Quinta-feira, 25 de abril de 2019 A experiência da cidade contemporânea é entrelaçada por diferentes formas de digitalização, mais ou menos perceptíveis – desde aquelas geradas pelos aplicativos Uber, Yelp! ou pelo departamento de turismo da prefeitura de Guadalajara, até a extração de big data de nossos deslocamentos pelas companhias de telecomunicações, passando pela rede de videovigilância pública e privada. Essas mediações organizam a cidade para fazê-la operar como um assemblage produtivo, fundamentalmente de valor econômico. Proponho que nos detenhamos em algumas formas de escrita digital que operaram na cidade nos últimos anos – 3D mapping e projeções multimídia – e em estratégias de resistência a essas formas de entretenimento e regulação da experiência, experimentadas por diferentes artistas e coletivos – desde Krzysztof Wodiczko a Astrovandalistas, passando pelo sitio*TAXI.