Embora publicado originalmente em 2019,este ensaio de Randy Nishimura, levemente atualizado, serve como uma espécie de réplica ao recente artigo de Duo Dickinson no Common Edge, “A Pandemia Arquitetônica do Edifício ‘Stick Frame sobre Base’”. Dickinson compara esse tipo de edificação a uma praga; Nishimura oferece uma perspectiva contrária.
Uma onda recente de artigos lamentando a proliferação de edifícios de apartamentos 5-over-1 me chamou a atenção. Veículos como Bloomberg, Common Edge, Crosscut e Curbed comentaram sobre essa tipologia construtiva, tendo como fio condutor a crítica à sua ubiquidade, uniformidade e construção de baixo custo. Algumas das críticas apontam, com razão, para a convergência de múltiplos fatores — códigos de obras em constante evolução, escassez de terrenos edificáveis, custos crescentes de construção e uma falta aguda de moradia acessível — que deram origem a inúmeros exemplos desse modelo em todo o país. A mesma dinâmica está em jogo aqui em minha cidade natal, Eugene, no Oregon, de modo que, naturalmente, temos nossa parcela de empreendimentos 5-over-1.
Jardim de infância “St. Severin”, Garching. Imagem cortesia de LAMILUX
O ambiente em que vivemos influencia a forma como nos sentimos — algo que todos nós já vivenciamos. Para estudantes, é mais fácil estudar em um local iluminado; artistas buscam atmosferas inspiradoras; e o nosso humor pode melhorar com a paleta de cores certa. Esses aspectos também são fundamentais para creches, jardins de infância e escolas, já que um design voltado para as crianças pode estimular a curiosidade e a imaginação de forma lúdica. O design de um espaço apoia o aprendizado e a criatividade infantil. Sistemas de iluminação natural, por exemplo, inundam os ambientes de luz, fazendo com que pareçam mais amplos e acolhedores.
Projeto Bohem por Team Group. Imagem cortesia de Team Group
A seleção desta semana dos Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca projetos residenciais privados enviados pela comunidade do ArchDaily. De um bairro residencial composto por oito vilas urbanas a refúgios privados nos subúrbios de Hyderabad, na Índia, esta seleção de projetos não construídos demonstra como profissionais de arquitetura projetam espaços privados que combinam localidade e funcionalidade em estruturas que atendem ao estilo de vida e ao comportamento dos moradores. O artigo também inclui projetos do Irã, Estados Unidos, Tailândia e Grécia.
O reposicionamento de escritórios é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas globais hoje. Isso vale tanto para escritórios de arquitetura quanto para os clientes atendidos por suas soluções de projeto. Nos últimos 18 meses, ocorreram transformações profundas no setor de AEC e, sem dúvida, na maioria das indústrias — muitas das quais influenciaram e moldaram as decisões de negócios tomadas durante a pandemia. Pode-se dizer que a pandemia apenas acelerou as transformações que já começavam a se delinear. A maior e mais notável delas ocorreu na área de comunicação e conectividade. Manter-se conectado e fornecer aos colaboradores as ferramentas e plataformas necessárias para colaborar, inovar e manter a produtividade tornou-se prioridade máxima para todas as empresas.
Garantir que a equipe de construção de um projeto trabalhe com as informações mais atualizadas é fundamental para o seu sucesso; no entanto, essa não é uma tarefa simples. Os fluxos de trabalho de gestão de documentos costumam ser desconectados ou fragmentados devido a processos administrativos manuais e sistemas incompatíveis. Como consequência, uma gestão de documentos ineficiente pode acarretar atrasos no cronograma, problemas de qualidade, retrabalhos dispendiosos, estouros de orçamento e litígios.
Antes da pandemia, havia um esforço conjunto de líderes mundiais para conter os efeitos do aquecimento global, com nações de todo o planeta buscando se unir em torno desse objetivo. O foco estava voltado para políticas e planos de ação que reduzissem as emissões de gases de efeito estufa até 2030, por meio da rápida introdução de novas tecnologias de eficiência energética e técnicas inovadoras de remoção de dióxido de carbono, visando atingir a meta de neutralidade de carbono do Acordo de Paris e limitar o aquecimento global a 1,5 °C.
