Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
O governo do Espírito Santo anunciou, na última semana, o lançamento do Programa GERAR, que prevê triplicar os investimentos em geração distribuída solar fotovoltaica e ampliar incentivos para as fontes renováveis. O programa tem o apoio da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e mostra comprometimento com as metas assumidas pelo estado para reduzir suas emissões de poluentes, contribuindo para o combate à crise climática.
De acordo com a Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento de 2018, 25,8% da população nordestina não têm acesso à água e 72% dos nordestinos não têm acesso à rede de esgoto. “Agora me diz, como eu faço pra ter um banheiro em casa nessas condições?”. Essa era a pergunta que tirava o sono e a tranquilidade de Vera.
Vera mora na pequena comunidade de Riacho das Almas (PE) e sua história se assemelha a de milhares de famílias que vivem na zona rural do semiárido nordestino. Onde o acesso a água é escasso e o esgotamento sanitário é praticamente inexistente, o uso de banheiros tradicionais, com torneira, chuveiro e descarga d’água, é incomum na região. Por conta disso, famílias como a de Vera e tantas outras utilizam espaços improvisados ao ar livre para suas necessidades: o banheiro de aveloz.
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Background photograph courtesy of Charlie Hui, Viswerk. 2020
Liderado por Khensani de Klerk e Solange Mbanefo, Matri-Archi é um coletivo com sede na Suíça e África do Sul que visa aproximar e empoderar mulheres para a educação espacial e o desenvolvimento das cidades africanas. Por meio da prática projetual, textos, podcasts e outras iniciativas, Matri-Archi — eleito um dos melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily — se dedica ao reconhecimento e à capacitação das mulheres no campo espacial e na indústria da arquitetura.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com as codiretoras do coletivo sobre temas como espaço hegemônico, arquitetura informal, tecnologia, idiossincrasias locais e o futuro das cidades africanas e globais. Acompanhe a entrevista a seguir.
A história da habitação coletiva tem sido o tema de interesse do grupo de pesquisa PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea, da FAUUSP, coordenado pelos professores Leandro Medrano e Luiz Recamán. Através dos Cadernos de Habitação Coletiva – desenvolvidos a partir de um acordo de cooperação entre pesquisadores da FAUUSP e da ETSAM-UPM de Madri – o grupo explora os exemplares mais relevantes deste tipo de programa no Brasil.
Segundo a plataforma do grupo, "o objetivo principal dos Cadernos de Habitação Coletiva tem sido realizar uma base completa de dados organizada por décadas que inclui os edifícios de habitação coletiva brasileiros mais relevantes, tanto projetados quanto construídos." A seguir, reunimos oito experimentos de habitação coletiva construídos em São Paulo entre as décadas de 1930 e 1960, estudados em detalhes nos CHC e disponibilizados em artigos individuais aqui no ArchDaily.
Biblioteca Nacional Leonel Brizola. Foto via Wikipedia, usuário Daderot, licença CC0
Projetada por Oscar Niemeyer, a Biblioteca Nacional Leonel Brizola – edifício que integra o Complexo Cultural da República em Brasília – está tomada por rachaduras. A falta de manutenção preventiva ocasinou uma série de fissuras por toda a edificação, informa matéria publicada no jornal Metrópoles.
Identificadas por brigadistas locais no último dia 19, as rachaduras se espalham por todo o edfifício, em especial nas paredes situadas na casa de máquinas dos elevadores e na cobertura. O problema foi alertado à administração do edifício, que recebe, em média, 102 mil visitantes por ano. Uma vistoria foi realizada com o intuito de avaliar os possíveis danos estruturais à edificação.
A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) possui quase 22 milhões de habitantes, cerca de 10% do total da população brasileira. Para alimentar essa quantidade enorme de pessoas, todos os dias chegam à metrópole toneladas de insumos, de diferentes partes do país. Porém, novo estudo do Instituto Escolhas mostra que, com algumas medidas, é possível abastecer toda essa população com legumes e verduras de produção local.
O Instituto Tomie Ohtake, com o apoio da AkzoNobel, divulgou hoje os três projetos premiados na sétima edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. No total, foram 246 inscrições, provenientes de 14 estados brasileiros e Distrito Federal. Entre os selecionados, cujas obras farão parte também de um do catálogo, há projetos localizados no Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Ilha de Rei George na Antártica.
A seleção foi feita por um júri formado pelos arquitetos Diego Mauro, Elisabete França, Fernando Túlio, Juliana Braga e Pedro Varella. O anúncio, realizado via vídeo nas redes sociais do Instituto, inaugura também a exposição dos 13 selecionados nesta sétima edição.
A cidade de São Paulo ganhou, no último dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – uma estátua em homenagem a Joaquim Pinto de Oliveira, arquiteto negro escravizado no século XVIII conhecido como Tebas. Localizada na Praça Clóvis Beviláqua, face leste da Praça da Sé, no centro da cidade, a escultura foi projetada e desenvolvida pelo artista plástico Lumumba Afroindígena e pela arquiteta Francine Moura.
A obra tem o objetivo de firmar o legado de Tebas, revelar sua produção tecnológica sofisticada para a época e propor, acima de tudo, uma reflexão que recobra a relevância da ocupação territorial preta na área central da cidade que foi fragmentada ao longo dos séculos.
