Como parte da conferência online Build for Life, da Velux, o ArchDaily sediará as Sessões Daylight in Architecture. Hoje, Li Hu, Sun Yimin, Song Yehao, Ye Qing e Joerg Lonkwitz discutirão como potencializar as edificações para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
Artigos
Conferência Online Build for Life da Velux: Luz Natural na Arquitetura - Ásia
A simples ideia arquitetônica que dominou Chicago

Em Chicago, torres pretas ou prateadas projetadas por Mies van der Rohe espalham-se pela cidade de norte a sul. Todas surgiram em um período de tempo relativamente curto e constituem — em conjunto com algumas homenagens fiéis — o que se chama de Segunda Escola de Arquitetura de Chicago. Essa cronologia faz parecer que as estratégias de Mies surgiram do nada e que nasceram já totalmente desenvolvidas. Este vídeo analisa como essas estratégias de torres evoluíram de projetos menores para outros de maior escala, dedicando atenção especial ao seu corte. Enquanto as plantas livres prometem fluidez máxima, em corte, os edifícios de Mies apresentam uma ideia inteiramente diferente. Nesse sentido, a diferença e a discrição dominam, e a simetria impera. Tudo isso a serviço de desenvolver uma conexão íntima entre o/a ocupante e o horizonte distante.
Vencedores do Troféu Internacional de Gesso da Saint-Gobain 2021

Atualmente, os sistemas de drywall e gesso estão presentes em quase todas as obras de arquitetura. Esses sistemas permitem revestir edificações com produtos que combinam, entre outros atributos, facilidade de construção, segurança contra incêndios e possibilidade de reciclagem, tanto em estruturas históricas quanto em construções completamente novas. Desde 1998, a Saint-Gobain — uma das maiores distribuidoras desse tipo de sistema — premia os projetos que melhor os aplicam em suas soluções, dividindo-os em 6 categorias (Forros, Gesso, Placas de Gesso, Inovação e Sustentabilidade, Residencial e Não Residencial). Os projetos apresentados visam demonstrar como os/as arquitetos/as conseguiram unir engenhosamente os produtos da empresa a soluções inovadoras para superar os desafios impostos pelas obras ou seus contextos.
Em sua 12ª edição, o prêmio contou com participantes de 30 países diferentes, que apresentaram 74 projetos. Conheça os 14 premiados a seguir:
Uma casa flutuante no Canadá e uma residência privada no Egito: 8 casas não construídas enviadas ao ArchDaily

Embora a diversidade projetual das residências unifamiliares frequentemente dependa de como cada projeto responde à topografia, ao contexto e à disponibilidade de materiais, o fator mais significativo na arquitetura residencial são os/as usuários/as e o que demandam em termos de necessidades e preferências espaciais. Essa abordagem centrada no/a usuário/a é praticada há muito tempo; Mies van der Rohe explicou certa vez que "o/a arquiteto/a deve conhecer as pessoas que viverão na casa projetada. De suas necessidades, o resto decorre inevitavelmente".
A seleção desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos destaca residências unifamiliares enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma casa unifamiliar imersa nas florestas da Rússia a uma reinvenção da tradicional tipologia de pátio colombiana, esta seleção de projetos não construídos demonstra como arquitetos/as projetam espaços privados que aliam natureza, funcionalidade, privacidade e localidade. O artigo também inclui projetos do Kosovo, Espanha, Estados Unidos e Sérvia.
O retorno da banheira: tipologias tradicionais no design de banheiros contemporâneos

Embora constituam um espaço essencial e integrante da arquitetura residencial, a ampla variedade de possibilidades projetuais para os banheiros frequentemente acabou negligenciada em prol da praticidade. Historicamente concebido sob a premissa da privacidade, o banheiro contemporâneo vem sendo reimaginado para proporcionar uma maior sensação de abertura e conforto — e encontrar um equilíbrio delicado entre privacidade e exposição é algo facilitado por objetos de design como a banheira.
Como Kwon von Glinow projetou seu próprio espaço de morar e trabalhar

