Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
Proporcionar movimento aos murais de arte urbana é o que o designer e fotógrafo espanhol A.L. Crego fez em seu mais recente projeto. Para isso, fotografou as obras e depois interveio digitalmente para convertê-las em animações, deixando os grafites e pinturas originais intactas.
Os murais escolhidos por A.L. Crego têm em comum mensagens sobre a dependência da tecnologia e a dificuldade de estabelecer conexões entre as pessoas.
Veja a seguir a série de murais transformados em GIFs por A.L. Crego.
Montagem da estrutura metálica. Image Cortesia de USINA CTAH
Este texto, escrito por Danilo Eric, integra uma série de artigos a respeito das principais experiências desenvolvidas pela assessoria técnica USINA CTAH, que completa 25 anos em 06 de junho de 2015. Publicaremos até a data dois artigos semanais que contarão, a partir da perspectiva de alguns projetos selecionados, a história do grupo.
"Quando eu entrei aqui, era só um terreno. A gente fez tudo, desde a fundação, os prédios foram levantando, hoje eu olho e acho isso tudo muito bonito." Maria das Dores (Dora) – Mutirante
No vídeo acima, publicado no Baú da Escola, Gordon mostra seu trabalho para as Escolas Secundárias do Porto e seu projeto para o Parque Urbano em Setúbal, que lida com a ideia de matéria única, capaz de desempenhar, no mesmo lugar, funções distintas.
O plano dá continuidade a um processo raro e potente em nossas cidades de contínua valorização de seus rios e bordas através da implementação de parques em sua orla, contando com estudos, planos e projetos efetivados de diversos arquitetos e urbanistas – entre os quais Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Piratininga, IPPLAP, Brasil Arquitetura, Pedro Mendes da Rocha e Stuchi & Leite – através de várias gestões públicas, no qual o IPPLAP e agora, a SETUR, possuem papel central.
O Fórum de Arquitetura e Urbanismo do Rio Academy não para de despertar interesse e de receber apoio de profissionais e instituições. Não é para menos. A estruturação do evento, norteada pela legenda Observe, Aprenda, Produza, configura o Fórum como importante parceiro na busca da sustentabilidade da vida cotidiana nas grandes cidades. Estimula arquitetos, urbanistas e designers a participarem ativamente do redesenho de sua cidade, integrando sua experiência de cidadãos à sua expertise do exercício profissional. Esses profissionais são, hoje, universalmente apontados como destacado segmento capaz de contribuir significativamente com a reconcepção de nossas cidades, uma tarefa urgente.
Os Cadernos Técnicos Morar Carioca, lançados em fevereiro deste ano pelo IAB-RJ e pela Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Habitação (SMH), agora estão disponíveis em versão digital. Os livros abordam três temas fundamentais da urbanização de favelas: espaços livres, sistema viário e resíduos sólidos. A coleção está disponível na página Documentos, no site do IAB-RJ, e na de Publicações, no IAB.
Produzidos com objetivo de consolidar as experiências do Mutirão, do Favela-Bairro e do Programa Morar Carioca na perspectiva de melhorar a urbanização das favelas do Rio de Janeiro, os livros se somam a disciplinas variadas para constituir a noção de projeto. Eles foram escritos pelos arquitetos Marat Troina (Lixo e Resíduos Sólidos Urbanos); Tatiana Terry, Daniela Engel Aduan Javoski e Solange Araujo de Carvalho (Sistema Viário); e Guilherme Figueiredo e Mario Ceniquel (Espaços Livres).
Ela é o nosso caos, o nosso refúgio, a nossa casa. É nela que construímos e realizamos sonhos, todos os dias. Foi ela que nos trouxe nossos melhores amigos, o primeiro emprego e a perspectiva de novas conexões e encontros. É a cidade. A minha e a sua. O nosso lugar comum.
Hoje, mais de 54% da população mundial vive em áreas urbanas. Somos 3,7 bilhões de pessoas e a maior parte sofre as consequências de um desenvolvimento urbano insustentável.
Os problemas são cada vez mais complexos e desafiadores, mas há um espaço sem precedentes para a mudança e milhares já estão se apropriando do espírito “vai-lá-e-faz”.
