A Capela assenta-se no alto de uma pequena colina junto à sede da Fazenda, onde se localizam as ruínas de uma antiga edificação. Formadas por três espessas paredes que preservam a técnica edilícia da construção de barro e pedra, essas ruínas foram envolvidas por uma estrutura de aço, vidro e madeira e transformadas em altar-mor.
A Igreja da Vila Madalena organiza-se desde um espaço interno praticamente livre de quarenta por vinte metros, com acesso pela porção média da dimensão maior, disposta faceando a rua, mas bem recuada desta. Cria-se assim um amplo adro que aproveita a porção mais plana do lote, organizado em patamares devido à inclinação da rua lindeira, isolando a construção na porção posterior do terreno; que, devido à sua grande declividade, vai obrigar a apoiar o volume da igreja sobre colunas, de maneira a apresentar o nível de acesso em continuidade à praça.
O local destinado à construção da Igreja do Centro Administrativo da Bahia conserva intacta sua beleza natural característica da paisagem de Salvador. Sentimos que nos impunha preservá-la respeitando seu relêvo e sua vegetação. Com êste critério foi fixado o partido do projeto. A indispensável modelação do terreno se integra à topografia existente e limita-se exclusivamente aos trechos onde se localizam as construções. Para o estabelecimento do sistema viário foi levada em conta, ainda, a intenção de utilizar os espaços vizinhos à Igreja como áreas de lazer do Centro Administrativo. Arruamentos estreitos, pavimentados em pedra e acompanhando as curvas de nível naturais serão usados indistintamente por veículos e pedestres. Os gramados que margeiam as vias de acesso e vias secundárias ligadas ao tronco principal serão utilizados como áreas de estacionamento. As ruas se alargam em locais mais sombreados e aprazíveis criando áreas de estar e descanso e servindo também para manobras de automóveis.