Winston Churchill disse certa vez: "Nós moldamos nossos edifícios; depois, eles nos moldam." Essa frase parece ter sido escrita especificamente para o escritório de arquitetura Kwong von Glinow. Alison von Glinow e Lap Chi Kwong são casados e sócios no escritório. Nos últimos anos, eles projetaram e construíram seu próprio espaço de moradia e trabalho em Edgewater, um bairro na zona norte de Chicago. Uma maquete da residência ocupou a sala de jantar do casal por meses enquanto concebiam o projeto, recebendo alterações diárias até que a obra fosse concluída e eles pudessem se mudar. Eles moldaram o projeto; agora, o projeto os molda. Neste vídeo, o escritório Kwong von Glinow nos conduz por este edifício — batizado de Ardmore House — e explica como o projetaram, como é viver nele e de que maneira a experiência tem influenciado seu trabalho desde então.
Architects, not Architecture: Toyo Ito

No dia 17 de novembro de 2021, como parte da segunda temporada do Virtual World Tour, a iniciativa Architects, not Architecture teve a honra de receber como convidado o vencedor do Prêmio Pritzker de 2013, Toyo Ito.
Embora suas obras sejam amplamente conhecidas, o quanto sabemos sobre sua biografia e sobre as vicissitudes que o moldaram?
Tim Fendley explica por que as ferramentas analógicas de wayfinding importam em um mundo digital

Se você já caminhou pelo centro de Londres, certamente já viu aqueles painéis amarelos e azul-escuros com mapas, atrações locais e tempos de caminhada espalhados pelas ruas e perto de pontos de ônibus e estações de metrô. Reconhecido por redefinir o wayfinding urbano, o Legible London, como o sistema é chamado, é hoje considerado a principal referência para tornar as cidades acessíveis e legíveis tanto para moradores/as quanto para pessoas em deslocamento diário e visitantes. Recentemente, Seattle lançou sua própria versão do sistema londrino, e Madri fará o mesmo no próximo ano. Giovanna Dunmall conversa com Tim Fendley, fundador e CEO da Applied, o escritório de design de experiência espacial por trás de todos esses projetos, sobre os motivos pelas quais o analógico ainda se mostra tão superior ao digital e o que define um bom sistema de orientação espacial.
O viés oculto da preservação arquitetônica

Como decidimos quais edifícios valem a pena ser preservados e quais não, considerando a relevância de seu projeto arquitetônico? Este vídeo conta a história do Portland Building, de Michael Graves, uma obra com uma história tumultuada que acabou sendo salva da demolição quando a cidade arrecadou quase US$ 200 milhões para reformar a estrutura envelhecida. Esse processo foi impulsionado, em parte, pela inclusão do edifício na lista de Lugares Históricos Nacionais (National Historic Places). No entanto, essa é apenas parte da história. O que significa ser considerado um Lugar Histórico ou um Marco devido ao seu projeto arquitetônico? Será que essa distinção de fato ajuda a salvá-lo de uma demolição precoce? As respostas a essas perguntas podem surpreender.
B&B Italia mobília a Villa 17 no Amanyangyun para apresentar a nova coleção de 2021 ao mercado asiático

Ao trazer os mais recentes lançamentos de mobiliário contemporâneo da Semana de Design de Milão diretamente para Xangai, a B&B Italia assina a curadoria dos ambientes da Villa 17, no Amanyangyun — um impressionante exemplar da arquitetura histórica chinesa.
Tendências de design em banheiros: equipamentos sanitários excepcionais

Atualmente, o design de banheiros e louças presencia um distanciamento claro do minimalismo contido e dos tons pastéis desbotados que marcaram a virada do milênio. Cada vez mais, esses espaços incorporam cores ousadas ou texturas e padrões marcantes — elementos presentes tanto nas cerâmicas quanto nos metais e acessórios —, proporcionando uma experiência multissensorial mais rica e complexa.
Acompanhando um/a arquiteto/a de Chicago por um dia

Este vídeo acompanha um dia de trabalho de Hiba Bhatty, arquiteta na Valerio Dewalt Train em Chicago. As atividades diárias de um/a arquiteto/a podem, por vezes, parecer misteriosas. Isso se deve, provavelmente, ao fato de que nenhum dia é realmente “típico”. O desenvolvimento de projetos passa por diversas etapas, cada uma com responsabilidades bastante distintas.
9 livros que valem a pena incluir na sua lista de leitura de inverno

Na reimpressão desta semana, a equipe editorial da Metropolis selecionou uma variedade de livros de arquitetura e design recém-lançados ou que estão por vir, reunindo uma lista de leitura instigante para a temporada. Os títulos a seguir vão de monografias e investigações teóricas a obras de referência essenciais, de autoria de nomes como Michael Sorkin, Robert A.M. Stern ou Paul Dobraszczyk.
As melhores fotos de 2021 no Instagram do ArchDaily

