Paola Jirón é a presidente nomeada do novo Conselho Nacional de Desenvolvimento Territorial do Chile (CNDT), uma nova entidade que funde o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNDU) e o Rural (CNDR), assumindo o desafio de promover um planejamento que leve em consideração as características específicas de cada região, além de facilitar diálogos para elaborar soluções que abordem problemas territoriais, como o aumento da população em acampamentos, o desenvolvimento urbano em áreas de risco de desastres e a crescente subdivisão de terras rurais.
No campo da arquitetura de mídia e seu papel no apoio às lutas por justiça social, a recente Media Architecture Biennale 2023 (MAB23) em Toronto, no Canadá, lançou luz sobre um aspecto fascinante: a rápida e ampla propagação da iluminação de solidariedade em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. As iluminações sincronizadas, repletas de ativismo e projetos de arte globais, tornaram-se um poderoso símbolo de apoio mundial à Ucrânia em seu momento de crise. Duas enfáticas lideranças políticas femininas na Europa deram início à mensagem luminosa de solidariedade. Surpreendentemente, a iluminação com as cores azul e amarela da bandeira ucraniana em edifícios emblemáticos ao redor do mundo definiu uma imagem de solidariedade na imprensa de forma ainda mais rápida do que as grandes multidões em protestos pacifistas no fim de semana seguinte ao início da guerra.
Quando um/a arquiteto/a se dedica de corpo e alma a um projeto, a última coisa com que deseja lidar é um/a cliente insatisfeito/a e, consequentemente, um possível litígio.
A mitigação de riscos continua sendo uma preocupação prioritária para arquitetos/as, independentemente de como o setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operações (AECO) evolua. Novas e crescentes exigências para que os escritórios redobrem seus esforços na identificação de riscos potenciais e garantam o arquivamento da documentação adequada para evitar atribuição de culpa têm um limite de eficácia.
Boas-vindas a West Hollywood e ao episódio 9 de Opening Up. Denis Devin Donner, do escritório Rudin Donner Design, sediado em Los Angeles, nos apresenta este projeto pelo qual é apaixonado. A transformação começou com uma mansão que carecia de uma entrada definida e culminou em um portão que emoldura uma bela vista.
O papel e a relação do mobiliário na arquitetura e no design de interiores são de extrema relevância. Profissionais de design como Eileen Gray, Alvar Aalto, Mies Van der Rohe e Verner Panton conceberam móveis —principalmente banquetas e cadeiras— que resistem ao tempo como elementos potentes e atemporais, exercendo um impacto determinante na atmosfera dos interiores. Desse modo, a relação entre o mobiliário e o espaço torna-se um diálogo constante no qual design, estética e materialidade aportam suas próprias dimensões.
Atualmente, o mobiliário não deve se limitar a desempenhar apenas um papel estético e funcional, mas também deve ter um propósito no contexto do design contemporâneo e do desenvolvimento sustentável. É fundamental refletir e questionar os processos e as escolhas de materiais na fabricação desses elementos, além do valor que agregam aos espaços internos. Diante desse cenário, a HEWI deu um passo à frente ao criar a família Re-seat, composta por banquetas e cadeiras feitas de materiais reciclados pós-industriais (PIR), provenientes em parte dos processos da própria empresa e de um fornecedor regional, ambos baseados em Bad Arolsen, na Alemanha. A linha também apresenta soluções integradas pautadas pelo design universal, posicionando-se a favor da inovação e do ecodesign.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138166/reaproveitamento-de-materiais-do-reciclado-pos-industrial-ao-mobiliario-acessivelEnrique Tovar
Ao projetar e construir um refúgio paradisíaco em uma ilha, existem certas comodidades essenciais esperadas até mesmo por visitantes que buscam uma experiência mais essencial para encontrar paz e conforto em um ambiente inacessível — como alimentação, abrigo, água potável e um meio de contato com o continente. No entanto, viabilizar isso exige um equilíbrio delicado: tornar habitáveis e acolhedores esses locais que estão entre os menos visitados da Terra, sem destruir sua integridade ou serenidade no processo.
HSG Learning Center / Foto de Roland Halbe. Imagem cortesia de Holcim
A necessidade de reduzir a pegada de carbono da indústria da construção e sua dependência de recursos naturais virgens é o desafio mais urgente enfrentado pelo setor. Portanto, é de extrema importância fomentar inovações que possam aprimorar os materiais de construção existentes e torná-los ecológicos, de modo a enfrentar com sucesso sua significativa pegada de carbono e fechar o ciclo dos materiais.
