uma Cuba muito diferente da que imaginava pela leitura de reportagens, livros e relatos de amigos que passaram pelo país. Para o bem e para o mal. Achei que seria interessante compartilhar essas impressões”, afirma o jornalista.
O curso livre “Arquitetura Paulistana”, promovido pela Escola da Cidade e pelo arquiteto Marco Artigas, chega ao quinto módulo proporcionando não apenas a vivência nas obras de arquitetura contemporânea de São Paulo, mas também a convivência com seus autores. A cada aula, o organizador convida um arquiteto para apresentar sua obra aos alunos inscritos.
O curso acontece de 29 de agosto a 28 de novembro, em um total de 6 aulas, com visitas quinzenais, sempre aos sábados de manhã e é aberto a todos os interessados, já que a proposta é mostrar arquitetura para arquitetos e não arquitetos. As aulas são inspiradas na disciplina ‘Escola Itinerante’, parte integrante do currículo da Escola da Cidade, que promove viagens de estudo de arquitetura no Brasil e no mundo.
A Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, promove, entre os duas 10 e 12 de setembro, a 3ª Semana de Arquitetura e Urbanismo. Organizado pelo Diretório Acadêmico do curso, o evento tem como tema "Rio 455! Um projeto de cidade" e pretende levantar discussões sobre os projetos para a capital fluminense, o legado dos Jogos Olímpicos e como os arquitetos imaginam a cidade daqui cinco anos.
O programa educativo Uma Tarde no Museu, promovido pelo Museu da Casa Brasileira, apresenta em nos dias 22 e 29 de agosto oficinas de bioconstrução ministradas peloo engenheiro Felipe Pinheiro e inspiradas na mostra Casas – a morada das almas. Os participantes desenvolverão modos construtivos diferentes utilizando terra e outros elementos naturais.
Serão construídas coletivamente estruturas de taipa de pilão e pau a pique, que serão posteriormente integradas ao roteiro de visitas como modelos técnicos no jardim do Museu .
A Escola da Cidade recebe nesta quarta-feira, 19 de agosto, a socióloga Maria Arminda Arruda para a aula aberta “Metrópole e cultura”, título também de seu livro recém-reeditado pela EDUSP. A aula será seguida de um debate com a participação dos professores da Escola da Cidade, Fernando Viégas e José Guilherme Pereira Leite.
Fruto de uma tese de livre-docência concluída em 2001, "Metrópole e Cultura – São Paulo no Meio Século XX" analisa a efervescência cultural da capital paulista nas décadas de 1940 e 50. Nas palavras da autora, “os ensaios que compõem a obra abordam diferentes linguagens – teatro, sociologia, poesia e arte concretas – no cenário de intensa urbanização e transformação de São Paulo em metrópole, no pós-Segunda Guerra Mundial”. O recorte temporal que estrutura o trabalho procura atentar para acontecimentos artísticos e culturais emblemáticos como a dramaturgia de Jorge Andrade, as peças do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), a criação do MASP, a emergência de vanguardas poéticas e visuais, além da sociologia de Florestan Fernandes.
Os estúdios Cremme e Sopro Coletivo promovem, entre os dias 22 de agosto e 3 de outubro, a exposição “Fado Tropical” sobre o recém-inaugurado Museu dos Coches, em Lisboa. Trata-se da primeira obra do arquiteto Paulo Mendes da Rocha na Europa, localizada em um espaço extremamente simbólico para a cultura lusófona, diante do Mosteiro dos Jerónimos, do Monumento aos Descobrimentos e da Torre de Belém.
Estarão expostas no Espaço Cremme vinte fotografias de Fernando Guerra e o vídeo completo da entrevista realizada com o arquiteto, na qual ele descreve o projeto do museu e sua relação com aquele território e a história entre Brasil e Portugal.
Após passar por Brasília, chega ao Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto, o Ciclo de Palestras “Cidades do Amanhã”. O projeto, um dos contemplados no 2º edital do Programa CAU/RJ de Patrocínio Cultural, nasceu da necessidade de ampliar a discussão sobre um modelo arquitetônico, presente nas cidades brasileiras, que promove a segregação e o afastamento do espaço e da vida pública.
