Romullo Baratto

Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Primeira edição do Open House Porto

Criado em 1992 por Victoria Thornton, o Open House nasceu em Londres e desde então estendeu-se a todo o mundo, desde grandes metrópoles como Nova Iorque e Roma até a algumas das cidades mais cool como Barcelona e Buenos Aires.

Em Portugal, depois de três edições de sucesso em Lisboa, chega agora ao Porto com a vontade de se assumir como forma de ver, explorar e conhecer a arquitetura.

No fim de semana de 4 e 5 de Julho de 2015, todos estão convidados a vivenciar as qualidades do patrimônio arquitetônico e urbanístico de excelência da área metropolitana do Porto. Um roteiro abrangente que conjuga referências da cultura nacional e pequenas intervenções privadas, desde edifícios históricos até aos ícones da tão premiada arquitetura Portuguesa contemporânea.

Inteiramente gratuito, o Open House Porto convida o público a criar o seu itinerário pela cidade de acordo com os seus interesses, oferecendo ainda visitas comentadas por especialistas e/ou autores dos projetos.

Sesc São Paulo promove encontros para discutir a importância artística e social das intervenções urbanas

Quem vê São Paulo do alto se espanta com a grandeza e o cinza da cidade. A selva de pedras vista de cima causa uma sensação quase claustrofóbica, uma falsa impressão de que não há vida debaixo das sombras dos arranha-céus. Mas, se por um lado a falta de planejamento criou um caos urbanístico, por outro, as ruas, praças, becos e vielas da metrópole revelam-se verdadeiras galerias de arte ao ar livre. São Paulo é uma cidade que se apresenta através de suas intervenções urbanas.

São muitos os exemplos que reforçam que Sampa é um gigante palco a céu aberto. Na zona oeste, um pequeno beco apertado da Vila Madalena chama a atenção.  É o “Beco do Batman”. As paredes de ambos os lados são grafitadas e os desenhos são trocados periodicamente, fazendo que a galeria renasça de tempos em tempos. Perto dali, em meio a edifícios históricos e cortiços mal conservados no bairro da Luz está o enorme painel estilo pop-art de Daniel Melim, e não muito longe dali, nas ruas do centro, estátuas vivas permanecem imóveis por horas, contrastando com o vai e vem frenético dos moradores da cidade.

Para discutir a arte urbana e as intervenções artísticas em São Paulo, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc inicia, a partir do dia 14 a série de encontros “São Paulo: a cidade apresentada por suas intervenções urbanas”, que reunirá artistas e especialistas para discutir facetas da arte urbana e seus impactos visuais, sociais e artísticos.

IAB-RJ promove debate sobre o programa Minha Casa Minha Vida

O programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) pode fazer cidade e prover moradia? A questão será discutida pelos arquitetos Demetre Anastassakis e Sérgio Magalhães na terça-feira, 14 de abril, a partir das 18h30min, na sede do Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). O evento é gratuito e aberto ao público.

Os arquitetos defendem que as obras habitacionais não sejam fator de estímulo à expansão da cidade. Porém, o que se vê é justamente o inverso. Levantamento feito pelo jornal “Extra”, publicado no dia 30 de março, aponta que dos 64 conjuntos construídos pelo MCMV, 42 ficam a pelo menos 25 quilômetros do centro da cidade. As consequências são exclusão social, infraestrutura pública precária e insegurança.

Palestra com Raquel Rolnik em Caruaru: “Desenvolvimento econômico e cidades do Brasil: Por que continuamos reproduzindo a precariedade?”

Raquel Rolnik é conhecida por levantar a bandeira do direito à cidade, que vai muito além do acesso à água, luz, saneamento e mobilidade. Direito à cidade prevê a distribuição de todos os recursos que o meio urbano possa oferecer de maneira igualitária aos cidadãos.

Durante uma participação no programa Esquenta, da Rede Globo, Raquel Rolnik ainda ressaltou a importância de os cidadãos poderem participar da definição de como será a cidade em que moram. “As vezes aparece um baita viaduto no meio da rua. Quem é que resolveu fazer aquilo? Quem disse que tinha que fazer aquilo? Eu acho que nós deveríamos poder participar mais na decisão do que vamos fazer, aonde vamos fazer” exemplifica a urbanista.

