Xiaohang Hou

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Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022: Descubra a lista completa de projetos

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Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022 começaram oficialmente em 4 de fevereiro de 2022. Esta edição dos Jogos de Inverno adotou uma abordagem ousada ao adicionar duas zonas de neve em Zhangjiakou e Yanqing à zona de gelo em Pequim, criando um sistema inédito de três zonas.

O Instituto de Pesquisa e Design Arquitetônico da Universidade de Tsinghua (THAD) liderou o planejamento e o projeto arquitetônico geral de todas as instalações na Zona de Zhangjiakou e da Arena Shougang na Zona de Pequim. O planejamento e o projeto das instalações da Zona de Yanqing foram elaborados pelo China Architectural Design & Research Group (CADG). Arquitetos e arquitetas chineses assumiram o protagonismo da criação, pautando-se pelo princípio do desenvolvimento sustentável e integrando de forma estreita as metodologias de planejamento urbano e projeto arquitetônico ao longo do ciclo de construção de aproximadamente seis anos. A equipe propôs a estrutura de projeto de "intervenção espacial em escala integral" baseada no "Plano Geral, Plano Regulatório, Desenho Urbano, Projeto de Arquitetura e Projeto de Sistemas de Equipamentos", consolidando a prática chinesa para uma Olimpíada de Inverno sustentável.

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A Voz das Mulheres na Arquitetura Chinesa

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Os estudos sobre as mulheres começaram oficialmente na China no início da década de 1980. À medida que a sociedade se desenvolvia, as mulheres despertaram e passaram a assumir papéis de maior relevância. Embora já houvesse mulheres atuando na arquitetura há um século, Lin Huiyin só foi reconhecida como a primeira arquiteta do país na década de 1920, devido ao desenvolvimento tardio da profissão na China. Hoje, no entanto, cada vez mais arquitetas ocupam posições cruciais no setor.

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Explore o caminho para a arquitetura de carbono zero chinesa a partir da Avaliação do Carbono no Ciclo de Vida (LCA)

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A mitigação das mudanças climáticas tornou-se uma questão prioritária, com o setor da arquitetura e da construção sendo responsável por 38% das emissões globais de CO2 relacionadas ao uso de energia. Em dezembro de 2015, o Acordo de Paris propôs limitar o aquecimento global a menos de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para não ultrapassar 1,5 °C. Para atingir a meta do Acordo de Paris, o setor deve alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050.

Durante a 75ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de setembro de 2020, a China declarou o compromisso de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060. O país definiu sua meta de neutralidade de carbono e suas estratégias de execução com o objetivo de enfrentar as preocupações climáticas e ambientais globais de maneira eficaz.

Explorando estratégias de construção rural na China baseadas na filosofia de Diébédo Francis Kéré

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A imensidão da China resulta em uma grande diversidade de costumes e condições climáticas. Cada região possui seus próprios materiais, métodos construtivos e medidas de adaptação climática. As características regionais da arquitetura chinesa são, em geral, preservadas nas edificações rurais. No entanto, não se pode desconsiderar como a tecnologia contemporânea pode melhorar consideravelmente as condições de vida e de uso dessas construções rurais. Qual é a melhor maneira de equilibrar as tecnologias tradicionais ou inerentes a esses locais com as novas? De que forma a arquitetura rural poderia inspirar o desenvolvimento de símbolos culturais na arquitetura chinesa?

O vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2022, Diébédo Francis Kéré, apresentou as excelentes soluções desenvolvidas em Burkina Faso. Kéré preconiza a construção de edifícios confortáveis a preços acessíveis, com o objetivo de proporcionar bem-estar a quem os utiliza e inspirar essas pessoas a sonharem com uma vida melhor. O orgulho pela cultura local é fortalecido pelo uso de materiais regionais e técnicas tradicionais. Assim, as obras de Kéré em outros países exibem emblemas culturais de Burkina Faso, que resultam de sua própria bagagem cultural.

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Na era da renovação do estoque construído, como respondem os laureados do Prêmio Pritzker?

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Após quase 50 anos de urbanização acelerada, o desenvolvimento urbano transitou da "era da expansão" para a "era do estoque construído". O planejamento das cidades deixou de focar na construção nova para se concentrar na reabilitação qualificada do tecido urbano existente, reativando seus espaços. Ao analisar os projetos de reforma recentes dos laureados do Prêmio Pritzker, investigamos como esses arquitetos e arquitetas respondem aos desafios da atual era de reabilitação urbana.