Mais um ano chega ao fim e, com ele, trazemos mais uma retrospectiva que explora os acontecimentos mais marcantes dos últimos doze meses. Neste artigo, reunimos as fotos que receberam mais interações (curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos) no Instagram do ArchDaily.
Como arquitetos/as podem gerenciar melhor seus e-mails?
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Quantas vezes você já ouviu a antiga afirmação de que o “e-mail está morto”? Certamente mais de uma vez. Para a surpresa de muitos/as, e apesar do surgimento de novas ferramentas de mensagens como o Slack e o Microsoft Teams durante a pandemia, o e-mail continua sendo, de longe, a ferramenta de comunicação mais utilizada em muitas empresas. Todos os dias, mais de 300 bilhões de e-mails são enviados e recebidos globalmente, e colaboradores/as passam em média 5 horas verificando suas correspondências online. Espera-se que essa tendência apenas aumente nos próximos anos, especialmente em setores baseados em projetos e clientes – como arquitetura, engenharia e construção – que dependem fortemente desse meio de comunicação.
No entanto, seu uso consolidado nem sempre é sinônimo de eficiência, particularmente em empresas que não estabelecem os processos internos necessários para arquivar e-mails em um espaço centralizado. Diante da ameaça silenciosa de uma gestão de e-mails ineficaz, muitos escritórios de arquitetura e outras empresas enfrentam riscos desnecessários, perda de tempo e produtividade, além de maior estresse entre seus/suas profissionais.
Trabalho em Xangai | DUTS Design contrata Arquiteto/a de Projeto / Designer de Interiores (Líder de Criação) / Designer Visual Multimídia / Estagiário/a (recrutamento contínuo)
O Biodomo de Montreal: de Velódromo Olímpico a um Espaço para a Vida

A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.
A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.
O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?
6 escolas que definiram seus próprios estilos arquitetônicos

O ensino de arquitetura sempre foi fundamentalmente influenciado pelos estilos populares de cada época, mas essa relação também flui na direção oposta. Afinal, todos os estilos precisam surgir em algum lugar, e escolas revolucionárias ao longo dos séculos funcionaram como influenciadoras e geradoras de seus próprios movimentos arquitetônicos. Essas escolas, progressistas em seus tempos, costumam ser fundadas por mentes experimentais descontentes, em busca de algo que não era oferecido anteriormente nem na produção nem no ensino da arquitetura. Em vez disso, trilham seu próprio caminho e levam seus estudantes consigo. À medida que esses/as estudantes se formam e seguem para a prática profissional ou se tornam docentes, a influência da escola se propaga e um novo movimento nasce.
Descobrindo refúgios remotos: 20 projetos que revelam o apelo de hospedagens em meio à natureza

Atualmente, a população vive em cidades grandes, vibrantes e, por vezes, caóticas. Por isso, ao escolher um lugar para descansar das responsabilidades e da rotina diária, as opções mais procuradas envolvem a fuga para cenários naturais, como florestas remotas, selvas tropicais ou praias intocadas. Para quem busca se desconectar completamente da vida urbana sem deixar de manter uma forte conexão com a natureza, hotéis de pequena escala, cabanas e refúgios são excelentes opções. Seja uma casa de veraneio privada ou um hotel de cabanas, essas acomodações são projetadas para fazer de seu entorno natural o seu maior atrativo, permitindo que as edificações se integrem perfeitamente à paisagem.
Guia da seção "Olhos da Cidade" da UABB 2019

No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAPE), anunciando o início oficial do evento deste ano.
Com o tema “Interação Urbana” (Urban Interactions), esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o membro da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto de Turim-Sul da China (Universidade de Tecnologia de Turim e Universidade de Tecnologia do Sul da China) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen — abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove subexposições espalhadas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com o espaço principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.
A mostra divide-se em duas seções: “Olhos da Cidade” (Eyes of the City) e “Ascensão Urbana” (Ascending City), investigando por diferentes prismas a evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abriga mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e profissionais renomados internacional e nacionalmente, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang, Dominique Perrault, Philip F. Yuan, Liu Cixin, os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros arquitetos/as, artistas e instituições.
Dando nova vida a uma evocativa mina de sal: uma jornada paisagística com o Snøhetta na YACademy

Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.
Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.

Vozes do ArchDaily: Christele Harrouk

A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.
Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais.
Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China

O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.
Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.
Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.










