Mestrando pela FAUUSP, é arquiteto e urbanista pela UFSC e estudou na Universidade Politécnica de Valência durante a graduação. Colaborador do ArchDaily desde 2012, é editor de conteúdo, comunidade e redes sociais. Profissionalmente, também atua na área de expografia e cenografia.
Ao contrário de quando era visto apenas como um espaço para dormir e tomar banho, hoje um Hotel necessita aprimorar a experiência da viagem para atrair hóspedes e apresentar um diferencial frente à concorrência direta ou até mesmo com novas modalidades de hospedagem como o AirBnb. Assim, além da qualidade dos quartos, as áreas de lazer, restaurantes, paisagem e arquitetura são elementos que determinam o sucesso de um empreendimento.
Em países como o Brasil que possuem paisagens distintas e uma população diversa, é possível se deparar com diferentes soluções na hora de pensar o projeto de hotéis. Por isso, reunimos dez exemplos nacionais nos quais a arquitetura se destaca e traz uma identidade única para cada um desses edifícios.
Owen Jones - Padrão Persa. Imagem Cortesia de Priya Khanchandani e Sam Jacob
Em 1856, Owen Jones lançava o livro The Grammar of Ornament [A gramática do ornamento] no qual apresentava uma compilação de linguagens visuais adotadas pelas mais distintas culturas - realizada a partir das explorações do autor em lugares como Grécia, Egito, Constantinopla e Índia. A obra reflete como os vitorianos examinaram a arte e o design internacionais colocando a Grã-Bretanha no centro do debate, a fim de estabelecer "princípios gerais" que promovessem um certo sistema de diferentes estilos através de suas próprias perspectivas. Na época, a publicação foi um grande sucesso editorial e influenciou desde William Morris (do movimento Arts and Crafts) até os arquitetos modernistas Louis Sullivan e Frank Lloyd Wright. No entanto, em 2019, Priya Khanchandani e Sam Jacob fazem uma releitura do trabalho de Jones e demonstram não apenas os aspectos colonizadores presentes em seu ponto de vista, assim como propõem uma reinvenção destes sistemas e padrões visuais de acordo com a contemporaneidade.
Boxing Boxes [Caixas de Boxe, em português] é um projeto realizado após dois anos de pesquisa arquitetônica feita por Carlos Ortega Arámburo e Daniel de León Languré que agrega o boxe, como uma ferramenta de autodisciplina e controle de violência, a uma estrutura que ativa o espaço cívico em áreas marginalizadas. Na edição deste ano da Trienal de Arquitectura de Lisboa, o arquiteto mexicano junto de uma equipe interdisciplinar local instalou o equipamento no bairro Portugal Novo, em Olaias, Lisboa.
A Bienal de Veneza de Artes é uma ótima oportunidade para pensar "fora da caixa". Desde os eventos colaterais que trazem novos usos para edifícios centenários até os pavilhões dos países em Giardini ou Arsenale, um arquiteto pode aprender muito visitando a bienal mais antiga do mundo. Aqui estão 7 pavilhões imperdíveis se você visitar Veneza antes do término da Bienal, no dia 24 de novembro.
O debate sobre a matéria e a forma como ela concebe os espaços que abrigam toda a dimensão social é o cerne do discurso arquitetônico. Apesar do arquiteto definir um conceito, partido e obedecer a um programa que pode influenciar até mesmo a vivência urbana, no fundo são o cotidiano e o próprio repertório cultural individual que ditará como se vivencia cada lugar. A compreensão de que existem diversas camadas na sociedade capazes de construir muros invisíveis que dissolvem a poética arquitetônica e desabrocham em outros assuntos inevitáveis para compreender a cadeia na qual estamos inseridos é uma das reflexões propostas pela Nova República, projeto realizado pelo antropólogo Hélio Menezes e os arquitetos do Wolff Architects, baseados na Cidade do Cabo, África do Sul, para a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Marcada pelo encontro e potencialização mútua entre projeto curatorial e atuação institucional, a 34a Bienal de São Paulo enfatiza poéticas da “relação” e adota uma estrutura de funcionamento inovadora, que envolve a realização de mostras e ações apresentadas no Pavilhão da Bienal a partir de fevereiro de 2020 e a articulação com uma rede de mais de 20 instituições paulistas. Quando o Pavilhão for inteiramente tomado pela mostra, a partir de setembro de 2020, essas instituições promoverão, em seus próprios espaços, exposições integrantes da 34a Bienal.
Grandes joias da arquitetura moderna paulista estão construídas no bairro Higienópolis em São Paulo. Majoritariamente ocupado por edifícios residenciais, a curiosidade de imaginar como são seus apartamentos e plantas surge na mente daqueles que possuem um mínimo interesse por esses projetos. Por isso, reunimos dez obras que são frutos de reformas em famosos edifícios - como o Lausanne e o Louveira, por exemplo -, e outras que estão presentes no mesmo entorno.