O que aconteceria se abdicássemos da epistemologia moderna que separa o “nós” dos “outros”? Como ficaria a história da arte sem essa separação restritiva? Muitos outros mundos, não desencantados, coexistem com o nosso. Outras cosmopolíticas podem nos permitir visões menos excludentes da vida e das relações, escavando futuros até agora insuspeitados.
Guilherme Wisnik conversa com Renata Marquez, professora da Escola de Arquitetura e Design da UFMG e coeditora da revista Piseagrama. Com doutorado em Geografia e pós-doutorado em Antropologia, pesquisa práticas curatoriais, teoria e crítica na interface entre arte, arquitetura, geografia e antropologia.
Voltado a estudantes de arquitetura latino-americanos, o Prêmio Acero tem como objetivo promover e impulsionar ações complementares aos modelos pedagógicos para a concepção de ideias arquitetônicas inovadoras utilizando o aço como matéria-prima. A edição deste ano, que tinha como tema "Cidades e Comunidades Sustentáveis", premiou com o primeiro lugar uma equipe formada por dois estudantes brasileiros da FAUUSP.
“Arquitetura que não toca o chão” é o nome da proposta desenvolvida por Augusto Longarine e Luiz Sakata, com orientação do professor Luciano Margotto, que com o mesmo projeto venceram o 13º Concurso CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço), a etapa nacional que antecede o Alacero. Veja o projeto a seguir, acompanhado do memorial escrito pelos estudantes.
"O mundo está muito polarizado." Esta é uma frase que todos nós já ouvimos recentemente. Embora isso seja um fato incontestável, houve épocas em que o planeta esteve tão ou mais polarizado que hoje. Em especial, o período entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o início dos anos 1990 foi marcado por uma enorme tensão entre os blocos capitalista e socialista que deixou marcas profundas em muitos países e sociedades. O desmantelamento deste último, simbolicamente representado pela queda do muro de Berlim, extinguiu a tensão mas não erradicou o comunismo, que permanece ainda hoje como sistema político de alguns países
Há, atualmente, seis países que vivem um regime comunista: China, Coreia do Norte, Cuba, Laos, Vietnã e Transnístria. Com divergências em seus sistemas econômicos – a China, por exemplo, tem uma economia considerada mista por alguns especialistas, com regiões reguladas por um sistema de mercado capitalista – estes países também apresentam, evidentemente, particularidades sociais, culturais e geográficas que refletem em suas cidades e arquiteturas.
A Casa da Arquitectura – Centro Português Arquitectura comemora, a partir do dia 17 de novembro, o seu 3º aniversário no Quarteirão da Real Vinícola, em Matosinhos com uma programação que oferece entrada gratuita na Exposição até dia 22 de novembro e conteúdos online nas suas redes sociais.
Tendo em conta o atual estado de emergência e cumprindo as mais rigorosas medidas de segurança, a Casa estará de portas abertas com entrada gratuita entre os dias 17 e 22 de novembro com horários alargados e diferenciados.
São Paulo, por vocação ou falta de outros atrativos, apresenta uma vida noturna vibrante, com opções tão variadas quanto seus mais de 12 milhões de habitantes. Bares são, assim, amigos aos quais recorrem paulistanos do centro e da periferia, moradores das zonas leste, oeste, norte e sul.
Reunimos a seguir alguns projetos de bares já publicados no ArchDaily que ilustram um pouco desta arquitetura da boemia à qual tantos habitantes de São Paulo estão habituados – uma arquitetura fala de remodelações, sociabilidade, encontros e espaços de intimidade.
O que é o conforto no morar? Como a cidade serve de palco para a sua vida? De que forma as questões de gênero e raça influenciam a forma como você caminha à noite na rua? Porque a casa do vilão é sempre mais legal que a do mocinho? Estes são alguns dos temas do Betoneira, podcast apresentado pelos arquitetos André Scarpa, Marcelo Barbosa e Paula Otto.
O princípio do Betoneira é falar de tudo um pouco para falar muito sobre arquitetura, pessoas e cidades, misturando os mais variados temas, assuntos, convidados, opiniões, teorias e memes sob a ótica particular de cada um dos três.
Um dos blocos residenciais da Vila São Miguel, localizada na Asa Norte do Plano Piloto de Brasília, desenvolvido por Mayumi Watanabe. Imagem: Reprodução/Revista Habitare
A Altamira Editorial disponibilizou gratuitamente o livro Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX para download em seu website. De autoria de Ana Gabriela Godinho Lima, a publicação reúne um "levantamento da atuação das arquitetas latino-americanas do século XX, no campo da produção teórica e prática do edifício."
Desde o Brasil colônia, pessoas negras se organizavam em resistência ao regime escravocrata e colonial. Irmandades, quilombos, famílias de santo. Imprensa negra, associação de trabalhadoras domésticas, Frente Negra Brasileira, Teatro Experimental Negro. Blocos-afro, MNU, grupos literários, organizações de mulheres negras, frentes internacionais. Ativismo político trançado às artes e à espiritualidade que nos permitiram chegar até aqui.
Guilherme Wisnik conversa com Bianca Santana, jornalista, escritora, doutora em ciência da informação e mestra em comunicação pela Universidade de São Paulo. Santana é autora de "Quando me descobri negra", colunista de ECOA-UOL e da revista Gama, e integrante da UNEafro, umas das entidades que compõem a Coalizão Negra por Direitos.