A manifestação da linguagem arquitetônica tradicional chinesa na arquitetura moderna

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Nunca deixamos de explorar a manifestação da linguagem arquitetônica tradicional chinesa na arquitetura moderna, a começar pelo esforço de combinar um volume moderno com uma cobertura de paradigma tradicional. Essa herança e expressão baseiam-se no contexto, que se divide em duas categorias: "Adoção" e "Ablação". A reinterpretação das tradições a partir da "Forma", do "Sentido" e do "Modelo" constitui a "Adoção". A "Ablação" é um compromisso construtivo com o entorno que respeita a textura e a aparência originais, sejam rurais ou urbanas. Baseia-se em formas e técnicas construtivas antigas, aprimoradas com abordagens e técnicas de design moderno. Melhora as condições existentes seja por meio de sua ocultação em certas situações, seja ao desaparecer e se integrar a elas. A arquitetura contemporânea é tanto a tradição do futuro quanto a tradição do passado. Os "clássicos" são continuamente expandidos por arquitetos e arquitetas através de novas técnicas.

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Que tipo de cidade é uma cidade voltada para as pessoas? Ranking das cidades chinesas

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Que tipo de cidade é uma cidade orientada para as pessoas? Esta é uma pergunta difícil de responder, pois as cidades humanistas avaliam o espaço urbano com foco nas "pessoas", e estas são extremamente diversas, gerando padrões de avaliação individuais e distintos. Por exemplo, uma cidade amigável para motoristas pode não ser tão acolhedora para pedestres.

Ainda assim, há uma percepção geral de que algumas cidades parecem ser mais acolhedoras para as pessoas do que outras. Por que isso acontece?

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A metodologia da nova geração: são arquitetos/as e não são arquitetos/as

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Existe um grupo de jovens arquitetos/as chineses/as que se define de forma única e apresenta ao público a “nova geração” de profissionais da área. Não se apegam a definições e rompem com as convenções. Pensam por si e agem de acordo com suas próprias crenças. Além de arquitetos/as, também são artistas, pintores/as, escultores/as e pesquisadores/as. A identidade já não é única entre a nova geração; sua forma de trabalhar é determinada por seus propósitos, e seguir o caminho que escolheram os/as guiará a uma nova direção e a uma nova vida.

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Para onde caminha a cidade? Do desenho urbano à vida urbana

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Na década de 1960, Jane Jacobs criticou o planejamento urbano modernista sob a perspectiva da cidade integrada. Para ela, o objetivo da renovação urbana seria estabelecer uma relação mais integrada entre o espaço e as funções urbanas, reparando a lacuna existente entre ambos, em vez de apenas "embelezar" o ambiente urbano.

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12 ideias chinesas de reforma residencial: soluções para problemas habitacionais

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Em 2014, foi lançado na China um programa de reconstrução residencial chamado "Dream Home", convidando arquitetos/as e designers de interiores a redesenharem casas antigas que apresentavam problemas. Algumas dessas residências tinham formatos irregulares, outras eram minúsculas e algumas sofriam com uma iluminação extremamente inadequada. Os conceitos de projeto transmitidos em conjunto pelos/as profissionais no programa baseiam-se no respeito pelas pessoas, na compreensão das relações humanas e na definição de lar. Essas reformas ou reconstruções não são apenas atualizações físicas para os/as clientes, mas uma reinterpretação do "lar" que lhes devolve a dignidade e uma nova vida.

Além da arquitetura: 6 jovens arquitetos/as chineses/as atuando em carreiras alternativas

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A arquitetura nunca se limitou a edifícios e construções; alguns arquitetos e arquitetas notáveis contribuíram com inúmeras obras fantásticas para os campos da moda, do mobiliário, da joalheria e de outras vertentes do design. Os nomes de jovens profissionais da arquitetura atuantes na indústria da construção civil chinesa aparecem em diversos setores. Por meio de intersecções, extensões e explorações, essa nova geração busca atuar além das fronteiras da arquitetura.

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MAD Architects: Construindo conexão com a paisagem

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Com a conclusão do projeto do Quzhou Sports Park na China, o complexo tornou-se a maior estrutura integrada à terra já construída no mundo. Em conversa com o ArchDaily, Ma Yansong explicou que o escritório MAD Architects não buscou apenas concretizar a proposta do estádio, mas também criar uma arquitetura que desaparece no entorno. Campos singulares transformam-se em espaços arquitetônicos onde qualquer pessoa pode realizar qualquer atividade a qualquer momento.

"Precisamos de um espaço onde as pessoas possam relaxar, ter um momento para mergulhar em outra dimensão de tempo e espaço. Um lugar onde possam vivenciar seu próprio mundo espiritual. Quero que este espaço seja envolvente e acolhedor, incentivando a interação com o público, e não voltado apenas para competições ou esportes", afirmou Ma Yansong.

