Mestrando pela FAUUSP, é arquiteto e urbanista pela UFSC e estudou na Universidade Politécnica de Valência durante a graduação. Colaborador do ArchDaily desde 2012, é editor de conteúdo, comunidade e redes sociais. Profissionalmente, também atua na área de expografia e cenografia.
Reciclar materiais na arquitetura não se trata apenas de buscar soluções mais sustentáveis, mas também em se desdobrar no passado, no uso de materiais descartados, se opondo à lógica de construção que há tempo se ensina na nossa disciplina. Através do reuso de elementos é possível ressoar o contexto histórico e cultural através da materialidade e símbolos que cada um deles carrega, enaltecendo ainda mais o conceito do próprio projeto.
Após um difícil período de isolamento, finalmente estamos voltando a circular. Na busca por novas atividades que podem ser realizadas de forma segura, os parques e passeios ao ar livre tem ganhado ainda mais destaque. São Paulo é famosa por ser a "selva de concreto", marcada por sua arquitetura moderna, mas também é possível se deparar com muito verde em seu entorno.
Os modos de abordar o tema infantil ao redor da arquitetura são infinitos: desde projetar em outra escala que não a padrão pensada para adultos até campos mais lúdicos como o projeto de brinquedos e artefatos. O olhar arquitetônico para a infância aposta na construção de uma qualidade espacial que, além de representar espaços mais seguros no ponto de vista urbano, também são um investimento para um melhor futuro da sociedade, visto que a arquitetura pode desempenhar papel fundamental no desenvolvimento infantil.
Em busca de composições que fujam do óbvio, voltar os olhos para soluções tradicionais e as traduzir de forma contemporânea tem sido um processo visível em diversos projetos. Nesse sentido, os pisos de pedras rústicas - Arenito, Pedras Goiás, São Tomé, etc - têm ganhado cada vez mais destaque nas arquiteturas residenciais. Se antes eram voltados apenas para a área externa, como o uso do "lajão", agora também estão presentes em espaços fechados, tornando-se um elemento que rompe com a rigidez de traçados retilíneos e, em alguns casos, colabora com a meta de diversas arquiteturas: a conexão interior-exterior.
Se anteriormente já discutimos o fato da área de serviço, ou lavanderia, ser um luxo dispensável na casa contemporânea. O fato inegável é que ela é um ambiente presente nos lares brasileiros. Um espaço no qual além de lavar e secar roupas, também armazenamos produtos de limpeza e outros objetos. Por se tratar de uma área, na maioria das vezes, pequena e que deve ser muito funcional, nem sempre é fácil mantê-la organizada. Por isso, apresentamos aqui algumas dicas para aqueles que pretendem tornar esse ambiente ainda mais estruturado para um melhor cotidiano.
Quando atravessa um espaço, um corpo carrega em si muitos significados. A leitura que se traduz entre esse diálogo pessoa-arquitetura, e as sensações que daí surgem, demonstram muito da desigualdade social e estruturas violentas intrínsecas ao imaginário ocidental que privilegia um mesmo padrão: o homem branco. Encontrar um lugar de reequílibrio no qual seja possível criar uma alternância de poder - em raça e gênero - é um compromisso de Erica Malunguinho.
Grandes cidades se tornaram os lugares mais perigosos durante a pandemia, além disso, toda a situação pandêmica validou o trabalho remoto e colocou em questão a necessidade de morar em centros urbanos e densos. Por esse motivo, o êxodo urbano provavelmente será um tema constante num futuro próximo e levantará grandes discussões no campo da arquitetura e urbanismo sobre como lidar com esse movimento.
Diferente do conceito de igualdade, a equidade nos ensina que todos precisam de atenção, mas não necessariamente dos mesmos auxílios. Por isso, através de um conceito de equidade urbana é possível manter singularidades de cada região de um munícipio, preservando sua diversidade e riqueza, mas sem esquecer as necessidades de infraestrutura que implicam diretamente desde a qualidade do espaço público até os serviços básicos que uma residência privada recebe - conceber a cidade de forma justa independente da região que recebe o investimento.
Neste domingo, dia 19 de setembro, se celebra o Dia Nacional do Teatro. Manifestação artística e cultural que se revela nos mais distintos espaços: do palco às ruas. Atores, roteiristas, figurinos, cenografias, são muitas as funções e fatores que giram ao redor de uma peça para que ela atravesse e emocione o espectador. Além disso, a arquitetura possui um papel fundamental, o modo como ela permite estruturar as luzes, a acústica, a composição entre palco e plateia. Afinal, no teatro a história se materializa através do espaço. Para celebrar o dia que comemora essa arte nacionalmente, separamos dez projetos de teatros brasileiros publicados anteriormente no ArchDaily Brasil.
