Cortesia de Friends of Harvey Milk Plaza & SWA Group
Matt Hickman escreve sobre o mais recente memorial inclusivo de São Francisco para o The Architect's Newspaper, projetado pelo SWA, escritório que opera dois estúdios na Bay Area (São Francisco e Sausalito), além de filiais no Texas, Sul da Califórnia, Nova York e Xangai. Selecionado pela FHMP a partir de uma lista de quatro finalistas que enviaram propostas — de um total de 17 escritórios convidados —, o SWA compartilhou seu projeto conceitual vencedor para o memorial na Harvey Milk Plaza.
Explorando a questão da escravidão na arquitetura, nos materiais de construção e na indústria da construção, Michael J. Crosbie entrevista Sharon Prince, a mulher por trás da iniciativa Design for Freedom, discutindo o relatório da organização "sobre o uso generalizado de escravidão na indústria de projeto e construção, e como profissionais da área podem responder".
https://www.archdaily.com.br/pt/1131197/a-arquitetura-e-a-mancha-da-escravidao-modernaMichael J. Crosbie
Este vídeo utiliza o personagem do arquiteto no filme Proposta Indecente — chamado David Murphy e interpretado por Woody Harrelson — para oferecer dicas de prática profissional. David Murphy se envolve em uma série de práticas de negócios arriscadas e toma repetidamente decisões que levam a falhas gritantes na gestão de seu escritório. No entanto, seu descuido mais grave — e a verdadeira “proposta indecente” — é reunir-se com um bilionário sem antes cultivá-lo como cliente. Esse erro de julgamento faz com que o empresário abastado, interpretado por Robert Redford, adquira o projeto de Murphy bem debaixo de seu nariz. Além das lições práticas para evitar essas armadilhas, o vídeo também oferece uma análise de personagem que destrincha os princípios fundamentais da arquitetura desconstrutivista e outras referências arquitetônicas do filme.
Com a inauguração da 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, 60 nações de todo o mundo apresentaram soluções singulares para a questão “Como viveremos juntos?”. Nem mesmo a pandemia ou suas repercussões impediram o processo criativo dos/as curadores/as. Pelo contrário, as adversidades foram tomadas como ponto de partida para explorar como a noção de "viver juntos" se transformou ao longo do último ano e de que maneira é possível reimaginar melhores ambientes construídos. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir com o/a arquiteto/a Wael Al Awar, um/a dos/as co-curadores/as do Pavilhão dos EAU, para debater como surgiu o material inovador do pavilhão e o que isso representa para o futuro da arquitetura.
A 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza estreou na semana passada, apresentando uma gama diversificada e inspiradora de respostas possíveis para a pergunta “Como viveremos juntos?”. Apesar dos inúmeros obstáculos impostos pela pandemia, a edição deste ano amplia o escopo e o alcance da Bienal, reafirmando seu papel como plataforma de questionamento, exploração e pensamento disruptivo na arquitetura. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir em Veneza com um dos cocuradores do Pavilhão dos EUA, o arquiteto, autor e professor da Universidade de Illinois Paul Andersen, para discutir a proposta do pavilhão e como ela reflete o tema central da Bienal.
O fogo é um fator crucial a ser considerado no projeto de edifícios. Desde os sistemas construtivos e a disposição dos ambientes até as rotas de fuga e os sistemas de combate a incêndio, o fogo é uma força poderosa que molda os espaços que habitamos. Este vídeo aborda alguns desses fatores enquanto o apresentador, Stewart Hicks, acende uma fogueira em uma cabana no norte de Michigan. Ao longo do processo de escolha das lenhas, montagem, acendimento e contemplação do fogo, ele explica como a construção de edifícios se relaciona com os princípios para se estruturar uma boa fogueira. Ele aborda as teorias de Gottfried Semper, a evolução do fogo no ambiente doméstico, os aspectos a se considerar na construção em wood frame, o Princípio de Bernoulli, os sistemas de combate a incêndio e muito mais. Puxe uma cadeira, traga os ingredientes para fazer s’mores e divirta-se com algumas curiosidades sobre o fogo.
