Entre em um ambiente banhado por uma luz acolhedora e convidativa e você se sentirá instantaneamente à vontade. Entre no mesmo espaço sob o zumbido de fluorescentes ofuscantes, e você poderá começar a ranger os dentes.
Por quê?
Em 2014, um estudo do Journal of Consumer Psychology revelou que, quanto mais intensa a iluminação, mais afetadas e intensas eram as emoções das pessoas participantes — tanto as positivas quanto as negativas.
O estudo incluiu seis experimentos que analisaram a relação entre a emoção e a luminosidade do ambiente. Sensações de acolhimento aumentaram quando as pessoas participantes foram expostas a uma luz brilhante com nuances avermelhadas, ao passo que a sensação de angústia aumentou sob o predomínio de uma luz mais azulada.
Além disso, quanto mais brilhante a luz, mais intensas se tornavam as emoções das pessoas participantes. Tanto a intensidade quanto a cor da iluminação influenciavam diretamente o humor das pessoas.
The Ritterman Building. Imagem cortesia de bpr architects
Para a bpr architects, o BIM Nível 2 está se tornando parte da rotina. Este escritório de médio porte sediado no Reino Unido, de controle compartilhado pelos funcionários, foca em como o bom design pode agregar valor à visão do cliente. Sob a liderança dos diretores Paul Beaty-Pownall e Steve Cowell, a empresa se especializa em três setores principais: ensino superior, estações ferroviárias e revitalização urbana.
A proposta Circuito de Ativação Temporal conquistou o terceiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe autora, a proposta vencedora do terceiro lugar propõe "um sistema mutável e flexível, que represente os tempos atuais".
A inteligência artificial (IA) representa a ruína da profissão da arquitetura e dos serviços de projeto (como alertam alguns) ou seria um caminho para melhorar a qualidade geral do projeto do ambiente construído, expandindo e ampliando as frentes de atuação de maneiras ainda não exploradas? Conversei com meu colega da University of Hartford, Imdat As. O Dr. As é arquiteto com especialização em design digital, professor assistente de arquitetura e cofundador do Arcbazar.com, um site de design baseado em inteligência coletiva (crowdsourcing). Sua pesquisa atual sobre IA e seu impacto no projeto e na prática arquitetônica é financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA. Recentemente, nos reunimos para conversar sobre como essa tecnologia emergente pode mudar o projeto e a prática profissional como os conhecemos — e, se for o caso, se isso seria algo tão ruim assim.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117588/eu-realmente-nao-vejo-a-ia-como-uma-ameaca-imdat-as-sobre-inteligencia-artificial-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
É 2018, e deve ficar claro para todos no campo da Arquitetura e Construção que o BIM é o futuro para projeto, construção e manutenção de edifícios e infraestrutura. Há milhões de dólares em dinheiro de marketing gastos por empresas de software BIM todos os anos, tentando convencê-lo de que o Building Information Modeling não pode acontecer sem seu produto. Eles tentarão convencê-lo de que seu produto é o “verdadeiro BIM”. É claro que vivemos em uma sociedade capitalista aberta, onde esse comportamento é esperado. No entanto, se você e sua empresa estiverem migrando para o BIM, esse ruído de fundo pode ser preocupante ... e, se não for, deveria ser.
A proposta Ensamble San Borja conquistou o segundo lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe de autoria, a proposta premiada com o segundo lugar busca criar "um espaço vivo que se transforma conforme as necessidades e se adapta às exigências".
É justo dizer que a casa francesa E-1027 de Eileen Gray não viveu uma vida encantadora: ela sobreviveu à profanação de Le Corbusier, foi alvo dos nazistas,por um período foi destino de orgias e drogas, e esteve perto do abandono. No entanto, ultimamente, o futuro da infame casa parece mais otimista: a Cap Moderne, uma organização sem fins lucrativos dedicada a reabilitar e abrir o edifício como um destino cultural, lançou recentemente uma campanha de financiamento coletivo para continuar a restauração da edificação. Nos últimos anos, o trabalho dos restauradores concentrou-se na recriação dos móveis projetados por Eileen Gray e os últimos esforços concentram-se na sala de jantar. Como esse ambiente - e toda a casa - perdeu seus móveis e entrou em ruínasé uma longa história, com muitas reviravoltas.
Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.
https://www.archdaily.com.br/pt/902836/cidades-devem-pensar-em-arvores-como-infraestrutura-de-saude-publicaMayra Rosa
Pesquisadores, acadêmicos e curiosos conhecem a emoção de procurar os detalhes de algo misterioso ou inexplicado. Neste tweet de 2017, Paul Cooper notou uma diferença em uma foto de quase 100 anos que o levou a descobrir a verdadeira história por trás de um estranho “apêndice” no topo do Templo de Zeus em Atenas. O que se seguiu é o equivalente no Twitter a um thriller arquitetônico. Por que as representações do templo foram alteradas? O Sr. Cooper nos conduz a uma jornada de 18 tweets que revela o mistério.
A equipe liderada por Oscar Luengo e Álvaro Parraguez conquistou o primeiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e para a geração de propostas para o Bairro San Borja".
Intitulada Corredores San Borja, a proposta vencedora "propõe as passarelas como corredores espaciais integradores entre torres, praças e atividades perimetrais, permitindo a fluidez e a articulação entre os espaços desconexos internos e externos do conjunto".
No final de janeiro, participei de um comovente funeral na Capela de Battell, em Yale, para Vincent Scully, o homem que me mostrou a arquitetura como uma carreira, e que continua a me inspirar como escritor e historiador. Lá, aproveitei a oportunidade para fazer uma visita a Benjamin Franklin e Pauli Murray Colleges, as primeiras novas residências na universidade de Yale em meio século. Fui embora maravilhado com a qualidade da arquitetura e agradecendo minha alma mater pela visão e compromisso em melhorar a cidade e o campus.
https://www.archdaily.com.br/pt/902802/esqueca-os-criticos-a-arquitetura-tradicional-ainda-pode-criar-espacos-contemporaneosMark Alan Hewitt
A Universidade da Nação, Máxima Casa de Estudos e Alma Máter são apenas alguns dos sinônimos utilizados para se referir à Universidade Nacional Autônoma do México, classificada como uma das melhores universidades da Ibero-América e onde se formaram intelectuais de destaque. Desse modo, é inevitável pensar na Universidade como um crisol do pensamento crítico e uma plataforma para ideais dissidentes que ecoam nos movimentos estudantis, cujas demandas variam de petições pela melhoria constante da educação ao descontentamento social com questões como a insegurança e a exigência de dignidade para a comunidade estudantil. Não surpreende, portanto, que eventos como o ocorrido no último dia 3 de setembro e nos dias subsequentes no campus central da UNAM ganhem tanta visibilidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117483/o-campus-universitario-como-espaco-de-protestoParvin Alexandra Camal Segundo
Minha cabeça, sem dúvida, é difusa e dispersa. Compara elementos distintos da arquitetura, marcados por momentos distantes, os lê e os contempla com paixão e intensidade. Não me resta dúvida que a leitura do protagonista deste artigo deu forma não somente aos meus pensamentos, mas também aos de muitos outros. Morre Robert Venturi, aos 93 anos, uma figura importante e uma referência central para a arquitetura.
E qual é o motivo disso? Venturi escreveu o livro Complexidade e Contradição na Arquitetura, cujas ideias apresentaram uma ótica impactante para toda a disciplina. No livro, Venturi se dedica a explicar uma frase de Rennie Mackintosh: "Há esperança no erro honesto, nenhuma na perfeição congelada do mero estilo".
Historicamente relegadas à esfera do privado, foi somente a partir do século XX que a mulher passou, de fato, a exercer seu direito à cidade e sua dinâmicas. Até hoje, no entanto, esta apropriação é cerceada. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva deste ano, oito em cada 10 mulheres brasileiras têm medo de andar sozinhas à noite.
Além da questão da violência, se colocam como entraves para o pertencimento, circulação e ocupação livre do espaço público pelas mulheres a ausência de políticas que visem contemplar necessidades urgentes do gênero feminino, além de suas identidades e olhares.
