“Ninguém terá deixado de observar que frequentemente o chão se dobra de tal maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do chão, e logo a parte seguinte se coloca paralela a esse plano, para dar passagem a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas extremamente variáveis.” (Julio Cortázar, Instruções para subir uma escada).
Um bom desenho de escadas é um desafio para o arquiteto. A inovação nas diversas formas e cores, movimentos e interações nos permitem compreender o verdadeiro sentido de espaço e entender este efeito ideal que rompe com os paradigmas, uma mudança contínua de perspectiva ao transitar por ela, tal como faz o interessante estúdio Lang Baumann através de seu projeto Beatiful Steps.
O curta-metragem "Casalata" - realizado porLara Plácido e Ângelo Lopes -,foi produzido durante um curso de pós-graduação em cinema na M_EIA (Instituto Internacional de Arte, Tecnologia e Cultura) em Mindelo, Cabo Verde. O filme centra-se no déficit habitacional dos bairros de Mindelo e nos problemas causados por suas construções humildes de lata.
Depois de finalizado, o curta converteu-se em um projeto mais amplo, que busca gerar uma estratégia viável para melhorar os problemas de habitação em todo Cabo Verde. O resultado é uma proposta arquitetônica com o potencial de uma aplicação efetiva.
Como se tirado de um filme de ficção científica, Sub-Biosphere 2 é um projeto ambicioso concebido por Phil Pauley cujo objetivo é criar um ambiente sustentável embaixo d'água. A proposta é composta por uma brande bioma com oito cúpulas interligadas. O espaço central do habitat autossuficiente monitora os "sinais vitais" de todos os outros "núcleos", cada um com um sistema ecológico diferente.
Criado pelo designer e artista britânico Alex Chinneck, esta intervenção divertida cria a ilusão de uma casa abandonada com uma fachada de tijolos que derrete. Sob o título "Dos joelhos do meu nariz para a barriga dos meus dedos dos pés", esta peça surrealista se instalou na cidade costeira de Margate.
Projeto de iluminação: Miguel Chevalier Localização: Paris, França Colaboradores: Trafik Ano do Projeto: 2012 Fotografias: Cortesia de Miguel Chevalier
A Casa LIFT (Low Income Flood-proof Technology ou, em português, Tecnologia à prova de Inundações de Baixo Custo) foi projetada e construída por Prithula Prosun em Dhaka, Bangladesh, como uma solução inovadora e sustentável para as comunidades pobres que vivem em áreas propensas a inundações. Milhões de pessoas perdem suas vidas nas inundações que acontecem devido ao transbordamento dos rios, aos sistemas inadequados de drenagem e às chuvas das monções. Especialistas em mudança climática preveem que as inundações se agravarão com o derretimento das geleiras do Himalaia, sobrecarregando as redes fluviais do país.
Como parte de sua tese na Universidade de Waterloo, Prosun projetou a casa de modo a flutuar com o aumento do nível da água, retornando ao solo quando as águas baixam.
Turistas, quando visitam a Índia, costumam fazer um tour por templos, palácios e fortalezas espetaculares. No entanto, mesmo estando praticamente sob seus pés, as pessoas frequentemente esquecem dos poços, enormes estruturas subterrâneas (de até dez pavimentos) que pontuam a paisagem indiana.
Como mostrado no vídeo, os poços, construídos pela primeira vez por volta do ano 300 a.C., surgiram da necessidade de coletar e armazenar água de forma confiável. Eles apresentam sistemas de circulação muito complexos e, com o passar dos anos, se transformaram em centros comunitários e templos. No entanto, como aponta a arquiteta e jornalista Victoria Lautman, com o aumento da industrialização e com o clima cada vez mais seco (sem mencionar as incontáveis demolições), os poços estão sendo lentamente abandonados.
https://www.archdaily.com.br/pt/01-151334/existe-futuro-para-os-pocos-da-indiaKatherine Allen
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"Men at Lunch" / Sean O. Cualain. Imagen Vía Art-Wallpaper.org
Seguimos apresentando os filmes que fizeram parte do Arquitectura Film Festival Santiago de Chile 2013, realizado entre os dias 17 e 20 de Outubro no Centro GAM e Matucana 100, na capital chilena.
Hoje, mostramos as resenhas e trailers do filme "Upside Down" e do documentário "Men at Lunch".
Os habitantes da pequena cidade norueguesa de Rjukan finalmente viram os raios de sol durante os meses de inverno. Localizada em meio a montanhas escarpadas, a cidade permanece nas sombras durante seis meses por ano; por este motivo seus habitantes têm que subir no topo das montanhas, através de um teleférico, para que seus organismos não fiquem com níveis muito baixos de vitamina D.
Recentemente, entretanto, os fracos raios de sol do inverno atingiram pela primeira vez a praça do mercado da cidade, graças a três enormes espelhos - helióstatos - instalados na montanha. O projeto foi liderado pela comunidade.
Dinâmicas do Vazio é o produto de um trabalho colaborativo entre o artista sonoro Ariel Bustamante e o arquiteto Alfredo Thiermann. Surge após uma convocatória aberta para realizar uma residência artística na Antártica durante um mês.
O continente Antártico, é um território distante sobretudo com uma paisagem vazia cujo imaginário se encontra ainda em constante construção. É provavelmente um dos poucos lugares aos quais o homem ainda enfrenta com total abertura ao mito e a possibilidade de fantasia e ficção. Se o imaginário visual antártico é entendido como um em construção, o imaginário acústico é provavelmente inexplorado e é a partir desta observação que este dispositivo busca construir, sobretudo, um lugar simbólico e acusticamente isolado capaz de ser preenchido com o seu próprio conteúdo simbólico.