Nos dias 30 e 31 de maio o Museu Ferroviário de Juiz de Fora apresenta a exposição interativa Palimpsesto, que apresenta fotografias de um mesmo lugar em épocas diferentes, projetadas e descobertas a partir do movimento da silhueta do participante em contato com a obra, que vai continuamente, revelando as imagens sobrepostas.
Palimpsestos são pergaminhos nos quais se apagou o primeiro registro escrito para o reaproveitamento por outro texto. Nestes pergaminhos, havia uma escrita sucessiva de textos a partir da raspagem do anterior, entretanto, não era possível apagar totalmente os caracteres antigos, que muitas vezes, se mantinham visíveis e ainda possíveis de serem recuperados.
Este texto, escrito por José Thiesen e Maiári Iasi, integra uma série de artigos a respeito das principais experiências desenvolvidas pela assessoria técnica USINA CTAH, que completa 25 anos em junho de 2015. Publicaremos até a data dois artigos semanais que contarão, a partir da perspectiva de alguns projetos selecionados, a história do grupo.
No dia 17 de abril de 1996, aproximadamente 3 mil famílias sem terra ocuparam um enorme latifúndio no interior do Paraná. O episódio ficou conhecido mundialmente através das lentes do fotógrafo Sebastião Salgado – que retratou, no ensaio "Terra", a massa de trabalhadores atravessando a porteira da propriedade com suas foices e bandeiras empunhadas para o alto. Com a luta dessas famílias, 27 dos 100 mil hectares do latifúndio se transformaram em assentamento da Reforma Agrária, tornando-se aptos a abrigar 1,5 mil famílias de agricultoras e agricultores.
Foram anunciados os vencedores do Concurso para o Plano de Urbanização do Subsetor A1 do Perímetro da Operação Urbana Consorciada Água Branca, que buscava pela melhor proposta que incluísse as infraestruturas necessárias para a qualificação do ambiente urbano, incluindo, necessariamente, questões da mobilidade, lazer, equipamentos públicos e habitação de interesse social, tendo como premissa a adoção de um sistema viário fornecido, a partir dos parâmetros da lei que instituiu a OUC Água Branca.
O Plano de Urbanização desta área é visto como uma oportunidade para inaugurar um processo de transformação dos rios, suas margens e adjacências, territórios da cidade historicamente ignorados, desvalorizados e tratados como “fundo urbano”. O objetivo do concurso era buscar soluções para reverter esta situação que perdura há décadas nestas regiões a fim de torná-las protagonistas da cidade.
O concurso, promovido pelo IAB-SP e pela SP Urbanismo, selecionou três propostas vencedoras e três menções honrosas. Veja a seguir os projetos selecionados:
A Travelogue Summer School, um fórum de uma semana de duração com debates e práticas colaborativas dedicadas a profissionais e estudantes dos campos do design, arquitetura, artes e disciplinas relacionadas, convida todos os interessados a se inscreverem em seu primeiro programa de verão, que acontecerá entre os dias 3 e 8 de agosto na Faculdade de Belas Artes do Porto.
Através de uma desconstrução psicogeográfica do ambiente urbano, a Travelogue Summer School pretende investigar a cidade através de um estimulante trabalho de campo composto por percursos guiados, palestras e oficinas dirigidas por profissionais de diversos campos de atuação.
Pioneiro em energia renovável, o arquiteto carioca Sergio Conde Caldas apresenta na palestra Sustentabilidade Hoje, a evolução das alternativas sustentáveis na arquitetura high-end em uma conversa intimista que acontece no dia 28 de maio, a partir das 19h, na Livraria da Vila em São Paulo.
A palestra acontecerá através do formato Pecha Kucha, tradicional ferramenta utilizada em eventos de arquitetura no Japão. Trata-se de uma dinâmica apresentação de 20 imagens, sendo que para cada uma delas são reservados apenas 20 segundos, nos quais o arquiteto disserta sobre cada uma. Esses arquivos exploram, além do variado portfólio do escritório, fatos e curiosidades sobre sustentabilidade no Brasil e no mundo.