Ao passar mais tempo em casa, muitas pessoas perceberam que pensar os espaços interiores está além de um mero "gosto" pessoal, mas que suas ambiências influenciam diretamente no nosso conforto, humor e qualidade de vida. Esse ponto de vista afetou o modo como enxergamos o próprio banheiro, buscando por soluções que animem esse ambiente e tirem ele da monotonia padrão na qual normalmente é realizado. Por isso, buscamos em nosso arquivo diversos exemplos que quebram essa regra e apresentam espaços que adicionam mais personalidade para a casa e bem-estar para seus usuários.
A prática da arquitetura cada vez mais se voltará para a reutilização de espaços pré-existentes, confiando ao projeto a chance de remodelar seus ambientes, trazer novos usos ao espaço e, assim, diminuir o dano ao meio ambiente. Neste panorama, reciclar galpões não é uma novidade. Por se tratar de espaços que cobrem grandes vãos e possibilitam infinitas possibilidades de ocupação em seu interior, a prática tem se tornado cada vez mais comum.
Os elementos vazados são utilizados por diferentes motivos em quase todo mundo, pois apresentam uma permeabilidade visual que promove o tão desejado diálogo entre interior e exterior, que a maioria dos arquitetos buscam, ao mesmo tempo que podem manter a privacidade dos usuários de um edifício. No entanto, em climas tropicais, eles ganham uma importância ainda maior, uma vez que permitem uma ventilação natural constante, sombreiam áreas com grande quantidade de insolação, provendo, por fim, iluminação natural e conforto térmico.
O MASP expandirá sua instituição e contará com um anexo vizinho ao icônico projeto assinado por Lina Bo Bardi. O edifício Dumont-Adams, após passar décadas inativo, abrigará alas expositivas, café, restaurante e laboratório de restauração de obras após uma reforma em seus 7800 metros quadrados e 14 pisos.
A arquitetura de povos originários manifesta uma profunda relação com o contexto no qual está inserida, de modo que os materiais encontrados no local são trabalhados e testados empiricamente até se desvendarem técnicas de construção e modos de habitar que melhor satisfazem os sentidos de abrigo e simbólico de uma comunidade. Na Amazônia, não é diferente. Com diversos povos habitando o seu território - seja na terra ou nas águas -, foram tecidas muitas sabedorias construtivas que são buscadas por arquitetos que trabalham nessas regiões. Assim, conjuntamente, há uma troca de conhecimentos que se embasam em culturas ancestrais para trazer novas alternativas arquitetônicas para a região.
Quando fluxos migratórios não se dirigem a grandes centros urbanos surge a manifestação de uma arquitetura espontânea para suprir a necessidade de abrigo e proteção, função primordial de uma habitação. O uso de técnicas que se adaptam e improvisam com os materiais disponíveis no local traz novas possibilidades de imaginar a arquitetura e o modo como o humano desenvolve o entorno para servir a seus desejos e necessidades. Na impressionante Chapada Diamantina, em Igatu, o garimpo levou aproximadamente trinta mil pessoas para morar numa região distante e sem infraestrutura, impondo à criatividade humana o desafio de solucionar a questão de moradia, que foi respondida através da interação com o próprio entorno: as pedras.
Cortinas configuram um fluxo livre e dinâmico na arquitetura. Realizada para proteger o ambiente, seja da insolação ou dos olhares exteriores, ela se desenvolve na arquitetura ganhando destaque como adorno ou sutil divisória. Devido à sua flexibilidade e movimento, torna-se uma solução que cada vez mais utilizada por arquitetas e arquitetos, afinal seu material permite trabalhar camadas de sobreposição entre o interior e exterior, trazer luz ou sombra e, assim, transformar o espaço. Aqui, reunimos alguns exemplos de projetos que passaram a adotar a cortina principalmente em suas fachadas e como essa solução pode transformar a percepção da obra como um todo.
Hoje, Paulo Mendes da Rocha receberia a maior honraria da União Internacional de Arquitetos no âmbito do Congresso Mundial de Arquitetura (UIA 2021 RIO). Nessa ocasião, IAB São Paulo encaminhou uma carta ao prefeito e aos vereadores da cidade com uma proposta de homenagem ao arquiteto.
Ao analisar a diferença entre distintas escalas e trabalhos da arquitetura, levantamos a questão de como a decoração é vista com certo estigma e inferiorizada por parte da classe profissional. Para aprofundar o debate, questionamos vocês, nosso público, sobre os possíveis motivos dessa impressão. Recebemos 108 respostas, das quais selecionamos alguns argumentos e dados que ajudam a compreender um panorama deste cenário.