Antes mesmo de ser concluído, o crítico do New York Times, Paul Goldberger apelidou o Centro de Artes Wexner como "O Museu que a teoria construiu." [1] Levando em conta o seu arquiteto, esse epíteto não foi uma surpresa ;Peter Eisenman, responsável pelo projeto, tinha passado a maior parte de sua carreira destilando a forma arquitetônica em uma ciência teórica. Foi com enorme expectativa que este edifício, a primeira obra pública importante da carreira de Eisenman, foi inaugurado em 1989. Para alguns, o projeto anunciou uma validação do desconstrutivismo e teoria, enquanto os seus problemas forneceram munição para outros que viam teoria e prática como atividades complementares, mas divergentes. A recepção popular do edifício foi igualmente mista, mas sua influência e intriga na comunidade acadêmica foi tão pronunciada e inconfundível como o próprio projeto.
O New Museum é o produto de uma visão ousada para estabelecer um centro radical e politizado de arte contemporânea na cidade de Nova York. Com o objetivo de distinguir-se das instituições de arte existentes na cidade com um foco em artistas emergentes, o nome do museu incorpora seu espírito pioneiro. Nas duas décadas seguintes à sua fundação, em 1977, ganhou uma forte reputação de seu programa artístico, e eventualmente cresceu mais que sua discreta sede em um loft no SoHo. Para estabelecer uma presença visual e atingir um público mais amplo, em 2003, o escritório japonês de arquitetura foi contratado para projetar uma nova sede para o museu. A estrutura resultante, uma pilha de caixas retilíneas que se erguem sobre Bowery, seria o primeiro e, até agora, o único museu de arte contemporânea construído propositadamente em Nova York. [1]