Há pouco tempo, líamos em um dos textos vencedores do Concurso Nacional de Crítica: “Em Chimbote, a cidade que cresceu dando as costas para sua baía, formada pela busca de uma vida economicamente produtiva, não há muito o que fazer, não há muito com o que se divertir. E isso não se deve apenas à escassa oferta de locais para atividades culturais ou de lazer, mas porque na própria rua, no espaço público, não há muito com o que se deparar. Parece difícil que essa situação mude na hora de construir a cidade (…) em uma cidade que se tornou entediante, útil apenas para uma precária produção econômica, na qual a rua é apenas um espaço de trânsito, de ir e vir sem maior emoção (…). Tomara que o tédio não nos tire a capacidade de imaginar novas formas de crescimento para a nossa cidade”. Uma severa e desafiadora crítica ao devir.
Agora, este projeto surge como uma resposta, mostrando outras formas de ver, viver e crescer para esta calorosa cidade do litoral norte do Peru. É uma forma de redescobrir uma emocionante Chimbote colorida, e é o que temos o prazer de apresentar e destacar nesta publicação: o outro lado, as ações de reação diante das críticas ou, justamente, o que um pensamento crítico é capaz de realizar. Além de ser — um respiro — um exemplo replicável de pequenas grandes ações a serem implementadas em cidades de outras partes do país, além de Lima.
A primeira vista, ao se aproximar da CDMX pelo ar, é impactante. Um mar de edificações indica que estamos chegando à quinta capital mais populosa do mundo. A escala da cidade dificulta reconhecer seus limites, tornando inevitável o uso de marcos urbanos e suburbanos para se orientar: Zócalo (Centro), Museu Tamayo no Bosque de Chapultepec (Oeste), Cidade Universitária e Museu Frida Kahlo (Coyoacán) e Cidade Satélite (saída Norte).
Situada em uma posição geográfica estratégica dentro das rotas tradicionais do design, a cidade se beneficia de conexões e interações próximas com a América do Norte e a Europa. Felizmente, essas tendências externas são refinadas pelo filtro local; a vasta história e tradição das culturas originárias do México permeiam as influências estrangeiras, transformando-as em criações únicas, com um forte interesse por materiais nativos e suas técnicas de produção.
Francisco Javier Sáenz de Oiza. Image Cortesía de COAM
O arquiteto Francisco Javier Sáenz de Oiza é, sem dúvida, uma figura fundamental da arquitetura espanhola do século XX. Autor de obras como o icônico Torres Blancas e o atual Castellana 81, Sáenz de Oiza recebeu o Prêmio Nacional de Arquitetura em duas ocasiões (1946 e 1954), foi Diretor da Escola de Arquitetura de Madri (1981-1983) e uma personalidade que, com sua obra e reflexão, marcou o ritmo do movimento moderno na Espanha.
Precisamente este ano completam-se 100 anos de seu nascimento na vila de Cáseda (Navarra) e, para celebrar seu centenário, a XV Semana de la Arquitectura lhe prestará uma grande homenagem com uma exposição que reúne toda a sua trajetória. Trata-se de Centenario Sáenz de Oiza. 1918-2018, uma mostra realizada pela Fundación Arquitectura COAM junto à Dirección General de Arquitectura del Ministerio de Fomento, com curadoria de seus filhos, os arquitetos Vicente e Javier e a arquiteta Marisa Sáenz Guerra.
O cobre patinado, também chamado de oxidado, é um revestimento metálico que "envelhece bem", com excelentes propriedades mecânicas de resistência às intempéries. Por sua capacidade de transformação ao longo do tempo à medida em que se mantém em exposição às condições atmosféricas, o material dispensa manutenção, proporcionando um aspecto pouco usual às fachadas.
Indo além das placas em tom alaranjado, este material também permite aparência azul/esverdeada por processos químicos controlados de oxidação. Sua coloração é definida pela quantidade de cristais contidos na superfície do material junto à incidência de luz natural, possibilitando que os painéis apresentem diversas variação nos tons e nuances.
