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Detalle prototipo. Image Cortesía de BASE studio
BASE Studio, estúdio de design e pesquisa de sistemas arquitetônicos inovadores, projetou o "Flocking Tejas", um pavilhão composto por telhas artesanais de argila que surge como um sistema arquitetônico, potencializando as possibilidades de materiais feitos à mão e sistemas adaptativos, gerando, em essência, uma experiência que alimenta a curiosidade de seus usuários e usuárias.
O projeto foi finalista no concurso YAP_Constructo 8, dirigido pelo arquiteto Marcelo Sarovic e pela arquiteta Jeannette Plaut.
A história da arquitetura de Veneza, como vista hoje, é um amálgama de estilos com séculos de idade. Sendo um destino rico em cultura, muitos dos edifícios existentes em Veneza, desde residências ao longo dos estreitos canais internos até as grandiosas igrejas de cúpula de Palladio, permaneceram praticamente inalterados em seu desenho e layout geral desde o século XVI. Outrora um importante polo do comércio bizantino e europeu, a cidade hoje prospera graças ao fluxo constante de turismo e a um grupo fundamental de residentes locais.
As estruturas que compõem a malha urbana compacta da cidade, outrora fundamentais para seu papel como império comercial, passaram a assumir novas funções por meio de intervenções arquitetônicas. Notadamente, nomes da arquitetura como Carlo Scarpa, OMA e Tadao Ando desempenharam um papel fundamental nesse processo.
Acelerar o combate às mudanças climáticas e às desigualdades sociais depende das cidades. Foto: Daniel Hunter/WRI Brasil
A maior força no combate às mudanças climáticas está nas mãos das cidades. É nelas que a maior parte das pessoas vivem e onde a economia global gira. No entanto, de acordo com o novo relatório do New Climate Economy, intitulado “Unlocking the Inclusive Growth Story of the 21st Century: Accelerating Climate Action in Urgent Times” (Destravando a história do crescimento inclusivo do século 21: acelerando a ação climática em tempos urgentes), as áreas urbanas não estão fazendo uso do seu potencial de transformação para promover o desenvolvimento sustentável. E isso pode significar perder as últimas chances de reduzir a pobreza e deter as alterações do clima.
https://www.archdaily.com.br/pt/903342/cidades-precisam-de-acoes-ambiciosas-para-promover-o-desenvolvimento-sustentavelWRI Brasil
A história começou com uma ideia simples: um brinquedo com o qual toda criança, independentemente de idade e habilidade, pudesse brincar, sonhar e aprender. No entanto, o desenrolar dos fatos foi tudo menos simples. Disputas, processos judiciais e até mesmo uma morte marcam o caminho percorrido para tornar realidade um brinquedo hoje onipresente. O objeto em questão? O Lego.
São histórias como essa que Alexandra Lange explora em seu novo livro, The Design of Childhood: How the Material World Shapes Independent Kids. Alguns podem menosprezar o tema, aparentemente trivial. Certamente as crianças, com sua imaginação sem limites e apetite por brincadeiras, conseguem descobrir maneiras de encontrar diversão em qualquer coisa.
Constatações de que as cidades brasileiras cresceram sem o devido planejamento, de maneira desordenada, são recorrentes. Também é comum ouvir que a legislação urbana do Brasil é moderna, mas que temos dificuldades para tirar as melhores práticas do papel. Porém, poucas pessoas de fato entendem como funcionam as engrenagens do planejamento urbano e de que maneira esses mecanismos podem ajudar a conduzir os centros urbanos para um futuro melhor e mais sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/902839/a-engrenagem-urbana-brasileira-dispositivos-legais-parar-a-gestao-das-cidadesWRI Brasil
O Parque Bustamante é atualmente uma das áreas urbanas mais frequentadas da comuna de Providencia. Concluído em 1946, resulta da renovação do que outrora foram as antigas linhas ferroviárias que conectavam a antiga Estação Pirque — atual praça que nos reúne — e o vilarejo de Puente Alto.
