
Eu sei o que você está se perguntando, e a resposta é médio e circuncidado. Essas são apenas algumas das características que desempenham um papel na determinação do resultado de Cyberpunk 2077, o lançamento de videogame mais antecipado de 2020 (e possivelmente de todos os tempos) pela CD Projekt RED. No papel de jogador/a, você vivencia o enredo principal por meio de um avatar de gênero fluido chamado V. O nome do jogo deriva de um gênero de ficção científica que, em sua essência, apresenta uma sociedade hipercapitalista distópica concebida como uma crítica reflexiva da vida contemporânea — pense na obra de Philip K. Dick ou no romance Jogador Número Um de Ernest Cline. Há muitos problemas bem documentados relacionados ao jogo, desde a perpetuação do tecno-orientalismo na ficção científica até um lançamento repleto de bugs que resultou em atenção excessiva às opções fálicas descritas acima. A crítica do jogo à cultura contemporânea em grande parte fracassa, mas, de forma involuntária, ele tem algumas coisas contundentes a dizer sobre arquitetura.