Na palestra que será proferida em Caruaru-PE, no próximo dia 13 de abril, Raquel Rolnik abordará o tema “Desenvolvimento econômico e cidades do Brasil: Por que continuamos reproduzindo a precariedade?”. O assunto é propício para se repensar a realidade de Caruaru e cidades vizinhas.

O evento, promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifavip | DeVry, se chama Diálogos Urbanos e terá inscrições gratuitas. As 500 vagas disponíveis deverão ser trocadas por um quilo de alimento não perecível, que será doado à Casa dos Pobres São Francisco de Assis.

Rio Academy oferece promoções especiais para estudantes e profissionais

O Rio Academy, em estreia no Rio com o Fórum de Arquitetura e Urbanismo, abre uma oportunidade para a discussão sobre arquitetura e urbanismo, ao reunir, em formato único no Brasil, grandes nomes da arquitetura mundial no MAM Rio.

Durante uma semana você poderá ouvir e refletir sobre as suas visões e conceitos em conferências e workshops que abordam cinco temas capitais para o futuro do Rio. Não deixe de aproveitar esta oportunidade. Os preços especiais estão vigentes até 20 deste mês. Fique atento!

São Paulo poderá ter mais de 1.500km de ciclovias até 2030

A Prefeitura de São Paulo divulgou no início deste mês o Plano de Mobilidade de São Paulo – Modo Bicicleta (PlanMob), com diretrizes para a implementação da infraestrutura cicloviária da cidade até 2030. O PlanMob prevê a expansão da rede de ciclovias, o aumento do número de bicicletas compartilhadas, a criação de bicicletários e paraciclos e a implementação de programas educacionais que promovam o uso da bicicleta como meio de transporte urbano.

Passarelas, pontes, travessias subterrâneas e viadutos também receberão atenção da prefeitura. Se cumpridas as metas estabelecidas pelo PlanMob, até 2030 São Paulo terá 1522 km de infraestrutura cicloviária, além de 24 pontes, 32 viadutos, 50 passarelas, quatro passagens subterrâneas, três túneis sob os trilhos adaptados para travessia de bicicletas e de dez ciclopassarelas.

Três prazos foram definidos pelo PlanMob - 2016, 2014 e 2030 -, garantindo o avanço gradual das estratégias implementadas.

França aprova lei que obriga novas edificações a terem vegetação na cobertura

O Parlamento Francês aprovou recentemente uma lei que obriga a implementação de coberturas verdes nas novas construções em áreas comerciais de todo o território nacional. A medida tem como objetivo beneficiar os centros urbanos com as qualidades intrínsecas à presença dessas superfícies verdes.

A lei previa inicialmente que toda a área de cobertura das novas edificações fosse ocupada com jardins, porém, para ser aprovada a medida teve que recuar, estabelecendo que os proprietários possam optar entre a ocupação total ou parcial com áreas verdes e, além disso, a possibilidade de instalar painéis solares em vez de vegetação.

Palestra “As lições de Bogotá e Medellín: Do caos à referência mundial”

Ministrada por Murilo Cavalcanti, estudioso na área de segurança cidadã e organizador do livro “As lições de Bogotá e Medellín: Do caos à referência mundial”, a palestra homônima visa explicar como essas cidades colombianas venceram a violência e a criminalidade e se tornaram modelos de gestão pública, passando do topo do ranking das cidades mais violentas do mundo à referência em mobilidade, segurança e soluções urbanísticas, devolvendo o espaço público aos cidadãos.

A palestra também contará com a presença de representantes do Estado do Ceará, da Prefeitura de Fortaleza e da Academia a fim de enriquecer o debate sobre o tema.

Trienal de Arquitetura Lisboa promove palestra com Bijoy Jain, do Studio Mumbai

Para a 2ª conferência do ciclo Distância Crítica, a Trienal de Arquitetura de Lisboa convidou Bijoy Jain, fundador do coletivo indiano Studio Mumbai.

