Mestrando pela FAUUSP, é arquiteto e urbanista pela UFSC e estudou na Universidade Politécnica de Valência durante a graduação. Colaborador do ArchDaily desde 2012, é editor de conteúdo, comunidade e redes sociais. Profissionalmente, também atua na área de expografia e cenografia.
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Cortesia de ICD/ITKE University of Stuttgart
Eficiência no canteiro de obras, reduzir desperdícios, diminuir custos, aprimorar a segurança, melhorar o planejamento e trazer as máquinas para auxiliar na construção e processo projetual. Hoje estes tópicos podem ser associados à automação na arquitetura, no entanto, para que a tecnologia chegasse até esse ponto, de brindar maior possibilidade de ousadia criativa e sustentabilidade, houve um longo caminho. Para conhecer essa trajetória, apresentamos uma breve linha do tempo que ajuda a compreender como ela se desenvolveu e quais são as possibilidades que ela traz para o futuro da profissão.
O sofá é um elemento presente nos mais distintos programas. Marcado pelo conforto e aconchego que proporciona, sua cor, forma e textura ajudam a imprimir a personalidade de um ambiente, além de ajudar na estruturação do espaço. Buscamos em nosso arquivo vinte exemplos de como este componente pode agregar ainda mais valor a um projeto a partir de distintas soluções.
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Frame de "PMR 29’: vinte e nove minutos com Paulo Mendes da Rocha".
Na madrugada do dia 23 de maio, Paulo Mendes da Rocha, arquiteto capixaba que conquistou as maiores honrarias da arquitetura mundial, nos deixou. Com um pensamento afiado e crítico, toda sua trajetória é seguida por um forte ode à cidade e ao olhar humanista. Felizmente, algumas de suas inspiradoras falas foram gravadas e, aqui, selecionamos cinco vídeos realizados na última década nos quais é possível compreender como ele refletia sobre o campo da arquitetura e urbanismo, e suas obras.
O projeto de arquitetura industrial usualmente exige uma instalação rápida, com elementos de fácil manutenção e um espaço versátil que possa abrigar distintos usos. Portanto, não é difícil encontrar o uso de elementos modulares em suas construções, por se tratar de uma solução que contempla essas premissas, além de adicionar um forte componente na linguagem criada para o edifício.
Para trazer uma escala mais aconchegante em grandes espaços abertos ou abrigar usos diversos sob um mesmo teto, a solução de delimitar áreas através do desenho de mobiliário se tornou bastante eficaz. Funcional, ao servir como lugar de armazenamento ou, até mesmo, expositivo, as estantes que também exercem o papel de divisórias podem gerar novas perspectivas, ditar circulações e uma maior permeabilidade entre distintos ambientes.
Neste episódio de “Nos Bastidores”, onde mostramos o trabalho de fotógrafos visionários e perguntamos sobre suas experiências além do que é visto pelo público, apresentamos Niveditaa Gupta, uma fotógrafa de arquitetura baseada em Nova Delhi, Índia. Através de suas fotos, ela procura criar visuais que possam suscitar um discurso sobre o próprio elemento arquitetônico.
Sombra e ventilação contínua são alguns dos benefícios que uma cobertura elevada pode proporcionar. Esta é uma estratégia de condicionamento climático que proporciona o resfriamento e combate a umidade, por isso, muitas vezes arquitetos e arquitetas brasileiros optam por tal solução ao lidar com o clima tropical.
A experiência do usuário facilmente pode se contrapor aos ideais de um projeto, principalmente quando espaços devem ser pensados para comunidades. Sendo assim, recorrer a uma arquitetura na qual os futuros usuários possuem poder de decisão representa um movimento no qual distintos pontos de vistas podem se aliar ao olhar do arquiteto para gerar um partido inovador.
Combinar unidades e padrões a fim de apresentar distintas possibilidades de compor o espaço é o principal motivo para buscar por um mobiliário modular. Este agrega valor ao espaço através da versatilidade espacial que proporciona, além de criar um ritmo que pode ditar diferentes formas de ocupação e intervenções num mesmo ambiente.