Tragédia, protesto, insurreição e turbulência política despertaram uma nova consciência sobre a injustiça racial e a instabilidade democrática. Essas questões criam novos desafios para usuários/as e profissionais de design de espaços públicos nos Estados Unidos. Espasmos culturais resultaram em espaços públicos contestados — cenários de assassinatos, protestos em ruas e parques e cemitérios esquecidos. Esses espaços demandam uma nova forma de justiça ambiental.
As renderizações de arquitetura são uma excelente ferramenta para apresentar projetos. Elas dão uma ideia de como o ambiente construído se parecerá depois de pronto. Hoje, porém, graças aos softwares de renderização em tempo real, você pode ir muito além de simplesmente exibir belas imagens.
Destacamos cinco maneiras de otimizar seu fluxo de trabalho de projeto utilizando a renderização em tempo real.
Enquanto o mundo adentra o terceiro ano de uma pandemia global sem sinais de trégua, uma nova corrida espacial se desenha sobre nossas cabeças. O acesso está aberto a todos, e os bilhetes são literais. Jonathan Hilburg, do The Architect's Newspaper, explora como os homens mais ricos do mundo estão traçando novos caminhos para a espécie humana e como o público está reagindo ao futuro do turismo espacial privado.
“A casa através da sala de jantar. Arquitetura em torno da mesa” é um trabalho de pesquisa realizado pelo arquiteto Francisco Javier Fernández García no âmbito do Mestrado Universitário em Estudos Avançados de Arquitetura da Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona. Orientado por Xavier Monteys e escrito sob a forma de um “ensaio editorial”, tem como objetivo colocar sobre a mesa, no sentido mais literal da expressão, a figura da sala de jantar como um elemento doméstico capaz de repensar a casa. Não se trata propriamente de uma coleção de salas de jantar; pelo contrário, frequentemente surgem imagens de naturezas diversas, em um exercício de comparação que contrapõe e permite que características comuns se reflitam mutuamente. Falar sobre a sala de jantar é o pretexto para lançar luz sobre muitos outros temas relacionados à casa e ao habitar.
Horários estendidos, prazos impossíveis, pressão para fazer networking — os setores imobiliário e de design podem tornar desafiador para pais e mães que trabalham encontrar tempo suficiente no dia a dia. À medida que muitas empresas começam a repensar suas normas e políticas, temos a oportunidade de refletir e considerar quando, onde, como e até mesmo por que trabalhamos.
Eu — ao lado de um pequeno mas resiliente exército de pais e mães que trabalham na região de Chicago — quero desafiar nosso setor a pensar mais alto. Estamos em um momento propício para mudanças, especialmente diante da "Grande Renúncia" e da acirrada disputa por talentos. A pandemia nos mostrou que o tempo é o nosso bem mais precioso e, com isso em mente, acreditamos ser possível construir políticas e práticas inclusivas que atraiam profissionais para o nosso setor. Veja como:
Existe uma frase famosa — geralmente atribuída a Winston Churchill — que diz: “A história é escrita pelos vencedores”. Essa crença cínica e amplamente errônea só poderia ser verdadeira se a história fosse fixa, consolidada, estática. Mas ela nunca é, e é precisamente por isso que existem historiadores/as. Talvez seja mais preciso dizer que o primeiro rascunho da história é escrito pelos vencedores. No entanto, como qualquer escritor/a dirá, primeiros rascunhos são sabidamente pouco confiáveis. O mesmo acontece com a história da arquitetura. As mulheres desempenham papéis significativos na área desde o início da profissão, mas não é assim que a história registrou. Um novo livro, The Women Who Changed Architecture (Princeton Architectural Press), uma coletânea de mais de 100 minibiografias de importantes arquitetas, abrangendo mais de um século, espera dar um passo em direção à correção dessa omissão. Recentemente, conversei com Jan Cigliano Hartman, editora do volume, sobre a criação do livro, figuras importantes e negligenciadas, e por que esta não é uma lista definitiva.
Quando o estimado Blair Kamin deixou o cargo de crítico de arquitetura do Chicago Tribune no início de 2021, a cidade ficou sem profissionais na cobertura diária de crítica em seus veículos de imprensa locais. Essa triste situação foi parcialmente corrigida recentemente, quando o Chicago Sun-Times anunciou que Lee Bey iniciaria uma coluna mensal de arquitetura. O escritor, historiador, fotógrafo e crítico traz uma vasta experiência para a nova função: ele foi crítico de arquitetura do Sun-Times por cinco anos no final da década de 1990, atuou como chefe de gabinete adjunto de planejamento e desenho urbano na gestão do prefeito Richard M. Daley, foi diretor de relações governamentais na SOM e lecionou no IIT. Seu livro mais recente é Southern Exposure: The Overlooked Architecture of Chicago’s South Side. Na semana passada, conversei com Bey sobre sua nova função, sobre como a cidade mudou desde sua última passagem como crítico e sobre a importância singular da arquitetura para Chicago.
