
Construir cada vez mais alto tem sido um dos objetivos tácitos da construção civil desde o advento do elevador elétrico no final do século XIX. Foi este dispositivo - possivelmente o meio de transporte mais seguro do mundo - que proporcionou a construção de alguns dos edifícios mais emblemáticos e importantes da história da arquitetura ao longo de todo o século XX. Do Flatiron Building (1902) em Nova Iorque e seus (hoje) modestos 22 pavimentos aos 451 metros de altura das Petronas Towers (1998) em Kuala Lumpur e, finalmente, os insanos 828 metros do Burj Khalifa, hoje o arranha-céu mais alto do mundo, mais tem sido sempre mais.
Não precisamos, porém, nos deslocar tanto para ver de perto este tipo de construção: hoje, Balneário Camboriú, em Santa Catarina, famoso ponto de veraneio para turistas de toda a América do Sul, apresenta uma das maiores concentrações de arranha-céus do Brasil e ostenta a maior torre construída em território nacional: a Millennium Palace, com 45 pavimentos e 177 metros de altura. Este não é um caso isolado, já que nos próximos anos a esta torre se juntarão projetos ainda mais imponentes, como a Yachthouse a Infinity Coast, de 74 e 66 pavimentos, respectivamente.

















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