Como um dos muitos parques lineares da cidade, vale a pena nos perguntarmos quais são as qualidades que tornaram o Parque Bustamante um ponto de referência em Santiago.
Entre maquetes e mãos, um contato que nunca deve ser perdido. Essa experiência nos provoca silêncio. Parar no tempo para pensar no cuidado ao fazer uma maquete de concreto. Não é preciso dizer muito, pois tudo é dito através dessas expressivas maquetes acompanhadas de um texto pessoal, que transmite com beleza e simplicidade a importância deste processo manual para a prática da arquitetura.
Em um mundo onde veículos automáticos, inteligência artificial (AI), Internet das Coisas (IoT), realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) estão se tornando termos comuns em todo o mundo, o cliente da AEC logo espera consistentemente alta qualidade nas apresentações e representações ao longo do processo projetual.
Muitas pessoas já estão antecipando a futura demanda por essas tecnologias, mas poucas estão preparadas para integrá-las umas às outras. A Enscape desenvolveu um sistema que combina vários desses recursos para criar experiências vivas, imersivas e inesquecíveis para seus clientes.
Todos nós sabemos que o conceito de lugar é um valor essencial para todas as pessoas, assim como para os arquitetos e as cidades que eles projetam. Arquitetos, urbanistas e até mesmo os administradores públicos costumam profetizar que "lugares" podem transformar uma cidade para melhor - mas o que nem todos sabem ao certo é, o verdadeiro significado deste conceito.
https://www.archdaily.com.br/pt/903045/destaques-da-semana-o-que-define-um-lugarKatherine Allen
Alguns jogadores trabalham diligentemente para recriar estruturas historicamente precisas ou projetar suas próprias interpretações.
Tanto gamers ávidos quanto observadores/as casuais provavelmente já ouviram falar de The Sims, um jogo de simulação de vida e uma das franquias mais populares da Electronic Arts (EA). O jogo, que passou por diversas versões e expandiu seu universo virtual inúmeras vezes ao longo da última década, permite que os/as jogadores/as idealizem e controlem histórias complexas para seus Sims. Essa "casa de bonecas virtual", como descreve o criador de The Sims, Will Wright, também oferece a quem joga a capacidade de personalizar e construir infinitamente suas próprias casas e cidades para seus Sims – um recurso que tem permitido a muitos/as gamers interagir mais de perto com o mundo real da arquitetura.
Cidades inundáveis e escassez de água na Amazônia: contradições e problemas que se acentuam ainda mais com as mudanças climáticas. Embora o reassentamento populacional seja uma solução em si, geralmente tende à insustentabilidade, o que acaba gerando um problema ainda mais complexo. Isso se deve à falta de métodos adequados de subsistência e à pouca adaptação da infraestrutura arquitetônica e urbana às particularidades culturais, sociais e ambientais de contextos específicos. Como alcançar a sustentabilidade? CASA [Cidades Auto-Sustentáveis Amazônicas], como o próprio nome indica, é um programa cujo trabalho se concentra em populações amazônicas vulneráveis que buscam ser sustentáveis e se transformar em resilientes a partir de seus próprios processos.
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Eduardo Castillo. Image Cortesía de Dostercios Editorial
A notícia correu rapidamente naquela tarde de quarta-feira. O arquiteto chileno Eduardo Castillo, sócio de Smiljan Radic, estava em estado grave após um acidente automobilístico sofrido naquele mesmo dia em Santiago. A comunidade local da arquitetura mal teve tempo de reagir quando, na manhã seguinte, quinta-feira, 5 de outubro de 2017, foi confirmado seu inesperado falecimento aos 45 anos de idade.