Para muitos jovens arquitetos, estudar fora é algo que transforma seu desenvolvimento profissional. A experiência abre os olhos para diferentes culturas, estilos e histórias de uma maneira que nenhum livro ou aula poderia explicar. Por essa razão, as escolas de arquitetura têm facilitado e incorporado intercâmbios internacionais em seus currículos. Além das oportunidades de estudo no exterior oferecidas pelas universidades, há muitas oportunidades para estudantes e recém-formados para viajar e explorar seu próprio tópico de estudo. Listamos abaixo 7 bolsas surpreendentes abertas para jovens arquitetos e estudantes:
No constante vai e vem de quem passa pela cidade de São Paulo, é possível que você já tenha percebido o típico grafismo que se repete em diversas calçadas. A clássica padronagem por trás dos módulos que conformam graficamente o mapa do estado de São Paulo foi criado em 1966 pela arquiteta e artista Mirthes dos Santos Pinto. Tudo começou quando o antigo prefeito, João Vicente Faria Lima, lançou na década de 1960 um concurso para o desenho do novo calçamento da cidade. Mirthes, que na época trabalhava como desenhista da Secretaria de Obras da Prefeitura de São Paulo, criou um mapa estilizado do Estado de São Paulo, a partir de módulos quadrados em peças geométricas brancas e pretas, que se alternavam, ora em cor sólida, ora pintada com a variação pela diagonal da peça, criando um padrão.
A cofundadora do escritório japonês de arquitetura SANAA, Kazuyo Sejima, apresentou mais detalhes do seu novo projeto para a futura Galeria Nacional de Budapest na ocasião de sua participação no Hay Festival Segovia, realizado na cidade homônima na última sexta-feira na zona metropolitana de Madri. A ganhadora do Prêmio Pritzker de 2010 (junto ao seu sócio Ryue Nishizawa) assinalou que o conceito deste projeto segue a linha de outros três icônicos museus realizados anteriormente pelo seu aclamado escritório de arquitetura: o Museu de Arte Contemporânea do século XXI em Kanazawa (2004), o New Art Museum na cidade de Nova Iorque e o Louvre de Lens, na França (2012).
No contexto da décima terceira edição do Hay Festival realizado na cidade de Segovia, Laszló Baán, diretor do Museu Húngaro de Belas Artes, revelou seu plano ambicioso, apresentando os detalhes do Projeto em Budapest, um masterplan de 100 hectares em pleno coração da capital, o qual contará com o projeto de outros dez museus, incluindo a Casa da Música Húngara projetada por Sou Fujimoto, a ampliação do jardim zoológico, o museu de belas artes e a própria Galeria Nacional de Budapest, concebida pelo SANAA para abrigar um acervo que vai da arte do século XIX até a contemporaneidade.
A obra de Robert Venturi - e o movimento pós-modernista que se desenvolveu paralelamente a sua carreira - foram momentos que frequentemente causam discórdia dentro da história da arquitetura. Para os modernistas mais ferrenhos, sua apropriação de estilos históricos era uma afronta à arquitetura da contemporaneidade. Para os mais tradicionalistas, o classicismo transformado em cafonice foi um insulto imperdoável à elegância do passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/902538/destaques-da-semana-complexidade-e-contradicaoKatherine Allen
A maioria das pessoas vivem hoje em cidades, que estão crescendo rapidamente. Estamos vivendo na era da urbanização, uma era que começou no início do século 19, quando grandes massas de pessoas decidiram estar mais perto umas das outras em vez de perto da terra. Não existe dúvida de que mais cedo ou mais tarde a grande maioria de nós, humanos, estaremos vivendo em cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/902532/ainda-nao-e-verdade-que-8-em-cada-10-pessoas-vivem-em-areas-urbanasWRI Brasil
O Common Edge já publicou sobre a herança anti-urbana do arquiteto e empreendedor John Portman. Vale a pena entrar em mais detalhes sobre esses projetos, já que parece que aprendemos muito pouco com seus fracassos.
Vamos começar com Detroit. O Renaissance Center foi um dos seus maiores e mais celebrados projetos. Mas esse complexo de sete arranha-céus interconectados apresenta algumas questões difíceis para os planejadores urbanos hoje: pode o centro de Detroit se recuperar totalmente desse desenvolvimento gigantesco e mal pensado? E, mais importante, por que outras cidades não aprenderam com suas lições claras?