A realidade virtual trouxe novas formas de trabalho para arquitetos/as. Aliada a softwares de visualização em tempo real, a tecnologia constitui uma ferramenta robusta e com infinitos recursos para o fluxo de trabalho de projeto. Ela auxilia no desenvolvimento da proposta, atende a demandas específicas e ajuda a conquistar clientes. A seguir, apresentamos quatro motivos essenciais para implementar a VR em seu fluxo de trabalho de projeto.
Instalação do Designer do Ano, Franklin Azzi, na Maison&Objet. Imagem cortesia de Metropolis Magazine
Com um público recorde de visitantes e marcas expositoras internacionais, a tradicional feira de mobiliário e decoração de Paris, Maison&Objet, destacou o luxo, o artesanato e a tecnologia em sua edição deste ano. Realizado no Parc des Expositions de Villepinte de 24 a 28 de março, o evento reuniu 1.811 marcas da Europa e da Ásia, distribuídas em estandes de grande escala, exibições imersivas, cafés ambientados e espaços dedicados a novos talentos. Embora o evento tenha sido remarcado de janeiro para março, houve um aumento de 36,7% no público em comparação com a primeira edição pós-pandemia, realizada em setembro passado.
A International Contemporary Furniture Fair (ICFF) e a WantedDesign Manhattan acontecerão no Jacob K. Javits Convention Center em Nova York, de 15 a 17 de maio de 2022. Imagem cortesia de ICFF
Nos primórdios da pandemia, a curadora do MoMA, Paola Antonelli, e a crítica de design baseada em Londres, Alice Rawsthorn, iniciaram uma série de lives no Instagram chamada Design Emergency. A iniciativa documentou as soluções de design mais impressionantes que surgiram durante a crise da Covid-19 — aquelas que enfrentavam necessidades urgentes de saúde e da sociedade com foco, clareza e velocidade sem precedentes, muitas vezes de maneira bastante local. Em maio ocorre o lançamento do livro originado dessas conversas com os protagonistas da resolução de problemas, direcionando o debate para o próximo foco do mundo do design: como aproveitar essa experiência e atuar como agente de mudança. Portanto, no momento em que as feiras de design de Nova York, a International Contemporary Furniture Fair (ICFF) e o WantedDesign Manhattan, retornam ao seu período habitual de primavera, de 15 a 17 de maio, no Jacob K. Javits Convention Center, é muito oportuno que a voz de Antonelli seja ouvida na palestra principal "Design Emergency: Building a Better Future".
Há muitos e muitos anos, tive a sorte de conseguir um emprego de verão com Robert A.M. Stern enquanto estava na pós-graduação. As novas memórias de Stern, Between Memory and Invention: My Journey in Architecture (MonacelliPress, 2022), motivaram minhas próprias mini-memórias, com alguns detalhes relevantes que não foram incluídos no livro.
Cheguei ao escritório no início do verão, pouco tempo após a dissolução da Stern & Hagmann e do divórcio de Bob. Encontrei dois futuros profissionais de arquitetura, uma secretária-recepcionista-contadora simpática, mas desorganizada, e Bob. O escritório cresceu ao longo daquele verão e nos anos seguintes — hoje, a equipe conta com mais de 200 pessoas, incluindo 16 sócios/as na Robert A.M. Stern Architects (também conhecida como RAMSA).
Sem dúvida, as portas pivotantes estão mais em alta do que nunca. Girando em torno de um eixo vertical com componentes quase invisíveis, essas portas se caracterizam por suas linhas limpas, estética contemporânea e infinitas possibilidades de design – atributos que as tornam ideais para uma ampla gama de aplicações, especialmente como elementos de destaque no projeto. O grande diferencial dessas portas, no entanto, é o seu movimento fluido e elegante, que proporciona transições suaves entre os ambientes, distinguindo-as das portas de dobradiça comuns. Para garantir esse movimento característico, duas etapas são indispensáveis: a escolha de ferragens de alta qualidade e uma instalação correta.
