O local destinado à construção da Igreja do Centro Administrativo da Bahia conserva intacta sua beleza natural característica da paisagem de Salvador. Sentimos que nos impunha preservá-la respeitando seu relêvo e sua vegetação. Com êste critério foi fixado o partido do projeto. A indispensável modelação do terreno se integra à topografia existente e limita-se exclusivamente aos trechos onde se localizam as construções. Para o estabelecimento do sistema viário foi levada em conta, ainda, a intenção de utilizar os espaços vizinhos à Igreja como áreas de lazer do Centro Administrativo. Arruamentos estreitos, pavimentados em pedra e acompanhando as curvas de nível naturais serão usados indistintamente por veículos e pedestres. Os gramados que margeiam as vias de acesso e vias secundárias ligadas ao tronco principal serão utilizados como áreas de estacionamento. As ruas se alargam em locais mais sombreados e aprazíveis criando áreas de estar e descanso e servindo também para manobras de automóveis.
Por Bernardo Brasil Bielschowsky e João Serraglio.
Numa rua estreita, entre residências em fileiras, flutua, há quatro metros e meio do chão, uma caixa: sem símbolos, toda em concreto aparente, ritmado horizontalmente pelas marcas das fôrmas de tábuas de madeira.
https://www.archdaily.com.br/pt/01-187129/classicos-da-arquitetura-igreja-sao-bonifacio-slash-hans-broosBernardo Brasil Bielschowsky e João Serraglio
Se as duas vigas transversais das extremidades da laje de cobertura descessem formando as empenas externas do pavimento principal, se encontrariam perfeitamente com o perímetro da laje de piso. Se as vigas longitudinais não avançassem vinte centímetros em balanço sustentando e afastando das vigas as empenas externas de concreto, não haveria espaço para a calha superior e não se criaria uma brecha no piso principal para iluminar indiretamente o interior. Se nas laterais desse piso não fossem levantadas muretas externas de blocos de concreto, não se formaria nas fachadas dois planos sobrepostos e uma sombra constante entre eles, e às vezes um terceiro plano intermediário.
A exposição “Cartografia da Arquitetura Colombiana” discute impacto de obras públicas e privadas nas cidades e faz parte da Semana de Arquitetura da UFPR, trazendo à Curitiba arquitetos colombianos.
Construção e Colapso é uma conversa provocada pelas obras dos artistas visuais Alexandre Vogler e Guga Ferraz para a exposição Colapso, atualmente em cartaz na Galeria Gentil Carioca. Ambas tem forte conotação política e se relacionam com as transformações urbanas em curso no Rio de Janeiro. Nas palavras do curador Felipe Scovino, “evocam o espaço público como um lugar poeticamente expressivo” para “tornar o público mais atento ao seu entorno e em que condições a obra de arte se posiciona politicamente”.
De 7 a 13 de janeiro, a Fundação Municipal de Cultura FMC) promove, juntamente com oInstituto de Arquitetos do Brasil em Minas Gerais (IAB/MG), a Semana da Gentileza Urbana, na qual iniciativas voltadas para a melhoria da qualidade da vida urbana em todo o estado poderão ser indicadas pelos cidadãos. As atitudes serão avaliadas por uma comissão e as vencedoras em cada categoria conhecidas em cerimônia marcada para fevereiro.