Os prós e os contras de virar noites fazendo projeto: a opinião de nossos leitores

Recentemente publicamos em nossa página uma matéria que indagava nossos leitores sobre os efeitos da cultura de passar noites em claro nos ateliês das universidades fazendo os trabalhos de projeto. Perguntas como: “longas jornadas de trabalho são boas ou ruins para arquitetos e aspirantes a arquitetos?”; ou “fechar o ateliê à noite ajuda efetivamente a lidar com essa cultura?” levaram o publico a refletir sobre esse hábito tão recorrente nas escolas e faculdades de arquitetura no Brasil e no mundo.

A repercussão da matéria mostra que este é um assunto, no mínimo, controverso, levantando – nos mais de 60 comentários em nossa página oficial e (muitos mais em nossa página no Facebook) – opiniões que divergem, sobretudo, para duas vertentes: a ausência de uma grade curricular integrada prejudica o desempenho dos alunos e colabora para essa cultura de virar noites; e a desorganização dos estudantes seria a principal causa das noites em claro.

Vídeo: Casinha por Marco Artigas

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Na sequência de fragmentos do documentário sobre Vilanova Artigas que estamos publicando em nossa página, compartilhamos desta mais um trecho do filme que está sendo realizado em comemoração ao centenário de um dos arquitetos mais influentes da história brasileira.

Desta vez é Marco Artigas que fala sobre a primeira casa que se avô construiu para si: a Casinha. Projeto de 1942, a construção é bastante simples e tinha como objetivo servir de residência de final de semana para Artigas e sua esposa, Virgínia, que moravam no centro de São Paulo e buscavam a tranquilidade das regiões mais afastadas para dar sequência a seus processos criativos.

Palestra “O Universo de Lucio Costa: Paradigmas de Brasília”

A ideia do Plano Piloto de Brasília pode ter surgido "já pronta", segundo seu autor, mas se apoia numa vasta cultura teórica e está inserida no contexto do pensamento da sua época. Das cidades-jardins à separação do tráfego e da monumentalidade clássica à destruição do quarteirão, é um universo amplo e, por vezes, contraditório que está sintetizado no projeto de Brasília.

A Secretaria de Cultura do Distrito Federal convida todos os interessados para a palestra “O Universo de Lucio Costa: Paradigmas de Brasília”, que acontecerá dia 10 de abril, sexta-feira, e será ministrada por Pedro Paulo Palazzo e Sylvia Ficher.

O evento acontece no Espaço Lucio Costa, em Brasília, e as inscrições podem ser realizadas aqui.

Inscrições abertas para o curso livre “Confrontos [ideias e práticas urbanísticas]”

O curso livre Confrontos [ideias e práticas urbanísticas] tem por objetivo oferecer uma visão geral das principais teorias do campo de urbanismo e de desenho urbano que permearam a literatura e a prática ao longo do século XX, com foco na atuação do arquiteto urbanista. A premissa é a de que não há uma corrente única, ou pensamento singular, que alcance a complexidade da intervenção urbana. Ao contrário, a atuação na área de urbanismo existe na defesa de uma posição, sobre a qual não há consenso, há conflito.

Por meio de confrontos de ideias de diferentes autores, buscaremos investigar as precedências e mostrar as relações entre estes, às vezes sinérgicas, às vezes em oposição, possibilitando assim que o aluno se posicione de maneira crítica em sua atuação profissional, também, via projeto.

Instituto Lina Bo e P.M. Bardi promove a exposição “Lina em Casa: Percursos”

Lina Bo Bardi faria 100 anos em 05 de dezembro de 2014. A arquiteta italiana, naturalizada brasileira, viveu na Casa de Vidro, no Morumbi, em São Paulo de 1952 até 1992, quando faleceu.

A Casa de Vidro, primeira obra construída da arquiteta, é o cenário da exposição Lina em Casa: Percursos,de 12 de abril a 19 de julho de 2015, que integra a programação de atividades relacionadas ao centenário de nascimento da artista, iniciado em agosto de 2014 e estendendo-se até julho deste ano.