"A explosão das refeições ao ar livre é tanto uma ferramenta de sobrevivência para os restaurantes quanto uma mudança cultural bem-vinda que pode ter vindo para ficar", afirma Jessica Ritz em seu artigo originalmente publicado na Metropolis. De fato, a autora explora as tendências de hospitalidade que surgiram durante a pandemia na Califórnia, principalmente as refeições ao ar livre, e que devem durar ou se fazer presentes por muito tempo.
Stefan Fuchs e Raphael Dillhof entrevistam Adam Nathaniel Furman para discutir o papel e a importância das fachadas na malha urbana contemporânea, "no contexto de uma gama mais ampla de questões sociais, econômicas e políticas". Parte de um estudo aprofundado que examina o papel das fachadas no século XXI, esta conversa também levanta a questão de por que os edifícios sempre incorporam os valores de quem os cria.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130675/adam-nathaniel-furman-edificios-sempre-incorporam-os-valores-de-seus-criadoresRaphael Dillhof, Stefan Fuchs
A primeira casa construída nos Estados Unidos feita inteiramente de concreto e vidro já não existe mais. Demolida em 1999, isso não impede que a visitemos virtualmente para vivenciar a experiência de estar em seu interior. Este vídeo e o link abaixo centram-se em uma única residência — a Lincoln House, projetada por Mary Otis Stevens — com o intuito de resgatá-la e explorá-la. A ferramenta Enscape é utilizada para percorrer o edifício e recriar a experiência de estar em seu interior. O vídeo apresenta uma linha do tempo para contextualizar o papel da casa na carreira de seu/sua arquiteto/a e na evolução do Brutalismo na arquitetura, uma análise da edificação e as primeiras impressões ao percorrê-la pela primeira vez. Que magia e outras lições estão latentes no projeto, ocultas até que pudéssemos finalmente vivenciá-lo?
A 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza convidou profissionais da arquitetura a refletir sobre a questão "Como viveremos juntos?", provocando uma variedade de respostas, leituras e interpretações. A Exposição Internacional, que acontece no Giardini, no Arsenale e no Forte Marghera, apresenta 112 participantes de 46 países, cujas contribuições estão organizadas em cinco escalas: Entre seres diversos, Como novas habitações, Como comunidades emergentes, Através de fronteiras e Como um único planeta. Para responder à pergunta "Como viveremos juntos como comunidade?", o escritório chileno ELEMENTAL propôs uma intervenção, e o ArchDaily se reuniu em Veneza com Alejandro Aravena para discutir a ideia por trás do projeto KOYAÜWE. A proposta cria um espaço que recupera a tradição dos "parlamentos" (diálogos e negociações históricas) como meio de abordar o histórico conflito chileno-mapuche.
Como recurso de projeto, os balanços podem existir por diversos motivos: como resultados racionais da concepção formal, feitos impressionantes de engenharia ou simplesmente como espetáculos desnecessários. De qualquer forma, frequentemente resultam em edifícios que parecem simultaneamente pesados e leves, apresentando situações de uma precariedade segura para seus/suas habitantes. O vídeo descreve o que são os balanços, bem como alguns dos princípios estruturais que regem seu projeto, como tração, compressão, momento e cisalhamento. Também analisa grandes exemplos de arquitetos/as e escritórios como MVRDV, Rem Koolhaas, Ensemble Studio e Richard Rogers. Por fim, conclui com um reconhecimento aos/às engenheiros/as estruturais e lista alguns/algumas dos/das profissionais responsáveis por alguns dos balanços mais ousados e delicados.