Um dos museus mais queridos pela população lusófona e de sucesso incontestável, o Museu da Língua Portuguesa se prepara para reabrir as portas após o incêndio que sofreu em 2015. A oportunidade de repensar a instituição e compreender sua própria relação com o público foram as principais premissas que foram de encontro com as novas necessidades de uso e desejos de melhoria que permearam todo o pensamento por trás da reabilitação do edifício.
Para se aprofundar na forma como pensamos o futuro das cidades, o ArchDaily se propôs a falar sobre resiliência no mês de julho. Como estamos nos preparando para desastres ou disrupções do sistema, este foi o tema principal de uma conversa com a bióloga Alessandra Araujo, fundadora da bio-inspirations e professora de Biomimética da Architectural Association Amazon Visiting School e do Master Ecological Design Thinking da Schumacher College, que trouxe sua visão para ampliar o debate da resiliência no campo da Arquitetura e Urbanismo através de um outro ponto de vista: a natureza.
Rio de Janeiro - Escolas de samba do Grupo Especial se apresentam no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no segundo dia de desfiles (Fernando Frazão/Agência Brasil) - [CC BY 3.0 br (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.en)]
Muitos edifícios aguçam a curiosidade do transeunte sobre o que existe por trás de suas portas. Ao invés de apenas imaginar os usos e a intimidade desses espaços, normalmente inacessíveis, no próximo fim de semana - dias 29 e 30 de junho - será possível conhecer os interiores de diversas arquiteturas nas cidades de Porto, Matosinhos e Gaia durante o festival Open House Porto.
Idealizado por Tatiane Gonzalez do Ateliê Digital Analógico, "Incerteza Invisível" é uma intervenção urbana tecnológica em grande escala em formato de videomapping realizado por um grupo de mulheres.
A percepção do espaço e a forma como um edifício se faz presente em seu entorno sempre são preocupações primordiais no momento de conceber um projeto arquitetônico. Para uma melhor resolução destes interesses, um projeto gráfico pode se tornar um grande aliado do arquiteto, tornando o volume concebido num marco que pode ser ainda mais legível pelos transeuntes.
Todos que gostam de arquitetura e Netflix com certeza já assistiram alguns episódios da série "As casas mais extraordinárias do mundo", na qual o arquiteto Piers Taylor e a atriz Caroline Quentin rodam o mundo visitando residências que se destacam de alguma forma. Para a audiência de arquitetos, muitas vezes ao assistir o programa surgem algumas questões e a vontade de olhar com calma os desenhos realizados em cada projeto, por isso, reunimos uma seleção de algumas casas que aparecem no programa para que você possa saber ainda mais sobre o a concepção de cada uma, trazendo um panorama que torna possível compreender um pouco mais sobre como a arquitetura residencial pode ser pensada em distintos lugares do planeta.
Depois do enorme sucesso da última edição, que contou com 32 mil visitas, o 5º Open House Porto (OHP) já tem data marcada. Nos dias 29 e 30 de junho, um vasto conjunto de espaços de Matosinhos, Porto e Vila Nova de Gaia vai abrir as suas portas gratuitamente, mostrando a excelência do patrimônio arquitetônico das três cidades. Este roteiro apresenta 70 espaços, 60 por cento dos quais inéditos e mostram-se pela primeira vez a todos os que queiram conhecê-los. Desde a primeira edição, em 2015, o OHP já recebeu quase 100 mil visitas.
Na Casa da Arquitectura os sons do Brasil fazem-se ouvir todos os dias na Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”, mas em abril vai ser reforçado este cruzamento entre música e arquitetura. Zuza Homem de Mello, figura maior do jazz no Brasil, musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical, é a figura central desta programação que inclui uma Aula Ilustrada e Musicada “90 Anos da Canção Brasileira – 1928 a 2018”, o concerto “Músicas Brasileiras, Músicos Portugueses”, a apresentação e exibição do Documentário “Zuza Homem de Jazz” e também um ato poético inspirado em Clarice Lispector protagonizado pela atriz Camila Pitanga.
Arquiteta italiana que adotou o Brasil, rompeu hierarquias entre as artes e moldou uma nova linguagem do modernismo, agregando uma visão própria e radical com referências da cultura brasileira terá exposição em abril no MASP. Em 2020, mostra segue para o México e EUA
Infinito Vão: Brasil, o ciclo de conversas que acontecerá nos dias 22 e 23 de Março no IMS, é uma extensão do programa de atividades da Exposição com o mesmo nome que está em cartaz até 28 de abril, na Casa da Arquitectura em Matosinhos, Portugal.
Com curadoria de Fernando Serapião, Guilherme Wisnik e Nuno Sampaio, Infinito Vão: Brasil reunirá durante dois dias um conjunto de arquitetos, fotógrafos e gestores culturais para uma série de conversas e debates sobre a história da arquitetura brasileira, a sua influência na vida cotidiana e cultural e as pontes que estabelece com outras linguagens artísticas.