Yona Friedman é um arquiteto e urbanista de origem húngara. Aos 95 anos de idade, acumula experiência ímpar, tendo já participando de inúmeras bienais de arquitetura, incluindo a de Veneza e de São Paulo, esta última em 2017. Um de seus trabalhos mais importantes foi publicado em 1958 e tem como título L'Architecture Mobile, onde apresenta um de seus projetos mais ambiciosos: La Ville Spatiale, uma utopia que recicla megaestruturas preexistentes nas cidades para proporcionar aos cidadãos uma vida pautada na flexibilidade de usos e decisões.
Em 1948 o arquiteto Charles-Édouard Jeanneret-Gris - mais conhecido como Le Corbusier -, lançou uma de suas publicações mais famosas, intitulada O modulor, seguida por O modulor 2 em 1953. Nesses textos, Le Corbusier fez conhecer sua abordagem às investigações que tanto Vitruvio quanto Da Vinci e Leon Battista Alberti haviam começado, em um esforço por encontrar a relação matemática entre as medidas do homem com a natureza.
As pesquisas dos autores previamente mencionados representam também uma busca por explicar os Partenons, templos indígenas e as catedrais construídas a partir de medidas precisas que faziam referência a um código do que se entendia como essencial. Saber de quais instrumentos se dispunha para encontrar a essência dessas construções era o ponto de partida, e parecia se tratar de instrumentos que transcendiam o tempo. Não parece tão estranho dizer que as medidas que se empregaram foram, em essência, partes do corpo, como cotovelo, dedo, polegada, pé, braço, palma, etc. Inclusive, existem instrumentos e medidas que levam nomes que aludem ao corpo humano, o que indica que a arquitetura não está longe de ser reflexo do mesmo.
Residência WW é um projeto no México que nasce da ideia de gerar uma comunidade entre mulheres através de um espaço que constitui um clube social e de negócios dentro de uma casa dos anos 1920 situada na Rua Edgar Allan Poe 102, na Cidade do México. O objetivo é criar uma comunidade de mulheres e promover um espaço para o desenvolvimento da mesma.
Como parte de sua 66ª edição, o prêmio Progressive Architecture (P/A) busca reconhecer projetos não construídos que demonstram excelência e inovação no design em geral. A avaliação foi realizada em dezembro de 2018, e as propostas premiadas serão homenageadas em uma cerimônia em Nova York em fevereiro de 2019.
Após ter fotografado escritórios de arquitetura na Holanda, Dubai, Londres, Paris, Pequim, Xangai, Seul, Escandinávia, Barcelona e Los Angeles, o fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin continua sua série, registrando agora alguns dos escritórios mais reconhecidos do México. Conheça o cotidiano desses profissionais da Cidade do México, a seguir.
Pela sexta vez, o INFONAVIT, por meio do CIDS, lançou a convocatória do Sexto Concurso de Estudantes 2018, com o objetivo de difundir e impulsionar práticas criativas voltadas a novas formas de construção, bem como viabilizar uma melhor habitação social intraurbana a partir de um modelo eficiente, compacto, sustentável e regional.
O objetivo deste concurso é desenvolver projetos que sejam capazes de se adaptar às condições específicas do território e de quem o habita. Mais do que a definição de um protótipo de moradia, buscou-se encontrar processos e compreender procedimentos replicáveis. Para isso, é necessário envolver-se com a comunidade, ouvir suas histórias, conhecer suas dinâmicas e costumes, além de realizar uma extensa pesquisa histórica que permita descobrir como o modo de habitar deixou um valioso aprendizado para a concepção da moradia em cada região.
Félix Candela, de nacionalidade espanhola e mexicana, é um dos arquitetos mais respeitados do século XX, reconhecido no mundo todo por trilhar um caminho em que técnica e estética estão intimamente ligados. Seus experimentos em concreto e argamassa armada resultaram nas suas famosas conchas, elementos estruturais que sustentam muitas de suas obras, como o Pavilhão dos Raios Cósmicos na UNAM, Cidade do México (1951); a Capela da Palmira em Cuernavaca (1958); o Restaurante Los Manantiales, Xochimilco (1958); e o Palácio dos Esportes para os Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México.
Um dos fatores mais importantes quando se projeta é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, e é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem às condições mutáveis. No entanto, quando se trata do México e seu clima privilegiado, isso se transforma em um elemento a favor dos arquitetos, permitindo criar microclimas e espaços que se dissolvem na transição do que é o espaço interno e externo.
Como parte do 2º Encontro Placemaking América Latina – organizado pela Lugares Públicos A.C. e realizado na Cidade do México durante as duas primeiras semanas de novembro –, foram promovidas diversas atividades, entre elas a recuperação de oito espaços públicos coordenada por especialistas em urbanismo participativo do México e de outros países da América Latina, nas subprefeituras de Cuauhtémoc, Iztacalco e Miguel Hidalgo.
O Prêmio Kalmanani é um evento que ocorre anualmente na Cidade do México e ao longo de sua trajetória reconheceu o trabalho de diversos arquitetos, como SANAA, Sou Fujimoto, Steven Holl e Álvaro Siza. Nesta edição, o NODE tem a honra de apresentar Bjarke Ingels - BIG na Cidade do México com a intenção de celebrar a trajetória de um dos escritórios de arquitetura mais inovadores e importantes da atualidade. Recém nomeado arquiteto chefe da WeWork, Bjarne Ingels dará uma Conferência Magna, além de receber o Prêmio Kalmanani em sua oitava edição.