Barricadas nas ruas de Bordeaux durante os protestos de maio de 1968 na França. Cortesia de Wikimedia
Este artigo foi originalmente publicado como "What Marchers Today Can Learn from the May 1968 Protests in Paris" no CommonEdge em maio de 2018. Nos 50 anos desde os protestos históricos e mundiais de 1968, muita coisa mudou. Mas o clima político de hoje parece igualmente volátil, com mudanças sísmicas que ameaçam as instituições sociais e políticas em todo o mundo. Lições do passado são, para emprestar a frase do momento, mais relevantes do que nunca.
Recentemente, amigos americanos enviaram um e-mail: “O que está acontecendo com o sistema político francês? Por que tantas greves? E as infinitas marchas de protesto? Gostaríamos de visitá-lo em Paris, mas estamos um pouco desconfiados”.
Na última quinta-feira, 6 de setembro, foi realizada a celebração dos seis anos do ArchDaily no México. O evento exclusivo ocorreu em uma das joias arquitetônicas mais importantes do país: a Casa Gilardi, projetada pelo único arquiteto mexicano a receber o Prêmio Pritzker, o arquiteto Luis Barragán. O espaço serviu de cenário para que alguns dos arquitetos e arquitetas mais influentes da cena atual pudessem interagir com a equipe do ArchDaily México.
O Campo de Cebada se tornou uma das principais referências em autogestão e construção coletiva de espaços públicos, em estreita relação com as acampadas espanholas de 2011. Neste artigo, o coletivo de arquitetura Zuloark reflete sobre os princípios que foram importantes para que o experimento funcionasse.
Não é nenhum segredo que o pós-modernismo, ao longo dos últimos anos, tem passado por uma espécie de renascimento. Sua exuberância e entusiasmo, duramente criticados por muitos arquitetos, talvez sejam um bálsamo nestes momentos tão difíceis pelos quais o mundo está passando. Ou ainda, para parte de nossos colegas, o movimento talvez sirva apenas para criar edifícios fotogênicos que são posteriormente publicados no Instagram.
Dito isto, vale ressaltar que não estamos tratando aqui exatamente daquele pós-modernismo que surgiu durante os anos 60. O pós-modernismo que aqui nos referimos, é aquele que além de preocupar-se com as preexistências e com o contexto, também procura se reinventar através das novas tecnologias. Instalações e outras formas efêmeras de arquitetura também podem possibilitar uma nova perspectiva sobre a nossa prática profissional, e quando documentadas e catalogadas, estas obras ficam a disposição de todos para futuras pesquisas e consultas. Talvez estejamos lidando não mais com algo reacionário, contra a hegemonia do modernismo; a bandeira que os principais pós-modernistas de outrora levantavam e defendiam. O pós-modernismo de hoje pode ser algo ao mesmo tempo alegre e reservado, vernacular e altamente tecnológico.
No início de maio passado, Pola Mora (Bienal de Arquitetura do Chile/ArchDaily) e eu participamos, ao lado de Ethan Kent (Projects for Public Space) e José Chong (ONU-Habitat), das jornadas de avaliação dos projetos que integram o Imagina Madrid, um programa impulsionado pelo Intermediae, o espaço experimental da Área de Cultura e Esportes da prefeitura da capital espanhola.
No Imagina Madrid, profissionais de arquitetura, artistas, coletivos e mentes criativas de todos os tipos devem unir forças (e conciliar egos) para desencadear experimentações artísticas em um punhado de distritos periféricos de Madri, acompanhados, antes mesmo do primeiro esboço de projeto, por comunidades e organizações locais. Se assumirmos que a periferia urbana carece dos equipamentos e serviços necessários, no caso madrilenho ela também está marginalizada do lucrativo mercado de turismo: 9,9 milhões de turistas de todo o mundo visitaron Madri no ano passado, contribuindo para um setor que representou 14,9% do PIB total da Espanha em 2017.
Não é fácil encontrar materiais sobre a importância de maquetes construtivas. Elas servem para analisar e comunicar a organização dos elementos materiais que, por sua vez, abordam com um processo particular; não só permitindo estabelecer lógicas, detectar e modificar certos aspectos-chave do projeto, mas também abordar os procedimentos de execução inerentes à construção no local.