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Economia Circular: Estratégias de Projeto em uma Dimensão Temporal Mais Ampla

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Atualmente, a indústria da arquitetura não pode ignorar quão significativo se tornou o desafio da sustentabilidade. Uma das estratégias para alcançar o desenvolvimento sustentável é a economia circular, fundamentada em um ciclo de vida sustentável. Sob a perspectiva do projeto, essa abordagem minimiza o uso de recursos e prolonga a vida útil das edificações. Além disso, outro desafio consiste em aumentar a usabilidade do próprio edifício, somando-se à forma como incorporamos a desmontagem da estrutura ao ciclo. Isso exige que os/as projetistas levem o futuro em consideração ao tomar decisões de projeto, integrando as demandas do presente com os desdobramentos potenciais daquilo que ainda não aconteceu.

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17 instalações arquitetônicas na Bienal Bi-Citadina de Urbanismo\Arquitetura SZ-HK 2022

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A 9ª edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades (UABB) de Shenzhen e Hong Kong foi inaugurada em 10 de dezembro de 2022. Com curadoria de Lu Andong, Prince Gong e Aric Chen, a exposição reúne centenas de artistas, designers e arquitetos/as de quinze países. A mostra terá duração de três meses.

O tema da Bienal, "Cosmologias Urbanas", abrange tanto a simbiose espacial quanto os ritmos temporais da vida. Trata-se de uma fonte da antiga sabedoria chinesa, bem como de uma cosmologia voltada para o futuro. A "Cosmologia da Cidade" é um campo de simbiose, parte da "comunidade de vida entre o ser humano e a natureza".

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Lendo a arquitetura como um livro

Os padrões para classificar arquitetura boa ou ruim são funcionalidade e beleza, ou o que comumente chamamos de praticidade e estética. Entretanto, a praticidade pode nos direcionar rapidamente para o funcionalismo, a única opção viável, ou para um projeto de estruturas escultóricas. O arquiteto Le Corbusier disse certa vez: "Se você cria uma casa com pedra, madeira e concreto, isso é apenas um edifício; se você toca meu coração, isso é arquitetura". No entanto, talvez a legibilidade da arquitetura possa servir como critério para uma boa arquitetura: ler a arquitetura como um livro com palavras e frases completas que resistam a uma consideração cuidadosa.

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Materiais ecologicamente corretos: 8 novos produtos para reduzir a emissão de carbono

Sem dúvida, o futuro da indústria da construção civil incluirá a “redução de carbono” como diretriz obrigatória. Além de materiais virgens de origem local, um número crescente de novos materiais está se tornando disponível. Novos materiais podem ser desenvolvidos de várias maneiras, incluindo a substituição de baixo carbono, reciclagem, melhoria de desempenho e impressão 3D. Novos materiais não só serão mais ecológicos e permitirão novos métodos de construção, mas também influenciarão o ponto de partida e a direção dos conceitos de projeto, resultando em edifícios inovadores e novas percepções dos espaços.

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Como os espaços arquitetônicos podem ser para todos?

A essência da democracia é o autogoverno e a autonomia do povo, com base em seus próprios direitos. Suas características são demonstradas na igualdade e na participação. Se democracia significa um modo de vida pública mais equitativo na arquitetura, então esse modo de vida depende da homogeneização da estrutura espacial do edifício, com espaços públicos abertos, transparentes e com diversas funções. Também é possível argumentar que o nascimento, a manutenção e o desaparecimento da democracia ocorreram no espaço público.

O regime democrático de Atenas começou no século VI a.C. A praça tornou-se um ponto de encontro, um símbolo da política democrática da arquitetura. Embora o acesso das pessoas à assembleia tenha se tornado mais amplo e prático com o avanço da tecnologia, a existência do espaço público na cidade permanece crítica, representando as demandas espaciais dos direitos públicos dos cidadãos além das condições básicas de sobrevivência e cumprindo uma importante função espiritual de expressar a democracia. Isso posto, como a arquitetura pode ser democrática? Como podemos perceber o caráter público da arquitetura?

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O conceito de arquitetura no contexto estético chinês

A estética ocidental baseia-se na análise matemática da estrutura formal de um objeto, usando leis clássicas de beleza, como equilíbrio, simetria e a proporção áurea. A estética oriental difere nisso, pois enfatiza a experiência intuitiva, como o espaço em branco na pintura tradicional chinesa, através da comunicação emocional com o imaginário para produzir uma certa concepção. O contraste entre a realidade e o vazio permite que a imaginação e os sentimentos do espectador floresçam.

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