O concreto, por exemplo, é utilizado desde a época dos antigos romanos, tendo se mostrado um material de construção durável, resistente, acessível e versátil. Hoje, é o recurso manufaturado mais utilizado no mundo. Contudo, seus métodos de produção geram preocupações ambientais: em primeiro lugar, devido ao alto consumo de recursos naturais como areia e cascalho; e, em segundo lugar —e ainda mais importante— por conta das emissões de CO₂ associadas à produção de seu ingrediente principal: o cimento.
A melancolia de uma típica "copa" de escritório — e por copa entende-se uma chaleira velha, duas colheres enferrujadas (ambas sumidas) e três cadeiras bambas em torno de uma mesa para uma única pessoa — pode ser a causa de grande descontentamento entre as equipes. No entanto, quando as alternativas se resumem a caminhar em meio à poluição da cidade ou se curvar sobre a mesa com uma marmita, derrubando migalhas no teclado, não resta muita escolha.
No ambiente de trabalho pós-pandemia, contudo, em que o bem-estar dos/as colaboradores/as exige atenção e as próprias empresas buscam maneiras de tornar seus escritórios mais atraentes em um modelo híbrido, o antigo formato do refeitório corporativo pode estar prestes a voltar ao cardápio. Apresentamos a seguir uma seleção de projetos que provam que essa fórmula funciona, e de que maneira.
Para o subcontinente indiano, meados do século XX marcaram um período de transformação, repleto de turbulências e esperança. Ao se libertarem de um século de domínio britânico, a Índia e os recém-formados Paquistão e Bangladesh apegaram-se a uma visão otimista de uma sociedade transformada. A recente independência abriu caminho para que o movimento modernista internacional projetasse uma nova identidade para as nações. Na vanguarda desse movimento em Bangladesh estava o arquiteto Muzharul Islam, cujo trabalho continua a influenciar a arquitetura contemporânea do país.
Trabalhar sob as restrições de uma pegada de carbono limitada pode ser uma das partes mais difíceis — mas também mais gratificantes — do papel do/a arquiteto/a contemporâneo/a. Seja para atender ao relatório de sustentabilidade de uma grande corporação multinacional, obter a certificação LEED ou equivalente para uma incorporadora comercial, ou construir uma casa ecológica para um/a cliente particular consciente do clima — ou mesmo alguém que apenas deseja gastar menos com energia —, é fundamental manter-se atualizado/a com as mais recentes práticas e materiais de construção de baixo carbono e neutros em carbono.
Seja analisando a fase estrutural inicial de um projeto, seus acabamentos de alto padrão ou pensando de forma mais holística em todo o seu ciclo de vida, há grandes avanços a serem conquistados com substitutos e alternativas sustentáveis aos materiais e técnicas tradicionais.
O podcast "Lápiz femenino en el aula de arquitectura" foi criado por Layla Jorquera Sepúlveda, arquiteta pela Universidade do Chile, para dar visibilidade a mulheres de diferentes instituições ligadas à arquitetura que tenham cursado a disciplina de Ateliê ou Projeto Arquitetônico com a maior carga horária.
Um bom projeto de arquitetura pode abranger uma infinidade de aspectos, mas geralmente é compreendido como edifícios ou construções planejados, projetados e concebidos para serem funcionais, estéticos e duráveis. Trata-se, muitas vezes, de propostas atemporais, pensadas para o bem-estar das pessoas que as habitarão, demonstrando uma abordagem multidisciplinar do design de espaço e de interação. Esse é o espírito do A’ Design Award e de sua supercategoria “Good Architectural Design”, que busca premiar o melhor da arquitetura e do design em todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138682/a-good-architectural-design-20-vencedores-exemplares-do-ciclo-2022-2023Daniela Porto
O pavilhão vencedor do YAF_CONSTRUCTO 03 foi o projeto "Habitar a sombra", projetado por Ken Qiu Sun, Cristóbal Riffo Giampaoli e Sebastián Simonetti Grez. A obra está implantada em Antofagasta e se fundamenta no deserto do Atacama, na relevância de seu entorno e em diversos acontecimentos ocorridos na região.