Juntamente com representações planas, o desenvolvimento dos detalhes construtivos é geralmente relegado aos últimos estágios do processo projetual. É então que identificamos que corresponde a um estágio relevante para alcançar um desenvolvimento operacional conveniente.
Na busca de abordar a representação e utilidade das maquetes construtivas, convidamos você a revisar uma série de exemplos diferentes:
Após se formar no Tecnológico de Monterrey, uma das principais instituições de ensino técnico do México, Francisco Gonzalez Pulido trabalhou em projetos de concepção e construção por seis anos antes de partir para os EUA, onde obteve seu mestrado na GSD de Harvard em 1999. No mesmo ano, o arquiteto começou a trabalhar com Helmut Jahn em Chicago, onde permaneceu por 18 anos — passando de estagiário a presidente da empresa em 2012, momento em que rebatizou o escritório como Jahn. Àquela altura, ele já havia desenvolvido um corpo de trabalho próprio na firma. No ano passado, Gonzalez Pulido fundou o FGP Atelier em sua cidade adotiva.
Hoje, o estúdio conta com uma dezena de arquitetos e arquitetas e supervisiona o projeto de alguns arranha-céus na China, um estádio de beisebol na Cidade do México e edifícios universitários em Monterrey, entre outros projetos. A entrevista a seguir foi realizada no FGP Atelier em Chicago, ocasião em que o arquiteto foi categórico ao transmitir sua visão: “A arquitetura é muito rígida, muito formal. É hora de se libertar... Quero construir de forma mais leve. Quero construir de forma mais inteligente.”
Quantas vezes nos deparamos com o desafio de projetar um centro cultural? Embora isso possa parecer uma façanha para a maioria, muitos arquitetos já se viram diante da tarefa de projetar um programa que combina centro comunitário e cultura.
Entre os projetos publicados em nosso site, encontramos exemplos que abordam a questão a partir de diferentes abordagens, de configurações flexíveis a propostas que priorizam a centralidade, gerando espaços de encontro e atividades. Veja, a seguir, 50 exemplos de centros culturais acompanhados de suas plantas e cortes.
Criado pela União Internacional de Arquitetos (UIA)em 2005, o Dia Mundial da Arquitetura é celebrado na primeira segunda-feira de outubro, com o objetivo de destacar e lembrar ao mundo sobre a responsabilidade coletiva da arquitetura no desenho das futuras cidades e assentamentos do planeta. Para celebrar, a equipe editorial do ArchDaily selecionou os artigos publicados este ano que mais despertaram seu interesse, entusiasmo ou inspiração. Continue lendo para conhecer as histórias.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117116/dia-mundial-da-arquitetura-2018-nossos-editores-celebram-com-suas-historias-e-projetos-favoritosKatherine Allen
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam uma abordagem intencional, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia aérea, é inevitável recordar Rudolf Schrimpff e Saúl Orduz. Embora os temas retratados pelas lentes desses dois fotógrafos-aviadores sejam amplos e variados, seus registros em sobrevoos pela cidade são muito numerosos e compõem uma produção consistente de imagens da cidade moderna em plena transformação, permitindo compreender o desenvolvimento urbano, bem como a inserção e a relação de diferentes edifícios e espaços urbanos modernos com o seu entorno.
O mais recente doodle da Google, em exibição hoje em sua página inicial no Brasil, homenageia Milton Santos, geógrafo brasileiro reconhecido mundialmente e reverenciado com destaque por conta de seus trabalhos que uniram a Geografia aos estudos de urbanização em países em desenvolvimento. Com sólida produção, Milton deixou uma vasta herança intelectual, hoje reunido no site produzido por sua família, classificados em biografias, livros, artigos, pesquisas e materiais audiovisual que mantém vivo o legado desta importante figura no cenário da Geografia e estudos urbanísticos.