Primeiro Lugar / T|4. Image Cortesia de Portal Projetar.org
O Concurso 010 da Projetar.org contou com 153 equipes inscritas e 116 projetos entregues, dos quais 98 foram encaminhados para avaliação dos jurados após verificação no pré-júri. As equipes foram compostas de participantes de diversos estados brasileiros. No portal Projetar.org estão disponíveis na íntegra as propostas de todos os grupos que enviaram seus projetos.
O concurso 010 propôs aos estudantes projetarem um edifício arquivo ao lado da FAU-USP para abrigar o acervo de projetos da sua Biblioteca. O desafio é realizar uma arquitetura de caráter, cujo propósito é preservar e oferecer acesso à memória arquitetônica ali depositada, estabelecendo um diálogo respeitoso com um dos maiores ícones da arquitetura brasileira do século XX.
O escritório português SAMI-arquitectos foi anunciado como um dos finalistas dos Prêmios FAD 2015, um dos mais prestigiados reconhecimentos do campo da arquitetura na Península Ibérica, com o projeto para a Casa E/C, localizada em Açores, Portugal.
O projeto concorre agora com outros cinco projetos na categoria Arquitetura, entre os quais dois portugueses: O Ozadi Tavira Hotel, de Pedro Campos Costa e a Casinha no Porto, de Paulo Moreira.
A organização alemã Emporis, que reúne informações sobre edifícios de todo o mundo, divulgou esta semana seu ranking das 100 cidades com os skylines mais impactantes. Na classificação deste ano, São Paulo figura em nono lugar como única cidade latino-americana entre as dez paisagens urbanas de maior impacto visual.
A lista é realizada de acordo com estatísticas do banco de dados da organização e reflete apenas os edifícios em altura concluídos, excluindo torres de TV, antenas, pontes e outras estruturas.
Entre os dez primeiros colocados, Hong Kong e Nova Iorque aparecem, respectivamente, na primeira e segunda colocação, sendo seguidas por Singapura e Moscou. Da América Latina, a Cidade do Panamá é a segunda colocada (18° lugar) e o Rio de Janeiro ocupa a terceira posição (25° lugar), seguido por Buenos Aires (28°), Recife (30°)e Cidade do México (51°).
O Museu da Casa Brasileira realiza, a partir de 3 de junho, a exposição Cooperativas habitacionais no Uruguai – meio século de experiências, resultado de um trabalho de documentação e pesquisa conjunto desenvolvido pela Faculdade de Arquitetura de Montevidéu (Uruguai) e a Escola da Cidade.
No dia da abertura, 3 de junho às 19h, haverá uma mesa-redonda sobre habitação no Brasil e no Uruguai com a participação de arquitetos dos dois países: Mariano Arana e Raúl Vallés (Universidad de la República Uruguay – Facultad de Arquitectura), Elisabete França (FAAP e núcleo USPcidades) e Ciro Pirondi (Escola da Cidade). Será também lançado na ocasião um catálogo apresentando imagens e fichas técnicas dos projetos retratados na exposição junto a textos dos arquitetos uruguaios Alina del Castillo, Benjamim Nahoum, Miguel Cecilio, Raul Vallés e Ruben Otero sobre a experiência das cooperativas de habitação como solução de qualidade para a produção de moradias populares no Uruguai.
Os emblemáticos azulejos portugueses, famosos tanto em Portugal como em outras partes do mundo, serão inscritos pela Direção Geral do Patrimônio Cultural do país na lista de candidatura do Patrimônio da Humanidade da UNESCO. A notícia foi divulgada recentemente pelo secretário de estado, Jorge Barreto Xavier, no Museu Nacional do Azulejo (MNAZ) durante a inauguração da sala Manuel dos Santos, um dos pintores de maior destaque na azulejaria de Portugal.
Originário dos azulejos hispano-mouriscos da região de Andaluzia, esse elemento foi trazido para Portugal no século XVI e logo passou a ser empregado de maneiras originais. No século XVII começou a ser usado no interior de edificações históricas, enquanto que no século XIX passou para as fachadas dos edifícios.