Ao longo de dois anos, o professor da Universidade Federal Fluminense e idealizador do ciclo, Vinícius Netto, junto com os professores Renato Saboya, de Florianópolis, e Júlio Vargas, de Porto Alegre, se dedicaram à análise de cerca de 8 mil edifícios. A partir da criação de parâmetros, como o afastamento dos prédios, a presença de muros e o número de janelas, e a quantidade de pedestres, a pesquisa demonstrou como a arquitetura contribui para uma cidade mais insegura e com piores índices de mobilidade.
Realizado em parceira com a Casa do Povo, o quinto encontro do Projeto USINA 25 se propõe a pensar a dimensão política da atuação de arquitetos e urbanistas.
Levando em conta as questões colocadas por Sérgio Ferro no célebre ensaio "O canteiro e o desenho" (publicado em 1976), pretende-se problematizar as potencialidades e as contradições do exercício profissional da Arquitetura e do Urbanismo num tipo específico de canteiro: o mutirão autogerido.
Pela distância que tenta estabelecer em relação às formas de produção habituais, este tipo de canteiro permite a experimentação de relações de trabalho e formas arquitetônicas distintas na produção de habitação e espaços coletivos para os trabalhadores. Por outro lado, estas inovações são permanentemente tensionadas por circustâncias desfavoráveis que impõem a estas experiências uma série limites e contradições.
Compreender as práticas ampliadas da reorganização das cidades é primordial não apenas para planejar políticas culturais adequadas e se compreender o consumo cultural na sociedade contemporânea, mas também para se reconhecer os direitos culturais dos diversos públicos. Com o objetivo de promover uma reflexão e debate sobre as relações entre espaço e cultura nas cidades e apontar possíveis caminhos e possibilidades da gestão cultural face às novas referências do tecido urbano, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo realiza o Encontro Internacional Espaços Culturais Urbanos, cujas inscrições abrem a partir do dia 25 de agosto.
Em comemoração ao primeiro aniversário do curso de representação gráfica {CURA} os organizadores lançaram o Prêmio CURA, que pretende realizar uma série de concursos de ideias com temas que se alinham às discussões atuais da cidade, buscando aprofundar na discussão desses temas urbanos.
Para o 1º Prêmio CURA, o foco está neste período transformador que vive São Paulo: a rede cicloviária deu certo e as bicicletas vêm ocupando as ruas. A organização acredita que seu uso deve ser ainda mais estimulado por conta dos benefícios que pode oferecer.
O aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro é tema da exposição "Rio de Janeiro 450 anos: uma história do futuro", atualmente em cartaz na Biblioteca Nacional. A mostra, inaugurada dia 6 de agosto, reúne mais de 200 peças do acervo e integra a Fundação Biblioteca Nacional ao calendário de comemorações pelo aniversário da cidade.
Estão em exibição 236 obras - entre gravuras, ilustrações, cartas, mapas, fotografias, charges, partituras e outras obras raras - que contam a história da cidade por meio da arquitetura e urbanismo, bem como da vida política, religiosa, cultural e esportiva de seus habitantes.
Mesa Origami Circular, por Ruy Ohtake. Image Cortesia de Instituto Tomie Ohtake
Concebida por ocasião do BOOMSPDESIGN 2015, que homenageia Ruy Ohtake como designer do ano, e do Design Weekend, eventos que acontecem na cidade buscando dar visibilidade às relações entre design, arquitetura e urbanismo, a exposição Ruy Ohtake, imprevisibilidades, desenho e mobiliário explicita vertentes desse diálogo. Além de revelar como arquitetura e mobiliário estão inter-relacionados na linguagem do arquiteto, a mostra reforça o propósito do Instituto Tomie Ohtake em promover iniciativas que apontem as especificidades e contaminações entre esses campos.
