Olhando para os andares mais altos do novo Whitney Museum of American Art, pesadas nuvens atravessam diagonalmente o céu. Quando refletidas na grande janela da galeria principal do museu, elas parecem mudar de direção, ao mesmo tempo que a fachada branca reflete o claro e o escuro em resposta às mudanças das condições de luz. Sobreposto a esta cena, um letreiro em negrito pronuncia o título de um artigo: simples, mas dramático, "A New Whitney.”
Esta é a visão que os leitores tiveram a partir da análise de Michael Kimmelman sobre o Museu no New York Times. Corro os olhos rapidamente e a primeira coisa que encontro é uma lista de créditos: Jeremy Ashkenas e Alicia Desantis produziram o artigo; as ilustrações foram feitas por Mika Gröndahl, Yuliya Parshina-Kottas e Graham Roberts; e vídeos por Damon Winter (o editor por trás de todo o esforço, Mary Suh, não é mencionado).
Antes mesmo de ler as palavras de abertura do artigo, uma coisa é clara: esta não é apenas a crítica de um edifício. O artigo pode até mesmo ser o mais importante na memória arquitetônica recente.
Com sua série mais recente, Federico Babina nos apresenta "uma jornada ao universo do design" através de 28 ilustrações que empregam uma composição de enquadramentos para contar estórias centradas em torno de ícones do design. "Gosto de pensar nos objetos que habitam nossas casas como um público silencioso, mas ativo em nossas vidas", explica Babina. "Os objetos em si contam estórias, não são coisas inanimadas, mas absorvem a vida ao seu redor."
Through the combination of so-called "timeless" designs with clear references to the times and styles that produced them, Babina tells the history of these iconic objects that we may take for granted today (with the occasional saucy human story thrown in for good measure).
See the entire set of ARCHIDESIGN illustrations after the break - and if you missed them, make sure to check out Federico Babina's previous illustration sets and his website.
No concurso anual de projeto Sukkahville, que acontece em Toronto, os participantes são desafiados a reimaginar o sukkah, uma estrutura descrita pelos organizadores do concurso como um "abrigo que simboliza a fragilidade e a transitoriedade da vida", tradicionalmente construído durante o festival Judeu do Sukkot para comemorar os 40 anos que os judeus passaram vagando pelo deserto. Para o concurso de 2014, os estudantes de New Jersey Michael Signorile e Edward Perez propuseram o "Reflect.Reveal.Rebirth", uma estrutura que responde ao desafio de criar um espaço transitório de contemplação a partir de uma pele biodegradável.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
No mais recente de uma série de argumentos polêmicos contra as smart cities, Rem Koolhaas escreveu esta que é, talvez, sua mais completa análise sobre o papel das tecnologias emergentes e o modo como elas são implementadas e influenciam nossas vidas, em um artigo para o Artforum. Abordando uma ampla gama de questões, Koolhaas critica os projetos de tecnologia predial, chamando-os de uma "infiltração furtiva da arquitetura via seus elementos constitutivos" e questiona as motivações comerciais daqueles que estão criando essas smart cities. Saiba mais sobre o que pensa Rem Koohaas em relação às ditas "cidades inteligentes" aqui.
Historicamente, a habilidade de desenhar à mão - seja para produzir desenhos técnicos precisos ou perspectivas expressivas - é um ponto central na profissão da arquitetura. Mas, com o lançamento e subsequente popularização de programas CAD desde o início dos anos 1980, o prestígio de desenhar à mão foi ameaçado. Hoje, com softwares de projeto e apresentação cada vez mais sofisticados - do Revit ao Rhinoceros - ganhando popularidade, a importância de desenhar à mão se tornou tema de uma discussão acalorada.
Croquis de Gaudí à esquerda, com o desenho de Joan Matamala à direita. Cortesia de 6sqft
Desde sua explosão vertical no final do século XIX e início do século XX, Manhattan se tornou um ícone da construção em todo o mundo, com estimativas recentes apontando mais de 47 mil edifícios construídos na ilha. No entanto, projetos concluídos são apenas a ponta do iceberg: Manhattan também é o lar de milhares de propostas renegadas, incompletas e absolutamente impossíveis que nunca chegaram a ser realizadas na "Grande Maçã".
Evidentemente, os desafios de Nova Iorque são muitos e mesmos arquitetos mundialmente renomados encontram dificuldades para construir na cidade. A seguir, veja três propostas de Antoni Gaudí, Frank Lloyd Wright e Frank Gehry para Nova Iorque que nunca saíram do papel.
Schumacher diz que os críticos "deveriam, talvez, diminuir um pouco seu (pré)julgamento e refletir sobre seu papel como mediadores entre o discurso da arquitetura e o interesse público". Em seu post de 1.400 palavras, o arquiteto diz que os chamados ícones e o star system são resultados inevitáveis dessa mediação, acrescentando que "a explicação, em vez da rejeição, deveria ser vista como a tarefa do crítico."
Leia, a seguir, alguns trechos do argumento de Schumacher.
Após o Facebook ter recentemente começado a mudança para sua nova sede projetada por Frank Gehry, Mark Zuckerberg, fundador da companhia, elogiou o arquiteto por seu trabalho. Em uma publicação em sua página pessoal no Facebook, Zuckerberg contou a estória de como ele inicialmente recusou o pedido de Gehry para realizar o projeto, dizendo que, "embora todos amemos sua arquitetura... Achamos que seria muito caro e que isso passaria uma mensagem errada sobre nossa cultura."