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"Crackle of Time" / Sybille Dahrendorf. Imagen Vía Operndorf Afrika News
Seguimos apresentando os filmes que fizeram parte do Arquitectura Film Festival Santiago de Chile 2013, realizado entre os dias 17 e 20 de Outubro no Centro GAM e Matucana 100, na capital chilena.
Hoje, mostramos as resenhas e trailers do filme "O Ilusionista" e o documentário "Crackle of Time".
Ethan Schlussler, de 22 anos, construiu recentemente uma casa na árvore com materiais reciclados e que conta com um sistema de fixação que não causa danos à arvore. Para chegar até ela, construiu um elevador através de uma antiga bicicleta e um sistema de polias e roldanas; uma alternativa mais rápida e divertida que a tradicional escada fixada ao tronco.
O Pavilhão Desabitado é a manifestação territorial do Projeto Transmídia "Desabitado"; uma instalação desenvolvida no fim de 2012 pela República Portátil, companhia criativa formada por arquitetos e designers, em conjunto com a produtora cinematográfica Terkofilms.
Desabitado nasce como uma história e um curta-metragem focados no gênero fantástico, é o relato de uma cidade vazia e em ruínas; propõe um imaginário do território em crise existente na cidade de Concepción e deriva para a transmídia, buscando transitar esta história por distintos suportes e plataformas. Assim, adota o cinema, a arquitetura e a narrativa mediante a montagem de uma página virtual, um livro impresso, uma exposição numa sala de arte e uma instalação temporal no centro da cidade. Esta última ação é a qual decanta a construção do Pavilhão Desabitado, edifício temporário de 8 x 8 x 8 metros, que propõe alojar durante sete dias as atividades geradas em torno à transmissão e posicionamento territorial do projeto.
74 m2 é um documentário que retrata a travessia das líderes de 150 famílias em Valparaíso para conseguir a casa própria. A equipe liderada pela direção de Tiziana Panizza e Paola Castillo acompanhou estas mulheres durante sete anos, abordando o tema da integração social no novo bairro, as divisões na comunidade e os desastres provocados pelas chuvas nas novas residências. Uma luta pela casa própria que se repete ao longo de todo Chile.
O documentário é uma coprodução entre Errante, Coletivo La Tribu e ITVS. Mais informações sobre o filme, a seguir.
"Escritórios bem sucedidos despontaram nestas últimas recessões, e outros surgirão após esta que estamos vivenciando. É prudente, contudo, estar munido da maior quantidade de informações possível", conclui a mais recente publicação da BD "How to Start a Practice...and Keep it Running" (Como abrir um escritório... e mantê-lo). Este documento apresenta conselhos em todas as questões relacionadas a abrir um escritório, desde a escolha do nome até correr atrás de pagamentos atrasados.
Saiba mais sobre "Como abrir um escritório" na sequência...
Nosso amigo e fotógrafo de arquitetura Felipe Camus embarcou recentemente em uma peregrinação arquitetônica pelo vale do Reno. Localizado na região Graubünden, na Suíça, o vale possui muitas das obras mais importantes do arquiteto premiado com o Pritzker, Peter Zumthor, todas em um raio de 60 quilômetros. Nascido na região, Zumthor fez os projetos relacionando-os à suas localizações e tempos, prestando especial atenção aos detalhes e materiais. Como resultado, as obras espelham suas habilidades inigualáveis e integridade.
Junte-se a nós para este Guia especial de Arquitetura que inclui um mapa detalhado, fotos e descrições de algumas das obras de Peter Zumthor, a seguir...
Ano passado publicamos um post sobre os4 aplicativos que todo arquiteto deveria ter - aplicativos que tornam sua vida de arquiteto mais fácil. Mas quando se trata de buscar inspiração, talvez não haja aplicativo melhor que o Instagram - o jeito perfeito de registrar e compartilhar as formas e detalhes arquitetônicos que nos cercam.
Nós vasculhamos a internet e localizamos os 25 feeds do instagram que certamente lhe servirão de inspiração - desde fotógrafos de arquitetura internacionais como Iwan Baan a famosos arquitetos como Michel Rojkind e mesmo nossos editores da equipe ArchDaily. Se você é novo no instagram - ou apenas procura aumentar seu repertório de referências - estes são 25 feeds a serem seguidos.
Veja os melhores instagram de arquitetura na sequência...
A artista holandesa Marjan Teeuwen trabalha sobre muros e paredes em edifícios abandonados, abrindo e "eviscerando" estes para logo utilizar fragmentos que sobram para criar novas paredes e superfícies densamente texturizadas.
Alguns de seus trabalhos incluem edifícios de habitação pós-guerra, onde mediante a serragem das portas do edifício, a artista cria fragmentos de madeira que são utilizados para construir tabiques em capa: paredes e muros feitos a partir de portas.
Outros de seus trabalhos utilizam uma grande quantidade de objetos que superlotam pequenos ambientes, criando espaços claustrofobicos que parecem estar a ponto de um colapso.
Veja mais imagens destas intervenções na continuação.
Criado pelo escultor suíço Vincent Kohler, esta maravilhosa instalação desconstrói lindamente uma tora de madeira. Intitulada "Billon", a peça de 110 x 100 x 300 cm é feita de madeira, poliestireno e resina.
Construída inteiramente de madeira e erguida sobre pilotis que reduzem ao mínimo o impacto ambiental da construção, a casa Ufogel - que recebe seu nome da união das palavras UFO (Ovni) e Vogel (pássaro, em alemão) - se caracteriza por apresentar um interior compacto (45m²) que se amplia através de diferentes níveis interconectados, gerando espaços confortáveis e bem iluminados para seus moradores.