Ruy Ohtake, imprevisibilidades, desenho e mobiliário, concebida pelo próprio arquiteto, com curadoria de Beto Cocenza, e realizada pelo Instituto Tomie Ohtake e BOOMSPDESIGN, traz um recorte singular no campo do design criado pelo autor de projetos consagrados, entre os quais, Parque Ecológico do Tietê (SP), Expresso Tiradentes (SP), Hotéis Unique (SP), Renaissance (SP) e Alvorada (BR), Conjunto Residencial e Polo Educacional de Heliópolis (SP), Aquário do Pantanal (MS).
O Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea da Escola da Cidade promove na quarta-feira, dia 12 de agosto, uma palestra com o arquiteto Fernando Luiz Lara, que irá falar sobre “Arquitetura moderna latino-americana”, tema de sua recente publicação. Na sequência da palestra haverá um debate entre Luiz Lara, e os arquitetos Ana Paula Koury, Luis Octavio de Faria e Silva e Alvaro Puntoni.
Modern Architecture in Latin America: Art, Technology, and Utopia é o nome da publicação que apresenta um texto introdutório sobre as questões, polêmicas e obras que representam os complexos processos de modernização política, econômica e cultural no século XX. Os números e tipos de projetos variaram muito de país para país, mas, como um todo, a região produziu um corpo significativo de arquitetura que nunca antes foi apresentado em um único, em qualquer idioma. Modern Architecture in Latin America é a primeira história abrangente desta importante produção, e é de autoria de Luis E. Carranza e Fernando Luiz Lara.
Leandro Erlich, artista argentino, criou "Pulled by the Roots" [Tradução livre: "Puxado pelas raízes"] - um enorme guindaste de construção que leva uma casa ao ar sobre oKarlsruhe Market Place, em Karlsruhe, Alemanha. Com um sistema de raízes que oscila abaixo dela. Leia mais sobre esta instalação após o intervalo.
Realizado em parceria com o Instituto Casa da Cidade, o quarto encontro do Projeto USINA 25 será dedicado a pensar o papel dos processos participativos na busca pela construção de autonomia na produção de moradia pelos setores populares organizados.
A partir de um breve resgate histórico sobre o papel desses processos desde a redemocratização do país, se pretende contextualizar o debate em torno de suas contradições e problematizar o termo "participação", destacando seus limites e potencialidades.
Entre os dias 8 a 15 de setembro próximo será realizado oFórum Online de Arquitetura na América Latina. O FOAAL 2015 trata-se de um Fórum Virtual, aberto e gratuito que ocorrerá por meio de vídeo palestras e debates ao vivo mediados por críticos e editores de importantes revistas e portais de arquitetura da América Latina. O Fórum é um evento livre organizado por um grupo de arquitetos independentes ligados direta ou indiretamente à docência e a instituições de ensino superior.
As apresentações acontecerão durante oito dias discorrendo sobre quatro eixos temáticos: Interiores e Humanização, Arquitetura e Identidade, Centralidades e Urbanidade e Periferias e Inclusão. Os temas serão abordados por arquitetos e urbanistas de diversos países latino-americanos como Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e México. Todas as palestras e debates serão transcritos, formatados e diagramados pelos alunos das universidades parceiras, editadas pelo professor Fernando Lara e publicadas em meio digital pela editora Nhamerica.
O terceiro encontro do Projeto USINA 25 será dedicado à exibição e debate do filme Capacetes Coloridos (2007). Ao traçar um paralelo entre o canteiro de obras da ampliação do campus da USP Leste e o canteiro do mutirão autogerido da Associação Paulo Freire (ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1 de São Paulo), o documentário traz à tona uma série de questões sobre o fazer arquitetônico na periferia do sistema capitalista.
Após a exibição do filme, haverá um debate com a participação de Paula Constante (diretora), Tiarajú Pablo D'Andrea (compositor da trilha sonora original e colaborador no argumento do filme) e Cristiane Lima (liderança do movimento de moradia e uma das mutirantes entrevistadas no filme). A conversa será mediada pelo cientista social Sandro Barbosa.