Este vídeo apresenta e define termos comuns da arquitetura de A a Z. Não é segredo para ninguém que a arquitetura está repleta de jargões. Isso pode ser motivo de piadas e memes, mas também gera confusão e frustração. Essa dependência de jargões é, até certo ponto, perdoável — afinal, a tarefa de traduzir princípios espaciais, geométricos e compositivos complexos em linguagem verbal é difícil. Ainda assim, isso significa que é preciso se dedicar a aprender essa linguagem para compreender plenamente a comunicação escrita e verbal sobre edifícios. Este vídeo ajuda nessa tarefa ao apresentar as definições de 26 termos arquitetônicos comuns em ordem alfabética. Entre os termos estão estética, contraforte, circulação, diagramático, enfilade, fenestração, geodésico, hierarquia, icônico, ombreira, kitsch, legibilidade, morfologia, nó, ornamento, programa, cunhal, rusticação, estereotomia, tectônica, urbanismo, yurt e zeitgeist. Com este vocabulário fundamental em mãos, você poderá acompanhar qualquer conversa sobre arquitetura.
Nossas vidas nos centros urbanos foram completamente transformadas ao longo dos últimos 16 meses. Ao olharmos para o futuro próximo e começarmos a vivenciar o retorno aos locais de trabalho e o despertar das cidades após um longo sono, não há dúvida de que a vida como a conhecíamos nunca mais será a mesma. Embora alguns mais extremistas venham se perguntando “será que ainda precisaremos de cidades?” (pergunta para a qual a resposta é um sim categórico), de que maneira as cidades mudarão se continuarmos a avançar nesta era digital de trabalho e vida que foi acelerada pela pandemia?
O sudoeste dos Estados Unidos é amplamente conhecido por seus projetos cívicos e monumentais. Essas propostas estabelecem expressões icônicas e contemporâneas que transcendem as tradições vernáculas. Localizados em diferentes regiões do Texas, Novo México e Arizona, os projetos são concebidos com uma estética moderna e novas ideias. Novas experiências espaciais e abordagens formais estão sendo exploradas por arquitetos/as locais e internacionais. Em contraste com os espaços íntimos e discretos da arquitetura residencial da região, esses edifícios se consolidam como marcos urbanos de destaque e pontos de convergência em suas respectivas cidades.
Nesta reedição, Martin C. Pedersen conversa com John Englander, autor de Moving to Higher Ground: Rising Sea Level and the Path Forward, sobre o aumento “irrefreável” do nível do mar. O artigo explora a importância de se planejar para esse desafio imediatamente. De fato, "temos algum tempo, mas não todo o tempo do mundo", afirma John Englander.
Em um artigo originalmente publicado na Metropolis, a autora Lauren Gallow destaca uma transformação urbana na Califórnia, liderada por um grupo de organizações locais e designers. O projeto "substitui um beco anteriormente perigoso por áreas de lazer, arte pública e vegetação nativa", revelando o potencial inexplorado desse espaço público frequentemente negligenciado.
A pandemia de COVID-19 representa um momento de ruptura para o nosso mundo e promete impulsionar mudanças transformadoras no design, desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas transformações — abordando também questões como as mudanças climáticas, a desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com mentes visionárias da arquitetura, do design, do planejamento urbano e do pensamento contemporâneo, propondo soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
"Os deck parks estão cada vez mais em voga nos centros urbanos do sudoeste, mas não se adequam a El Paso", escreve o/a autor/a Sito Negron. Recentemente, diversas cidades ao redor do mundo têm repensado os espaços urbanos dedicados ao transporte, introduzindo áreas públicas sobre rodovias ao mesmo tempo em que expandem a malha viária. Nesta republicação do The Architect's Newspaper, explora-se os limites dessa tendência e questiona-se sua implementação em determinados casos.