Mas Frank Gehry persistiu, dizendo que bateria qualquer outra proposta que a companhia recebesse. Ao fim do processo, Zuckerberg elogiou Gehry por ser "muito eficiente" - uma característica pouco usada para descrever o arquiteto.
David Chipperfield. Cortesia de David Chipperfield Architects
A incorporadora HFZ Capital Group, com sede em Nova Iorque, anunciou recentemente o empreendimento "The Bryant" - primeiro projet residencial de David Chipperfield Architects em Nova Iorque - localizado na 16 West 40th Street. A proposta para o edifício de 32 pavimentos conta com um hotel nos níveis mais baixos e apartamentos de um a quatro quartos entre o 15° e o 32° pavimento, oferecendo aos moradores "a rara oportunidade de viver em uma nova construção próxima ao Bryant Park, que foi completamente restaurado."
Que uso os arquitetos poderão dar aos supercomputadores? Bem, é claro que seria ótimo produzir renders de altíssima qualidade em questão de segundos, mas esse post no blog XSEDE aponta outro uso que é (indiscutivelmente) muito mais importante. XSEDE, uma organização que ajuda pesquisadores, oferecendo-lhes acesso a supercomputadores, tem trabalhando com um grupo do Departamento de Engenharia Mecânica da University of Utah para simular o fluxo do vento nas cidades. O objetivo da parceria é desenvolver uma ferramenta para arquitetos e engenheiros que ajude a reduzir os efeitos de túnel de vento, melhorando a eficiência energética e diminuindo a poluição no ambiente urbano. Saiba mais sobre o projeto aqui.
O pavilhão de 2,7 metros de altura apresenta uma planta cruciforme, porém, sua geometria muda à medida que a construção se eleva, rotacionando gradativamente a planta em 45 graus. Na fachada, perfurações são mapeadas nos blocos de cimento para criar um padrão inspirado nas tradicionais flores tailandesas.
Ontem, o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou através de sua conta pessoal no Facebook que a empresa mudou-se para sua nova sede de mais de 100 mil metros quadrados, projetada por Frank Gehry . Na publicação feita por Zuckerberg, ele mostra uma foto aérea da implantação, onde pode-se visualizar os 9 hectares de cobertura verde, e, as imagens interiores, mostram que o projeto é basicamente um único e gigantesco ambiente de planta livre.
O interior, grande o suficiente para abrigar aos 2800 trabalhadores do Facebook, foi fotografado por alguns dos mais populares usuários do Instagram. Veja a seguir uma seleção das imagens abaixo.
É um fato conhecido que arquitetos, quase sem exceção, adoram o filmeBlade Runner, de 1982. Arquitetos também adoram modelos em escala. Então o que poderia ser melhor do que ver foto dos modelos usados no filme sendo produzidos? Acesse esse álbum do Imgur, com 142 fotos dos bastidores, postado recentemente pelo usuário minicity. A seguir, veja nossa seleção de fotos dos detalhados modelos da Tyrell Corporation em construção.
Lançada em maio de 2014, ThinkParametric é uma plataforma online para o aprendizado de ferramentas digitais de arquitetura. O acesso aos vídeos tutoriais e à comunidade online geralmente custa US$29 por mês, ou US$ 269 por um ano, no entanto, para celebrar o sucesso do primeiro ano, no início deste mês eles anunciaram uma "temporada de cursos abertos", um mês inteiro para as pessoas aproveitarem seus cursos gratuitamente.
Estudantes de arquitetura têm a reputação - talvez mais que qualquer outro curso - de virar noites, ou mesmo desaparecer dos círculos sociais por vários dias, para fazer seus projetos em um lugar frequentemente intimidador: o ateliê. No entanto, essa "cultura" de projeto incessante já foi colocada em questão muitas vezes, com pesquisas, como essa iniciada pela University of Toronto, destacando os efeitos negativos à saúde física e mental dos estudantes submetidos às longas jornadas de trabalho. Muitas escolas já fecham seus edifícios à noite, tentando impedir o que é comumente visto como uma cultura negativa e prejudicial.
Projetado por Diller Scofidio + Renfro, o Broad Museum de Los Angeles tem inauguração prevista para dia 20 de setembro. Contudo, numa tentativa de diminuir a tensão em torno dos muitos atrasos e problemas legais que envolveram a obra, semana passada representantes da imprensa foram convidados a ver o edifício ainda em construção, onde tiveram uma prévia do tão aguardado acréscimo ao conjunto de museus da Grand Avenue de Los Angeles.
Segundo Christopher Hawthorn, crítico do LA Times, o encontro foi iniciado com um percurso pelo espaço, guiado pela arquiteta Elizabeth Diller. Domingo passado foi permitida a entrada de 3.000 pessoas, que compraram seus ingressos com meia hora de antecedência. Após essa breve abertura, o Broad Museum permanecerá interditado ao público até sua abertura oficial; até lá, quem não conseguiu vê-lo ao vivo, terá que se contentar com as imagens no Instagram e Twitter daqueles que tiveram a sorte de poder ver a obra por dentro ainda em fase de construção.