A exposição, com o apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e patrocínio da Petrobrás, tem curadoria do professor do IAU-USP Renato Anelli e da museóloga Anna Carboncini e apresenta um recorte inédito a partir do acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi destacando a contribuição de Lina para a arquitetura, seu alinhamento com as revisões dos projetos desenvolvimentista e modernista no Brasil dos anos 1970 e 80.

3º Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos – do edifício ao território

O Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos – FJAL – foi uma ideia que começou em junho de 2010, quando, em uma iniciativa independente, um grupo de jovens arquitetos de Fortaleza decidiu trazer para o debate a nova produção arquitetônica da América Latina.

Tendo como princípios básicos os recortes de idade e lugar e a escolha de arquitetos que estivessem atuando com um forte embasamento teórico – aliando, portanto, teoria e prática arquitetônicas – o fórum buscou aproximar ao máximo as experiências apresentadas com a realidade da prática cotidiana, a fim de incentivar e motivar novas formas de encarar os problemas e buscar melhores soluções para as nossas cidades.

Entre 6 e 8 de maio de 2015 ocorrerá a terceira edição do FJAL, que tem como tema “Do edifício ao território”. Hoje não é mais possível falar sobre arquitetura se restringindo apenas aos edifícios. As relações que estes estabelecem com as cidades, as interações e os usos que podem gerar ou potencializar na paisagem e no território fazem com que arquitetura hoje possa ser encarada quase como uma infraestrutura urbana.

Rio Academy e o futuro das grandes cidades

Que futuro queremos para as grandes cidades? Que alternativas são viáveis e produtivas, para viabilizar uma qualidade de vida amplamente sustentável? Que tipo de participação queremos ter na construção desse cenário?

O futuro das grandes metrópoles está em pauta em inúmeros Fóruns internacionais, acadêmicos ou não. Mas a participação de arquitetos, urbanistas, profissionais diversos e cidadãos brasileiros em reflexões e em equipes de trabalho sobre o tema é ainda acanhada em nosso país, pela escassez de fóruns propícios para o desenvolvimento de contribuições competentes e informadas pela experiência cotidiana nessas cidades.

Esta é a grande oportunidade aberta pelo Rio Academy, que estreia de 20 a 26 de julho próximo, com o Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismo, no MAM-Rio.

São Paulo receberá grandes eventos de arquitetura em 2016

2016 será um ano movimentado na agenda cultural de arquitetos, urbanistas e entusiastas. Na sequência dos centenários de nascimento de dois grandes nomes da arquitetura moderna brasileira - Lina Bo Bardi e Vilanova Artigas -, o ano que vem será repleto de grandes eventos e mostras de arquitetura em São Paulo.

Marcada para outubro de 2015, a Bienal de Arquitetura de São Paulo foi adiada para novembro deste ano. Após a bem sucedida tentativa de expandir fisicamente o evento e ocupar com exposições e instalações alguns importantes espaços públicos da cidade, a 11ª edição Bienal de Arquitetura de São Paulo ainda não definiu o responsável pela curadoria desta edição.

LAMA.SP promove palestra com Mayo Bucher, Leonardo Finotti e Michelle Jean de Castro

Numa parceria casual entre o fotógrafo brasileiro Leonardo Finotti, e o conceituado artista suíço Mayo Bucher, o LAMA.SP promove até o dia 03 de maio a exposição “art towards architecture”.

Comissariada por Michelle Jean de Castro, a exposição acontece no arranha céu mais alto de São Paulo, o Edifício Mirante do Vale, e traduz sensivelmente a relação do trabalho de Bucher com o cenário deteriorado do centro da cidade, reunindo obras em três diferentes escalas. A escala urbana com a instalação que se estende pela fachada do edifício. A escala humana, com 12 imagens impressas em formato 150x100cm. E a escala afetiva com a intervenção em uma de suas salas abandonadas.

Como parte da exposição, no dia 7 de abril, terça-feira, às 19h, o LAMA.SP promove uma palestra com Bucher, Finotti e Michelle Jean de Castro.