A cópia acontece o tempo todo na arquitetura. Desde estudantes que copiam as lições de exemplos consagrados, passando pela repetição de casas-modelo e pela referência direta a elementos do passado, até a própria reprodução de desenhos técnicos, o ato de copiar é uma ferramenta importante para arquitetos e arquitetas. Raramente a cópia é vista como uma atividade genuinamente negativa ou proibida, como costuma ocorrer em outras disciplinas criativas. Este vídeo detalha como e por que profissionais de arquitetura copiam, abordando precedentes pós-modernos como a Sainsbury Wing, a Vanna Venturi House e a Villa Dall'Ava, de Rem Koolhaas, além de exemplos mais recentes, como o concurso para a Eyebeam e o processo judicial envolvendo David Childs. Todos esses casos servem para destacar o amplo espectro das cópias na arquitetura, que vão desde as criativas e inteligentes até as preguiçosas e mal-intencionadas.
Prêmio de Honra em Design Urbano ASLA 2020. Yongqing Fang Alleyways: Uma Transformação Urbana. Guangzhou, China. Lah D+H Landscape and Urban Design. Imagem cortesia de The Dirt
Pessoas que vivem em cidades densas estão entre as menos felizes. Seus índices de depressão são 40% mais altos do que os de outras populações, e as taxas de ansiedade são 20% superiores. Por quê? Isso ocorre porque o ambiente construído está diretamente ligado à felicidade e ao bem-estar, e, com muita frequência, os ambientes urbanos falham em proporcionar tranquilidade às pessoas.
Chicago já abrigou uma enorme passarela elevada conhecida como “pedestrian highway”. Ela conectava edifícios no Campus Leste da Universidade de Illinois em Chicago, criando uma rede multinível de atividade humana. A estrutura foi projetada pelo arquiteto Walter Netsch, também responsável pelo campus da Academia da Força Aérea e sua famosa capela em Colorado Springs. A passarela era gigantesca e monumental, tendo servido inclusive de cenário para o filme de terror Candyman, do início dos anos 1990. Com o tempo, no entanto, ela se deteriorou, levando à decisão de demolir essa peça icônica da infraestrutura urbana.
Na reedição desta semana da Metropolis, o autor AvinashRajagopal "lança um olhar amplo sobre o design americano, investigando a prática da arquitetura, o ressurgimento do fazer artesanal, as formas construtivas quintessenciais e a infraestrutura em decadência". Ao propor questionamentos como "quais valores prezamos? Que danos causamos e quem se beneficia do trabalho que realizamos?", profissionais de arquitetura e design em todos os Estados Unidos exploram as consequências contextuais dos desafios globais.
A fabricante de tecnologia 2N está diversificando sua gama de produtos ao oferecer especificações A&E, tecnologia BIM e outras estratégias para arquitetos/as e designers.
Sediada em Praga, a 2N atua no desenvolvimento e fabricação de produtos na área de intercomunicadores IP e sistemas de controle de acesso. De acordo com um relatório da IHS de 2016, a 2N é a maior fabricante global de intercomunicadores IP, além de uma importante inovadora no campo de sistemas de acesso IP, áudio IP e comunicadores IP para elevadores. A empresa foi fundada em 1991 na República Tcheca, onde sua sede permanece até hoje.
O Studio-MLA está aplicando as lições aprendidas com o projeto de design do Rio Los Angeles, mostrado aqui, no plano diretor do River-Side Gateway. Imagem cortesia de Studio-MLA
Após uma longa busca, a cidade californiana de Riverside e seu Departamento de Parques, Recreação e Serviços Comunitários selecionaram o Studio-MLA como o escritório responsável pelo projeto do River-Side Gateway Project Suite, uma sequência de nove áreas ao longo de um trecho de 11 quilômetros (sete milhas) do Rio Santa Ana. Financiado pela California Coastal Conservancy, o comitê de seleção buscava uma equipe de projeto capaz de revitalizar, da melhor forma possível, os espaços abertos e trilhas ao longo da margem norte de Riverside, a maior cidade da região de Inland Empire, na Califórnia, com uma população de mais de 300 mil habitantes.