Lajes planas, telhados inclinados e solucionados em linhas retas são tecnologias muito recentes na história da humanidade. Na arquitetura realizada por povos originários coberturas curvas predominavam. Hoje, apesar de não ser a solução mais comum, alguns escritórios se propõem a pensar como telhados de desenho mais orgânico podem melhor dialogar com o contexto e apresentar em sua solução compositiva fatores funcionais que influenciam a obra desde o canteiro até o conforto final de seus usuários.
Formas de sombrear as fachadas e impedir a incidência direta da radiação solar nos interiores de um edifício estão presentes até mesmo em arquiteturas ancestrais. No entanto, foi na arquitetura moderna que se difundiu o uso do brise-soleil, um dos mais difundidos dispositivos para controlar de forma passiva o calor em ambientes, ao sombreá-los e permitir a ventilação cruzada quando necessário.
Hoje, 18 de maio, é celebrado o Dia Internacional dos Museus sob o tema "O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar". No cenário pandêmico imposto pela Covid-19, alguns museus reabriram com grandes limitações, muitos outros permaneceram fechados. De qualquer modo, essas instituições passaram a reconsiderar seus modelos e a redefinir seu papel na sociedade, nesse sentido, a pandemia catalisou a mudança nas formas de expor, trazendo novas soluções e inovações ao público, sendo uma delas os tours virtuais.
Muito além de um mero depósito de livros, as bibliotecas são espaços que através da preservação da cultura e conhecimento se transformam em lugares de encontro e trocas. Assim como um livro, elas são um ambiente fértil para a construção de novos pensamentos. Portanto, no Dia Mundial do Livro, apresentamos aqui bibliotecas que foram construídas recentemente ao redor do mundo.
A renderização se tornou uma ferramenta indispensável na maioria dos escritórios de arquitetura. Para compreender como essas imagens podem auxiliar no processo projetual, evoluíram no decorrer do tempo e, principalmente, quais aspectos levar em conta para criar uma representação que se destaque no momento de apresentar sua obra, conversamos com Guilherme Bravin e Marcus Vinicius Damon, que além de serem fundadores do Estúdio Módulo, também coordenam o {CURA}, uma escola livre de arquitetura baseada principalmente na representação arquitetônica.
Rompendo com os ornamentos e junto de uma tecnologia estrutural que surgia na época, a arquitetura moderna, em seus primórdios, estabeleceu o uso da linha reta nas construções. No entanto, através da experimentação plástica que o concreto e outros materiais poderiam oferecer, começaram a surgir novos ritmos dados pelas linhas mais orgânicas ou curvas.
Neste episódio de "Nos Bastidores", onde mostramos o trabalho de artistas visionários e perguntamos sobre suas experiências além do que é visto pelo público, apresentamos Nicolás Castagnola: um ilustrador, animador e arquiteto nascido em Buenos Aires e que atualmente vive em Berlim. Através de suas ilustrações e animações, ele traz significados diferentes para a arquitetura ao abrir um campo imaginativo sobre as infinitas possibilidades que o ambiente construído pode proporcionar.
Hotel Therme Rogner Bad Blumau realizado por Hundertwasse. Foto: Intentionalart, CC BY-SA 3.0 , via Wikimedia Commons
Imaginar e experimentar outros modos de compreender a relação entre o corpo humano, os espaços e as ideias que o conectam com o mundo foi uma das principais elaborações que Hundertwasser trouxe à tona. O artista e arquiteto austríaco, nascido em 1928, desenvolveu grande parte da sua obra voltada para as questões ambientais, expondo seu ponto de vista através da teoria das cinco peles: epiderme, vestuário, casa, identidade social e o mundo. Um conceito que por sua universalidade ainda traz consigo um viés contemporâneo.
"A imagem proporcionada pelo Brutalismo, uma arquitetura de extremos sensuais, é frequentemente uma experiência extraordinária e desconhecida para o explorador da cidade. Pode haver algo agressivo e um vocabulário arrojado (...) na paleta expressiva que exibe a verdade de seus materiais e um desdém pelo frívolo". Assim Simon Phipps [1] descreve a sedução que as obras brutalistas sustentam perante nós até hoje. No entanto, o que define pensar essas arquiteturas em 2021?