Atualmente, o termo “utopia” é usado para descrever uma ideia que parece inalcançável — ao menos no contexto contemporâneo —, intrinsecamente relacionada a conceitos filosóficos, científicos, urbanísticos e arquitetônicos, entre outros. A estreita ligação entre as utopias e a arquitetura é evidente, já que essa disciplina é frequentemente associada à imaginação. Alguns exemplos notáveis incluem “The Unreliable Utopia of Auroville's Architecture” e “The City in Space: A Utopia”, de Ricardo Bofill. Nesse contexto, arquitetos/as e designers utilizam o design como um meio para desenvolver ideias inovadoras e disruptivas através de diversos elementos.
Embora considerada um conceito idealizado e inexistente, alguns/as designers têm se aventurado a explorar a noção de utopia. A AXOR, em colaboração com o estúdio de design Masquespacio, sediado em Valência, abriu um novo capítulo ao conceber e materializar um novo conceito de banheiro para uma suíte de hotel singular que encarna sua visão de luxo pessoal. Intitulada “Utopian Dream”, esta proposta de design mescla cores vibrantes com detalhes inesperados, uma combinação que a dupla define como uma experiência mística acima das nuvens.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138618/equilibrando-o-design-neoclassico-e-futurista-o-conceito-utopico-de-banheiro-dos-sonhosEnrique Tovar
Para uma arquitetura cheia de luz: fachadas de vidro de grandes dimensões permitem que a luz do dia desempenhe um papel fundamental em todos os ambientes, ao mesmo tempo em que proporcionam vistas desimpedidas. Imagem cortesia de Solarlux
Espaços residenciais emoldurados exclusivamente por vidro, seja na cidade ou no campo, são um antigo sonho da arquitetura, do qual diversos marcos históricos já são testemunhas. A começar por Ludwig Mies van der Rohe, que diluiu as fronteiras entre o interior e o exterior com construções modernas em aço e fachadas envidraçadas de grande escala que encenam o espaço absoluto. Quem caminha pela Neue Nationalgalerie, em Berlim, percebe a leveza e a generosidade transparente dessa proposta em toda a sua plenitude.
Essa atmosfera luminosa e positiva hoje também se manifesta em apartamentos, escritórios, restaurantes e hotéis — indo muito além de espaços museológicos ou ícones da arquitetura. Por essa razão, não surpreende que as fachadas envidraçadas tenham se consolidado como um poderoso recurso estilístico da arquitetura contemporânea. Afinal, a luz natural proporciona muito mais do que a simples sensação de bem-estar; ela é vital para o organismo humano e para a nossa relação com o entorno.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem uma das maneiras pelas quais iniciam projetos com novos/as clientes por meio de seu Project Starter Service. Iniciar um projeto pode ser intimidante para quem não tem familiaridade com o setor de arquitetura, design e construção. A fase inicial de integração — antes da assinatura do contrato — também apresenta desafios para arquitetos/as e outros/as profissionais. Neste episódio, a dupla discute uma forma de garantir um início mais fluido para todas as partes envolvidas, estabelecendo uma base sólida para o desenvolvimento do projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138371/the-second-studio-podcast-superando-os-desafios-de-novos-projetosThe Second Studio Podcast
Como editores/as e curadores/as do maior site de arquitetura do mundo, nossa equipe ocupa uma posição privilegiada que nos permite vivenciar em primeira mão um volume imenso de insights sobre arquitetura de todo o mundo, nos capacitando a vislumbrar como será o futuro de nossas cidades.
Com a missão de difundir as melhores informações para nossos/as leitores/as, assumimos a responsabilidade de ficar atentos/as a acertos e inovações que, no futuro, possam se tornar referências e ferramentas para melhores ambientes urbanos e de convívio.
Parte do nosso trabalho consiste em identificar padrões recorrentes e específicos de cada contexto que formam o que chamamos de tendências, as quais apresentamos regularmente em nosso site sob diversos formatos.
A seguir, apresentamos alguns caminhos para navegar pelas Tendências no ArchDaily.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138688/newsletter-dos-apoiadores-edicao-number-4ArchDaily Team
O layout dos espaços internos tem passado por uma evolução constante desde o primeiríssimo projeto residencial. Por muitos anos, a funcionalidade ditou sua organização; logo depois, contudo, mudanças culturais, sociais e econômicas influenciaram a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida, dando origem ao conceito amplo e versátil da planta integrada. Muito já se escreveu — e criticou — sobre a planta integrada: quem a introduziu, como se desenvolveu, seus benefícios e/ou a falta deles. Nas últimas décadas, as plantas integradas estiveram talvez entre os conceitos de design de interiores mais solicitados, mas, hoje, profissionais de arquitetura parecem inclinar-se para o oposto.