San Diego é uma cidade intrinsecamente ligada ao oceano. Desse modo, sua arquitetura responde a uma variedade de influências culturais e condições naturais. Lar de estilos arquitetônicos diversos e distintos, San Diego abriga desde residências vitorianas no estilo Queen Anne e bangalôs craftsman até estruturas de estilo neocolonial espanhol. Além de obras monumentais como o Salk Institute e a Geisel Library, San Diego também abriga uma série de projetos contemporâneos, tanto culturais quanto residenciais.
Embora o novo livro de Stephen Zacks, G.H. Hovagimyan: Situationist Funhouse, seja ostensivamente sobre a vida e a obra do artista, há um subtexto intrigante e aparentemente oportuno pairando ao fundo: o complexo papel da arte e da cultura no desenvolvimento e redesenvolvimento das cidades. Trata-se de uma questão complexa e por vezes tensa, propensa a um pensamento simplista, até mesmo binário. Zacks, amigo e ex-colega na revista Metropolis, sempre teve uma visão mais sutil do assunto. Na semana passada, entrei em contato com ele para conversar sobre a obra de Hovagimyan, as lições históricas da Nova York dos anos 1970 e os motivos pelos quais a "gentrificação" precisa de um novo nome.
Costuma-se dizer que só percebemos se o/a arquiteto/a considerou a acústica de um espaço quando isso não foi feito. Pense em interiores de restaurantes altamente instagramáveis, mas nos quais é impossível ouvir o que a pessoa do outro lado da mesa está dizendo.
Durante muito tempo, o tratamento acústico recebeu pouca ou nenhuma atenção na formação acadêmica em arquitetura. As coisas podem estar mudando, mas — para a sorte de empresas como a suíça Impact Acoustic — ainda há uma clara necessidade de provedores de soluções com sensibilidade arquitetônica que priorizam, acima de tudo, a redução de ruídos.
Anos atrás, profissionais de arquitetura migraram dos desenhos feitos à mão para o CAD. O tempo economizado e a eficiência obtida transformaram o setor. Hoje, é difícil encontrar um/a arquiteto/a que trabalhe exclusivamente com os métodos tradicionais de papel e caneta. Essa transição digital continuou a evoluir.
Uma obra de infraestrutura pode, literalmente, matar uma cidade? Esta é a questão que o escritor Jim Krueger propõe em seu podcast recente, The Road That Killed a City. O local em questão é a cidade onde Krueger vive hoje — Hartford, Connecticut — vizinha ao arborizado subúrbio de West Hartford, onde ele cresceu. Krueger morou em ambas as cidades, o que ajuda a equilibrar a surpreendente história que ele revela sobre como a capital de Connecticut foi empalada por uma rodovia (na verdade, duas: a I-84, de leste a oeste, e a I-91, de norte a sul, convergem em Hartford em uma espécie de marco zero viário). Conversei com Krueger sobre o que motivou o podcast, parte do que ele descobriu sobre a história dessa malfadada "melhoria" urbana e o legado de uma rodovia que continua a impedir o renascimento de Hartford — uma herança compartilhada por muitas cidades na América do Norte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134705/uma-rodovia-matou-a-cidade-de-hartfordMichael J. Crosbie
No dia 5 de maio, foi inaugurada a primeira edição do Model. Festival de Arquiteturas de Barcelona. O evento, organizado conjuntamente pela Prefeitura de Barcelona e pelo Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC), é liderado pela equipe de direção artística composta por Eva Franch i Gilabert e Beth Galí, juntamente com o pesquisador cultural José Luis de Vicente, aproximando-nos da arquitetura experimental e nos ajudando a repensar como queremos viver juntos por meio de novos modelos de cidade e novos imaginários.
Por meio de cinco instalações de arquitetura efêmera situadas em um circuito pelo distrito de Ciutat Vella — passando pela Praça da Catalunha, pela laje de Sant Antoni, pela Praça Idrissa Diallo, pelo Passeio de Lluís Companys e pela Praça Real —, são explorados os os cinco grandes eixos desta edição do festival, cujo tema central é "Recrecer" (Recrescer): Entre-Classes, Entre-Culturas, Entre-Espécies, Entre-Gerações e Entre-Matérias.
Nesse contexto, apresentamos a seguir a instalação "Revertir la Pirámide" (Reverter a Pirâmide), do OJO estudio.