Atualmente, a produção de projetos no âmbito das universidades no México é imensa, e acreditamos que este seja um bom momento para trazer a público alguns dos melhores trabalhos. Muitos dos trabalhos de conclusão de curso (TCC), também chamados de Projetos de Fim de Carreira, propõem temas realmente interessantes e valiosos para o país. No entanto, infelizmente, a grande maioria acaba guardada nas estantes de uma biblioteca ou em pastas no computador, perdendo a oportunidade de gerar uma mudança real em nossas cidades e no modo como as habitamos.
A Colonia Roma é considerada uma das principais joias da Cidade do México devido às tendências arquitetônicas do início do século XX que influenciaram seu desenho urbano, tendo sido erguida como um símbolo das aspirações porfiristas. Este bairro, considerado um dos mais importantes da cidade e onde se concentra uma grande comunidade criativa, é um organismo vivo que se transforma com o tempo devido ao seu grande apelo turístico para estrangeiros e nacionais, que gostam de caminhar por suas ruas arborizadas enquanto apreciam os efervescentes estilos arquitetônicos e a gastronomia local em suas diversas formas.
É fato que designers, arquitetos/as e o público em geral compartilham uma fascinação infinita pela arquitetura abandonada. Ao longo da história, oscilações econômicas, desastres, mudanças de regime e a mais completa incompetência provocaram o abandono de impressionantes estruturas arquitetônicas que, hoje, servem como monumentos curiosos — e até mesmo inquietantes — de épocas passadas.
Essa fascinação motivou a publicação de diversos artigos em nosso site que exploram os mistérios de algumas das edificações mais famosas por meio de textos e fotografias. No entanto, essa mesma curiosidade também levou várias pessoas a se aventurarem para documentar suas experiências. É o caso de Mikey Corey, um youtuber que, em seu canal Fearless & Far, se dedica (entre outras coisas) a explorar alguns dos edifícios abandonados mais famosos do México.
Ao longo de 2018, selecionamos milhares de projetos para publicação em nosso site. Desses, ocasionalmente destacamos alguns por diferentes motivos, seja pela inovação em técnicas e materiais, pela relação com o contexto ou pela aproximação com as comunidades. Ao trabalharmos diariamente com editores no Brasil, Estados Unidos, México, Chile, China e Irlanda do Norte, e graças à extensa rede que construímos com instituições no mundo todo, contamos com ferramentas que nos proporcionam um panorama muito mais amplo do que vem sendo produzido atualmente, não apenas no México, mas no mundo da arquitetura de modo geral.
O ano de 2018 foi repleto de conquistas e surpresas no campo da arquitetura. À medida que este ano chega ao fim, percebemos a importância dos concursos para fortalecer a imagem que cada região ou país projeta para o mundo. O México não foi exceção, destacando-se com cerca de 18 reconhecimentos internacionais (incluindo bolsas de estudo, concursos, indicações, etc.) que mostraram ao resto do mundo quais são os temas de interesse e as metas para os próximos anos. Nessa seleção, destacamos a importante participação das arquitetas mexicanas Frida Escobedo e Rozana Montiel — que foram convidadas e premiadas em diversas ocasiões em alguns dos eventos mais importantes do setor —, bem como de projetos marcantes como o Centro Cultural Teopanzolco, de Isaac Broid + Productora, que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.
Com a proximidade do fim do ano e após completarmos seis anos no México, gostaríamos de agradecer novamente a todas as pessoas por tornarem 2018 o nosso melhor ano. Graças ao apoio contínuo e à proximidade com o nosso público leitor, hoje alcançamos ainda mais profissionais da arquitetura em todo o mundo para inspirar a criação de melhores ambientes urbanos para toda a sociedade.
O Colégio de Arquitetos do Estado de Michoacán é uma associação civil constituída há 54 anos que atende à cidade de Morelia, dedicada a conservar o patrimônio e debater diferentes posicionamentos em relação à nova produção arquitetônica, bem como ao fazer cidade. Com isso em mente e buscando proporcionar um espaço adequado para tais atividades, foi lançado um concurso que viabilizou um terreno destinado à sede e à construção de um novo projeto capaz de apoiar a nova produção arquitetônica.
Assim, com um júri composto pelo MDA. Pedro Núñez González, pela Arq. Isaura González Gottdiener, pelo M. em D. Salvador Reyes Ríos, pelo Arq. José Muñoz, pelo Arq. Carlos Marín e pelo M. em Arq. Jorge Humberto Flores Romero, o Concurso Nacional para o Projeto da Sede do Colégio de Arquitetos de Michoacán, A.C. ocorreu no dia 29 de novembro em sua sede atual para avaliar as 17 propostas recebidas, mantidas sob absoluto anonimato.
Como parte da série de documentários "En los ojos de México" do New York Times –na qual seis cineastas apresentam um olhar sobre seu país–, Santiago Arau e Diego Rabasa apresentam "Ciudad Herida", um relato do terremoto de 2017 na região central do México que, por meio de imagens de drone, mostra a força e a resiliência demonstradas em um momento de crise.