Reduzir a nossa temperatura corporal e o metabolismo para preservar alimentos e energia durante uma onda de frio não é (ainda) uma habilidade que a humanidade tenha aprendido. A hibernação humana, no entanto, ainda é uma reação muito real e natural à vida em climas sazonais. Com o início dos meses de inverno, começamos a cochilar mais, desejar alimentos mais ricos em gordura, ansiar pela companhia de outras pessoas e, acima de tudo, preparar ninhos acolhedores para nos aconchegarmos. Para desfrutar ativamente dos períodos frios, úmidos e escuros do ano, em vez de apenas esperar pelo retorno do sol, apresentamos a seguir algumas maneiras práticas de garantir que nossos lares permaneçam aconchegantes.
No universo em constante evolução da visualização arquitetônica, o Chaos Vantage desponta como uma ferramenta valiosa para profissionais de arquitetura, design e criação que buscam uma perspectiva nova e fotorrealista de seus projetos de V-Ray em tempo real. Diante disso, por que se deve considerar explorar o Chaos Vantage, além das ferramentas já existentes? Este artigo analisa suas vantagens, com foco especial no fotorrealismo e na renderização ultrarrápida em tempo real.
Cada estilo arquitetônico está intrinsecamente relacionado a um contexto, período ou lugar específico. Um exemplo ilustrativo é o território dos Estados Unidos, fortemente influenciado pelo período da colonização britânica nas Américas (séculos XVII e XVIII). Nesse cenário, surgiram habitações que adotaram uma linguagem arquitetônica singular. Além disso, as grandes distâncias entre as principais cidades em diversas regiões do país impactaram significativamente a configuração da arquitetura residencial, resultando na incorporação de celeiros e outras estruturas que desempenhavam funções variadas para além da moradia. Esse estilo caracteriza-se por sua planta retangular, volumes de dois pavimentos, telhados de duas águas e revestimento de madeira na fachada — elementos que constituem parte integrante da expressão vernácula das casas daquela época.
Os telhados de duas águas, especificamente, constituem o recurso mais associado à estética tradicional das habitações construídas entre os séculos XVII e XIX, bem como de suas sucessoras. Um exemplo contemporâneo é a Beachside House, projeto documentado na Swisspearl Architecture Magazine. Implantada na costa de Long Island Sound — canal que separa o estado de Connecticut de Long Island, em Nova York —, a residência é composta por quatro volumes com telhados de duas águas revestidos por painéis de fibrocimento em tons claros, configurando uma abstração da arquitetura vernácula da Nova Inglaterra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138232/casa-a-beira-mar-um-estudo-de-caso-de-arquitetura-de-inspiracao-vernacular-utilizando-materiais-modernosEnrique Tovar
Designer e chefe de produtos do BIG, Jakob Lange, interagindo com um dos designs de sofá da nova coleção Nawabari. Imagem cortesia de BoConcept
A nova coleção de mobiliário Nawabari é a manifestação de uma visão compartilhada. No início da colaboração criativa entre a marca de design de mobiliário BoConcept e o escritório de arquitetura BIG, ambas as partes se reuniram para compartilhar suas percepções sobre as necessidades dos consumidores atuais e sobre como criar espaços sociais e de convivência ideais.
O sistema de assentos Dylan e a família de assentos Raphael da Minotti possuem identidades distintas, mas se harmonizam elegantemente em uma variedade de espaços diferentes, sejam áreas residenciais ou de hospitalidade. Imagem cortesia de Minotti
O mobiliário estofado está no cerne de qualquer espaço de convivência, proporcionando conforto tanto físico quanto visual. Ele constitui a base para que um ambiente interno cresça e evolua, definindo o tom para um panorama mais amplo em 360 graus. Para criar uma base de fato dinâmica, geralmente são necessários diferentes sofás ou poltronas; no entanto, combiná-los para alcançar a harmonia desejada entre cor, textura, forma e função pode ser um desafio sem experimentá-los lado a lado no espaço.